Divulgação informativa e cultural da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco - Vila Real

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

À barca, à barca ...

AUTO da BARCA dos LARÁPIOS

Vem um Carjacker (Cj) com o seu colar de sete chaves pendurado ao pescoço. Chega ao batel do Inferno e diz:

Cj: Ei bacanos! 'tá aí alguém?
Dia: Como ousas perturbar o meu sono escaldante com tais palavras?!
Cj: Olha lá, meu, tu não falas assim comigo, ouviste?!
Dia: Mas que jovem tão empertigado! Pensas que com tais palavras conquistarás o que pretendes?!
Cj: Eu não tenho medo de ti, ó homem do rabo grande!
Dia: Pois, então, assim seja, batel divinal será teu leito.
Cj: Eu não entro nessa cena! A minha avó sempre me disse que o céu era, tipo, o meu destino, topas?
Dia: Pois então e tu crês? Tua avó também nesta barca entrou!
Cj: Meu, tu não falas assim da minha avozinha, ouviste?!
Dia: Pois então acredita. O tempo urge e eu não tenho o dia todo.
Cj: O quê? O tempo muge?
Dia: Urge! Urge, seu acéfalo!
Cj: Ai é! Então vais ter de esperar porque eu vou ver ali o outro bacano da concorrência.
Dia: Como queiras, meu jovem insano.

Vai o carjacker até à barca da Glória e diz:

Cj: Ei! ‘tá aí alguém?
Anjo: Que queres, jovem?
Cj: Eu quero ir assim, tipo, para o céu!
Anjo: Pois, mas no céu tu não entrarás, pois os carros que roubaste pesam demais.
Cj: Mas, olha lá, eu aqui só tenho as chaves! Os carros foram desmontados em bué peças...
Anjo: Pois, mas cada uma dessas chaves pesa toneladas neste batel.
Cj: Meu, ‘tás a dar-me uma tampa?!
Anjo: Por Deus, liberta-te e segue para o batel infernal.
Cj: Vais arrepender-te, mano, ouviste?! Eu vou mandar, tipo, o meu people dar-te uma sova que até vais ver estrelas!

E, dito isto, volta para a barca infernal, dizendo:

Cj : Oh tu ! Olha, tipo, manda aí o escadote que aqui em baixo ‘tá bué da frio.
Dia: Não te preocupes, cá depois aquecerás!

Catarina Esteves, 9ºA
AUTO do TGV do INFERNO

Vem o Primeiro-Ministro (P.M.), com um computador Magalhães debaixo do braço, vestido com um fato informal, muito bem disposto e sorridente. Chega ao TGV do Inferno e diz:

P.M: Hou do TGV! Hou do TGV!
Dia: Calma, calma que já lá vou! Ah, o Sr. Engenheiro José Sócrates! O que o traz por cá?
P.M: Foram uns mal afamados professores que envenenaram o meu whisky na viagem de regresso da cimeira ibero-americana.
Dia: E bem fizeram, pois cheio de pecados estás!
P.M: Eu não, Satanás. Deve ser engano. Eu até trago comigo a prova disso.
Dia: O quê? Essa tua máquina que até vicia as criancinhas inocentes?
P.M: O Magalhães não! Vai salvar e modernizar o país. Para não falar nas reformas que fiz na administração pública. Então a avaliação dos docentes foi uma maravilha.
Dia: Pois, sim, os teus amados Magalhães, vai ser só vê-los no lixo e nas mãos dos toxicodependentes e mendigos, que os hão-de tirar às criancinhas para os vender.
Os professores? Adoram-te!...Pois não foram eles a pôr cicuta na tua bebida?
P.M: Olha que te enganas, Belzebu. Os professores ainda me vão dar a razão e este computador já é cobiçado por países em todo o mundo.
Dia: Pois isso, não seria pela tua "fabulosa" campanha de vendedor nesta última cimeira. Até já deves ter recebido propostas para vendedor profissional em empresas multinacionais...
P.M: Não tenho tempo para estas conversas. Vou ao maquinista aqui ao lado, que esse sim, embarcar-me-á.

Vai o Primeiro-Ministro ao TGV do Paraíso e grita:

P.M: Hou do TGV do paraíso! Deixai entrar um honesto e competente governante.
Anjo: Na santa maquinaria de Deus só entra quem pecados não cometeu!
P.M: Mas não me vedes a mim? Sou homem de promessas e palavra.
Anjo: Tu viveste a enganar as pessoas com promessas de crescimento económico, progresso e desenvolvimento, que se revelaram vãs.
P.M: E a minha licenciatura não me vale?
Anjo: Aqui não entram falsos engenheiros e ministros mentirosos. Volta para o T.G.V. infernal e asinha que de pecados transbordas.
P.M: Parece que escolha não tenho. Nem a licenciatura, nem o Magalhães me valem! Vou então para onde a minha alma pertence.

Chega novamente ao TGV dos danados e grita uma última vez:

P.M: Ó criatura infernal! Razão tinhas tu. Deixa-me entrar de vez, e talvez lá engane os que já julgaste tu...


Martim Monteiro, 9º B, n.º 17

momentos de ternura

- Katarina! São horas de jantar!
- Já vou, avô, já vou!
- Anda! Despacha-te senão a tua sopinha arrefece e depois não fica tão gostosa! E já sabes como é a avó! Não gosta de atrasos!
-Pronto! Já estou aqui! Avô, estás sempre a chamar-me Katarina! Não é que eu não goste, mas eu sou Rose! Mas não me importo que me chames isso! Até gosto do nome, apesar de ser antigo e estar fora de moda!
Rose olha atentamente para o avô e diz:
- Limpa a boca, avô!
- Ora, ora Katarina! Eu sei que não gostas que te chame este nome, mas as lembranças da minha mãe são muitas! Abençoada mulher!
O avô com uma lágrima no cantinho do seu olho claro e triste, olha para sua neta disfarçadamente.
Rose adorava o seu avô e não gostava nada de o ver assim, naquele estado. Então, ela tenta animá-lo com umas palavras doces:
- Avô, não fiques assim! O passado é uma lembrança que nos persegue até ao fim das nossas vidas, seja ele bom ou desagradável. Simplesmente tens que pensar positivo. O que importa neste momento é que eu estou aqui, ao pé de ti, a comer esta maravilhosa sopa, de que eu tanto gosto. Eu nunca te abandonarei!
O avô abraçou a sua neta, com um sorriso plastificado, mas que, no fundo, no fundo do seu coração, era honesto e verdadeiro.



Cláudia Martins
7º - D , Nº - 5

Dia Internacional do Voluntariado


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Exposição "Flora de Brincadeiras" de João Pinto Vieira da Costa




DE 3 a 13 de Dezembro, poderá visitar a exposição "Flora de Brincadeiras", na Biblioteca Municipal de Vila Pouca de Aguiar.


Esta mostra de brinquedos, construídos a partir da matéria vegetal, teve início na nossa Escola e já percorreu diversos espaços do país, tais como o Museu do Brinquedo de Seia, Centro de Interpretação do Parque Natural do Alvão, em Vila Real e em Mondim de Basto, Museu Carmen Miranda - Marco de Canaveses, Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira, Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, Escola EB2/3 de Alpendorada, Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa e Quinta da Gruta - Maia.


É uma iniciativa que surgiu na sequência da publicação da obra "Flora de Brincadeiras" de João Pinto Vieira da Costa, professor na nossa escola. Mais informações em http://florabrin.blogspot.com

o 1º de Dezembro

Realizou-se no passado dia 28 de Novembro, no grande auditório do Teatro de Vila Real, o espectáculo habitual do 1º de Dezembro, organizado pela Associação de Antigos Alunos do Liceu Camilo Castelo Branco. Mais uma vez, o grupo "Cantares do Liceu" participou nesta iniciativa interpretando dois temas ilustrados por algumas imagens sugestivas da actualidade social e política.
Os valentes guerreiros.
Dona "Merenciana" teve, este ano, a preciosa ajuda do"portátel" Bisalhães.

Como sempre, o Coro Pyjamante foi de gritos!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A minha biblioteca ideal

Na sequência da visita guiada à Biblioteca da Escola, foi proposto a todos os alunos do 7ºano que produzissem um texto subordinado ao tema" a minha biblioteca ideal". Os alunos de cada turma escolheram os textos que divulgamos.



Imagino o meu ideal de biblioteca como um lugar colorido, alegre e divertido. Haveria sofás confortáveis para podermos folhear os livros com tranquilidade e aí o relógio pararia até ao final da história, sem interrupções desagradáveis que acontecem sempre na melhor parte da narração. Poderia haver também livros em estantes mágicas onde bastaria levantar a capa e as personagens da história falariam e contariam as suas aventuras. Movimentar-se-iam à minha volta como se eu também fizesse parte dela.
Num cantinho da minha biblioteca, gostaria que houvesse música calma para nos ajudar a relaxar para, de seguida, podermos rever as matérias das aulas com toda a concentração. Sempre que surgissem dúvidas no estudo, apareceria um Professor para nos esclarecer imediatamente. Tudo seria tão fácil, tão simples, que poderíamos pensar: “Estudar não custa!... É tão bom aprender!...”
Eu acho que as bibliotecas deveriam ser mais apelativas, vivas, alegres e coloridas e não serem apenas um amontoado de livros que esperam ser lidos.

