Divulgação informativa e cultural da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco - Vila Real

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Concurso Nacional de Leitura



VENCEDORES DA 1ª FASE DO CONCURSO

3º CICLO


1º Prémio
Andreia Filipa Pereira Silva Melo - 7ºE, nº16

2º Prémio
Catarina Passão - 9ºF, nº4

3º Prémio
Joana Nunes Santos Castro - 7ºC, nº11


ENSINO SECUNDÁRIO

1º Prémio
Vânia Luísa Carvalho Oliveira - 12ºJ, nº20

2º Prémio
Andreia Filipa Ramos Seara - 12ºG, nº3

3º Prémio
Débora Helena Fernandes Costa Peixoto - 12ºD, nº7

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Mediateca - Resultado do Concurso "Sentir Natal"

Inserido no Plano Anual de Actividades da Mediateca teve lugar o concurso literário “Sentir Natal” que contou com a participação de alunos do ensino básico e secundário. Esta iniciativa teve como objectivo fomentar e consolidar hábitos de escrita e promover a criatividade e a imaginação.
Prémio
Ensino Básico
Helena Isabel da Silva Teixeira

















Natal?
O que é isso?
Quando era pequena
Disseram-me que era
Uma época onde havia
Paz no mundo,
E as pessoas eram todas irmãs
Mas hoje sei…
Que isso nem sempre é verdade
Há guerras em todos os países
E não há liberdade.
Irmãos de costas voltadas,
Meio mundo contra outro meio
Crianças violadas,
E ninguém sabe o que fazer,
A vida é injusta
E o meu coração bate
Tão depressa…
Quando me lembro
Que há pessoas que têm tudo,
E pessoas que não têm nada.
Natal!?
Será que ainda existe?


Prémio
Ensino Secundário
Andreia Filipa Ramos Seara




















O frio afável dá-me arrepio.
Aconchego-me no casaco pesado e quente.
(E sabe tão bem! …)

Há estrelas no céu e luzes na Terra.
Tantas luzes,
tão pequenas,
tão brilhantes…

E não só! … (Hum…)
Há música? …
Sim! …
(Tantas vozes! Tão alegres!)
É melodiosa. Suave. Ritmada.
(Que dizem elas?)

Mas este cheiro!
É pesado, quente e doce.
Não é comum!
(sorrio)
Relembra-me o mesmo de memórias,
imensas,
junto da lareira quente
da casa velha e farta da minha avó.
(lá fora neva)

No paladar, aveludado,
quente,
cresce uma vontade subtil,
intensa,
de provar novamente esses sabores
(inconsciente sorrio e fantasio)

(acorda!)
Apresso-me
(Esperam-me em casa)
(Apenas a verdadeira felicidade importa)

domingo, 4 de janeiro de 2009

L’ Epiphanie / la fête des Rois

L’ Epiphanie / la fête des Rois


Pendant longtemps elle a été plus importante que Noël pour les chrétiens.


Le 6 janvier et/ou le premier dimanche de ce mois ,c’est l’Épiphanie. Ce jour-là on "tire les rois". La tradition veut que l’on déguste la galette des rois ( un gâteau traditionnel qui diffère selon les régions). Dans cette galette, il y a une fève cachée ( petit personnage en céramique de la taille d’un caillou). La galette est découpée en autant de parts qu'il y a de participants, plus une part pour l'étranger ou le pauvre de passage. Cette part s'appelait "Part du Bon Dieu ". La coutume veut que le plus jeune de l'assemblée, situé sous la table ou les yeux cachés, appelle les invités au fur et à mesure que l'on désigne les parts.
La personne qui trouve la fève dans sa part de galette ,pose sur la tête une couronne en papier doré, devenant ainsi roi ou reine de la fête .

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Le 6 janvier c’est l’Épiphanie

Le 6 janvier c’est l’Épiphanie


De la part des Rois Mages on vous souhaite à tous
Grands et petits, une Bonne Année et…
On vous offre de la galette sucrée !


Venez vite à l’entrée du lycée !

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

AB URBE CONDITA

Trabalho realizado por Marta Silva ( 11ºH),

na Disciplina de Latim.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Natal



Ora bolas! Já me ia esquecendo de desejar um Feliz Natal e um 2009 totalmente contrário ao que muita gente diz.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Projecto Comenius

Este ano lectivo, a nossa escola está no processo de se envolver no projecto Comenius, um projecto europeu que visa promover acções diversificadas, nomeadamente intercâmbios com outros países europeus, visitas a locais de interesse patrimonial, feiras de gastronomia, exposições…
O principal objectivo deste projecto é fazer com que os alunos se apercebam da sua herança cultural, assim como da de outros países europeus.
As inscrições estão abertas até ao fim do primeiro período, dia dezoito de Dezembro de 2008, na biblioteca da escola.
Alexandre Alves, José Carlos, Marta Silva,Leila Santos, Fátima Pacheco - 11ºH

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Dia da Filosofia

Dia Internacional da Filosofia

Em 2002, a UNESCO instituiu a comemoração do Dia Internacional da Filosofia, na terceira quinta-feira do mês de Novembro de cada ano, certamente porque reconheceu o contributo da Filosofia para o desenvolvimento de um pensamento informado e para a formação de uma consciência atenta.

Este ano, os alunos das turmas B, E, F e H do 11º ano associaram-se às comemorações, levando a cabo um conjunto de iniciativas destinadas a promover a filosofia junto da comunidade educativa.
Os alunos do 9º ano de escolaridade constituíram o público-alvo desta iniciativa e, por isso, foram convidadas algumas turmas, designadamente as turmas C, E e G, que no dia 20 de Novembro, no Auditório 1 desta escola, participaram nas actividades dinamizadas pelos colegas das turmas B, E e H, que assumiram o papel de turmas anfitriãs.

A intervenção de cada turma do 11º ano, com uma duração aproximada de 90 minutos, envolveu estratégias diversificadas: projecção de filmes, apresentações em PowerPoint, distribuição de folhetos, exposição dialogada. Todas as estratégias e recursos utilizados pretendiam, de uma forma apelativa, esclarecer o lugar da filosofia no currículo do ensino secundário.
No período da manhã, foi emitido um programa de rádio intitulado “A música ao serviço da Filosofia” e à hora do almoço, professores e alunos tiveram a oportunidade de ler pequenas biografias de filósofos e frases que marcaram a história da filosofia; textos previamente colocados nas mesas da cantina pelos alunos do 11º E.

