domingo, 10 de janeiro de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
Em destaque
Os autocarros passam um por um, quase ininterruptos, na paragem. Vejo-os ir e partir ao longe mas ainda nenhum me intrigou realmente - os lugares para onde vão são silenciosos e discretos, e eu estou à espera de um que me acene, de um que pestaneje sedutoramente do sinal luminoso que o anuncia.
A noite na cidade, escura e fria, é quebrada por luzes suaves que deslizam umas através das outras. As esquinas despem-se delicadamente diante dos faróis dos automóveis, nas ruas desertas as sombras diminuem e crescem com a nossa aproximação e afastamento.
Passo depressa pelas esquinas como se fugisse do nascer do sol, de mãos bem enterradas nos bolsos e os ombros rígidos contra o frio, as ruas geladas debaixo dos pés, uma após outra após outra. Se seguirmos durante tempo suficiente por uma rua, podemos ir até onde todas as ruas paralelas do mundo se unem num ponto de fuga secreto. É sossegado - os outros que lá chegam também não querem falar com ninguém. É a única razão pela qual alguém andaria tanto tempo em linha recta sem parar para... para ficar.
Não quero ficar no mesmo sítio. Respiro para dentro do cachecol para aquecer os lábios e o pescoço, não quero que o meu sangue pare de correr mas ir para casa está fora de questão. Estou farto desta cidade em que todas as ruas vão dar ao mesmo sítio, e já as percorri a todas muitas vezes, a horas diferentes em diferentes alturas do ano, conheço-lhes bem as manias. Sei onde há pedrinhas manhosas,
passeios tortos, candeeiros de rua esquizofrénicos, onde passam os passadores de droga e onde se passam os artistas de graffiti às quatro da manhã, a pintar as crianças esfomeadas de África numa explosão de rabiscos a preto e branco, sob a luz clandestina dos néons.
Mas à noite, no inverno, quando as ruas são minhas, numa zona obscura de sonho, preenchida apenas por nevoeiro e pela minha silhueta escura, posso fingir que estou a ir para outro sítio. Quando está mesmo frio ando com as luvas mais grossas, com o cachecol até ao nariz e com o gorro até às sobrancelhas, mas não fico em casa, porque ficar em casa seria desperdiçar a oportunidade maravilhosa concedida pelas nuvens, a oportunidade de pensar que vou para outro lugar.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Resultado do concurso"A Árvore de Natal da Poesia", sob o tema "Sentir Natal", promovido pela Mediateca
Sentir Natal
No Natal contam-se histórias.
As do meu pai eram do Menino Jesus.
Hoje, na minha adolescência,
finalmente, fez-se luz.
Com a abertura das prendinhas
a alegria é a primeira a fluir,
enquanto isso,
a neve não pára de cair.
Nesta época natalícia
tudo é tão mágico e tão bom:
rabanadas e aletria.
Hummmm….!
Que delícia, que alegria.
Sentir Natal,
todos o sentem,
aqui, ali e acolá.
Natal é viver em união,
nós, vós e eles
com amor e compaixão.
Diogo Sá, EFA B3
1º prémio ex aequo Ensino Diurno
Que neste dia especial
Haja muitos sorrisos,
Vamos todos fazer por isso
Pois é dia de Natal.
Todos reunidos à mesa
Deliciamo-nos com a refeição,
Família acima de tudo
Brincadeiras e celebração.
Os pais ensinam a tradição
E as crianças escutam com atenção,
Quietos e fascinados
Ouvem seus pais babados.
Na época de Natal
Os pais andam atarefados
Comprando o presente ideal
Para os seus filhos adorados.
As crianças dão as mãos
Esperando o Pai Natal,
Pois são todos irmãos.
E adoram o Natal!
Ana Sofia Nóbrega de Oliveira,nº2,7ºC
1º prémio ex aequo Ensino Diurno
Pai Natal, não!
Nossa Senhora, também não!
Menino Jesus pode ser…
só falta escrever.
Uma boneca eu não quero,
um boneco também não,
talvez carinho e amor
e esperança no coração.
Se muito dinheiro eu pedisse
não iria ter, não!
Mais vale um tostão
e para sempre guardá-lo no coração.
Mas de tanto o guardar
teria de o gastar
numa prenda para a pessoa
que no meu coração estiver em primeiro lugar.
Para o pai ou para a mãe
ou até para os dois
Para vê-los com um sorriso
e com alegria adormecer depois!
Porque a que eu quero pedir
neste Natal: são os meus pais,
Tê-los sempre comigo.
Que me protejam e que para mim
permaneçam sempre como um abrigo!
“ Carta ao Menino Jesus”, Patrícia Peixoto,7º B
Menção especial – Alunos
Ó da casa, nobre gente
escutai e batei palmas:
vai nascer o Deus – Menino,
redentor das nossas almas.
Esta noite é noite cheia,
uma Virgem vai partir.
A véspera de Natal
é a noite preciosa:
nasce o Rei Celestial
do ventre da Gloriosa.