Joana Varandas Borges, 7º C, Nº 23

A minha biblioteca teria as paredes cheias de estantes. Teria livros para crianças, para adultos, para rir, para pintar…enfim, para todos os gostos e todos os tipos de estados de espírito. Seria simplesmente perfeita!
As suas paredes seriam coloridas e não brancas pois, na minha opinião, a cor dá vida. Neste caso, vontade de ler e entrar na aventura, na fantasia, na magia que os livros originam e nos trazem.
Uma biblioteca, essencialmente, deveria ter um cantinho de leitura e um de estudo e pesquisa. Também deveria ser acompanhada por professores que conseguissem ajudar a esclarecer dúvidas que fossem colocadas pelos seus visitantes.
Não me posso esquecer de um cantinho de diversão com passatempos relacionados com o estudo, pois a brincar também se aprende, nem que seja só um bocadinho.
Para mim, a biblioteca seria o paraíso da magia, do poder de sonhar. Um livro, por mais fraco que seja, traz-nos mil maravilhas. Um livro pode mudar radicalmente uma pessoa e a sua vida. E a biblioteca perfeita seria constituída por milhares desses livros, pois um livro é um segredo que se torna um mistério e que ao ser desfolhado, de página em página, se vai revelando.

Cláudia Martins, 7º D, Nº 5

Na minha opinião, uma Biblioteca tem de ter livros variados, desde Histórias Infantis a livros para adultos. Tem de estar adaptada às novas tecnologias, tem de ter diversas mesas, tem de ser confortável, silenciosa, organizada, para se poder trabalhar.
Deve ter informações para se saber como procurar o que necessitamos.
A sala da Biblioteca tem de estar limpa e deve ter professores e funcionários que ajudem no seu bom funcionamento.
Para mim, a Biblioteca é um bom local para trabalhar e adquirir mais conhecimentos.
Tem de ser estimada por todos os que a utilizam, porque ela é de todos nós.



Miguel Ângelo Carvalho Alves, 7ºA, Nº18

Participação da Escola no Concurso Europeu "Juvenes Translatores"







A Escola Secundária Camilo Castelo Branco foi seleccionada, de entre 24 escolas dos vinte e três países da União Europeia, para integrar esta actividade de tradução.
Esta prova realizou-se no dia 27 de Novembro, às 9 horas, com a participação de quatro alunos nascidos em 1991. Os participantes tiveram a possibilidade de escolher a língua de origem e destino do texto a traduzir. Assim, enquanto Cátia Azevedo (11ºA) traduziu um texto de Alemão para Português, Gustavo Gonçalves e Rafael Pinto ( 12ºI) traduziram de Português para Inglês. Richard Peace traduziu um texto de Inglês para Português. Depois de concluídas, as provas foram enviadas para um júri de Bruxelas.
Os resultados serão publicados no sítio Web do Concurso Juvenes Translatores até final de Janeiro de 2009. Os vencedores (esperemos que sejam os nossos!) serão convidados para a cerimónia de entrega de prémios em Bruxelas, a 3 de Abril de 2009.
Esta iniciativa foi dinamizada pelas professoras Paula Seixas e Natália Almeida.

Visita de Estudo ao Museu dos Transportes e das Comunicações

Visita de estudo ao Museu dos
Transportes e Comunicações, no Porto


Saímos de Vila Real por volta das 8h30 da manhã, o dia estava a amanhecer!
A viagem para o Porto foi uma autêntica diversão, mas eu estava com o pressentimento de que algo de mal poderia acontecer, ao longo desse dia, que era, por sinal, maravilhoso! Os raios de sol atravessavam as janelas do autocarro, dando-nos alegria e benefício para acordar e saborear o longo e belo dia que tínhamos pela frente.
Sentia-me desprotegida, não sabia o que fazer durante o percurso, então comecei a fazer tranças à Joana, enquanto ia adiando o precioso e indispensável momento de ler o livro, aquele livro que me despertava tanto a curiosidade, e fazia nascer em mim a magia que necessitava para soltar as lágrimas, o livro faz-me lembrar tudo. Não hesitei em abri-lo e começar, mas bastaram-me umas simples palavras para ficar com as lágrimas nos olhos, o medo de o ler e chorar, era mais forte que a vontade, então, fechei-o, adiando o momento de sentir as palavras em mim.
Quando chegámos, a minha soneira descomunal libertou-me. Estava tudo a correr bem, e a manhã foi muito agradável, mas quando estávamos a sair do museu, a professora Conceição caíu de cara no chão, e tentámos ajudá-la, ela começou a sangrar do nariz, e aquele sangue todo mexeu comigo, pois fez-me pensar como estaria a minha prima quando se suicidou, e o sangue derramado por ela através de um simples puxar do gatilho, que foi a causa do sofrimento de tantas pessoas. Não hesitei em ajudar a professora, uma vez que já não consegui ajudá-la a ela, e omitir, esconder, fazer desaparecer o sofrimento causado.
Uma lágrima escorregou-me, face abaixo.
Tentei não pensar mais, mas enquanto íamos para o shopping foi o único pensamento que me penetrou a mente e invadiu o meu ser… após seis meses, o sentimento permanece.
Chegámos ao shopping e algo me despertou a mente e me deixou sem pensamento algum.
Partimos de Vila Real, e quando chegámos, só se viam lágrimas na turma A, iam perder um elemento, a Luísa. Fui lá a correr a abracei-a, fiquei a chorar na Avenida.
Fui ao treino para aliviar um pouco, e quando cheguei a casa, só queria que tudo acabasse, e adormeci.

Vivian de Carvalho, 8.ºD n.º28
23 de Novembro, 2008
Viajando e comunicando

Que linda paisagem
Ao descer o Marão
Entre duas montanhas
Um mar de algodão.

Quando chegámos ao Porto
Ficámos muito animados,
A viagem foi divertida
E não estávamos cansados.

Entrámos no Museu
Começámos a visitar
Vimos logo um carro
Que era de pasmar!

Vimos carros antigos
Mesmo de espantar
Eram todos muito lindos
Neles não podíamos andar.

À volta da lareira
As famílias comunicavam
Comiam, riam e liam
Mas também dançavam.

Falaram-nos de mecânica
Que não deu para entender
Só os rapazes responderam
Saímos de lá a tremer.

Quando passámos a rádio
Ouvimos o jornalista falar
Os colegas Telma e o Daniel
Começaram a relatar.

Foi um momento divertido
E cheio de animação
Ficámos com a alma cheia
No final da exposição.
Andreia Gonçalves - 8º F - nº 2
13 de Novembro de 2008

Projecto Jovens Asas







Realizou-se no dia 21 de Novembro, no auditório desta escola, uma sessão teórica integrada no “ Projecto Jovens Asas”, organizado pela Federação Portuguesa de Aeronáutica.
Esta acção tem como objectivo a divulgação dos desportos aeronáuticos integrados nesta Federação, nomeadamente o Voo à Vela, Rally Aéreo, Voo Acrobático, Balonismo, Ultraleves e Paramotor.
Perante um público constituído por alunos do 9º ao 12ºanos, os oradores, Engenheiros Carlos Trigo e Carlos Gorjão, pilotos desportivos e peritos em Aeronáutica, cativaram os presentes nesta temática, em que se expôs de uma forma lúdica e científica todo o processo de voo de uma aeronave, bem como as saídas profissionais na área da Aviação, e alguns aspectos ligados às diversas modalidades de Desportos Aeronáuticos.
Este projecto apresentará outra sessão de carácter prático, a realizar no Aeródromo de Vila Real, na qual se demonstrarão as diversas modalidades de voo, prevendo a possibilidade de alguns alunos experimentar algumas destas modalidades.
A sugestão da ligação deste projecto à nossa escola deve-se à proposta do professor António Teles e do piloto do Aeroclube de Vila Real, Jorge Oliveira.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Campanha de Solidariedade

Campanha realizada no âmbito da disciplina de EMRC

Filme realizado por

Fabiana e Rafael, 12ºI

terça-feira, 25 de novembro de 2008

24 de Novembro - Dia Nacional da Cultura Científica

24 de Novembro é o Dia Nacional da Cultura Científica , uma data que assinala o nascimento de Rómulo de Carvalho, o professor-cientista-poeta que adoptou o pseudónimo literário de António Gedeão.



Poema para Galileo

Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios.)
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.

Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei… eu sei…
As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileo Galilei!

Olha. Sabes? Lá em Florença
está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.
Palavra de honra que está!
As voltas que o mundo dá!
Se calhar até há gente que pensa
que entraste no calendário.

Eu queria agradecer-te, Galileo,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar- que disparate, Galileo!
- e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação-
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.

Pois não é evidente, Galileo?
Quem acredita que um penedo caia
com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo da praia?
Esta era a inteligência que Deus nos deu.

Estava agora a lembrar-me, Galileo,
daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo
e tinhas à tua frente
um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo
a olharem-te severamente.
Estavam todos a ralhar contigo,
que parecia impossível que um homem da tua idade
e da tua condição,
se tivesse tornado num perigo
para a Humanidade
e para a Civilização.
Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios,
e percorrias, cheio de piedade,
os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.


Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,
desceram lá das suas alturas
e poisaram, como aves aturdidas- parece-me que estou a vê-las -,
nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.
E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual
conforme suas eminências desejavam,
e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal
e que os astros bailavam e entoavam
à meia-noite louvores à harmonia universal.
E juraste que nunca mais repetirias
nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,
aquelas abomináveis heresias
que ensinavas e descrevias
para eterna perdição da tua alma.
Ai Galileo!
Mal sabem os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andavam a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilómetros por segundo.
Tu é que sabias, Galileo Galilei.

Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.
Por isso estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,


enquanto eles, do alto incessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo,
caindo,
caindo,
caindo sempre,
e sempre,
ininterruptamente,
na razão directa do quadrado dos tempos.

