(Clique na imagem para aumentar)segunda-feira, 19 de abril de 2010
sábado, 17 de abril de 2010
DA ANTÍGONA – SENTIDOS, RAZÕES, VOZES DE ONTEM E DE HOJE
O Teatro Nacional de S.João (TNSJ) tem em cena A Antígona, de Sófocles (tradução de Marta Várzeas, encenação de Nuno Carinhas), e, simultaneamente, propôs-se e propôs-nos, a partir desta obra, uma série de abordagens (a tradução, a geopolítica, a filosofia, a encenação…), numa constelação de registos susceptíveis de enriquecerem a nossa compreensão – não já fragmentada, mas complexa e global – da tragédia grega.
Foi pelos caminhos da teoria da tradução, primeiro, da construção de um guião concreto para o texto-suporte da peça, tal qual a podemos ver hoje no Porto (dia 14 de Maio, em Vila Real), depois, culminando com a indagação do elemento/personagem central da tragédia sofocliana e discussão entre helenistas que a primeira conferência, deste ciclo Análises ao Fado e ao Sangue, decorreu.
MARIA HELENA DA ROCHA PEREIRA
Da Professora jubilada de Coimbra, da tradutora incansável, da ensaísta prolixa, da mulher que em Oxford se especializou e conheceu os recônditos dos vasos gregos, da senhora que nos legou um espólio decisivo sobre a civilização clássica, dessa trabalhadora infatigável e poliglota, escreveu acerca do prémio Vida Literária, á autora este ano atribuído, Francisco José Viegas (Ler, Abril 2010) que este era um tributo á preservação de uma memória que nos formou, a escolha de uma trincheira, um soco na ignorância e irresponsabilidade (políticas) que arredaram os clássicos – desde logo, a aprendizagem do grego e do latim – dos currículos. Acrescentou, reconhecido, que as suas obras de antologia das culturas grega e romana (publicadas pela Gulbenkian) deviam ser de leitura obrigatória nas escolas, no Ensino Secundário. E, na verdade, é recorrendo ao volume II de Estudos de História da Cultura Clássica que melhor poderemos explicar o sentimento de reverência, de solenidade, de gravidade, a atenção e o mais absoluto silêncio que vazaram a sala perante as palavras da Professora Rocha Pereira: a auctoritas “é um valor intrínseco, que “não se exerce pela persuasão e convicção, mas apenas e somente pelo peso da pessoa ou corporação que toma ou sanciona uma decisão”” (escreveu, citando Poschl). Foi – é – a auctoritas, esse vocábulo original romano, sem equivalente grego, que se impôs nesta sessão.
A dissertação de Maria Helena da Rocha Pereira debruçou-se sobre a investigação no âmbito da tradução, focada, sobretudo, em três entendimentos muito distintos desta problemática: a)a ideia de tradução como fidelidade ao texto original; b)a perspectiva de literalidade (o exemplo dado foi o de uma tradução que em vez de utilizar “Prometeu” preferisse “Prometeos”); c) a noção do contexto – tempo, espaço e público – como decisiva em busca da melhor solução. Não fugiu a uma opção clara: a ideia de fidelidade ao texto – “o princípio da fidelidade operou em Portugal entre os anos 50-70” – sem que se caísse na literalidade, mas, antes, exigindo um grande conhecimento das línguas de partida e de chegada nas quais se trabalhava. Neste sentido, a passagem do princípio da fidelidade ao princípio da equivalência desagrada-lhe profundamente. E é contundente quando nos diz que até meados do séc.XX o que existiu em Portugal, no que respeita aos textos disponíveis das tragédias gregas, foram “pseudotraduções”, já que o labor não foi feito a partir da língua original. A partir de então, sim, “helenistas e latinistas, de Lisboa e de Coimbra, formaram cuidadas” traduções. Hoje, Sófocles “já está completo entre nós”, numa “obra válida para o nosso tempo e cultura”.
Exemplo curioso, o de pedir auxílio a um professor de ciências da Universidade do Porto, quando foi necessário traduzir o teorema de Pitágoras (não necessariamente como hoje o recebemos), ou como a humildade e a transdisciplinaridade são fulcrais ao bom resultado de uma tradução.
De entre a pletora de autores convocados a explanar teorias de tradução – e o mundo francófono como local de onde partiram hilariantes adaptações de época e público de Antígona, e as mais corrosivas críticas a esse modus faciendi – Lutero acabou por ser figura incontornável, por a sua tradução da Bíblia trazer “valor normativo ao novo alto alemão”. De resto, a primeira representação séria moderna de Antígona acontece em 1841, em Potsdam. Se ao leitor não ocorreram dificuldades suplementares de levar a tragédia á cena, além das (não poucas) enunciadas na tradução do grego sofocliano, foi porque ignorou a Poética de Aristóteles e, assim, os elementos definidores/caracterizadores da tragédia (aí enunciados). É que a música é núcleo essencial desta. E a música grega, apesar dos vasos, dos desenhos é, hoje, irreconstituível. Mesmo um instrumento de cordas sugerido é, por demais, exígua informação, já que nada nele nos esclarece o tipo de corda em causa, a tensão necessária para o habitar, etc. Ora, foi Mendelssohn quem preencheu, nessa auspiciosa estreia, a lacuna, para gáudio do público.
A compreensão da tragédia é indissociável da sua representação e, deste modo, não surpreende que “as grandes Universidades tenham festivais clássicos”. Estes guardiães do templo, no que a Portugal diz respeito, com intervenção intra e extra-muros nacionais (com elogio internacional), situam-se em Coimbra, onde desde 1998 um importante trabalho, neste campo, vem sendo feito. Nomes como os de Paulo Quintela, José Ribeiro Ferreira, Delfim Ferreira Leão ou Maria Fátima Silva devem ser destacados no âmbito da realização teatral de obras clássicas. No Porto, o grupo “As Boas Raparigas” merece referência, por ter levado à cena peças gregas.
Por fim, trazer á liça o filólogo, sem o qual o tradutor não irá longe (Goethe), porque se requer “exactidão estilística”, logo aí, nas obras “cuja força trágica era una e indivisível”. E quanto á força de Antígona não tenhamos dúvidas: “a primeira estásima de Antígona daria uma base suficiente para a metafísica ocidental” (Heidegger).