Os alunos de Artes (11º F) assumiram a tarefa de decorar o átrio da escola e dois grupos de alunos desta turma aceitaram o desafio de construir um logótipo da Filosofia.

Cabe informar, ainda, que foram enviados e-mails para algumas instituições da nossa cidade, tendo em vista a defesa da Filosofia e do seu ensino.

Por fim, agradece-se a participação de todos os alunos envolvidos nesta actividade e, em particular, a disponibilidade manifestada pelos alunos e professores das turmas do 9º ano de escolaridade.

Professora Fernanda Botelho




Trabalho realizado pelo 11ºB

Caros aprendizes de filósofos,

Hoje é um dia muito importante para todos aqueles a quem a filosofia mudou a forma de pensar e agir. Hoje, 20 de Novembro de 2008, celebra-se o Dia Internacional da Filosofia.
Nós, alunos do 11º E, convidamos-vos a festejarem este dia connosco. Pretendemos com esta iniciativa facilitar o vosso contacto com a disciplina de Filosofia que integra o currículo do ensino secundário.
É natural que, enquanto alunos do 9º ano, perguntem: O que é a Filosofia? O que estuda e para que serve? Qual é, afinal, a importância de estudar Filosofia?
Não queremos que pensem que a filosofia é apenas mais uma disciplina entre tantas outras… Simplesmente porque defendemos que é uma disciplina diferente!
Uma razão importante para estudar filosofia é o facto de estar lidar com questões diferentes, mas fundamentais acerca do sentido da nossa existência: Quem somos? Por que razão estamos aqui? As nossas vidas têm alguma finalidade? Seremos livres ou a nossa acção já está pré-destinada? E assim por diante, porque o número de questões é infindável.
Outra razão importante é o facto de a Filosofia ajudar-nos a desenvolver “um outro olhar sobre o mundo”: um olhar crítico, atento e informado.
Numa palavra, ajuda-nos a DESPERTAR.
Finalizamos com uma citação de Descartes: “Viver sem filosofar é ter os olhos fechados sem se esforçar nunca por os abrir”.

Os alunos do 11º E

Soyez les bienvenus!

ATELIER DE NOËL / ATELIÊ DE NATAL
À LA BIBLIOTHÈQUE / NA BIBLIOTECA
17 décembre / 17 de Dezembro

Le Père de Noël vous propose plusieurs activités de Noël.
C’est simple, amusant et très intéressant !
Il faut juste un clic et vous voilà connectés avec Lui et les
Traditions de Noël françaises.
Vous pouvez aussi lire des contes de Noël, voir des dvd et
faire d’autres activités !

domingo, 14 de dezembro de 2008

Sabor Vicentino

AUTO da BARCA da PREGUIÇA


Chega um preguiçoso ao cais das barcas e pergunta ao Diabo:

Pre: Hou! Ó tu do rabo em bico!
Nariz de maçarico...
Onde estão os amendoins!?
Dia: Houlá, caro amigo!
Chegaste logo agora que partimos para os confins!
Pre: Confins? Nunca ouvir falar!
Mas tu andas a mangar?!
Dia: Aii! Não me chegava já um parvo.
Vem-me agora um beiçudo!
Entra aqui, ó barrigudo!
Pre: P'raí não vou eu.
Nem contigo nem com o Judeu.
Vou ter com o amigo branco
Talvez me dê o seu manto...

Chegando-se ao Anjo:

Pre: Hei! Passarinho angelical!
Vem cá abaixo que eu sou gente
Abre a porta da frente
Que eu nada fiz de mal!
Anj: Nem de mal nem de bem.
Pobre seja a tua mãe!
Ajudar, não ajudaste.
Uma caixa admiraste
E aqui te apresentas?
Pre: E as notas que eu tirei?!
Anj: De que vale a Educação
Sentada num cadeirão?
Rezaste à televisão
E a morte deixaste passar!
Tu e a tua geração...
Nunca tu amaste,
Apenas criticaste!
Tivesses mexido esse cú
E aqui entravas tu!

O Preguiçoso volta à barca do Diabo e vem chorando:

Pre: Cá vem o barrigudo
Lamboso e beiçudo...
Quem me dera ter idade
Para mudar a minha vontade...
Cá vai o barrigudo...
Lento e seboso.
Lá vai o barrigudo...
Lá vai o preguiçoso!
Dia: Sim, sim! Agora cala-te!
Entra e para o Inferno remarás,
Lá descansarás!


Guilherme Magalhães de Sousa, 9ºC

JOYEUX NOËL !



Pourquoi ne pas le fêter dans tous les coins de notre lycée ?

Cette année quelques professeurs de français vous proposent plusieurs activités qui vont certainement vous amuser:

-À l’entrée de l’école on vous invite à: ( 17 et 18 décembre)

• Regarder des dvds de chansons de Noël
• Fouiller les menus gourmands des principales régions de France
• Observer des affiches des gourmandises de Noël
• Apprendre quelques recettes
• Connaître les mets de Noël des français


- À la bibliothèque : ( 17 décembre )

• Surfer sur Internet. Vous y trouverez toutes sortes de jeux, quizz, images, paysages, dvds et aussi du bricolage
•Écrire ou envoyer par email des cartes de voeux et, pourquoi pas, écrire aussi au Père Noël ? On vous assure ça vaudra la peine
•Lire des contes de Noël
•Déguster des papillotes françaises



- Vous trouverez aussi un peu partout … ( 15 - 18 décembre )
•Des affiches concernant Noël en France.

JOYEUX NOËl ! !

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Ana Macedo na Feira do Livro

O terceiro dia da Feira do Livro contou com a presença da escritora Ana Macedo que proporcionou um momento agradável, esclarecendo inúmeras questões colocadas por um público muito jovem. Num ambiente quase familiar, os alunos questionaram a autora sobre aspectos biográficos, bibliográficos e sobre o acto de escrita. Neste sentido, Ana Macedo referiu que o acto de criação é um momento de liberdade e por isso o romance poderá ser construído como uma manta de retalhos.
Antes da sessão de autógrafos, a autora recebeu uma lembrança pela sua participação nesta iniciativa e pela sua passagem pela nossa Escola.
Além das flores, a escritora também foi brindada com estas obras de João P.V.Costa, professor da nossa Escola.