António Gedeão (1906-1977)
http://www.youtube.com/watch?v=PJTu5KM3UG4




Professor António Teixeira

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Filosofia hoje

Depois de ter concluído a aprendizagem de filosofia e de me ter cruzado com a pergunta “o que é a filosofia?”, eu pergunto agora, depois de ter estudado a sua possível definição e características: Será que filosofar é necessário? Mas porque é que não nos contentamos com o mundo e com o que já está diante de nós? O problema é que por muito que tentemos ignorar a filosofia, nunca lhe conseguiremos fugir. Tal como precisamos de comer e beber para sobreviver, o nosso intelecto necessita de filosofar.
Porém, e porque vivemos numa sociedade consumista e imbecil, a filosofia tem de ultrapassar inúmeros obstáculos para poder chegar ao homem, em vez de ser o homem a lutar para poder adquirir conhecimentos filosóficos.
Ao longo da sua história, a filosofia cruzou-se com muitos rivais desde a ciência até à tecnologia. Mas actualmente, atingiu-se o máximo de vergonha quando nos deparamos com respostas a uma situação como a seguinte:
Um homem, já com uma certa idade, tem muitas dificuldades económicas e necessita de roubar para sustentar a família, já que ninguém o aceita para trabalhar. Será isto bom ou mau?
Em vez de desenvolver o seu intelecto procurando uma resposta para esta questão ética, que alberga bastante subjectividade, o homem actual vai responder com a sua certeza de sábio: “É claro que é errado! Se ele quer sustentar a família e não pode trabalhar, então que vá a um programa de televisão!”.
O marketing, a publicidade e todas as disciplinas da comunicação tornaram-se nos maiores rivais da filosofia nos tempos de hoje e disseram “isto é connosco, somos nós os criativos, somos os construtores!”. Esta situação traz alguns benefícios à filosofia, visto que lhe vai dar entusiasmo em cumprir a sua tarefa de abrir os olhos às pessoas, que se escondem atrás de problemas inexistentes e criados pelo nosso mundo actual de forma a ocupar a mente e o tempo das pessoas, impedindo-as de filosofar. Isto acontece porque há um grande receio de a filosofia se apoderar do mundo. E depois, como tudo seria? Será que haveria tanta desigualdade económica?
Então volto a perguntar: será que filosofar é necessário?
Se nos quisermos libertar de conceitos impostos pelos meios de comunicação; se quisermos deixar de lado a imagem da pessoa cheia de problemas impossíveis de resolver (por muitos químicos que tomemos); se quisermos alcançar um pensamento autónomo e devidamente crítico, então filosofa até te fartares!


Fabiana Monteiro, 12ºI



Ser é o não ser. Conhecer é não conhecer.

Quando as flores nascem, também morrem. A vida é uma ilusão. Tudo à tua volta é virtual embora sintas e vejas e cheires. Complicado? Ainda não. Vamos caminhar pelo simples e o simples é complicado. Talvez não saibas mas eu ensino-te.
Ensino-te a caminhar mas sem usares os pés. Ensino-te a ver sem usares os olhos. Levo-te à luz mas eu ainda não sei o caminho e ainda sou cega. Sou cega de luz. Estou cega de tanta sabedoria mas continuo uma ignorante. Talvez não saibas, mas eu conto-te.
Conto-te sem te falar. Falo-te sem te conhecer. Mas conheço-te. Conheço aquilo que me mostras e que não vês. Conheço o que mostras mas escondes.
Nas pegadas que deixamos apenas vês palavras a flutuar sem nexo e paradoxais. A vida é mesmo um paradoxo. Podes não saber mas um dia vais-te aperceber.
Nada do que pensas existir existe. Tu és a única no mundo e nada mais há. Apenas estás tu e aquilo que inventaste para ti. Sentes-te deslocada mas cá estás. Sabes que existe este texto mas assim que o deixares de ler esquecê-lo-ás e repara que as letras não existem pois são apenas códigos que transpões para pensamentos mas os pensamentos não existem. Onde estão eles? Não os vês, não os sentes, não os cheiras mas eles existem? Talvez não. Talvez sim.
Tu lá sabes e eu lá sei. Somos duas ou talvez uma. Tudo é o todo que é o nada. O universo não existe pois não o vês, não o sentes, não o tocas mas sabes bem que estás nele e que existes. Ou não existes?
Pensa bem e depois conta-me. Não por palavras. Mostra-me mas venda-me antes. Leva-me mas deixa-me ficar.
O início e o fim não existem. Só existe o meio. Só existe um círculo com pontas agudas que tu atravessas e no fim voltas ao início e recomeças e voltas a errar nos mesmos erros e sentes e vês e tocas e cheiras. Mas onde estás? Talvez aqui. Mas o aqui não existe.
Vive o presente que é passado e já foi futuro. Vive-o agora sem saber que estás viva ou estás morta. Simplesmente estás por isso vive.



Catarina Carvalho, 11º F

domingo, 23 de novembro de 2008

Na peugada dos dinossauros



" Impressões digitais" com 175 milhões de anos.

Reportagem fotográfica de Daniela Costa (10ºC), na visita de estudo ao Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, à Pedreira do Galinha, realizada no dia 21 de Novembro.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Concurso Nacional de Leitura - Regulamento




PONTO PRÉVIO



O Plano Nacional de Leitura – em articulação com a RTP, com a DGLB/Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas e com a rede das Bibliotecas escolares – promove, à semelhança dos anos anteriores, o Concurso Nacional de Leitura dirigido aos alunos de 3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário.
Este Concurso decorre em três fases, com a seguinte calendarização:
1ª Fase – Eliminatória a realizar a nível de escola, até 9 de Janeiro de 2009: selecção, a partir da prova de leitura de uma obra, de três alunos do 3º Ciclo e três alunos do Ensino Secundário, que estarão presentes na Final Distrital;
2ª Fase – Final Distrital, a realizar na Biblioteca Municipal de Vila Real, durante o 2º Período, entre Fevereiro e Março: selecção de dois vencedores em cada uma das categorias – 3º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário -, que estarão presentes na Final Nacional;
3ª Fase – FINAL NACIONAL, a realizar durante o mês de Maio de 2009, em colaboração com a RTP, que produzirá o evento e transmitirá a sessão.

1ª FASE DO CONCURSO NACIONAL DE LEITURA
REGULAMENTO



Artigo 1º - Condições Gerais de Participação
A participação nesta primeira fase do Concurso está aberta a todos os alunos do 3º Ciclo e do Ensino Secundário.
Para efeito de participação no Concurso Nacional de Leitura, os concorrentes comprometem-se a conhecer e respeitar os Regulamentos das três fases do Concurso, bem como as decisões dos respectivos Júris.
Os alunos menores de 16 anos só poderão concorrer mediante autorização expressa dos pais ou dos Encarregados de Educação. Para tal, terão que solicitar, na Biblioteca, a respectiva Ficha de autorização, a ser entregue no momento da inscrição.

Artigo 2º - Categorização dos concorrentes
Os concorrentes serão divididos em duas categorias: alunos do 3º Ciclo e alunos do Ensino Secundário.

Artigo 3º- Júri
O Júri é constituído por um representante do Conselho Executivo e pelas professoras Adelaide Jordão (coordenadora da Biblioteca), Adelaide Claro, Anabela Carvalho e Rosa Mendes.

Artigo 4º - Competências do Júri
Cabe ao Júri a organização geral do Concurso e o controlo do seu desenvolvimento ao longo de toda esta primeira fase:
· escolha e divulgação da lista de obras;
· elaboração das provas;
· correcção das provas;
· divulgação dos resultados.
Cabe ainda ao Júri decidir sobre quaisquer matérias omissas no presente Regulamento.

Artigo 5º - Obras seleccionadas para as provas
Para o 3º Ciclo
7º ano
Cortei as tranças, de António Mota
8º e 9º anos
Lágrimas Coloridas, de Ana Macedo
Cão como nós, de Manuel Alegre

Para o Ensino Secundário
O Físico Prodigioso, de Jorge de Sena
Morreste-me, de José Luís Peixoto
“A Perfeição”, Contos, de Eça de Queirós
“Centauro”, Objecto Quase, de José Saramago
Estas obras estarão disponíveis para consulta na Biblioteca.

Artigo 6º - Inscrições
As inscrições são efectuadas na Biblioteca, através do preenchimento de uma Ficha.
Aquando do preenchimento da Ficha de Inscrição, os concorrentes deverão escolher apenas uma das obras seleccionadas para o seu nível de ensino.
As inscrições decorrem de 17 a 26 de Novembro de 2008.

Artigo 7º - Prova de selecção
A prova, na modalidade escrita, avaliará a prática de leitura das obras literárias seleccionadas.
A estrutura da prova é composta por um questionário de escolha múltipla e por comentários pessoais redigidos pelos candidatos.
A duração da prova é de 45 minutos.
A data de realização da prova: dia 16 de Dezembro de 2008.
Eventuais situações de ex aequo serão desempatadas mediante provas adicionais, orais.

Artigo 8º - Afixação de resultados
A afixação de resultados far-se-á no dia 8 de Janeiro.