MARTA VÁRZEAS
Definida, pelo moderador Frederico Lourenço, como “um dos grandes valores dos estudos clássicos em Portugal”, “com uma rara sensibilidade” na aproximação aos textos greco-latinos, Marta Várzeas, a tradutora da Antígona dada a ver no TNSJ, humanista coimbrã como a “Mestre” que a precedeu no uso da palavra, separou as águas geracionais: a sua abordagem seria “menos erudita”, o que significou uma menor frequência no elencar de teorias da tradução e seus principais expoentes.
Não menos interessante, porém, a sua comunicação principiou por uma pergunta que pode ter deixado alguns dos presentes perplexos: “será que a Antígona que recebemos foi a Antígona que Sófocles escreveu?”. Tal e qual? Torna-se ocioso especular sobre a possibilidade, mas serve a referência para deixar dito que o texto a que temos acesso é aquele que nos chegou a partir de cópias feitas por sábios de Alexandria, no séc.III a.C. e, por outro lado, indo directamente á sua experiência de tradutora, explicou, pois, que o que conta é a intenção do texto (“se não sabemos a intenção do autor, sabemos a intenção do texto”). Retomando a importância da filologia, já nesta conferência sublinhada, citaria Edward Said para nos dizer como “uma leitura filológica é activa”, como o que está obscuro, oculto pode ser, com ela, posto a nu, e como Said via em Nietzsche, no “grande” Nietzsche, sobretudo, um filólogo.
Explicitadas já as dificuldades, melhor, a impossibilidade de reconstituição da música grega, novo dado, no labirinto dos constrangimentos experienciados pelo tradutor: “não é possível transpor poesia de uma língua para a outra”. “Lacunas e idiossincrasias” do grego impõem obstáculos que era necessário suplantar para que “a clareza, a fluência e a expressividade” pudessem surgir no português. “Tentei dar ritmo, cadência, musicalidade de modo intuitivo”, partilhou, algo que percebeu surgir nos “decassílabos e nas redondilhas maiores ou menores” entretanto alcançadas. Evitou anástrofes, distinguiu a parte do diálogo da lírica. “É a variedade métrica que indica a variedade emocional”, presente na obra. A tragédia, dividida entre “episódios” e “estásimas”, contava, ainda, nas representações gregas, com 12 a 15 coreutas (e as intervenções do Coro são momentos relevantes das tragédias).
A exposição de Marta Várzeas está, agora, voltada para dimensão estética por excelência: “o diálogo dramático é mais do que conversa. E, na poesia grega, a dimensão estética, o distanciamento pelo afastamento da linguagem habitual, saindo da vulgaridade do uso corrente da língua” é uma marca iniludível. “Uma língua própria se criou”. Elemento, este, “primordial”, “mundo outro, ficcional”, que exerce fascínio, seduz, e nos “leva”, ainda que “conscientemente”, “pela fantasia”. Em Sófocles, encontramos “um grande poder expressivo”, uma verdadeira “pregnância semântica”, onde “cada palavra possui um peso extraordinário”, obrigando o fracassado tradutor a reconhecer que “fica aquém da profundidade, densidade e beleza do original”. Sem que a gramática possa ficar arredada do debate, a constatação de que o grego em causa está para lá do singular e do plural, entrando nele a categoria do “dual”.
Mas é com filosofia que se despede Marta Várzeas. Como transmitir ao leitor de hoje, ao leitor de um tempo de eclipse, “de ausência ou morte de Deus” a “força da transcendência” presente na tragédia grega? Apesar de Sócrates, ainda antes do Cristianismo, e por outro lado, uma “ética grega” assente em “faz bem aos amigos e mal aos inimigos”, lógica entretanto superada (?). Na formulação de “o leitor de hoje” a nuance para com a prelecção precedente: se para Marta Várzeas o rigor e a fidelidade ao original são inquestionáveis, um acrescento de um passo, o sublinhar de uma mensagem para melhor ser recepcionada pelo leitor moderno – o passado edipiano que subjaz aos personagens e ao destino de Antígona, é a nota exemplar, a este propósito – pode fazer todo o sentido.
FREDERICO LOURENÇO
Ao moderador cabe (coube) a provocação, o agitar de águas. O conhecido tradutor e Professor Universitário regressou ao passado em que leccionou Antígona, confrontou essa memória com o espectáculo a que já assistira ali, no Porto, e levou às convidadas especiais e ao público – helenista – presente a interrogação: Porquê Antígona e não Creonte? Não será ele o herói trágico, sobre o qual se abatem todas as desgraças? Não é ele quem desencadeia, no fundo, toda a acção trágica que vemos desabar no proscénio da história? Quem é o protagonista, o personagem principal, afinal? Mas mais: de quem pretendia Sófocles de que se apiedasse o público? Antígona ou Creonte? Assim, exposta a vexata quaestio dessa tribo mundial, os sofoclianos. Marta Várzeas não desconhecia o debate académico. Mas “nunca” sentiu (não me passou despercebido o verbo empregue pela conferencista), da leitura e releitura de Antígona, que essa questão se colocasse. Pacífico, para si, o título escolhido pelo autor grego. Isto, “até ter visto” a representação ora em cena. Aí, já a indagação lhe assalta o espírito. Talvez opção da encenação na base das dúvidas. Que não, diz o encenador, Nuno Carinhas, que segue atentamente os argumentos. “Não procurei sobrevalorizar Creonte”. Ousa, então, a apropriação subjectiva: “para mim, a peça é um todo com um único personagem, que se vê reflectido em diferentes espelhos”. O problema, bom, o problema “é que Antígona sai muito cedo de cena. Vai embora muito cedo”. Morte precoce. E seria “impensável para mim” reintroduzi-la, morta, no palco. “Há sempre outras formas de encenar, claro”, mas opção estava feita. Maria Helena da Rocha Pereira puxa do álbum memórias e regressa á Alemanha, e ao grupo de teatro clássico formado em Coimbra que nela apresentou a peça, e ouviu “um especialista” germânico não apenas tecer rasgados elogios àquela formação portuguesa, como evidenciar o relevo atribuído, por ela, a Creonte. “Mas os meus colegas não acreditam na tese de que a tragédia é composta por duas partes, cada uma com seu herói, pois não?”. Resposta unanimemente negativa. Marta Várzeas, num excelente momento, em que o culto e a intocabilidade dos clássicos é posto á prova, em que estes são colocados em causa, afirmou mesmo que Creonte é, de entre os personagens trágicos, um dos que nos “é mais fácil não gostar”, “falta ali qualquer coisa” (ao personagem). Quer dizer, ouve o destino, “é assim”, “pronto”, “não há nada a fazer”, em suma, “não há elevação na queda”.