Visita de estudo

Visita de Estudo de História 11º Ano

Nos dias 5 e 6 de Novembro, as duas turmas de História de 11º ano, o 11º H e o 11º I, estiveram de visita de estudo em terras do centro – mais especificamente, Lisboa e Mafra.
A visita começou na manhã do dia 5. Quando o autocarro saiu de Vila Real, rumo ao sul, ainda não eram oito horas. Enquanto que alguns alunos iam ensonados, o fundo do autocarro estava bem acordado, e enquanto não parámos para almoçar na estação de serviço do Pombal, não houve um momento sem uma canção.
A nossa primeira paragem quando chegámos a Lisboa foi um veleiro do século XV, aportado nas docas lisboetas entre um par de iates. Embora as velas não estivessem estendidas, víamos a altura dos mastros a contrastar com o aspecto franzino da embarcação, e seria difícil de acreditar que navios como aquele tinham viajado até ao outro lado de oceanos.
Uma guia muito amigável descreveu a constituição do veleiro e falou-nos do quotidiano dos marinheiros, desde a forma como dormiam debaixo dos botes de salva-vidas até àquilo que comiam e bebiam após meses a fio no mar. No final da explicação, foram escolhidos seis “voluntários” das turmas para participarem numa pequena representação teatral dos reinados de D. Manuel I, (o reinado em que se registou a maior expansão do território durante os Descobrimentos) e de D. João III, o seu sucessor. Vestiram roupas semelhantes às da época e repetiram as palavras que lhes ditava a guia para encenar os acontecimentos principais destes dois reinados.
No fim da visita ao veleiro, dirigimo-nos a pé para o Museu do Oriente, que se localiza num antigo armazém de peixe que foi completamente renovado, num estilo asiático e minimalista. Fomos separados em dois grupos, e cada turma recebeu uma guia diferente. No museu tivemos oportunidade de ver não só muitos artefactos asiáticos de várias eras, (desde armaduras de samurais a miniaturas de pagodes chineses ou pequenas vasilhas para o ópio) como também vestígios da influência portuguesa nas zonas que colonizou ou pelas quais passou.
Embora estivesse planeada uma visita a pé à Baixa Pombalina, não só o avançado da hora como o cansaço tanto dos alunos como dos professores tornaram isso impossível. Em vez de vermos a Baixa a pé, percorrêmo-la de autocarro, o que não nos deixou vê-la tão bem como queríamos, mas permitiu muito mais conforto.
Jantámos no Centro Comercial Vasco da Gama e, de seguida, partimos para Oeiras. Ficámos hospedados aí, no Inatel, e também tomámos o pequeno-almoço na manhã seguinte nesse local, antes de partirmos de novo, desta vez para Sintra. Visitámos o palácio, divididos, mais uma vez, em dois grupos. A guia apontou-nos as várias renovações que o palácio tinha sofrido através dos diferentes reinados e as influências dos diferentes estilos arquitectónicos.
A última paragem oficial da viagem foi o Palácio-Convento de Mafra, que teve a visita mais longa e mais detalhada. A nossa guia fez questão de relacionar os conteúdos arquitectónicos não só com o contexto social e histórico da construção (como, por exemplo, as doenças do rei D. João V, o monarca no poder aquando da edificação, e a sua pressa de a levantar devido ao medo de morrer antes de esta estar terminada), como também com a obra “Memorial do Convento” de José Saramago, que faz parte dos conteúdos programáticos de Português no 12º ano. Pudemos ver a espectacular basílica, as centenas de metros de corredor que separam o quarto do rei do quarto da rainha, e a enorme biblioteca inacabada.
O regresso a casa foi feito maioritariamente de noite, e chegámos pouco depois das vinte horas do dia 6 de Novembro. Foi uma visita de estudo que cumpriu os seus objectivos, apesar de alguns contratempos, e foi muito importante para clarificar alguns conteúdos da disciplina de História.

Marta Silva- 11ºH

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Feira do Livro

PROGRAMA

10 DE DEZEMBRO
09.00 h - Palestra
Professor convidado: Henrique Morgado
10.00 - 18.15 h - Abertura oficial da Feira do Livro

11 DE DEZEMBRO
09.00 - 18.15 h - Feira do Livro

12 DE DEZEMBRO
09.00 h - Reabertura da Feira do Livro
15.00 h - Encontro com a escritora Ana Macedo
16.00 h - Sessão de autógrafos
17.00 h - Encerramento da Feira do Livro

Local: Sala de Reuniões

Do Mundo da leitura à leitura do mundo
Henrique Morgado

A Feira do Livro é uma forma de homenagear o livro, de demonstrar reconhecimento e agradecimento por tudo aquilo que o livro faz pela Humanidade.
Desde 1996, e por decisão da UNESCO, o Dia Mundial do Livro é em 23 de Março, data que homenageia dois grandes escritores universais, Miguel de Cervantes e William Shakespeare, falecidos nessa dia, em 1616, e, por outro lado, é o dia de S. Jorge. Segundo uma tradição catalã, neste dia, os cavaleiros oferecem uma rosa vermelha às suas damas e recebem em troca um livro. Simbolicamente, este partilha de flores e livros, num tempo de primavera, prolonga a cadeia de alegria e cultura, de saber e paixão.
O livro, à primeira vista, é um objecto calado, casmurro, fechado, frio. Mas quando o leitor ganha a sua confiança e o trata com respeito, ele dá continuidade à busca de emoções.
O livro é um profeta que dita visões, desvenda mistérios, ensina; é um amigo seguro que desabafa com o leitor intimidades inauditas, dá conselhos, mostra exemplos para imitar ou evitar.
O livro é um passaporte que abre todas as fronteiras do mundo de cada leitor; é um veículo que transporta para longe do real e apático universo, capaz de levar à tal Índia nova, de que fala Pessoa, que não existe no espaço e à qual só se chega em naus construídas daquilo de que os sonhos são feitos.
O livro é uma obra de arte, como tal merece respeito, pois a Arte é a salvação da Humanidade. Deve entrar-se nele como quem entra numa catedral, e estar atento a todos os recantos, e saber levantar as palavras para descortinar sentidos.
O livro traz sempre novas perspectivas de ver o mundo, novos conceitos, novas experiências que ajudam o leitor a crescer.