Artigo 9º- Prémios
A cada um dos níveis de ensino – 3º Ciclo e Secundário – serão atribuídos os seguintes prémios:
1º prémio – MP3
2º prémio – pen-drive, com o logo da Escola
3º prémio – porta CD’s-Rom com o logo da Escola

Os três primeiros classificados em cada um dos níveis de ensino irão participar na 2ª fase do concurso – a Final Distrital.
A cerimónia de entrega dos prémios terá lugar na Biblioteca da Escola, em data e hora a determinar.
Nota Final:
O conhecimento do presente Regulamento não dispensa a leitura do Regulamento do Concurso Nacional de Leitura, que poderá ser consultado nos seguintes locais:
Ø Biblioteca da Escola;
Ø Sala de Estudo (no pavilhão anexo);
Ø site http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/
Caso se pretenda obter uma cópia do mesmo, estará disponível um exemplar, na reprografia.
Leituras



8º e 9º

Secundário

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Dia Mundial do Não Fumador - 17 de Novembro







Para comemorar o Dia Mundial do Não Fumador, a turma B do 9º ano, no âmbito da Área de Projecto, produziu e distribuiu folhetos informativos que tinham como principal objectivo alertar para as consequências do tabagismo ao nível do fumador activo e passivo.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Halloween


No dia 31 de Outubro celebrou-se esta festividade, dedicada essencialmente aos alunos do 7º Ano de escolaridade.
O átrio da escola foi decorado pelos professores responsáveis, Ana Paula Martins, Francisco Coelho e Teresa Oliveira com ornamentos alusivos ao tema.
Os alunos produziram cartazes temáticos que foram igualmente expostos no átrio da escola.
De manhã realizou-se um desfile, em que um grupo de alunos se mascarou e do qual saíram vencedores os alunos Afonso Vogensen do 7ºD e Melissa Varela do 7ºC.
De tarde avaliaram-se as máscaras criadas pelos alunos. Neste concurso foram vencedores as alunas Cristiana, Mafalda, Maria João e Patrícia da turma A, a nível individual e a nível colectivo a turma E.
Foram ainda entregues os prémios aos vencedores dos concursos, bem como certificados de participação aos restantes.
Os professores responsáveis consideram que a actividade foi bastante positiva quer a nível de aderência, quer a nível da socialização.
Despedem-se com um até para o ano.

O Grupo sectorial de Inglês do 7ºAno

Outubro 2008

domingo, 26 de outubro de 2008

Jogo da Alimentação Saudável


Numa iniciativa do PES em colaboração com a Cruz Vermelha Portuguesa, as turmas do 8ºA e 8ºD participaram no Jogo da Alimentação Saudável, no passado dia 22 de Outubro, durante a aula de Língua Portuguesa.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Comemorações do Ano Internacional da Astronomia - AIA 2009

O Ano Internacional da Astronomia 2009 (AIA2009) será uma celebração global da astronomia e da sua contribuição para a sociedade e para a cultura, estimulando o interesse a nível mundial não só na astronomia, mas na ciência em geral, com particular incidência nos jovens.
O AIA2009 assinala o passo de gigante que constituiu a primeira utilização do telescópio para observações astronómicas por Galileu, e retrata a astronomia como uma iniciativa científica pacífica que une os astrónomos numa família internacional e multicultural, trabalhando em conjunto para descobrir as respostas para algumas das questões mais fundamentais para a Humanidade. O AIA2009 é, antes de mais nada, uma actividade para os cidadãos do Planeta Terra. Pretende transmitir o entusiasmo pela descoberta pessoal, o prazer de partilhar conhecimento sobre o Universo e o nosso lugar nele e a importância da cultura científica.
A maior parte das actividades do AIA2009 terá lugar a vários níveis: local, regional e nacional. Alguns países formaram já comités nacionais para preparar actividades para 2009. Estes comités constituem colaborações entre astrónomos amadores e profissionais, centros de ciência e comunicadores de ciência.
É uma iniciativa que visa um estreito contacto e ligação entre as comunidades astronómicas (ditas) profissionais e amadoras e entre estas e o público em geral. Uma atenção especial deverá ser dada aos públicos mais jovens e estudantes.

Objectivos:
- Contribuir para a divulgação da cultura científica;
- Divulgar as aplicações da matemática nas outras áreas da ciência;
- Motivar o entusiasmo dos alunos pela descoberta;
- Fomentar o gosto dos alunos pela ciência;
- Estimular alunos e professores a debruçarem-se sobre problemas da ciência;
- Estimular o prazer da partilha do conhecimento sobre o Universo e sobre o lugar de cada um nós nesse mesmo Universo.

Intervenientes:
- Alunos da turma B do 10ºano;
- Professor de Matemática - António Teixeira;
- Outros interessados
- Poderá se uma óptima oportunidade para desenvolver a interdisciplinaridade.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Lembrando António Cabral

Há gestos
de fragas

e palavras
de nadas


Ãomar

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Leitura

Sobre a Leitura


O verbo “ler” suporta, muitas vezes, o imperativo. “Lê! Vai para o teu quarto e lê!” - é um conselho de pais para filhos sobejamente conhecido e nem sempre seguido! “O livro é algo sagrado! Como é possível que haja quem não goste de ler?!”- gritam os pais. “Por favor… Estamos no século do audiovisual!”- exclamam os filhos.
Partidos fora de equação, é um facto que a leitura não pode ser imposta, mas sim uma actividade associada ao prazer. Que criança não gosta de ouvir os pais a contar histórias antes de adormecer ou envolver-se em aventuras, lutar com dragões, ser o herói? Nesta fase, elas são os verdadeiros leitores e os pais um livro pois estes ensinam-lhes tudo o que se pode saber sobre um livro ainda antes de elas mesmas saberem ler. Mostram-lhes uma enorme diversidade de seres imaginários, iniciam-nos nas alegrias de uma viagem e mergulham-nos na solidão extremamente povoada de um leitor...
Mas o que acontece quando se tornam maiores? Porque perdem esse gosto? Sinceramente, não sei! Poderá ser por terem tido o azar de começarem por um mau livro?! Efectivamente, alguns livros são simplesmente melhores que outros, tal como os autores, na minha modesta opinião de leitora, pois já me apercebi que só alguns podem proporcionar-nos aventuras que ficam na nossa memória para toda a vida!...
De qualquer forma, assiste-nos o direito de não ler, mas, quer queiramos quer não, ler é essencial! Efectivamente, lendo um bom livro, ficamos a conhecer novos mundos, vivemos aventuras e conhecemos até mesmo um pouco mais de nós próprios. No final da leitura de um livro, ficamos a conhecer novas pessoas, novos mundos, ficamos com novas experiências e com novas imagens na nossa memória. Nada estimula mais a nossa imaginação do que a leitura! Tal como as pessoas, os livros podem ser intrigantes, alegres, assustadores… Os livros partilham sentimentos e pensamentos, interesses e opiniões. Os livros colocam-nos noutras épocas, noutros locais, em contacto com outras culturas. Os livros ajudam-nos a sonhar, fazem-nos reflectir…
Para além disso, a leitura desenvolve a capacidade verbal pois absorvemos, naturalmente, expressões, palavras… ficamos com um vocabulário extremamente extenso e uma escrita muito melhorada. Podemos aprender gramática na escola mas nada se compara ao que tiramos por nós próprios dos livros, sem ser preciso decorar listas e listas de conjunções, nem aprender qualquer regra de formação.
Ler é também um dos actos mais individualistas que existe. Cada um de nós tem uma diferente opinião sobre um dado livro, cada um de nós faz uma abordagem diferente. Mas o melhor método é, sem dúvida, reler um livro várias vezes, variando nas abordagens, tirando assim mais partido do livro.
Comparada ao cinema, ao rádio e à televisão, a leitura tem vantagens únicas. Em vez de precisarmos de escolher entre uma variedade limitada, podemos escolher entre as melhores obras do presente e do passado; ler onde e quando mais nos convém, ao ritmo que mais nos agrada, podendo retardar ou apressar a leitura; interrompê-la, reler ou parar para refletir, a nosso bel-prazer; ler o quê, quando, onde e como bem entendermos, flexibilidade que garante o interesse contínuo pela leitura! Mas…a infortunada verdade impõe-se e é indesmentível que uma grande porção da população não gosta de ler. E porquê? Talvez porque não saibam ler, no verdadeiro sentido da palavra. Ler não é verbalizar um conjunto de letras, de palavras. Ler é “digerir”, “processar” palavras que se associam a um conjunto de emoções, sentimentos e à nossa consciência do mundo e passam a fazer sentido.
Como disse Franz Kafka, “Um livro serve como um machado para o mar congelado dentro de nós.” Porque o gelo gela a vida, ler é urgente!!!

Beatriz Loureiro, nº 26, 10ºG

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Outubro - Mês Internacional das Bibliotecas Escolares



Visitas Guiadas à Biblioteca

Estão a decorrer ao longo desta semana (de 20 a 24 de Outubro) as visitas guiadas à Biblioteca da ESCCB dirigidas a todas as turmas de 7º ano.
Através desta iniciativa conjunta da coordenação da BE e das professoras que leccionam Português neste nível de ensino (Iveta Rodrigues, Julieta Pereira, Valentina Campos), pretende-se promover a leitura e dar a conhecer um espaço de estudo e de recreação aos alunos que frequentam a nossa Escola pela primeira vez, familiarizando-os com a equipa de trabalho da BE e com as regras a adoptar na requisição de livros e no acesso à Net. E porque de livros e de leituras também se tece a História como memória, pretende-se ainda dar a conhecer um pouco da memória (e da História) da Camilo através da visita guiada aos arquivos.
A visita, com a duração de 45 minutos, inclui ainda a escuta activa de dois contos, lidos por Ana Isabel Freitas e Andreia Seara, alunas do 12º G, e a consulta do acervo da Biblioteca, em especial a secção de literatura infanto-juvenil.
Na sequência desta visita guiada, irá ser solicitada aos alunos uma produção de texto e os produtos desta actividade, a realizar na aula de Português, serão expostos no átrio da Biblioteca. O melhor texto de cada turma, a eleger pelos alunos, sairá no jornal da Escola – À Procura.