Passou-se, imediatamente, àquele período que um exaustivo estudioso de todos os… estudos de Antígona, George Steiner (autor de Antígonas, que Rocha Pereira não deixou passar em claro), diria ser o momento torre de marfim, caracterizado por uma pulsão ficcional forte, em que se envolve o intelectual – na sala, em número considerável – esquecendo o mundo real, e, no caso, lutando por – pelo bom nome de – Antígona.
Reportagem sem petit storie não ficaria completa. Á pergunta “que toda a vida” Frederico Lourenço, o tradutor de Filocletes, quis fazer “á doutora Rocha Pereira”, a saber, “tendo traduzido duas das tragédias de Sófocles, qual, das que por si não foram traduzidas, gostaria mais de ter traduzido?”, Maria Helena Rocha Pereira procurou, usando de humor, fintar o desafio. “Então, eu disse logo no início que não gostava de traduzir…”. Sorrisos e um silêncio embaraçante. Para o entrevistador que não repetiria a pergunta, para a entrevistada, por um momento acanhada com a perspectiva de perder a imparcialidade, a matriarca a escolher de entre um legado. Por fim, em voz baixa, como num instante de recolhimento, quase murmurando: “confesso que o meu tragediógrafo preferido é Ésquilo”.
Porto
Teatro Nacional de S. João
15 de Abril de 2010
Cerca de 70 pessoas (sobretudo professores e alunos de estudos clássicos, no Porto)
18h30 (início à hora)
Pedro Seixas Miranda
Foi pelos caminhos da teoria da tradução, primeiro, da construção de um guião concreto para o texto-suporte da peça, tal qual a podemos ver hoje no Porto (dia 14 de Maio, em Vila Real), depois, culminando com a indagação do elemento/personagem central da tragédia sofocliana e discussão entre helenistas que a primeira conferência, deste ciclo Análises ao Fado e ao Sangue, decorreu.
MARIA HELENA DA ROCHA PEREIRA
Da Professora jubilada de Coimbra, da tradutora incansável, da ensaísta prolixa, da mulher que em Oxford se especializou e conheceu os recônditos dos vasos gregos, da senhora que nos legou um espólio decisivo sobre a civilização clássica, dessa trabalhadora infatigável e poliglota, escreveu acerca do prémio Vida Literária, á autora este ano atribuído, Francisco José Viegas (Ler, Abril 2010) que este era um tributo á preservação de uma memória que nos formou, a escolha de uma trincheira, um soco na ignorância e irresponsabilidade (políticas) que arredaram os clássicos – desde logo, a aprendizagem do grego e do latim – dos currículos. Acrescentou, reconhecido, que as suas obras de antologia das culturas grega e romana (publicadas pela Gulbenkian) deviam ser de leitura obrigatória nas escolas, no Ensino Secundário. E, na verdade, é recorrendo ao volume II de Estudos de História da Cultura Clássica que melhor poderemos explicar o sentimento de reverência, de solenidade, de gravidade, a atenção e o mais absoluto silêncio que vazaram a sala perante as palavras da Professora Rocha Pereira: a auctoritas “é um valor intrínseco, que “não se exerce pela persuasão e convicção, mas apenas e somente pelo peso da pessoa ou corporação que toma ou sanciona uma decisão”” (escreveu, citando Poschl). Foi – é – a auctoritas, esse vocábulo original romano, sem equivalente grego, que se impôs nesta sessão.
A dissertação de Maria Helena da Rocha Pereira debruçou-se sobre a investigação no âmbito da tradução, focada, sobretudo, em três entendimentos muito distintos desta problemática: a)a ideia de tradução como fidelidade ao texto original; b)a perspectiva de literalidade (o exemplo dado foi o de uma tradução que em vez de utilizar “Prometeu” preferisse “Prometeos”); c) a noção do contexto – tempo, espaço e público – como decisiva em busca da melhor solução. Não fugiu a uma opção clara: a ideia de fidelidade ao texto – “o princípio da fidelidade operou em Portugal entre os anos 50-70” – sem que se caísse na literalidade, mas, antes, exigindo um grande conhecimento das línguas de partida e de chegada nas quais se trabalhava. Neste sentido, a passagem do princípio da fidelidade ao princípio da equivalência desagrada-lhe profundamente. E é contundente quando nos diz que até meados do séc.XX o que existiu em Portugal, no que respeita aos textos disponíveis das tragédias gregas, foram “pseudotraduções”, já que o labor não foi feito a partir da língua original. A partir de então, sim, “helenistas e latinistas, de Lisboa e de Coimbra, formaram cuidadas” traduções. Hoje, Sófocles “já está completo entre nós”, numa “obra válida para o nosso tempo e cultura”.
Exemplo curioso, o de pedir auxílio a um professor de ciências da Universidade do Porto, quando foi necessário traduzir o teorema de Pitágoras (não necessariamente como hoje o recebemos), ou como a humildade e a transdisciplinaridade são fulcrais ao bom resultado de uma tradução.
De entre a pletora de autores convocados a explanar teorias de tradução – e o mundo francófono como local de onde partiram hilariantes adaptações de época e público de Antígona, e as mais corrosivas críticas a esse modus faciendi – Lutero acabou por ser figura incontornável, por a sua tradução da Bíblia trazer “valor normativo ao novo alto alemão”. De resto, a primeira representação séria moderna de Antígona acontece em 1841, em Potsdam. Se ao leitor não ocorreram dificuldades suplementares de levar a tragédia á cena, além das (não poucas) enunciadas na tradução do grego sofocliano, foi porque ignorou a Poética de Aristóteles e, assim, os elementos definidores/caracterizadores da tragédia (aí enunciados). É que a música é núcleo essencial desta. E a música grega, apesar dos vasos, dos desenhos é, hoje, irreconstituível. Mesmo um instrumento de cordas sugerido é, por demais, exígua informação, já que nada nele nos esclarece o tipo de corda em causa, a tensão necessária para o habitar, etc. Ora, foi Mendelssohn quem preencheu, nessa auspiciosa estreia, a lacuna, para gáudio do público.