É necessário fomentar a criação de leitores afectivos e efectivos, que o sejam para toda a vida e não apenas por obrigação.
A leitura em família, desde muito cedo, é importantíssima, mas urge assimilar uma metáfora de Roland Barthes: Fazer com o professor maternagem, e com a leitura uma festa.
Quem ensina a ler, nomeadamente o professor, tem de saber ler com arte, para que os ouvites sintam o prazer do texto e sintam o desejo de o fruirem directamente, lendo-o.
Se o jovem não gosta de ler, a culpa não é só dele. É de toda a atmosfera epocal que o envolve e condiciona.
Os programas escolares não são facilitadores da promoção da leitura, pois uma grande parte do tempo é destinado a maçadores análises morfossintácticas, em detrimento do mais importante: a beleza musical, a harmonia da linguagem, a riqueza das mensagens...
As obras de leitura integral, na sua maior parte, são impostas pelos programas escolares. Perante esta situação, que faz um elevado número de alunos? Aquilo que muitos fizeram e outros hão-de fazer: Procuram um amigo que já tenha lido o fatídico livro e lhe conte a história, ou adquirem o filme sobre o livro, quando existe, ou compram na livraria o resumo da obra!
Caro aluno, quem aprende resumos de obras literárias para passar no exame, aprende mais do que isso: aprende a odiar a literatura e jamais será um leitor.
O livro é o passaporte, a leitura é uma grande viagem através do imaginário para mundos fantásticos.

Quem gosta de ler tem nas mãos a chave do mundo.



quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

À barca, à barca ...

AUTO da BARCA dos LARÁPIOS

Vem um Carjacker (Cj) com o seu colar de sete chaves pendurado ao pescoço. Chega ao batel do Inferno e diz:

Cj: Ei bacanos! 'tá aí alguém?
Dia: Como ousas perturbar o meu sono escaldante com tais palavras?!
Cj: Olha lá, meu, tu não falas assim comigo, ouviste?!
Dia: Mas que jovem tão empertigado! Pensas que com tais palavras conquistarás o que pretendes?!
Cj: Eu não tenho medo de ti, ó homem do rabo grande!
Dia: Pois, então, assim seja, batel divinal será teu leito.
Cj: Eu não entro nessa cena! A minha avó sempre me disse que o céu era, tipo, o meu destino, topas?
Dia: Pois então e tu crês? Tua avó também nesta barca entrou!
Cj: Meu, tu não falas assim da minha avozinha, ouviste?!
Dia: Pois então acredita. O tempo urge e eu não tenho o dia todo.
Cj: O quê? O tempo muge?
Dia: Urge! Urge, seu acéfalo!
Cj: Ai é! Então vais ter de esperar porque eu vou ver ali o outro bacano da concorrência.
Dia: Como queiras, meu jovem insano.

Vai o carjacker até à barca da Glória e diz:

Cj: Ei! ‘tá aí alguém?
Anjo: Que queres, jovem?
Cj: Eu quero ir assim, tipo, para o céu!
Anjo: Pois, mas no céu tu não entrarás, pois os carros que roubaste pesam demais.
Cj: Mas, olha lá, eu aqui só tenho as chaves! Os carros foram desmontados em bué peças...
Anjo: Pois, mas cada uma dessas chaves pesa toneladas neste batel.
Cj: Meu, ‘tás a dar-me uma tampa?!
Anjo: Por Deus, liberta-te e segue para o batel infernal.
Cj: Vais arrepender-te, mano, ouviste?! Eu vou mandar, tipo, o meu people dar-te uma sova que até vais ver estrelas!

E, dito isto, volta para a barca infernal, dizendo:

Cj : Oh tu ! Olha, tipo, manda aí o escadote que aqui em baixo ‘tá bué da frio.
Dia: Não te preocupes, cá depois aquecerás!

Catarina Esteves, 9ºA
AUTO do TGV do INFERNO

Vem o Primeiro-Ministro (P.M.), com um computador Magalhães debaixo do braço, vestido com um fato informal, muito bem disposto e sorridente. Chega ao TGV do Inferno e diz:

P.M: Hou do TGV! Hou do TGV!
Dia: Calma, calma que já lá vou! Ah, o Sr. Engenheiro José Sócrates! O que o traz por cá?
P.M: Foram uns mal afamados professores que envenenaram o meu whisky na viagem de regresso da cimeira ibero-americana.
Dia: E bem fizeram, pois cheio de pecados estás!
P.M: Eu não, Satanás. Deve ser engano. Eu até trago comigo a prova disso.
Dia: O quê? Essa tua máquina que até vicia as criancinhas inocentes?
P.M: O Magalhães não! Vai salvar e modernizar o país. Para não falar nas reformas que fiz na administração pública. Então a avaliação dos docentes foi uma maravilha.
Dia: Pois, sim, os teus amados Magalhães, vai ser só vê-los no lixo e nas mãos dos toxicodependentes e mendigos, que os hão-de tirar às criancinhas para os vender.
Os professores? Adoram-te!...Pois não foram eles a pôr cicuta na tua bebida?
P.M: Olha que te enganas, Belzebu. Os professores ainda me vão dar a razão e este computador já é cobiçado por países em todo o mundo.
Dia: Pois isso, não seria pela tua "fabulosa" campanha de vendedor nesta última cimeira. Até já deves ter recebido propostas para vendedor profissional em empresas multinacionais...
P.M: Não tenho tempo para estas conversas. Vou ao maquinista aqui ao lado, que esse sim, embarcar-me-á.

Vai o Primeiro-Ministro ao TGV do Paraíso e grita:

P.M: Hou do TGV do paraíso! Deixai entrar um honesto e competente governante.
Anjo: Na santa maquinaria de Deus só entra quem pecados não cometeu!
P.M: Mas não me vedes a mim? Sou homem de promessas e palavra.
Anjo: Tu viveste a enganar as pessoas com promessas de crescimento económico, progresso e desenvolvimento, que se revelaram vãs.
P.M: E a minha licenciatura não me vale?
Anjo: Aqui não entram falsos engenheiros e ministros mentirosos. Volta para o T.G.V. infernal e asinha que de pecados transbordas.
P.M: Parece que escolha não tenho. Nem a licenciatura, nem o Magalhães me valem! Vou então para onde a minha alma pertence.

Chega novamente ao TGV dos danados e grita uma última vez:

P.M: Ó criatura infernal! Razão tinhas tu. Deixa-me entrar de vez, e talvez lá engane os que já julgaste tu...