Eu hei-de ir ter ao presépio,
sentar-me num cantinho
para ver o Deus – Menino,
a nascer tão pobrezinho.
S. José e mais Maria
iam ambos de jornada:
S. José andava muito
e Maria ia cansada.
Viram ao longe uma casa
foram lá pedir pousada.
Chamaram pela patroa
e respondeu a criada:
- É um homem e sua mulher
que nos vêm pedir pousada
trazem nos braços um filho
que nasceu de madrugada.
O que tu sentes e o que eu sinto neste dia especial
É o que toda a gente sente num dia de Natal!
Bárbara Santos, nº 4, 8º A
Menção especial – Professores
Pensées de Noël
C’est Noël!
Mais notre banc
Maintenant vide
Vide de nos amours
De nos chagrins,
De nos peines
De nos rires
De notre bonheur.
Notre banc est vide et blanc
Mais il n’est pas Seul
Nos oiseaux des noëls passés
Sont encore là
Et chaque Noël
Ils y retournent
Pour moi, pour toi.
Brízida , décembre 2009
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Presépio alado

Pretende-se, com esta escultura, destacar a necessidade de um equilíbrio entre o homem e a natureza, num momento em que o próprio pinheiro, árvore já cantada por D. Dinis, sofre de uma terrível praga - o nemátodo (Bursaphelenchus xylophilus).
É de referir que uma segunda versão desta peça esteve presente na Exposição "Presé-pios", patente ao público, no Museu do Ferro, em Torre de Moncorvo, entre os dias 19 de Dezembro de 2009 e 6 de Janeiro de 2010.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
2ª eliminatória das XXVIII Olimpíadas de Matemática,
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Apreciação de Daniel Descomps
Foirefouille de Noël
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Ecos da Exposição de Presé-pios
No dia 19 de Dezembro foi inaugurada no Museu do Ferro e da Região de Moncorvo, em Torre de Moncorvo, a exposição "Presé-pios" de João Pinto Vieira da Costa, professor da escola. Esta iniciativa estará patente ao público até dia 6 de Janeiro de 2010. Não perca esta oportunidade. Mais informações em http://torredemoncorvoinblog.blogspot.com/2009/12/exposicao-prese-pios-patente-no-museu.html
http://labodegadelasolana.blogspot.com/2009/12/presepios-los-otros-belenes.html
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Na tal ...
Cobertor de jornais
Na tal praça
Num corpo de cristais
Na tal calçada
Calcada por pinhais
Na tal berma
Taberna de tantos ais
Na tal sorte
De um afago
Gémeas as palavras
Vasconcelos do Al, in Pequeno Cancioneiro de Natal, CMVR, Vila Real , 2000
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Feliz Navidad
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Christmas Fair
Texto e Imagem: Helena Vaz
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Marta Silva, aluna do 12ªH, é finalista do Concurso de Imaginação e Criatividade - Escrita em dia
"O Concurso de Imaginação e Criatividade - Escrita em dia é um projecto de âmbito cultural promovido pela Coca-Cola Portugal, que tem como objectivos descobrir as futuras promessas da área literária e audiovisual, incutir nos jovens o gosto pela leitura e pela escrita e estimular a criatividadea imaginação na construção de histórias".
Reflexions de Noël
Sala de Estudo
Para todos os frequentadores e para os que tiverem curiosidade de o conhecer, aqui fica o link cujo tema inspirou a semana e que foi publicado no youtube por professoras de francês desta escola.
Clica em http://www.youtube.com/watch?v=ebPLi3tcl8o
Enviado por : Brízida Azevedo
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Marché de Noël au lycée
Images: Marchés de Noël en Alsace
Texto: Brízida Costa
sábado, 12 de dezembro de 2009
Comemoração do Dia da Restauração da Independência
Actividades do Grupo de História - Dia de S. Martinho
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Exposição de Presé Pios - Convite
domingo, 6 de dezembro de 2009
XXVIII Olimpíadas Portuguesas de Matemática
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
MEDIATECA - Concurso de quadras alusivas ao S. Martinho
1º prémio (Ensino Diurno)
Olha o S. Martinho
De sol a espreitar
Uma fogueirinha
Toca a festejar
Que lindas que são
No lume a estalar
Vamos lá meninos
Vamos lá a provar
Castanhas quentinhas
Que boas que são.
Cuidado meninos
Não queimem a mão.
Rui Ribeiro, 9ºF
2º prémio (Ensino Diurno)
S. Martinho foi bondoso
Partilhou com o sem-abrigo.
Estava um dia chuvoso
Mas o tempo foi seu amigo.
Patrícia, nº 21, 7ºF (em resposta a Ana , nº1, 7ºF)
1º prémio (EFA)
- Olá s. Martinho!
Vem cá abaixo comer
Castanhas e provar
O teu vinho.
- Não vou já, estou
embriagado,
Mas desculpa,
Não fui eu o culpado.
Estou tonto, nem vejo
A minha espada.
Vou dormir e não
pensar em mais nada.