A compreensão da tragédia é indissociável da sua representação e, deste modo, não surpreende que “as grandes Universidades tenham festivais clássicos”. Estes guardiães do templo, no que a Portugal diz respeito, com intervenção intra e extra-muros nacionais (com elogio internacional), situam-se em Coimbra, onde desde 1998 um importante trabalho, neste campo, vem sendo feito. Nomes como os de Paulo Quintela, José Ribeiro Ferreira, Delfim Ferreira Leão ou Maria Fátima Silva devem ser destacados no âmbito da realização teatral de obras clássicas. No Porto, o grupo “As Boas Raparigas” merece referência, por ter levado à cena peças gregas.
Por fim, trazer á liça o filólogo, sem o qual o tradutor não irá longe (Goethe), porque se requer “exactidão estilística”, logo aí, nas obras “cuja força trágica era una e indivisível”. E quanto á força de Antígona não tenhamos dúvidas: “a primeira estásima de Antígona daria uma base suficiente para a metafísica ocidental” (Heidegger).
MARTA VÁRZEAS
Definida, pelo moderador Frederico Lourenço, como “um dos grandes valores dos estudos clássicos em Portugal”, “com uma rara sensibilidade” na aproximação aos textos greco-latinos, Marta Várzeas, a tradutora da Antígona dada a ver no TNSJ, humanista coimbrã como a “Mestre” que a precedeu no uso da palavra, separou as águas geracionais: a sua abordagem seria “menos erudita”, o que significou uma menor frequência no elencar de teorias da tradução e seus principais expoentes.
Não menos interessante, porém, a sua comunicação principiou por uma pergunta que pode ter deixado alguns dos presentes perplexos: “será que a Antígona que recebemos foi a Antígona que Sófocles escreveu?”. Tal e qual? Torna-se ocioso especular sobre a possibilidade, mas serve a referência para deixar dito que o texto a que temos acesso é aquele que nos chegou a partir de cópias feitas por sábios de Alexandria, no séc.III a.C. e, por outro lado, indo directamente á sua experiência de tradutora, explicou, pois, que o que conta é a intenção do texto (“se não sabemos a intenção do autor, sabemos a intenção do texto”). Retomando a importância da filologia, já nesta conferência sublinhada, citaria Edward Said para nos dizer como “uma leitura filológica é activa”, como o que está obscuro, oculto pode ser, com ela, posto a nu, e como Said via em Nietzsche, no “grande” Nietzsche, sobretudo, um filólogo.
Explicitadas já as dificuldades, melhor, a impossibilidade de reconstituição da música grega, novo dado, no labirinto dos constrangimentos experienciados pelo tradutor: “não é possível transpor poesia de uma língua para a outra”. “Lacunas e idiossincrasias” do grego impõem obstáculos que era necessário suplantar para que “a clareza, a fluência e a expressividade” pudessem surgir no português. “Tentei dar ritmo, cadência, musicalidade de modo intuitivo”, partilhou, algo que percebeu surgir nos “decassílabos e nas redondilhas maiores ou menores” entretanto alcançadas. Evitou anástrofes, distinguiu a parte do diálogo da lírica. “É a variedade métrica que indica a variedade emocional”, presente na obra. A tragédia, dividida entre “episódios” e “estásimas”, contava, ainda, nas representações gregas, com 12 a 15 coreutas (e as intervenções do Coro são momentos relevantes das tragédias).
A exposição de Marta Várzeas está, agora, voltada para dimensão estética por excelência: “o diálogo dramático é mais do que conversa. E, na poesia grega, a dimensão estética, o distanciamento pelo afastamento da linguagem habitual, saindo da vulgaridade do uso corrente da língua” é uma marca iniludível. “Uma língua própria se criou”. Elemento, este, “primordial”, “mundo outro, ficcional”, que exerce fascínio, seduz, e nos “leva”, ainda que “conscientemente”, “pela fantasia”. Em Sófocles, encontramos “um grande poder expressivo”, uma verdadeira “pregnância semântica”, onde “cada palavra possui um peso extraordinário”, obrigando o fracassado tradutor a reconhecer que “fica aquém da profundidade, densidade e beleza do original”. Sem que a gramática possa ficar arredada do debate, a constatação de que o grego em causa está para lá do singular e do plural, entrando nele a categoria do “dual”.
Mas é com filosofia que se despede Marta Várzeas. Como transmitir ao leitor de hoje, ao leitor de um tempo de eclipse, “de ausência ou morte de Deus” a “força da transcendência” presente na tragédia grega? Apesar de Sócrates, ainda antes do Cristianismo, e por outro lado, uma “ética grega” assente em “faz bem aos amigos e mal aos inimigos”, lógica entretanto superada (?). Na formulação de “o leitor de hoje” a nuance para com a prelecção precedente: se para Marta Várzeas o rigor e a fidelidade ao original são inquestionáveis, um acrescento de um passo, o sublinhar de uma mensagem para melhor ser recepcionada pelo leitor moderno – o passado edipiano que subjaz aos personagens e ao destino de Antígona, é a nota exemplar, a este propósito – pode fazer todo o sentido.