Martim Monteiro, 9º B, n.º 17

momentos de ternura

- Katarina! São horas de jantar!
- Já vou, avô, já vou!
- Anda! Despacha-te senão a tua sopinha arrefece e depois não fica tão gostosa! E já sabes como é a avó! Não gosta de atrasos!
-Pronto! Já estou aqui! Avô, estás sempre a chamar-me Katarina! Não é que eu não goste, mas eu sou Rose! Mas não me importo que me chames isso! Até gosto do nome, apesar de ser antigo e estar fora de moda!
Rose olha atentamente para o avô e diz:
- Limpa a boca, avô!
- Ora, ora Katarina! Eu sei que não gostas que te chame este nome, mas as lembranças da minha mãe são muitas! Abençoada mulher!
O avô com uma lágrima no cantinho do seu olho claro e triste, olha para sua neta disfarçadamente.
Rose adorava o seu avô e não gostava nada de o ver assim, naquele estado. Então, ela tenta animá-lo com umas palavras doces:
- Avô, não fiques assim! O passado é uma lembrança que nos persegue até ao fim das nossas vidas, seja ele bom ou desagradável. Simplesmente tens que pensar positivo. O que importa neste momento é que eu estou aqui, ao pé de ti, a comer esta maravilhosa sopa, de que eu tanto gosto. Eu nunca te abandonarei!
O avô abraçou a sua neta, com um sorriso plastificado, mas que, no fundo, no fundo do seu coração, era honesto e verdadeiro.



Cláudia Martins
7º - D , Nº - 5

Dia Internacional do Voluntariado


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Exposição "Flora de Brincadeiras" de João Pinto Vieira da Costa




DE 3 a 13 de Dezembro, poderá visitar a exposição "Flora de Brincadeiras", na Biblioteca Municipal de Vila Pouca de Aguiar.


Esta mostra de brinquedos, construídos a partir da matéria vegetal, teve início na nossa Escola e já percorreu diversos espaços do país, tais como o Museu do Brinquedo de Seia, Centro de Interpretação do Parque Natural do Alvão, em Vila Real e em Mondim de Basto, Museu Carmen Miranda - Marco de Canaveses, Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira, Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, Escola EB2/3 de Alpendorada, Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa e Quinta da Gruta - Maia.


É uma iniciativa que surgiu na sequência da publicação da obra "Flora de Brincadeiras" de João Pinto Vieira da Costa, professor na nossa escola. Mais informações em http://florabrin.blogspot.com

o 1º de Dezembro

Realizou-se no passado dia 28 de Novembro, no grande auditório do Teatro de Vila Real, o espectáculo habitual do 1º de Dezembro, organizado pela Associação de Antigos Alunos do Liceu Camilo Castelo Branco. Mais uma vez, o grupo "Cantares do Liceu" participou nesta iniciativa interpretando dois temas ilustrados por algumas imagens sugestivas da actualidade social e política.
Os valentes guerreiros.
Dona "Merenciana" teve, este ano, a preciosa ajuda do"portátel" Bisalhães.

Como sempre, o Coro Pyjamante foi de gritos!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A minha biblioteca ideal

Na sequência da visita guiada à Biblioteca da Escola, foi proposto a todos os alunos do 7ºano que produzissem um texto subordinado ao tema" a minha biblioteca ideal". Os alunos de cada turma escolheram os textos que divulgamos.



Imagino o meu ideal de biblioteca como um lugar colorido, alegre e divertido. Haveria sofás confortáveis para podermos folhear os livros com tranquilidade e aí o relógio pararia até ao final da história, sem interrupções desagradáveis que acontecem sempre na melhor parte da narração. Poderia haver também livros em estantes mágicas onde bastaria levantar a capa e as personagens da história falariam e contariam as suas aventuras. Movimentar-se-iam à minha volta como se eu também fizesse parte dela.
Num cantinho da minha biblioteca, gostaria que houvesse música calma para nos ajudar a relaxar para, de seguida, podermos rever as matérias das aulas com toda a concentração. Sempre que surgissem dúvidas no estudo, apareceria um Professor para nos esclarecer imediatamente. Tudo seria tão fácil, tão simples, que poderíamos pensar: “Estudar não custa!... É tão bom aprender!...”
Eu acho que as bibliotecas deveriam ser mais apelativas, vivas, alegres e coloridas e não serem apenas um amontoado de livros que esperam ser lidos.

Joana Varandas Borges, 7º C, Nº 23

A minha biblioteca teria as paredes cheias de estantes. Teria livros para crianças, para adultos, para rir, para pintar…enfim, para todos os gostos e todos os tipos de estados de espírito. Seria simplesmente perfeita!
As suas paredes seriam coloridas e não brancas pois, na minha opinião, a cor dá vida. Neste caso, vontade de ler e entrar na aventura, na fantasia, na magia que os livros originam e nos trazem.
Uma biblioteca, essencialmente, deveria ter um cantinho de leitura e um de estudo e pesquisa. Também deveria ser acompanhada por professores que conseguissem ajudar a esclarecer dúvidas que fossem colocadas pelos seus visitantes.
Não me posso esquecer de um cantinho de diversão com passatempos relacionados com o estudo, pois a brincar também se aprende, nem que seja só um bocadinho.
Para mim, a biblioteca seria o paraíso da magia, do poder de sonhar. Um livro, por mais fraco que seja, traz-nos mil maravilhas. Um livro pode mudar radicalmente uma pessoa e a sua vida. E a biblioteca perfeita seria constituída por milhares desses livros, pois um livro é um segredo que se torna um mistério e que ao ser desfolhado, de página em página, se vai revelando.

Cláudia Martins, 7º D, Nº 5

Na minha opinião, uma Biblioteca tem de ter livros variados, desde Histórias Infantis a livros para adultos. Tem de estar adaptada às novas tecnologias, tem de ter diversas mesas, tem de ser confortável, silenciosa, organizada, para se poder trabalhar.
Deve ter informações para se saber como procurar o que necessitamos.
A sala da Biblioteca tem de estar limpa e deve ter professores e funcionários que ajudem no seu bom funcionamento.
Para mim, a Biblioteca é um bom local para trabalhar e adquirir mais conhecimentos.
Tem de ser estimada por todos os que a utilizam, porque ela é de todos nós.