Sérgio Lameirão, EFA NS A
2º prémio (EFA)
Há festa na minha aldeia
No dia de S. Martinho
Fogueiras assando castanhas
Abre-se o pipo do vinho.
Eva Silveira, EFA B3
Prémio - Professores
Teve sorte, aconchegou-se
O pobre do S. Martinho
Deram-lhe metade da capa
Em vez de castanhas e vinho.
Aida Pereira
Prémio - Funcionários
No dia de S. Martinho
O sol não pode faltar
As castanhas bem assadas
E o pipinho encertar.
Comer com muita vontade
Devagar p’ra não engasgar
Mas se ficar aflito
Beber uma pinga p’rajudar!....
Maria João
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
António Aleixo
Foi guardador de cabras, cantor popular de feira em feira, soldado, polícia, tecelão, servente de pedreiro e “poeta cauteleiro”, mestre do improviso. Apesar de semi-analfabeto deixou-nos um legado de sabedoria popular intemporal. Efectivamente, as suas reflexões genuínas reflectem a sensatez do povo que continua “a dar cartas” no domínio da pedagogia, pois, mesmo desprovido de “sabedoria livresca” revela-nos verdades que continuam e perdurarão enquanto o Homem for o que é. De "Este livro que vos deixo" aqui ficam algumas delas:
Às vezes fazem-me rir
Por ver que eles mesmos são
Incapazes de os seguir.
Vemos gente bem vestida,
Para triunfar depressa
Cala contigo o que vejas
Finge que não te interessa
Aquilo que mais desejas.
São parvos, não rias deles,
Há luta por mil doutrinas.
Se querem que o mundo ande,
Façam das mil pequeninas
Uma só doutrina grande
O mundo só pode ser
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
A metáfora da Filosofia

Se a Filosofia fosse uma obra de arte poderia ser “O Pensador”, de A. Rodin, porque esta estátua é por si só a reflexão, o pensamento e a racionalidade do ser humano. Sendo que esta estátua não retrata ninguém em especial, tem a característica comum ao saber Filosófico, a “Universalidade”, mas também a “Historicidade”, pois o ser humano não perdeu os atributos de pensador.Se a Filosofia fosse um período da História poderia ser Abril de 1974 (no caso português), porque foi a coragem do despertar do povo luso que determinou a mudança do nosso país. Além da Revolução que pôs a poesia na rua, também os tempos de ditadura foram filosóficos, afinal a PIDE servia para alguma coisa, para retirar da rua os que pensavam diferente do regime: os “autónomos pensadores”, aqueles que ousavam pensar diferente e cujas ideias seriam “devastadoras”.
Se a Filosofia fosse uma personagem poderia ser Calvin, de “Calvin & Hobbes”, porque é aquele que nos surpreende. Apesar de não ser adolescente, levanta perguntas típicas da sua idade mas também da adolescência, sendo autónomo e crítico em relação às opiniões dos outros.
Pedro Baptista,10º B
Se a Filosofia fosse uma paisagem seria o céu à noite porque ao olhar para aquilo que se considera ser infinito, dou comigo a reflectir sobre a imensidão do que desconhecemos quando comparado com a fracção ínfima do que consideramos saber. É por isso que Sócrates foi e é sábio nas suas palavras. É que reconhecer que não se sabe, é o ponto de partida para o saber.quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Le film de la Rentrée: “Le Petit Nicolas"

Au Portugal, il est étudié en classe de français et fait les délices des grands et des petits. On “rigole” bien avec les bêtises de Nicolas et de ses “potes” et on se souvient comme Sardou que “ce qui coule dans nos veines/ce n’est pas du sang/c’est la rivière de notre enfance.”
Maintenant, adapté au ciné, la nostalgie du temps passé revient et on va pouvoir passer de bons moments avec ces petits “ enfants terribles” .
N’oubliez pas: “rire avec les enfants et comme des enfants, colorie la vie”.
La Saint Martin au Portugal
Castanhas na Feira Nacional do Cavalo - Golegã - 2009 ( foto: João Costa)Ce jour- là, il fait normalement beau . C’est “L’été de la Saint Martin” , légende qui remonte au miracle de St. Martin de Tours.
En ville la tradition se mantient et à tous les coins de rue on trouve des vendeurs de chataignes qui nous les offrent belles et chaudes.
On a aussi l’habitude, à cette occasion, de faire des vers et parfois même des concours.
On t’en propose quelques –uns
Profites-en bien!
Mange des chataignes
Bois du bon vin
En ville ou à la campagne
Mais porte-toi bien!
Chataignes, bon feu, bon vin
Font nos délices à la Saint Martin
Gaieté, bonheur et chaleur
Autour d´un bon feu.
Avec le bon vin
On fait la fête
Sans perdre la tête
Et sans prendre feu,
Tout le monde est heureux!
Texto :Maria Brízida / Celeste Pereira
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Camilo e Comenius
Filme realizado por alunos da turma do 11ºG, como forma de apresentação da escola Camilo às outras escolas europeias que integram o intercâmbio Comenius.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Encontro com Jorge Cramez