FREDERICO LOURENÇO
Ao moderador cabe (coube) a provocação, o agitar de águas. O conhecido tradutor e Professor Universitário regressou ao passado em que leccionou Antígona, confrontou essa memória com o espectáculo a que já assistira ali, no Porto, e levou às convidadas especiais e ao público – helenista – presente a interrogação: Porquê Antígona e não Creonte? Não será ele o herói trágico, sobre o qual se abatem todas as desgraças? Não é ele quem desencadeia, no fundo, toda a acção trágica que vemos desabar no proscénio da história? Quem é o protagonista, o personagem principal, afinal? Mas mais: de quem pretendia Sófocles de que se apiedasse o público? Antígona ou Creonte? Assim, exposta a vexata quaestio dessa tribo mundial, os sofoclianos. Marta Várzeas não desconhecia o debate académico. Mas “nunca” sentiu (não me passou despercebido o verbo empregue pela conferencista), da leitura e releitura de Antígona, que essa questão se colocasse. Pacífico, para si, o título escolhido pelo autor grego. Isto, “até ter visto” a representação ora em cena. Aí, já a indagação lhe assalta o espírito. Talvez opção da encenação na base das dúvidas. Que não, diz o encenador, Nuno Carinhas, que segue atentamente os argumentos. “Não procurei sobrevalorizar Creonte”. Ousa, então, a apropriação subjectiva: “para mim, a peça é um todo com um único personagem, que se vê reflectido em diferentes espelhos”. O problema, bom, o problema “é que Antígona sai muito cedo de cena. Vai embora muito cedo”. Morte precoce. E seria “impensável para mim” reintroduzi-la, morta, no palco. “Há sempre outras formas de encenar, claro”, mas opção estava feita. Maria Helena da Rocha Pereira puxa do álbum memórias e regressa á Alemanha, e ao grupo de teatro clássico formado em Coimbra que nela apresentou a peça, e ouviu “um especialista” germânico não apenas tecer rasgados elogios àquela formação portuguesa, como evidenciar o relevo atribuído, por ela, a Creonte. “Mas os meus colegas não acreditam na tese de que a tragédia é composta por duas partes, cada uma com seu herói, pois não?”. Resposta unanimemente negativa. Marta Várzeas, num excelente momento, em que o culto e a intocabilidade dos clássicos é posto á prova, em que estes são colocados em causa, afirmou mesmo que Creonte é, de entre os personagens trágicos, um dos que nos “é mais fácil não gostar”, “falta ali qualquer coisa” (ao personagem). Quer dizer, ouve o destino, “é assim”, “pronto”, “não há nada a fazer”, em suma, “não há elevação na queda”.
Passou-se, imediatamente, àquele período que um exaustivo estudioso de todos os… estudos de Antígona, George Steiner (autor de Antígonas, que Rocha Pereira não deixou passar em claro), diria ser o momento torre de marfim, caracterizado por uma pulsão ficcional forte, em que se envolve o intelectual – na sala, em número considerável – esquecendo o mundo real, e, no caso, lutando por – pelo bom nome de – Antígona.
Reportagem sem petit storie não ficaria completa. Á pergunta “que toda a vida” Frederico Lourenço, o tradutor de Filocletes, quis fazer “á doutora Rocha Pereira”, a saber, “tendo traduzido duas das tragédias de Sófocles, qual, das que por si não foram traduzidas, gostaria mais de ter traduzido?”, Maria Helena Rocha Pereira procurou, usando de humor, fintar o desafio. “Então, eu disse logo no início que não gostava de traduzir…”. Sorrisos e um silêncio embaraçante. Para o entrevistador que não repetiria a pergunta, para a entrevistada, por um momento acanhada com a perspectiva de perder a imparcialidade, a matriarca a escolher de entre um legado. Por fim, em voz baixa, como num instante de recolhimento, quase murmurando: “confesso que o meu tragediógrafo preferido é Ésquilo”.
Porto
Teatro Nacional de S. João
15 de Abril de 2010
Cerca de 70 pessoas (sobretudo professores e alunos de estudos clássicos, no Porto)
18h30 (início à hora)
Pedro Seixas Miranda
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terça-feira, 13 de abril de 2010
Joana Borges e Daniel Filipe em destaque no Pentatlo Moderno
Joana Borges, aluna do 8ºC, irá representar a selecção portuguesa, em Barcelona, de 30 de Abril a 3 de Maio, na modalidade de Pentatlo Moderno. Destaca-se que esta aluna sagrou-se campeã nacional, no recente mês de Março.
Por sua vez, Daniel Filipe, aluno da mesma turma,como vice-campeão, também irá estar presente, em Barcelona.
Parabéns e felicidades!
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Torneio de Damas - Resultados
O resultado do Torneio de Damas, realizado no dia 25 de Março de 2010, integrado na Semana Camiliana e organizado pela Mediateca, foi o seguinte:
1º - Filipe Correia (10ºE)
2º-Paulo Gomes (10ºE)
3º-Nuno Brás (11ºI)
4º- Daniela Lemos (10ºA)
5º- José Cunha (10ºB)
6º- Tiago Relvas(10ºB)
1º - Filipe Correia (10ºE)
2º-Paulo Gomes (10ºE)
3º-Nuno Brás (11ºI)
4º- Daniela Lemos (10ºA)
5º- José Cunha (10ºB)
6º- Tiago Relvas(10ºB)
Bárbara Fontes representa o Distrito de Vila Real nas XV Olímpíadas do Ambiente
Bábabara Fontes, aluna da turma B, do 10 ºano, irá representar o Distrito de Vila Real nas XV Olimpíadas do Ambiente, a realizar no Faial, Açores, de 6 a 9 de Maio.
Como vencedora das duas eliminatórias" Ambiente à Prova", Bárbara Fontes obteve o passaporte para a sua presença nos Açores. Desde já, os nossos parabéns à Bárbara!
Como vencedora das duas eliminatórias" Ambiente à Prova", Bárbara Fontes obteve o passaporte para a sua presença nos Açores. Desde já, os nossos parabéns à Bárbara!
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segunda-feira, 12 de abril de 2010
PARE, ESCUTE E OLHE
Assim, é de enorme utilidade e pertinência, a leitura de O Documentário ou a Desforra de Lumiére, quinto capítulo de O Ecrã Global, a mais recente obra de Gilles Lipovetsky
/Jean Serroy publicada em Portugal (Edições 70).
Vejamos a sistematização aí desenvolvida e confrontemo-la com a obra de Pelicano. Em primeiro lugar, Pare, Escute e Olhe participa da característica da ausência da tradicional “voz off que marcava uma autoridade”, e em certo sentido, “implicava um antigo estilo académico e pedagógico”. Ora, assinalam os ensaístas franceses, “assim recupera-se e prolonga-se o caminho dos grandes criadores do cinema do real que, interrogando a realidade por todos os meios – imagem, som, montagem – nunca confundiam a representação do mundo com uma aula de geografia”.
Um segundo aspecto que me parece comum a muito do género documental que hoje podemos ver nas salas de cinema e que está presente, igualmente, neste filme vencedor no doc Lisboa 2010 é o tom intimista. Neste documentário, esse tom é-nos dado, sobretudo, pelo bloco de apontamentos do autor, registo sensível de prosa poética, destinado a tocar, evidentemente, a emoção do espectador. À função de coordenação/encaixe/coerência da estrutura narrativa – apontamentos curtos, enxutos, directos, em vez da académica voz off – a solução encontrada tem, ainda, a vantagem de se aproximar, de se abeirar do espectador num sussurro enleante.