Miguel Ângelo Carvalho Alves, 7ºA, Nº18

Participação da Escola no Concurso Europeu "Juvenes Translatores"







A Escola Secundária Camilo Castelo Branco foi seleccionada, de entre 24 escolas dos vinte e três países da União Europeia, para integrar esta actividade de tradução.
Esta prova realizou-se no dia 27 de Novembro, às 9 horas, com a participação de quatro alunos nascidos em 1991. Os participantes tiveram a possibilidade de escolher a língua de origem e destino do texto a traduzir. Assim, enquanto Cátia Azevedo (11ºA) traduziu um texto de Alemão para Português, Gustavo Gonçalves e Rafael Pinto ( 12ºI) traduziram de Português para Inglês. Richard Peace traduziu um texto de Inglês para Português. Depois de concluídas, as provas foram enviadas para um júri de Bruxelas.
Os resultados serão publicados no sítio Web do Concurso Juvenes Translatores até final de Janeiro de 2009. Os vencedores (esperemos que sejam os nossos!) serão convidados para a cerimónia de entrega de prémios em Bruxelas, a 3 de Abril de 2009.
Esta iniciativa foi dinamizada pelas professoras Paula Seixas e Natália Almeida.

Visita de Estudo ao Museu dos Transportes e das Comunicações

Visita de estudo ao Museu dos
Transportes e Comunicações, no Porto


Saímos de Vila Real por volta das 8h30 da manhã, o dia estava a amanhecer!
A viagem para o Porto foi uma autêntica diversão, mas eu estava com o pressentimento de que algo de mal poderia acontecer, ao longo desse dia, que era, por sinal, maravilhoso! Os raios de sol atravessavam as janelas do autocarro, dando-nos alegria e benefício para acordar e saborear o longo e belo dia que tínhamos pela frente.
Sentia-me desprotegida, não sabia o que fazer durante o percurso, então comecei a fazer tranças à Joana, enquanto ia adiando o precioso e indispensável momento de ler o livro, aquele livro que me despertava tanto a curiosidade, e fazia nascer em mim a magia que necessitava para soltar as lágrimas, o livro faz-me lembrar tudo. Não hesitei em abri-lo e começar, mas bastaram-me umas simples palavras para ficar com as lágrimas nos olhos, o medo de o ler e chorar, era mais forte que a vontade, então, fechei-o, adiando o momento de sentir as palavras em mim.
Quando chegámos, a minha soneira descomunal libertou-me. Estava tudo a correr bem, e a manhã foi muito agradável, mas quando estávamos a sair do museu, a professora Conceição caíu de cara no chão, e tentámos ajudá-la, ela começou a sangrar do nariz, e aquele sangue todo mexeu comigo, pois fez-me pensar como estaria a minha prima quando se suicidou, e o sangue derramado por ela através de um simples puxar do gatilho, que foi a causa do sofrimento de tantas pessoas. Não hesitei em ajudar a professora, uma vez que já não consegui ajudá-la a ela, e omitir, esconder, fazer desaparecer o sofrimento causado.
Uma lágrima escorregou-me, face abaixo.
Tentei não pensar mais, mas enquanto íamos para o shopping foi o único pensamento que me penetrou a mente e invadiu o meu ser… após seis meses, o sentimento permanece.
Chegámos ao shopping e algo me despertou a mente e me deixou sem pensamento algum.
Partimos de Vila Real, e quando chegámos, só se viam lágrimas na turma A, iam perder um elemento, a Luísa. Fui lá a correr a abracei-a, fiquei a chorar na Avenida.
Fui ao treino para aliviar um pouco, e quando cheguei a casa, só queria que tudo acabasse, e adormeci.

Vivian de Carvalho, 8.ºD n.º28
23 de Novembro, 2008
Viajando e comunicando

Que linda paisagem
Ao descer o Marão
Entre duas montanhas
Um mar de algodão.

Quando chegámos ao Porto
Ficámos muito animados,
A viagem foi divertida
E não estávamos cansados.

Entrámos no Museu
Começámos a visitar
Vimos logo um carro
Que era de pasmar!

Vimos carros antigos
Mesmo de espantar
Eram todos muito lindos
Neles não podíamos andar.

À volta da lareira
As famílias comunicavam
Comiam, riam e liam
Mas também dançavam.

Falaram-nos de mecânica
Que não deu para entender
Só os rapazes responderam
Saímos de lá a tremer.

Quando passámos a rádio
Ouvimos o jornalista falar
Os colegas Telma e o Daniel
Começaram a relatar.

Foi um momento divertido
E cheio de animação
Ficámos com a alma cheia
No final da exposição.
Andreia Gonçalves - 8º F - nº 2
13 de Novembro de 2008

Projecto Jovens Asas







Realizou-se no dia 21 de Novembro, no auditório desta escola, uma sessão teórica integrada no “ Projecto Jovens Asas”, organizado pela Federação Portuguesa de Aeronáutica.
Esta acção tem como objectivo a divulgação dos desportos aeronáuticos integrados nesta Federação, nomeadamente o Voo à Vela, Rally Aéreo, Voo Acrobático, Balonismo, Ultraleves e Paramotor.
Perante um público constituído por alunos do 9º ao 12ºanos, os oradores, Engenheiros Carlos Trigo e Carlos Gorjão, pilotos desportivos e peritos em Aeronáutica, cativaram os presentes nesta temática, em que se expôs de uma forma lúdica e científica todo o processo de voo de uma aeronave, bem como as saídas profissionais na área da Aviação, e alguns aspectos ligados às diversas modalidades de Desportos Aeronáuticos.
Este projecto apresentará outra sessão de carácter prático, a realizar no Aeródromo de Vila Real, na qual se demonstrarão as diversas modalidades de voo, prevendo a possibilidade de alguns alunos experimentar algumas destas modalidades.
A sugestão da ligação deste projecto à nossa escola deve-se à proposta do professor António Teles e do piloto do Aeroclube de Vila Real, Jorge Oliveira.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Campanha de Solidariedade

Campanha realizada no âmbito da disciplina de EMRC

Filme realizado por

Fabiana e Rafael, 12ºI

terça-feira, 25 de novembro de 2008

24 de Novembro - Dia Nacional da Cultura Científica

24 de Novembro é o Dia Nacional da Cultura Científica , uma data que assinala o nascimento de Rómulo de Carvalho, o professor-cientista-poeta que adoptou o pseudónimo literário de António Gedeão.



Poema para Galileo

Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios.)
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.

Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei… eu sei…
As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileo Galilei!

Olha. Sabes? Lá em Florença
está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.
Palavra de honra que está!
As voltas que o mundo dá!
Se calhar até há gente que pensa
que entraste no calendário.

Eu queria agradecer-te, Galileo,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar- que disparate, Galileo!
- e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação-
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.

Pois não é evidente, Galileo?
Quem acredita que um penedo caia
com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo da praia?
Esta era a inteligência que Deus nos deu.