Dia Mundial da Alimentação - Entrevistas


Esta comemoração, que teve início em 1981, celebra-se hoje em mais de 150 países como uma importante data para sensibilizar as pessoas sobre as questões da alimentação.
Neste contexto fomos viajar na gastronomia típica do povo vila-realense aventurando-nos pelos caminhos desta cidade. Sem nos apercebermos, fomos parar à Rua 31 de Janeiro e vimos um restaurante que conseguiu superar as nossas expectativas, com as suas salas decoradas com pipas, onde as pessoas fazem as suas refeições, um ambiente rústico e acolhedor, boa musica e acima de tudo: boa comida. Decidimos falar com o proprietário do restaurante "Terra da Montanha" para que nos guiasse nesta viagem.

Filipa e Rafaela – Bom dia, no âmbito de um trabalho da disciplina de Língua Portuguesa, e como proprietário deste restaurante gostaríamos que nos ajudasse a compreender a gastronomia de Vila Real e se esta é saudável.
Senhor Rui, há quanto tempo gere este restaurante?
Sr. Rui – Bom dia. Estou a gerir este restaurante há cerca de 5 anos.
F.R. - Como é que você classifica este restaurante?
Sr. Rui – É um restaurante típico regional.
F.R. – Na confecção das refeições que tipo de alimentos dá prioridade?
Sr. Rui– Dividimos a ementa em três pratos de peixe, e sete pratos de carne, dos quais: um de ave, dois de enchidos, dois de porco e dois de vitela. Todos eles são acompanhados sempre com legumes da região.
F.R. – Quais as especialidades da casa?
Sr. Rui –As favas com fumeiro, a posta, e o bacalhau com presunto e broa.
F.R.– Considera saudáveis as refeições que propõe?
Sr. Rui –Sim, porque usa-se muito pouco sal, porque os alimentos já o têm e usa-se mais o azeite que o óleo.
F.R.– Que motivo o levou a optar por uma alimentação tradicional?
Sr. Rui – Primeiro, por gosto pessoal. Depois porque não existia nenhum restaurante na cidade que só tivesse cozinha típica regional.
F.R.– Qual a faixa etária que procura mais este tipo de comida?
Sr. Rui – Dos 30 aos 40 anos de idade.
F.R.– Os visitantes/turistas/estrangeiros apreciam a comida do seu restaurante?
Sr. Rui – Sim, porque não estão habituados nas regiões onde vivem, a esta relação de qualidade, preço e quantidade típica de Trás-os-Montes.
F.R. – Obrigada por ter dispensado o seu tempo e até uma próxima oportunidade. Desejamos muito sucesso para o seu restaurante!
Sr. Rui – De nada, foi com prazer.

Como não poderíamos sair deste sítio maravilhoso com água na boca optamos por desfrutar desta saborosa gastronomia.

Trabalho realizado por Filipa Teixeira e Rafaela Evangelista - 8ºA

No âmbito do Dia Mundial da Alimentação, decidi entrevistar a Dra. Florência Ramos, responsável pelo escritório de Vila Real da APHORT (Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo). Escolhi a Dra. Florência porque esta Associação tem como Associados diversos restaurantes da região.


João Machado - No próximo dia 16 celebra-se o Dia Mundial da Alimentação. Sabe se algum restaurante participa com alguma iniciativa neste âmbito?

Florência Ramos - Não tenho conhecimento que algum restaurante celebre o Dia Mundial da Alimentação. No entanto, seria interessante para sensibilizar o cliente para a importância da alimentação.

JM - Acha que os restaurantes têm a preocupação de incluir refeições saudáveis nas suas ementas?

FR - Como sabes, existem vários tipos de restaurantes, assim, nem todos têm essa preocupação. Felizmente existem restaurantes que começam a pensar numa ementa mais variada, com pratos saudáveis.

JM - Como consumidora, tem a preocupação de escolher restaurantes com refeições saudáveis?

FR - Sem dúvida. Depende, igualmente, da ocasião. Por vezes, também faço as minhas loucuras, como por exemplo uma gostosa francesinha!

JM - Quais são os seus hábitos alimentares?

FR - Evito gorduras, principalmente fritos, bem como os alimentos açucarados e salgados. Tento fazer todas as refeições, a começar por um bom pequeno-almoço, dou preferências aos legumes e à fruta. Confesso que devia beber mais água.

JM – E as suas preferências estão de acordo com os seus hábitos?

FR – Geralmente tento organizar uma ementa que seja saudável e equilibrada, no entanto, por vezes, torna-se mais complicado à hora do almoço, devido à falta de tempo.

JM – É católica? Se sim, cumpre com as tradições alimentares?

FR – Sim, sou católica. Raramente cumpro com as tradições alimentares. Talvez só na noite de Consoada.
JM - Costuma comer fast-food?

FR - Não é habitual comer fast-food porque não aprecio.

JM - Costuma saltar as refeições? Acha isso saudável?

FR - Por vezes, por falta de tempo, pode acontecer, mas cada vez menos, porque penso que o nosso organismo necessita de uma alimentação saudável e equilibrada para criar defesas.

JM - Há pouco disse que um dos seus hábitos alimentares era começar por um bom pequeno-almoço. Será então a refeição mais importante do dia? Porquê?

FR - Sim. Considero que o pequeno-almoço é a refeição mais importante, porque iniciamos um novo dia após um jejum nocturno.

JM – Há um ditado que diz “Nós somos aquilo que comemos”. Concorda? Porquê?

FR - Sim, concordo! Penso que devemos cada vez mais apostar na prevenção. A ingestão de gorduras, sal e açúcares deve ser evitada porque são responsáveis por diversas doenças. Uma alimentação equilibrada e exercício físico são indispensáveis para uma vida saudável e sermos felizes.

JM - Muito obrigado pela sua disponibilidade e um ATÉ SEMPRE.


Vila Real, 13 de Outubro de 2008
João Pedro Rodrigues Machado
8º A, nº 16

Trabalhos realizados na disciplina de Língua Portuguesa, integrados no dia Mundial da Alimentação.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Dia Mundial da Alimentação

No dia 16 de Outubro, as professoras de Língua Portuguesa do 8º ano de escolaridade e os seus alunos relembraram à comunidade escolar a importância da alimentação no mundo actual e da necessidade de se cultivarem hábitos alimentares saudáveis. Para o efeito, foram elaborados cartazes contendo imagens e mensagens alusivas à temática e distribuídos panfletos informativos. Estes documentos foram colocados em placares no hall da entrada e nas mesas da cantina. Os alunos participaram activamente através da realização de textos de várias tipologias e aderiram, em grande número, ao almoço realizado especialmente para esse dia.


De 13 a 17 de Outubro, decorreu no refeitório da Escola a semana da Sopa integrada na comemoração do Dia Mundial da Alimentação que se assinala no dia 16.
Nesse dia a ementa foi melhorada, sem esquecer as regras da alimentação equilibrada e da dieta mediterrânica.



No que se refere à semana da sopa, foram seleccionadas as seguintes:

Nesta iniciativa participaram activamente algumas turmas do 9º Ano, assim como os respectivos docentes. Essa participação traduziu-se na elaboração de Pirâmides Alimentares e Rodas dos Alimentos que se encontram expostas no Átrio da Escola.
Foram também elaborados folhetos informativos acerca de alguns dos alimentos utilizados na confecção destas refeições, que seguem em anexo.
Esta iniciativa terá continuidade pois seguir-se-ão novas semanas temáticas, nomeadamente a dos cereais, das leguminosas, das frutas, ervas aromáticas…

O grupo da alimentação do Departamento de Ciências Naturais





Batata (Solanum tuberosum)


A batata é originária da América do Sul (região dos Andes). A cultura da batata remonta de cinco a seis mil anos. A batata foi o alimento base das sociedades andinas desde há longos tempos. Foi trazida do Peru pelos espanhóis durante o século XVI.

Qualidades alimentares e virtudes terapêuticas
- Os seus hidratos de carbono são compostos de 20% de amido que se transforma em açúcar sob o efeito da cozedura.
- É a melhor fonte alimentar de minerais, sobretudo de potássio (K), de ferro (Fe) e de iodo (I), evitando a desmineralização.
- Possui quantidades interessantes de vitaminas do complexo B, das quais a vitamina B3 que juntamente com o crómio constitui um factor de tolerância à glicose. A vitamina C está sobretudo pre­sente na batata nova, e vai diminuindo à medida do tempo de conservação.
- Quanto mais amarela for a sua cor interna, maior é a sua concen­tração de vitaminas.
- Pode ser usada (cozida no forno ou ao vapor) por diabéticos e pré-diabéticos.
- Pode ser acusada de engordar, mas apenas acontece quando é frita.
- Deve corrigir-se a imagem da batata. Só o modo de cozinhar deve ser condenado. A batata não é nociva, pelo contrário.
- A batata diminui os riscos de trombose coronária e normaliza a coagulação sanguínea dos cardíacos (o potássio ajuda a reduzir o efeito de factores de coagulação), arteriosclerose, hipertensão e também escorbuto.



Cebola (Allium cepa)

Ao falar da cebola estamos a falar do mais antigo legume com bolbo. Os Sumérios cultivavam-na já há mais de seis mil anos. A cebola parece provir da índia para alguns autores, para outros é
da Palestina. A cebola era o símbolo da inteligência na Antiga China, um alimento quase mágico para os Caldeus, um nutriente essencial para os Egípcios. A sua forma redonda evoca o cosmos e a imortalidade. Os Gregos e Romanos usavam muito a cebola. Sabe-se também que os construtores de pirâmides encontra­vam a sua força na cebola. Os Gauleses foram os primeiros a usarem a cebola para fazerem face aos rigores do Inverno.