Em terceiro lugar, a diluição da fronteira realidade/ficção. A pura descrição, anódina, incolor, inodora, objectiva, fria, desaparece. Gostava aqui de dar como exemplo a corrosiva cena de uma habitante, idosa, de uma aldeia transmontana, prejudicada pela ausência do funcionamento da Linha do Tua – cujas sucessivas vagas de encerramento, reatamento, suspensão, reconstrução são verdadeira montanha…russa-transmontana – que estabelecendo diálogo telefónico com vista a obter, junto de alguém amigo, a medicação de que carece, vê surgir, no ecrã, do outro lado da linha, um governante – a ironia, refinada ali, de alguém que o autor denuncia ter esquecido/ignorado/desprezado uma região e seus habitantes ter atendido o telefone e, deste modo, ligado a uma anónima desesperada, lá no inifinito transmontano, temendo pela saúde…Para Lipovetsky/Serroy, “durante muito tempo, o documentário, tal como figurava na primeira parte das sessões de cinema, com uma reportagem sobre a pesca da sardinha ou sobre as danças folclóricas do Tirol (…) limitou-se ao que poderíamos chamar o seu grau zero: o da reportagem, o da descoberta neutra, anónima, ingénua, sem subjectividade, não reivindicando nenhum ponto de vista, a não ser o de quem sabe e que mostra a quem não sabe. Em relação a esta forma primitiva do género, aquilo que os grandes documentaristas introduziram, ao longo de toda a sua história, foi a noção do olhar. Um documentário torna-se, portanto, um olho acrescentado à câmara, uma escolha de ângulo e enquadramento, uma ciência do corte e da montagem que representa o mundo, interrogando-o, mostrando o que está por baixo, por vezes demasiado visível e que um olho comum não vê. O seu olhar é, então, assumidamente artístico”. Se Susan Sontag, em Olhando o sofrimento dos outros, coloca a questão ontológica da fotografia, o que é a foto, para que serve, o que esperamos dela – nomeadamente em contraponto com a pintura – Lipovetsky/Serroy investigam a relação documentário-realidade-verdade. A sua abordagem é a da complexidade e é ela que nos importa na densificação do nosso olhar (desde logo, para Pare, Escute e Olhe): “Não nos iludamos: se sempre houve na ficção elementos de real, houve sempre, igualmente, no documentário, elementos de ficção. Evidentemente que não existem dois cinemas heterogéneos, substancialmente diferentes, porque a única categoria operatória verdadeira é, aqui, a da narrativa. Nenhum filme pode escapar à dimensão primeira, irredutível, da escrita. Simplesmente, o documentário tem a especificidade de contar a realidade”.
Quarta lição a apreender da conceptualização de O Ecrã Global subsumível ao caso concreto: os personagens, ainda que reais personagens, já não são aqueles que faziam as delícias dos vendedores de posters – para afixar no quarto lá de casa ou estampar na próxima t-shirt de Verão. Hoje a estrela é-me próxima, banal, igual a mim. “Agora, a estrela está perto de mim, ela já não é o outro intocável e dissemelhante como eram as estrelas quase divinizadas de Hollywood: Jean-Pascal e não Valentino, Loana e não Greta Garbo”. Se atentarmos em Pare, Escute e Olhe, depararemos com um personagem principal – se escaparmos ao colectivo “povo transmontano” como categoria máxima da película, o que se nos afiguraria politicamente correcto, mas não revelaria parte da estratégia fílmica utilizada – de que nem o nome sabemos. Reformado da CP, espontâneo e genuíno, brincalhão, um cromo – bom – do Portugal transmontano. E porquê esta insistência nos personagens iguais a nós, e não já a fixação nos divinos, imortais de outrora? Aqui, a escrita de O Documentário ou a desforra de Lumiére, parece perder uma das mãos e é sobretudo o que a traço grosso já sublinháramos de Lipovetsky em A Era do Vazio (e que a cores berrantes ressurge no recentíssimo A Cultura-Mundo) que ressalta de novo: “a sociedade do indivíduo extremo criou o desejo de nos encontrarmos e de nos reconhecermos nos espectáculos filmados, de ver de uma outra maneira o que somos e o que vivemos”.
Os quinto e sexto elementos que gostaria de relevar estão intimamente ligados. A militância de que o documentário vive e, simultaneamente, a sua pretensão de desmistificação de um dado objecto de que se ocupa. Pare, Escute e Olhe é um filme declaradamente militante. Em favor do abandonado povo transmontano, contra o despovoamento da região, o esquecimento dos mais frágeis (os mais velhos e os mais pobres…algo que tantas vezes vimos acumulado na mesma pessoa; os que não têm automóvel, nomeadamente) pelo poder político, as promessas múltiplas, repetidas e nunca concretizadas, o provincianismo das elites nacionais (os trinta segundos filmados entre José Sócrates e António Mexia são demolidores…para os próprios, com a frase do primeiro ministro “aqui só falta cimento…” e o seu olhar de auto-comprazimento a ilustrarem como nunca o complexo pombalino e o Portugal dos Pequeninos de que fala Miguel Real em A morte de Portugal), os traidores locais…
Face á opção manutenção da linha do Tua vs Construção de Barragem, o autor assume claramente o lado da barricada: está a favor da manutenção da linha e contra a construção da barragem. Não poupa argumentos e personagens que os defendam. Não se nega, de modo algum, ao autor, como atrás fica dito, a tomada de posição, a subjectividade do olhar, aliás enriquecedor para o documentário e até para o espaço público (latu senso). A questão está em que sendo o documentário tão contundentemente parcial, obnubilando, em boa verdade, quaisquer tipos de argumentos sérios contrários à tese que esgrime, pode colocar em causa a adesão – como parece ser um dos objectivos do autor – de um público exigente que gostaria, também, de ver superada a prova de um contraditório mais claro. Não para equivaler argumentos, não para igualar minutos na controvérsia (á lá ERC); mas para que uma dada posição, o tal olhar singular – eminentemente político – tivesse um respaldo mais robusto. Não me espantou, confesso, a pergunta de Carlos Vaz Marques, no Pessoal e Transmissível, da TSF, a Jorge Pelicano, por eventuais pontos de contacto entre o seu cinema e o de Michael Moore. A apresentação claramente dicotómica – Linha vs Barragem; quase sem espaço para a terceira via da compatibilização de ambas; o maniqueísmo a partir daí; posições de agentes políticos em curtos excertos, passíveis, pois, de manipulação (de contexto);a omissão da perspectiva contrária á que se propugna, eis, pois, um conjunto de traços que poderiam estabelecer pontes – e, diríamos, fragilidades – entre os referidos autores. E, assim, aquilo a que Lipovetsky chama “prémio de satisfação reflexiva”, quer dizer, aquela sensação com que saímos da sala de cinema, aquele bem-estar de superioridade moral e de inteligência, aptos que estamos a desmontar as maiores ignomínias tecidas por trás do palco (da história, da política…) revela-se, por vezes, manto diáfano de fantasia…e simplismo: “o neodocumentário oferece ao seu público uma satisfação particular: a desmistificação, a denúncia das mentiras, o prazer de sair da caverna das ilusões. Preenche a necessidade do indivíduo contemporâneo de se sentir um sujeito livre, pensante e crítico num sistema que o impele a consumir sem parar (…) O perigo, naturalmente, é o de que esta desmistificação seja ela mesma uma mistificação”.