Estava agora a lembrar-me, Galileo,
daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo
e tinhas à tua frente
um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo
a olharem-te severamente.
Estavam todos a ralhar contigo,
que parecia impossível que um homem da tua idade
e da tua condição,
se tivesse tornado num perigo
para a Humanidade
e para a Civilização.
Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios,
e percorrias, cheio de piedade,
os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.


Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,
desceram lá das suas alturas
e poisaram, como aves aturdidas- parece-me que estou a vê-las -,
nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.
E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual
conforme suas eminências desejavam,
e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal
e que os astros bailavam e entoavam
à meia-noite louvores à harmonia universal.
E juraste que nunca mais repetirias
nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,
aquelas abomináveis heresias
que ensinavas e descrevias
para eterna perdição da tua alma.
Ai Galileo!
Mal sabem os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andavam a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilómetros por segundo.
Tu é que sabias, Galileo Galilei.

Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.
Por isso estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,


enquanto eles, do alto incessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo,
caindo,
caindo,
caindo sempre,
e sempre,
ininterruptamente,
na razão directa do quadrado dos tempos.

António Gedeão (1906-1977)
http://www.youtube.com/watch?v=PJTu5KM3UG4




Professor António Teixeira

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Filosofia hoje

Depois de ter concluído a aprendizagem de filosofia e de me ter cruzado com a pergunta “o que é a filosofia?”, eu pergunto agora, depois de ter estudado a sua possível definição e características: Será que filosofar é necessário? Mas porque é que não nos contentamos com o mundo e com o que já está diante de nós? O problema é que por muito que tentemos ignorar a filosofia, nunca lhe conseguiremos fugir. Tal como precisamos de comer e beber para sobreviver, o nosso intelecto necessita de filosofar.
Porém, e porque vivemos numa sociedade consumista e imbecil, a filosofia tem de ultrapassar inúmeros obstáculos para poder chegar ao homem, em vez de ser o homem a lutar para poder adquirir conhecimentos filosóficos.
Ao longo da sua história, a filosofia cruzou-se com muitos rivais desde a ciência até à tecnologia. Mas actualmente, atingiu-se o máximo de vergonha quando nos deparamos com respostas a uma situação como a seguinte:
Um homem, já com uma certa idade, tem muitas dificuldades económicas e necessita de roubar para sustentar a família, já que ninguém o aceita para trabalhar. Será isto bom ou mau?
Em vez de desenvolver o seu intelecto procurando uma resposta para esta questão ética, que alberga bastante subjectividade, o homem actual vai responder com a sua certeza de sábio: “É claro que é errado! Se ele quer sustentar a família e não pode trabalhar, então que vá a um programa de televisão!”.
O marketing, a publicidade e todas as disciplinas da comunicação tornaram-se nos maiores rivais da filosofia nos tempos de hoje e disseram “isto é connosco, somos nós os criativos, somos os construtores!”. Esta situação traz alguns benefícios à filosofia, visto que lhe vai dar entusiasmo em cumprir a sua tarefa de abrir os olhos às pessoas, que se escondem atrás de problemas inexistentes e criados pelo nosso mundo actual de forma a ocupar a mente e o tempo das pessoas, impedindo-as de filosofar. Isto acontece porque há um grande receio de a filosofia se apoderar do mundo. E depois, como tudo seria? Será que haveria tanta desigualdade económica?
Então volto a perguntar: será que filosofar é necessário?
Se nos quisermos libertar de conceitos impostos pelos meios de comunicação; se quisermos deixar de lado a imagem da pessoa cheia de problemas impossíveis de resolver (por muitos químicos que tomemos); se quisermos alcançar um pensamento autónomo e devidamente crítico, então filosofa até te fartares!


Fabiana Monteiro, 12ºI



Ser é o não ser. Conhecer é não conhecer.

Quando as flores nascem, também morrem. A vida é uma ilusão. Tudo à tua volta é virtual embora sintas e vejas e cheires. Complicado? Ainda não. Vamos caminhar pelo simples e o simples é complicado. Talvez não saibas mas eu ensino-te.
Ensino-te a caminhar mas sem usares os pés. Ensino-te a ver sem usares os olhos. Levo-te à luz mas eu ainda não sei o caminho e ainda sou cega. Sou cega de luz. Estou cega de tanta sabedoria mas continuo uma ignorante. Talvez não saibas, mas eu conto-te.
Conto-te sem te falar. Falo-te sem te conhecer. Mas conheço-te. Conheço aquilo que me mostras e que não vês. Conheço o que mostras mas escondes.
Nas pegadas que deixamos apenas vês palavras a flutuar sem nexo e paradoxais. A vida é mesmo um paradoxo. Podes não saber mas um dia vais-te aperceber.
Nada do que pensas existir existe. Tu és a única no mundo e nada mais há. Apenas estás tu e aquilo que inventaste para ti. Sentes-te deslocada mas cá estás. Sabes que existe este texto mas assim que o deixares de ler esquecê-lo-ás e repara que as letras não existem pois são apenas códigos que transpões para pensamentos mas os pensamentos não existem. Onde estão eles? Não os vês, não os sentes, não os cheiras mas eles existem? Talvez não. Talvez sim.
Tu lá sabes e eu lá sei. Somos duas ou talvez uma. Tudo é o todo que é o nada. O universo não existe pois não o vês, não o sentes, não o tocas mas sabes bem que estás nele e que existes. Ou não existes?
Pensa bem e depois conta-me. Não por palavras. Mostra-me mas venda-me antes. Leva-me mas deixa-me ficar.
O início e o fim não existem. Só existe o meio. Só existe um círculo com pontas agudas que tu atravessas e no fim voltas ao início e recomeças e voltas a errar nos mesmos erros e sentes e vês e tocas e cheiras. Mas onde estás? Talvez aqui. Mas o aqui não existe.
Vive o presente que é passado e já foi futuro. Vive-o agora sem saber que estás viva ou estás morta. Simplesmente estás por isso vive.



Catarina Carvalho, 11º F

domingo, 23 de novembro de 2008

Na peugada dos dinossauros



" Impressões digitais" com 175 milhões de anos.