Qualidades alimentares e virtudes terapêuticas

- Rica em sais minerais: cálcio (Ca), cobre (Cu), boro (B), potássio (K), manganês, (Mn), fósforo (P), enxofre (S) e vitaminas B, C, e PP.
- Consumida no princípio da refeição, a cebola abre o apetite. Actua efectivamente sobre as glândulas, favorecendo as secreções diges­tivas.
- Atribuem-se-Ihe virtudes ligeiramente laxativas, lenitivas (suavizantes), hipoglicémicas e também de favorecer o sono.
- Mesmo moderado o consumo de cebola permite um aporte em minerais e oligo-elementos pouco frequentes, tais como o selénio (Se), o manganês (Mn), o cobalto (Co), o flúor (F) e o molibdénio (Mb).


Ervilha (Pisum sativum)

Desde o VII milénio antes da nossa era que se encontram vestígios da existência da ervilha na alimentação no Sudoeste asiático. A ervilha era muito apreciada pelos Gregos e pelos Egípcios desde a Antiguidade. A «ervilha verde» ou «pequena ervilha» tal como é conhecida apare­ceu no século xv na Itália, depois na França. Foi introduzida na América no século XIX.
Existem duas grandes categorias de ervilhas frescas: as ervilhas de descascar e as ervilhas de quebrar. Encontram-se mais de mil varieda­des de ervilhas no mundo.

Qualidades alimentares e virtudes terapêuticas

- O seu teor em glícidos é elevado (12% a 14% em média).
- O seu teor proteico é elevado. A pequena ervilha encerra muitos minerais, sobretudo potássio (K), fósforo (P), zinco (Zn), ferro (Fe) e cobre (Cu).
- Os seus teores vitamínicos são globalmente elevados (sobretudo as vitaminas do grupo B).
- Combate a obstipação (graças à abundância das suas fibras), a fadiga física e a anemia.



Cenoura (Daucus carota var. sativa)


O país de origem da cenoura parece ser a Gália. Para alguns autores a cenoura provém da Ásia Menor, onde crescia em estado selvagem há já mais de três mil anos.

Qualidades alimentares e virtudes terapêuticas da cenoura
- A cenoura é um verdadeiro cocktail de saúde, um excelente tónico matinal.
- Refrescante, aperitivo e diurético, a cenoura deveria ter um dos melhores lugares na alimentação, por causa das suas virtudes e do seu sabor agradável. É uma amiga do fígado e do metabolismo hepatobiliar.
- A cenoura contém vitaminas A, B, e C, uma provitamina A (betaca­roteno) antioxidante. Contém açúcares simples (Ievulose e dextrose) directamente assimiláveis.
- A cenoura encerra até 7% de ferro (Fe), uma dose activa de cobre (Cu), sódio (Na), cálcio (Ca), fósforo (P), bromo (Br), iodo (I), zinco (Zn), manganês (Mn).
- É laxativa e diurética. No entanto, é útil em casos de obstipação e de diarreia (regulariza o trânsito intestinal), cicatriza e desinfecta a mucosa intestinal e estomacal.
- A vitamina A facilita a reprodução e o desenvolvimento das células, combatendo a deficiência da visão crepuscular e das cores (graças à sua forte concentração em provitaminas A e B9 carotenóides).


Abóbora (Cucurbita pepo/Cucurbita maxima)

De acordo com a história da alimentação, a abóbora era consumida na América Central seis mil anos antes da nossa era. Para numerosas tribos índias era um verdadeiro objecto de culto. As cucurbitáceas seriam originárias do continente sul-americano e foram importadas para a Europa no século XVI.

Qualidades alimentares e virtudes terapêuticas da abóbora
- Contém vitaminas A (sobretudo as abóboras de Inverno) e B9 (ácido fólico) e ácidos aminados. Rica em zinco (Zn), a abóbora melhora as funções glandulares da próstata.
- - É sedativa, refrescante, emoliente, peitoral, diurética, laxativa e pro­porciona ao organismo uma limpeza completa que impede as fer­mentações pútridas.
- - A abóbora actua sobre o pâncreas estimulando a secreção de insulina.
- - As suas pevides são recomendadas como antelmíntico não irritante nem tóxico para combater os parasitas intestinais.
- - Pelo seu conteúdo energético moderado, a sua riqueza em provitamina A (caroteno), a sua densidade elevada de minerais, oligo­-elementos e fibras, a abóbora responde aos atentados nutricionais actuais de protecção cardiovascular e de retardamento do enve­lhecimento.
- - Previne a cárie dentária e a descalcificação.

- As flores (abertas): as flores são comestíveis e decorativas. Perfumam as sopas, os crepes, as omoletas, etc.


Courgette (Cucurbita pepo)

Originária da América Central onde foi provavelmente consumida durante milénios.
A courgette moderna surgiu em Itália. Este legume tem uma forma parecida com a do pepino.

Qualidades alimentares e virtudes terapêuticas
- A courgette nova é rica em fibras solúveis (pectinas e proto-pectinas) o que lhe dá depois de cozinhada a sua consistência macia carac­terística e estimula ligeiramente o funcionamento dos intestinos. É laxativa, diurética e remineralizante.
- Quanto maior for a courgette mais rica é em celulose e hemicelulose ,e se torna fibrosa.
- Contém vitaminas A, B1, B2, B3 e B5, caroteno, enxofre, fósforo, magnésio, ferro.
- As suas sementes trituradas são utilizadas como vermífugo não­-tóxico, pelas suas propriedades benéficas sobre as vias urinárias e como anti-inflamatória da próstata.
- É interessante para a saúde cardiovascular regulando a hipertensão.
- Temperada com ervas aromáticas, convém ao regime sem sal.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A Desejada

Texto criado, a partir de um conjunto de palavras: Desirée, bebé, expulsão, escravos, morte, casamento, plantação de algodão, preconceito, brancos, amor e discriminação.

Elisabete Simas Coelho


Contrariando as contas e as luas das mulheres da propriedade Whitestone, Savana, nasci antes do tempo, num alarido de águas e gritos. Minha mãe, espantada e exausta, entregou-se às mãos experientes de Rosie, a mais velha das escravas. Foi ela quem me lavou e embrulhou no pano de algodão criado e tecido pelas suas mãos carinhosas. Foi o meu primeiro casulo.

Pela porta entreaberta da barraca de madeira vejo escoar-se o dia. O sol é laranja quente como o de África que nunca vi. Rosie dizia que, a esta hora do dia, o sol se fazia bonito para receber a lua, numa fogueira de paixão. A lua respondia-lhe, fria, ignorando-o. Rosie brincava com as palavras para me ensinar que aqui a explosão é o caminho para a expulsão. E eu não queria sair de Whitestone. Rosie era boa comigo. Cantava para me adormecer e foi minha mãe quando a minha mãe morreu. “Desirée, a tua mamã foi com as borboletas. Está no céu e olhará sempre por ti, bebé.”


Sei que as borboletas são minhas amigas. Vivem em casulos de seda nos cedros vermelhos. Lembro-me de um dia em que estava muito calor. Sentei-me junto ao tronco do cedro grande que fica na margem do Velvet Creak, ao fundo da propriedade. Aninhei-me e adormeci. Quando acordei, as mil pétalas do cedro soltaram-se e voaram no céu limpo de azul. A mamã dizia que as borboletas eram flores com asas de anjo. Agora sei para onde vão. Já as vi no escritório do senhor Whitestone. Na parede, junto da colecção de armaria, são muitas. Todas em fila. Têm um alfinete espetado no peito e, uma vez por semana, eu limpo o pó da sua moldura.

Querida Rosie, onde estás? Quero tanto ouvir as tuas histórias. O senhor Whitestone disse-me que foste visitar uma prima em New Orleans. Sempre disseste que não tinhas família além de nós. Deixa estar. Sei bem que não voltas, tanto como sei que o sol voltará amanhã. Vem procurar o seu irmão algodão. Brilha tão intenso que cegará os nossos olhos negros escravos.

Mais um dia passou, numa sucessão desta morte muda e lenta a que o nosso pastor Alvin Stuart chama vida. Ele jurou-me que há salvação para as almas quebradas pela dor, mas é necessário provar o arrependimento primeiro. Não sei se percebi as suas palavras. Arrepender? Sei apenas que, depois de provar o porto da garrafeira do senhor Whitestone, o pastor Alvin ilumina-se numa irmandade com o ar e a água e a terra. Diz palavras bonitas que aquecem a nossa esperança até acabar o serão.

O vinho deve ser o líquido mágico da comunhão das almas. Limpo o seu vidro frio, mas nunca o provei. Assusta-me. Se tentar este elixir, serei Eva depois da maçã? Mãe-negra que nasceu do nada? Tenho medo que os meus olhos, uma vez abertos, não se fechem mais e estarei condenada a ver para sempre. Prefiro a ignorância sábia e quero a cegueira clara de saber quem sou: negra bonitinha de Whitestone, da propriedade e do dono com o mesmo nome.

Arrefeceu com a noite. Aqui, sentada no chão da cabana, encosto a cabeça à cama dura onde não durmo. Fecho os olhos e ouço o murmúrio da imensidão do campo de algodão. Consigo ouvir o rumor das águas do Velvet Creak, essa nesga de rio onde os escravos lavam as mãos, depois do sol deixar o céu escuro. Quase tão negro como a alma do capataz Jonathan. Que horas serão? Não tenho relógio. Nós, escravos, não temos relógios porque o tempo é o sol e a lua e o frio e o calor. Não tem medida, só sentidos.