A partir do filme – que, já agora, convém ver – de Jorge Pelicano, fica ainda a interrogação maior, porquê o sucesso do (género) documentário (?), ou melhor, como o documentário nos explica (?), e a proposta de descodificação de Gilles Lipovetsky: “o crescimento do documentário aparece como uma resposta ao desaparecimento das grandes referências colectivas do bem e do mal, do justo e do injusto, da direita e da esquerda, assim como do desaparecimento das grandes visões para o futuro. Sem o lastro de grelhas macroideológicas a apontar o sentido da História, são as «pequenas» histórias, são todas as realidades micro e macro do mundo humano-social que ganham uma nova dignidade. Mas, órfãs das ideologias heróicas, as nossas democracias tornaram-se, ao mesmo tempo, democracias de desorientação, de insegurança e de decepção. Neste contexto de desestabilização das referências e de vazio ideológico, os factos apresentados pelo documentário substituem os sistemas de interpretação global, agora desprovidos de «realidades» imediatas mas fortes, ancoradas numa certa dimensão de factualidade. Os documentários oferecem pequenas ilhas de terra firme e sólida que tanta falta fazem aos nossos contemporâneos. Os filmes do real, tal como proliferam nos ecrãs, têm uma base comum que os torna facilmente ecuménicos. O que os fundamenta é a ideologia dos direitos do homem, alargada aos direitos da terra – protecção das espécies, preservação dos recursos naturais. Cinema de protecção com o qual toda a gente só pode estar de acordo, ele responde á sagração dos direitos do homem assim como a uma insegurança social e ecológica crescente (…) Quando já não há grandes mitos mobilizadores, resta conhecer melhor o presente para rectificar os seus desvios e excessos; quando já não se acredita nas utopias sociais, resta o refúgio num passado imaginário e idealizado; quando já não se espera revolucionar o mundo actual, este é mostrado e auscultado de perto como sendo a única coisa que nos resta para amar, detestar ou corrigir”.
Que o ciclo de cinema documental que a UTAD nos propõe para o início de Maio contemple já este conjunto de reflexões verdadeiramente contemporâneas (Manuel Maria Carrilho, DN, 08/04/10), para que de Vila Real também possa partir um cinema e um documentário cada vez mais exigentes, adultos, inteligentes e belos. E, porventura, um documentário que contemple um minimalismo e uma complexidade que a um tempo evite e a outro desminta, o peso excessivo em nós e no nosso tempo – e em nosso entender, um tanto desproporcionado - e o simplismo que o filósofo francês lhe atribui.
Pedro Seixas Miranda
domingo, 11 de abril de 2010
Raiz de Brinquedo II


Poderá visitar esta exposição até ao final de Maio, no Centro de Memória de Torre de Moncorvo. Daniel Descomps, num texto sobre o processo criativo, refere o trabalho de João P.V. da Costa :
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exposições
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Raiz de Brinquedo
No próximo sábado, 10 de Abril, pelas 16.00 horas, será aberta ao público a exposição de brinquedos naturais "Raiz de Brinquedo", de João P.V.Costa, no Centro de Memória de Torre de Moncorvo.
Voe até lá!
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"O Trigo dos Pardais" de Isabel Mateus
A sessão de apresentação do livro O Trigo dos Pardais (contos), de Isabel Mateus, terá lugar no dia 14 de Abril de 2010, pelas 21h30, no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira. Apresenta a obra Maria da Assunção Anes Morais.Isabel Mateus colaborou no recente número do Boletim Cultural com "Brincadeiras Proibidas", um conto ligado à temática da emigração.
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livros e escritores
terça-feira, 6 de abril de 2010
Solidariedade com o Rio de Janeiro
Foto: Trás-os Montes - Torre de Moncorvo- Abril de 2010Cores de esperança num momento difícil para uma cidade maravilhosa.
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segunda-feira, 5 de abril de 2010
Convite - Partilha de Informação com o Jornal Digital da Escola Secundária Alves Redol
O nosso Jornal, O Alves, tem a missão de fazer chegar à nossa comunidade educativa a informação mais pertinente das actividades que decorrem na nossa escola. Pretendemos também divulgá-las em outros meios e integrar iniciativas e actividades de outras escolas no nosso blogueVimos, assim, convidar-vos, blogue do Jornal “À Procura”, a partilhardes connosco as vossas actividades, que fazemos questão de publicar no nosso blogue www.digitAlves.blogspot.com, . Nós dar-vos-emos novas da nossa escola. Tudo no âmbito do intercâmbio interescolar.
Assim, no vosso blogue divulgais notícias da nossa terra, da nossa gente, bem como outras notícias mediáticas que por aqui vão acontecendo, nós, no nosso blogue, divulgamos notícias da vossa terra.
A partilha de saberes e de culturas permitirá aproximar-nos dentro do país a que todos pertencemos, como forma de alargarmos os nossos horizontes culturais, de travarmos novos conhecimentos e de fazermos novas amizades.