Reportagem fotográfica de Daniela Costa (10ºC), na visita de estudo ao Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, à Pedreira do Galinha, realizada no dia 21 de Novembro.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Concurso Nacional de Leitura - Regulamento




PONTO PRÉVIO



O Plano Nacional de Leitura – em articulação com a RTP, com a DGLB/Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas e com a rede das Bibliotecas escolares – promove, à semelhança dos anos anteriores, o Concurso Nacional de Leitura dirigido aos alunos de 3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário.
Este Concurso decorre em três fases, com a seguinte calendarização:
1ª Fase – Eliminatória a realizar a nível de escola, até 9 de Janeiro de 2009: selecção, a partir da prova de leitura de uma obra, de três alunos do 3º Ciclo e três alunos do Ensino Secundário, que estarão presentes na Final Distrital;
2ª Fase – Final Distrital, a realizar na Biblioteca Municipal de Vila Real, durante o 2º Período, entre Fevereiro e Março: selecção de dois vencedores em cada uma das categorias – 3º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário -, que estarão presentes na Final Nacional;
3ª Fase – FINAL NACIONAL, a realizar durante o mês de Maio de 2009, em colaboração com a RTP, que produzirá o evento e transmitirá a sessão.

1ª FASE DO CONCURSO NACIONAL DE LEITURA
REGULAMENTO



Artigo 1º - Condições Gerais de Participação
A participação nesta primeira fase do Concurso está aberta a todos os alunos do 3º Ciclo e do Ensino Secundário.
Para efeito de participação no Concurso Nacional de Leitura, os concorrentes comprometem-se a conhecer e respeitar os Regulamentos das três fases do Concurso, bem como as decisões dos respectivos Júris.
Os alunos menores de 16 anos só poderão concorrer mediante autorização expressa dos pais ou dos Encarregados de Educação. Para tal, terão que solicitar, na Biblioteca, a respectiva Ficha de autorização, a ser entregue no momento da inscrição.

Artigo 2º - Categorização dos concorrentes
Os concorrentes serão divididos em duas categorias: alunos do 3º Ciclo e alunos do Ensino Secundário.

Artigo 3º- Júri
O Júri é constituído por um representante do Conselho Executivo e pelas professoras Adelaide Jordão (coordenadora da Biblioteca), Adelaide Claro, Anabela Carvalho e Rosa Mendes.

Artigo 4º - Competências do Júri
Cabe ao Júri a organização geral do Concurso e o controlo do seu desenvolvimento ao longo de toda esta primeira fase:
· escolha e divulgação da lista de obras;
· elaboração das provas;
· correcção das provas;
· divulgação dos resultados.
Cabe ainda ao Júri decidir sobre quaisquer matérias omissas no presente Regulamento.

Artigo 5º - Obras seleccionadas para as provas
Para o 3º Ciclo
7º ano
Cortei as tranças, de António Mota
8º e 9º anos
Lágrimas Coloridas, de Ana Macedo
Cão como nós, de Manuel Alegre

Para o Ensino Secundário
O Físico Prodigioso, de Jorge de Sena
Morreste-me, de José Luís Peixoto
“A Perfeição”, Contos, de Eça de Queirós
“Centauro”, Objecto Quase, de José Saramago
Estas obras estarão disponíveis para consulta na Biblioteca.

Artigo 6º - Inscrições
As inscrições são efectuadas na Biblioteca, através do preenchimento de uma Ficha.
Aquando do preenchimento da Ficha de Inscrição, os concorrentes deverão escolher apenas uma das obras seleccionadas para o seu nível de ensino.
As inscrições decorrem de 17 a 26 de Novembro de 2008.

Artigo 7º - Prova de selecção
A prova, na modalidade escrita, avaliará a prática de leitura das obras literárias seleccionadas.
A estrutura da prova é composta por um questionário de escolha múltipla e por comentários pessoais redigidos pelos candidatos.
A duração da prova é de 45 minutos.
A data de realização da prova: dia 16 de Dezembro de 2008.
Eventuais situações de ex aequo serão desempatadas mediante provas adicionais, orais.

Artigo 8º - Afixação de resultados
A afixação de resultados far-se-á no dia 8 de Janeiro.

Artigo 9º- Prémios
A cada um dos níveis de ensino – 3º Ciclo e Secundário – serão atribuídos os seguintes prémios:
1º prémio – MP3
2º prémio – pen-drive, com o logo da Escola
3º prémio – porta CD’s-Rom com o logo da Escola

Os três primeiros classificados em cada um dos níveis de ensino irão participar na 2ª fase do concurso – a Final Distrital.
A cerimónia de entrega dos prémios terá lugar na Biblioteca da Escola, em data e hora a determinar.
Nota Final:
O conhecimento do presente Regulamento não dispensa a leitura do Regulamento do Concurso Nacional de Leitura, que poderá ser consultado nos seguintes locais:
Ø Biblioteca da Escola;
Ø Sala de Estudo (no pavilhão anexo);
Ø site http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/
Caso se pretenda obter uma cópia do mesmo, estará disponível um exemplar, na reprografia.
Leituras



8º e 9º

Secundário

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Dia Mundial do Não Fumador - 17 de Novembro







Para comemorar o Dia Mundial do Não Fumador, a turma B do 9º ano, no âmbito da Área de Projecto, produziu e distribuiu folhetos informativos que tinham como principal objectivo alertar para as consequências do tabagismo ao nível do fumador activo e passivo.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Halloween


No dia 31 de Outubro celebrou-se esta festividade, dedicada essencialmente aos alunos do 7º Ano de escolaridade.
O átrio da escola foi decorado pelos professores responsáveis, Ana Paula Martins, Francisco Coelho e Teresa Oliveira com ornamentos alusivos ao tema.
Os alunos produziram cartazes temáticos que foram igualmente expostos no átrio da escola.
De manhã realizou-se um desfile, em que um grupo de alunos se mascarou e do qual saíram vencedores os alunos Afonso Vogensen do 7ºD e Melissa Varela do 7ºC.
De tarde avaliaram-se as máscaras criadas pelos alunos. Neste concurso foram vencedores as alunas Cristiana, Mafalda, Maria João e Patrícia da turma A, a nível individual e a nível colectivo a turma E.
Foram ainda entregues os prémios aos vencedores dos concursos, bem como certificados de participação aos restantes.
Os professores responsáveis consideram que a actividade foi bastante positiva quer a nível de aderência, quer a nível da socialização.
Despedem-se com um até para o ano.

O Grupo sectorial de Inglês do 7ºAno

Outubro 2008

domingo, 26 de outubro de 2008

Jogo da Alimentação Saudável


Numa iniciativa do PES em colaboração com a Cruz Vermelha Portuguesa, as turmas do 8ºA e 8ºD participaram no Jogo da Alimentação Saudável, no passado dia 22 de Outubro, durante a aula de Língua Portuguesa.