O senhor Whitestone tinha um relógio de bolso que veio da Europa, onde não há preconceito. Foi uma prenda de casamento. Era tão dourado e brilhante que desapareceu. A minha mãe foi acusada de o roubar. Bateram-lhe. Ela implorou, disse ao capataz que não sabia de nada. Ele não acreditou. Nesta plantação de algodão só a rama e a alma suja dos brancos reclamam a inocência. Fecharam a minha mãe aqui, nesta cabana onde estou. Ela era fraca. Lembro-me depois do pranto das mulheres e do silêncio dos homens. Por que razão choravam? A mamã parecia dormir. Entre nós escravos não há discriminação. Todos sofrem por igual.

Escureceu tanto. Não se vê já a lua. O silêncio cala tudo lá fora. Ergo-me a custo. O corpo está dorido. Deito-me neste altar onde não durmo. O chão sempre foi a minha cama. Está mais próximo da verdade. Encosto o ouvido e escuto as criaturas da madeira. Gosto de adormecer sobre as tábuas do chão e penso num mundo ao contrário. Por cima de mim haverá mais terra e um casulo de silêncio. Por baixo de mim a voz rouca da Rosie embala-me:

“Eat your soup. Eat your pie. Hush, little baby. Don’t you cry...”

Ouço passos. É ele, o capataz Jonathan. Não perde tempo. Como sempre, arrasta as botas pelo chão. Como sempre, tosse e tacteia pelo quarto até encontrar o meu corpo. Agora começará numa babugem de palavras de amor mastigadas com ódio e saliva azeda. Cerrará os dentes que rangem e rastejará como um verme por mim acima, por dentro de mim. Num abraço que estrangula e sufoca, sintir-lhe-ei o cheiro a suor e a milho verde que se cola à pele. Ficarei muda, hirta, paralisada, mas não já de medo como da primeira vez. Onde estás, Rosie? Tu e a mamã estão a ver-me agora.

Ouço passos. É ele. Não perde tempo. Como sempre, arrasta as botas pelo chão. Tosse e tacteia pelo quarto até encontrar o meu corpo. Fico muda, hirta, paralisada. Ele desliza por mim, numa lentidão cansada. O seu corpo enorme prepara o ritual de pesadelo de todas as noites. Lentamente, agarro no punhal de prata, que tirei da colecção do senhor Whitestone, e que guardei, debaixo do travesseiro, para este dia. Como se adivinhasse o meu gesto, ele ergue o tronco. Com uma força que até então desconhecia em mim, num gesto rápido, desfiro um golpe breve e profundo no pescoço.

Amanhã o sol nascerá e de novo cegará os olhos dos escravos. Feriremos as nossas mãos negras nos espinhos e o algodão será vermelho como o sol do poente. Depois lavaremos as nossas mãos na água escura de Velvet Creek. Ouço a voz da Rosie:

“Eat your soup. Eat your pie. Hush, little Desirée. Don’t you cry...”

16 de Outubro - Dia Mundial da Alimentação


A Roda dos Alimentos
É para te aconselhar
O que deves comer
E não abusar!

Se comeres muita fruta
Não faz mal nenhum
Faz até muito bem
Mesmo em jejum.

Comer é importante
No nosso dia a dia
Porque se não comeres
Podes ficar com anemia.

Não deites fora comida
Pois há gente a precisar
Enquanto nós temos tudo
Outros não têm que manjar.

Há muitas crianças
A pedir algo p’ra comer
E nós que tudo temos
Só sabemos escolher!

Andreia Gonçalves – 8º F – nº 2


Nós e a alimentação

Para termos saúde
Muito leite devemos beber
Para termos ainda mais cálcio
Queijo e iogurte devemos comer!

Ovos, carne e peixe
Alimentos que devemos comer
Dão-nos proteínas
Para nos ajudar a crescer.

Massa, batatas e pão
Estão na nossa alimentação
Arroz, feijão e grão
Devemos comer com moderação.

Miguel Santos – 8º F – nº 19



Alimenta-te saudavelmente
Lembra-te de ti.
Investe na tua saúde:
Mastiga bem os alimentos;
Exagerar na gordura faz mal;
Nunca deixes de variar os alimentos;
Tem cuidado com os fritos e comidas “plásticas”;
Atenção às guloseimas;
Começa hoje mesmo a comer com moderação;
Ah, não te esqueças de beber muita água!
Os alimentos sem conservantes podes consumir à vontade.


Marlene Raquel Alves Rodrigues
8º F – nº 18



Sabedoria Popular

“ A verdade e o azeite andam em cima” – Como todas as outras gorduras, o azeite misturado com outros líquidos sobre sempre à superfície.

“ Amizade remendada, café requentado” – O café, depois de pronto, nunca deve ser aquecido.

“ Azeite, vinho e amigo, melhor o antigo “ – O provérbio vale para os amigos, sempre!

“ Casa onde falta pão, todos brigam e ninguém tem razão” – Pão é o principal alimento de todos os povos.

“ Cada um puxa a sardinha para a sua lata” – Sardinha é um peixe muito rico que pode ser consumido fresco ou em conserva.

“ Barato … só bolo de goma” – Alimento muito barato, a goma é o polvilho da mandioca, e com ela se fazem bolos de goma e biscoitos.


Bruno Oliveira - 8º F – nº 3


Conversando com a minha avó

- Como era a alimentação na sua infância?

- A minha alimentação era feita à base daquilo que “dava” o campo: feijão; couve; milho; batatas; fruta… de tudo um pouco. Carne? Só porco caseiro! Peixe? Só sardinha…

- Quantas refeições fazia por dia?

- O pequeno-almoço, o almoço e o jantar.

- O que comia a cada refeição?

- Ao pequeno-almoço comia sopa; ao almoço batatas, couve ou arroz de feijão; ao jantar sopa e uma sardinha que era dividida por três pessoas.

- Tem alguma lembrança engraçada?

- Claro! Naquele tempo só comíamos comidas boas nas festas. No Natal, a minha mãe fazia de tudo um pouco: filhós, rabanadas, aletria e tomávamos café feito num pote ao lume.

Óscar Cardão – 8º F – nº 22

Trabalhos integrados no Dia Mundial da Alimentação orientados pelas professoras Lúcia Estrela e Elsa Costa Pinto

Psicologia

Porque sonhamos...

O sonho tem inspirado a criatividade humana e orientado o pensamento e a acção de poetas, músicos, pintores ou activistas. Muitas são as referências ao sonho na história e cultura do século XX: a “Pedra Filosofal” de António Gedeão, as pinturas surrealistas de Salvador Dali ou o célebre “I Have a dream” de Martin Luther King são apenas alguns exemplos.
Mas é o sonho enquanto realidade psicológica que constitui o fio condutor deste artigo. O sonho é um fenómeno universal. Não escolhe idade, sexo, cultura ou religião e nem sequer é um exclusivo do ser humano, pois os animais também sonham.

Qual a relação entre o sono e o sonho?
Quando dormimos profundamente, ocorre o chamado sonho paradoxal ou REM (rapid eye movement) que surge ciclicamente, quatro a cinco vezes por noite. Nesta fase do sono registam-se movimentos oculares rápidos e verifica-se ainda a paralisia dos membros, o ritmo cardíaco e as respirações tornam-se irregulares. Ainda que os sonhos se manifestem em todas as fases do sono, estudos realizados defendem que o conteúdo destes varia de acordo com o momento em que surgem. Assim, no período REM, caracterizado por uma elevada actividade cerebral, os sonhos são bizarros representando uma história.

Mas, por que razão sonhamos?
Esta não é uma questão fácil, existindo muitas teorias quanto à razão de ser dos sonhos. A mais célebre de todas é a explicação desenvolvida por Sigmund Freud. Para o pai da Psicanálise “um sonho é a realização de um desejo” e também “uma estrada real de acesso ao inconsciente”, não sendo contudo um espelho fiel do mesmo. Quando dormimos, a censura levada a cabo pelo ego e superego (instâncias do aparelho psíquico) não desaparece, mas encontra-se atenuada. Assim, os desejos, os impulsos e conflitos podem manifestar-se, mas sob a forma simbólica que naturalmente exige uma interpretação. Freud distingue o conteúdo manifesto do sonho – os acontecimentos de que se lembra quem sonha – do conteúdo latente ou simbólico – o seu significado oculto que importa interpretar ou descodificar.

Teorias mais recentes defendem que os sonhos servem para tratar as emoções do dia-a-dia, contribuem para organizar a nossa vida psíquica e também têm funções fisiológicas. Experiências realizadas com animais demostraram que estes ficavam debilitados, após terem sido repetidamente acordados no período REM e assim impedidos de sonhar. Isto porque o sonho activa algumas defesas biológicas ligadas à imunidade, sendo igualmente importante para estimular a memória.

Como interpretar os sonhos?
Existem muitos livros à venda no mercado que se propõem ajudar as pessoas a interpretar os sonhos. Mas, esse tipo de manuais não tem qualquer credibilidade pois os sonhos são pessoais e exigem uma contextualização que esses livros não oferecem. O recurso a especialistas também só deverá ocorrer quando se tratam de pesadelos recorrentes que ameaçam o equilíbrio emocional do indivíduo. Em circunstâncias normais, podemos tentar fazer uma leitura pessoal dos sonhos respondendo a quatro perguntas fundamentais:
- Qual é a imagem-chave do sonho?
- Qual o sentimento ou emoção dominantes?
- Onde é que a acção se desenrolava?
- Que situação, na vida real, é aquela que o sonho lhe faz lembrar?
Com este exercício caminharemos em direcção ao auto-conhecimento que tantas vezes nos escapa. Será possível perceber o que realmente nos afecta, esclarecer sentimentos confusos e, quem sabe, definir o melhor caminho a seguir.
Bons sonhos.

Fernanda Botelho
Profª. de Psicologia

terça-feira, 14 de outubro de 2008

" Engenho" na Matemática

O espaço “ENGENHO” tem como real objectivo promover o gosto pela Matemática. É um espaço de lazer, diversão e de apelo à criatividade a pensar em ti. Nele poderás encontrar jogos, problemas, desafios, passatempos e muito mais.
Mostra do que és capaz e diverte-te!


UMA QUESTÃO DE CALENDÁRIO

Um determinado ano tem 53 domingos. Será possível que neste ano o dia 8 de Março seja uma sexta-feira?


A REUNIÃO





Numa reunião secreta, toda a gente aperta a mão a cada um dos presentes. No total, houve quarenta e cinco apertos de mão.
Quantas pessoas estiveram presentes?


MOEDAS

Forma com oito moedas um quadrado, como o da figura, colocando em cada lado, três moedas.
Deslocando quatro moedas, forma outro quadrado, com quatro moedas em cada lado.


QUAL É O NÚMERO?
Tem três algarismos: e, com os números: - - -
123 – não tem nenhum algarismo em comum;
345 – tem um algarismo comum, que não está na posição certa;
564 – tem um algarismo comum, na posição certa;
576 – tem um algarismo comum, que não está na posição certa;
168 – tem um algarismo comum, que não está na posição certa.

UM PROBLEMA DE HERANÇA

Um homem deixou de herança aos seus três filhos trinta garrafões de vinho. Dez deles estavam cheios, outros dez pela metade e, os restantes dez, vazios. Como é que hão-de fazer esta partilha de garrafões e vinho, para que cada um dos filhos receba igualmente o mesmo número de garrafões e vinho?



OVOS E GALINHAS

Na capoeira do senhor Alegria há sempre um grande reboliço! As galinhas comem milho e não param de pôr ovos!
... quinze galinhas põem quinze dúzias de ovos em quinze dias.
... cinco galinhas comem cinco quilogramas de milho em cinco dias.
Quanto milho tem de gastar o senhor Alegria para obter uma dúzia de ovos?


PROBLEMA DA JÚLIA

Júlia, a leiteira, tem de entregar um litro de leite, mas só dispõe de duas medidas: uma de cinco litros e outra de três.
Como deve ela proceder para medir um litro?






CURIOSIDADES

MEDIR COM O CORPO HUMANO

Antigamente as medidas do comprimento eram baseadas em medidas do corpo humano. Algumas delas ainda hoje, por vezes, se utilizam. Por exemplo:
... Pé é a distância que vai do calcanhar à extremidade dos dedos dos pés.
... Polegada é a medida aproximadamente igual ao comprimento da segunda falange do dedo polegar.
... Jarda é a distância entre o queixo e as pontas dos dedos, com o braço esticado.

... Palmo é a distância que vai da extremidade do dedo polegar à ponta do dedo mínimo, com a mão aberta.

Medidas aproximadas no sistema métrico
: 30,479 cm; Polegada: 2,54 cm; Jarda: 91,4 cm; Palmo: 22 cm

À VOLTA COM OS MEIOS

Três moscas com três meias moscas e mosca e meia, quantas moscas são?
Bota e meia em cada pé, quantas botas são?
Uma meia, meia feita e outra meia por fazer, diz lá quantas meias vêm a ser?

LABIRINTO

Descobre o número que permite sair do labirinto, sabendo que só pode avançar para uma casa se o número que lhe corresponde for múltiplo ou divisor do anterior.
Indica os números por que passaste desde que entraste até que saíste do labirinto






Soluções


UMA QUESTÃO DE CALENDÁRIO

Se o ano é comum, tem cinquenta e duas semanas e um dia. Assim, para que tenha cinquenta e três domingos, o primeiro dia do ano terá que ser um Domingo. Neste caso o dia oito de Março é uma Quarta-feira. Se o ano é bissexto, tem cinquenta e duas semanas e dois dias. Assim, para que tenha cinquenta e três domingos, o primeiro dia do ano poderá ser um Sábado ou um Domingo. Sendo um Domingo, o dia oito de Março é uma Quinta-feira visto que Fevereiro tem vinte e nove dias. Por outro lado, se o primeiro dia do ano for um Sábado, o dia oito de Março é então uma Quarta-feira. Podemos então concluir que o dia oito de Março nunca poderá ser uma Sexta-feira num ano que tenha cinquenta e três Domingos.


A REUNIÃO Para terem havido quarenta e cinco apertos de mão estiveram presentes dez pessoas.


MOEDAS Colocam-se quatro moedas em cima das outras quatro e obtém-se:


QUAL É O NÚMERO? O número é:784


UM PROBLEMA DE HERANÇA Dois filhos receberam cinco garrafões cheios e cinco vazios e o outro recebe dez garrafões meios. Assim recebem todos dez garrafões e os cinco litros de vinho.


OVOS E GALINHAS Se quinze galinhas põem quinze dúzias de ovos em quinze dias e cinco galinhas comem cinco quilogramas de milho em cinco dias, então quinze galinhas põem uma dúzia de ovos num dia e comem quinze quilogramas de milho em cinco dias. Num dia comem então três quilogramas de milho.

À VOLTA COM OS MEIOS
1º quatro moscas. 2º duas botas e duas meias. 3º duas meias.

LABIRINTO O número é o 3 e a sequência seguida foi: 210, 30, 6, 126, 7, 105, 35, 5, 15, 75 e 3.


O PROBLEMA DA JÚLIA Enche a medida três e verte para a cinco, ficando nesta última dois litros de vago. Enche novamente a medida três e verte para a cinco até ao cimo. O que sobra ma medida três é exactamente um litro de leite.

Trabalho disponibilizado pelo professor Rui Fernandes.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Entrega de diplomas


Cerimónia de entrega de diplomas aos alunos finalistas do ano lectivo de 2007-2008.
(12 de Setembro de 2008)



Discurso da Presidente do Conselho Executivo

Drª Fátima Manuela Duro Rodrigues



Ex.º Convidados
Ex.º Pais e Encarregados de Educação
Ex.º Professores e restante comunidade educativa
Estimados Finalistas

Na qualidade de Presidente do Conselho Executivo desta que será sempre a vossa escola, permitam-me que vos apresente as minhas felicitações pelo sucesso do vosso trabalho, sem, no entanto, esquecer o esforço de todos quantos estiveram ao vosso lado nessa caminhada, nomeadamente os vossos Pais / Encarregados de Educação, os vossos professores e todos os outros elementos da comunidade educativa a quem igualmente felicito. Não vivemos isolados neste mundo, apesar de algumas pessoas insistirem em querer chegar sozinhos ao local que traçaram no mapa da sua vida. Quando temos sucesso, esquecemos frequentemente quem nos ajudou a alcançá-lo. Não foi esta a mensagem que vos transmitiram nesta escola e, por isso, esperamos que, mais tarde, possam recordar esta comunidade educativa com saudade e reconhecimento.
Este ano o Ministério da Educação criou o Dia do Diploma com o objectivo de “valorizar a importância da conclusão do Ensino Secundário, nível que o Governo estabeleceu como referência para a qualificação da população portuguesa”. No mesmo sentido, o ME criou um Prémio de Mérito para os melhores alunos dos cursos científico-humanísticos e cursos profissionais em cada escola. Com este prémio o ME pretende “reconhecer e valorizar o mérito, a dedicação, e o esforço no trabalho e desempenho escolares” dos melhores estudantes.
Estas são as razões pelas quais aqui nos reunimos, hoje, as melhores razões, sem dúvida. No entanto, como referi antes, esta escola ensinou-nos a não esquecer todos quantos por aqui passaram com muito mérito e sem cerimónia. Para esses alunos a minha palavra de apreço ( e uma salva de palmas).
Voltando a vós, caros finalistas, este diploma representa, certamente, muitas horas de trabalho, mas também de amizade e de partilha com toda a comunidade educativa. Espero que a próxima etapa da vossa vida seja coroada de sucesso e de felicidade. Dou voz ao poeta Miguel Torga que traduz na perfeição a mensagem que vos quero deixar:



Recomeça…

Se puderes,

Sem angústia e sem pressa.

E os passos que deres,

Nesse caminho duro

Do futuro,

Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances

Não descanses.

De nenhum fruto queiras só metade.




E, nunca saciado,

Vai colhendo

Ilusões sucessivas no pomar

E vendo

Acordado,

O logro da aventura.

És homem, não te esqueças!

Só é tua a loucura

Onde, com lucidez, te reconheças.

Miguel Torga, Diário XIII



Até sempre!

PediBus Paper



Participação da Escola Secundária Camilo Castelo Branco
(Iniciativa da Câmara Municipal de Vila Real realizada no dia 22 de Setembro de 2008)
Alunos premiados

Bruna Daniela Barrias Gonçalves / Tiago Miguel Sabino da Rocha
Sara Filipa Lopes Gonçalves / Ricardo José Nunes Ribeiro
Margarida Santos Pina / Paula Alexandra Machado Marcelino
Alexandra Filipa Macedo Guedes / Márcia Liliana Gonçalves Vilela Ribeiro
Claude Cristian Ribeiro/ Vera Lúcia Claro Alves Teixeira
Andreia Catarina Moreira da Costa / Verónica Conceição Dias Lei
Ana Filipa Heleno Pereira Lopes/ Doris Emilia Brigas Rodigari
Diana Isabel Carriço Varandas / Helena Carolina Pereira Azevedo