Este ano, “O Alves” terá já a sua 5ª Edição, pelo carnaval, de que fazem parte os seguintes marcadores: A Escola e a Comunidade; Escrever Ciência; Entretenimento e Tempos Livres e Desporto.
Já sabes, visita-nos e partilha connosco as tuas ideias!
Texto
Jornal Digital Alves
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Parcerias
terça-feira, 30 de março de 2010
AVALIAÇÃO - 2º Período
INFORMAÇÃO
Acesso ao Portal GIAE – Avaliação do 2º Período
Informa-se que está disponível o acesso ao GIAE on-line via Internet através do endereço http://www.giae.pt/. Será através deste portal que terão acesso às classificações de cada período, bem como ao registo de faltas, ementas do refeitório, consulta de saldos e extractos, horário de atendimento dos Directores de Turma, entre outras informações.
O acesso ao portal http://www.giae.pt/ exige autenticação do utilizador mediante a introdução do nº de cartão e código de acesso já fornecido pelo Director de Turma aos Encarregados de Educação.
A Directora
Fátima Rodrigues
Acesso ao Portal GIAE – Avaliação do 2º Período
Informa-se que está disponível o acesso ao GIAE on-line via Internet através do endereço http://www.giae.pt/. Será através deste portal que terão acesso às classificações de cada período, bem como ao registo de faltas, ementas do refeitório, consulta de saldos e extractos, horário de atendimento dos Directores de Turma, entre outras informações.
O acesso ao portal http://www.giae.pt/ exige autenticação do utilizador mediante a introdução do nº de cartão e código de acesso já fornecido pelo Director de Turma aos Encarregados de Educação.
A Directora
Fátima Rodrigues
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avaliação
Visita de Estudo a Chaves
Aquae Flaviae
No dia 23 de Fevereiro, os alunos de todas as turmas do 7.º ano e das turmas I e J do 10.º ano participaram na visita de estudo a Chaves, dinamizada pelos professores de História, Hugo Bento, Celestino Silva, Aurora Magalhães e Álvaro Pinto. Esta actividade enquadrou-se nos temas «A Romanização da Península Ibérica» e «A importância estratégica e militar de Chaves no Portugal Medieval».
Apesar das condições atmosféricas não terem sido muito favoráveis, os alunos foram desafiados a descobrir a Chaves romana e a Chaves medieval. Para tal, tiveram de visitar o Museu Monográfico da Região Flaviense, a Torre de Menagem e o Museu Militar aí sediado, a muralha do antigo castelo, a Ponte Romana de Trajano ( do século I d. C.), os Paços do Concelho e as ruas tipicamente medievais do centro da cidade, a Igreja Matriz (também conhecida por Igreja de Sta Maria Maior) e as Caldas/Termas flavienses. Enfim, tanta coisa que Chaves nos pode proporcionar em termos de riqueza patrimonial.
Aos alunos foi lançado o desafio de experimentarem as águas quentes das caldas e conhecerem as suas propriedades e benefícios para a saúde, assim como, em realizarem algumas tarefas didácticas, aplicando assim os conhecimentos adquiridos nas aulas.
É de destacar o clima de companheirismo e boa disposição que se verificou entre alunos, professores organizadores e professores acompanhantes (aos quais se deve um agradecimento particular pela sua ajuda preciosa e dedicação no acompanhamento a um grupo tão numeroso).
No dia 23 de Fevereiro, os alunos de todas as turmas do 7.º ano e das turmas I e J do 10.º ano participaram na visita de estudo a Chaves, dinamizada pelos professores de História, Hugo Bento, Celestino Silva, Aurora Magalhães e Álvaro Pinto. Esta actividade enquadrou-se nos temas «A Romanização da Península Ibérica» e «A importância estratégica e militar de Chaves no Portugal Medieval».
Apesar das condições atmosféricas não terem sido muito favoráveis, os alunos foram desafiados a descobrir a Chaves romana e a Chaves medieval. Para tal, tiveram de visitar o Museu Monográfico da Região Flaviense, a Torre de Menagem e o Museu Militar aí sediado, a muralha do antigo castelo, a Ponte Romana de Trajano ( do século I d. C.), os Paços do Concelho e as ruas tipicamente medievais do centro da cidade, a Igreja Matriz (também conhecida por Igreja de Sta Maria Maior) e as Caldas/Termas flavienses. Enfim, tanta coisa que Chaves nos pode proporcionar em termos de riqueza patrimonial.
Aos alunos foi lançado o desafio de experimentarem as águas quentes das caldas e conhecerem as suas propriedades e benefícios para a saúde, assim como, em realizarem algumas tarefas didácticas, aplicando assim os conhecimentos adquiridos nas aulas.
É de destacar o clima de companheirismo e boa disposição que se verificou entre alunos, professores organizadores e professores acompanhantes (aos quais se deve um agradecimento particular pela sua ajuda preciosa e dedicação no acompanhamento a um grupo tão numeroso).
Jogo cromático na arquitectura tradicional.
Forte presença romana em Chaves.
Texto: Hugo Bento
Fotografia e legendas: João Costa
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Visitas de estudo
sábado, 27 de março de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
Concurso de Fotografia
Regulamento
1. ENQUADRAMENTO
O Concurso “UM OLHAR SOBRE CONCELHO” é organizado por uma parceria entre a empresa Fernandes & Luz, Lda. e a Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco, através dos grupos disciplinares de Geografia e Economia, aberto à participação de todos os alunos do ensino diurno desta escola.
2. OBJECTIVOS
- Promover a ligação da escola com o tecido empresarial local.
- Sensibilizar os alunos, de forma a desenvolverem capacidades de observação e selecção do meio que os rodeia.
- Incentivar a redescoberta da riqueza paisagística, patrimonial, social, económica e cultural do Concelho de Vila Real, através da imagem fotográfica.
3. CONCORRENTES
O concurso estrutura-se em categorias:
- 1ª Categoria: para os alunos do ensino básico.
- 2ª Categoria: para os alunos do ensino secundário.
Os concorrentes apresentam-se individualmente.
Cada concorrente pode apresentar até dois trabalhos em fotografia.
4. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE ACESSO
Os participantes deverão apresentar fotografias inéditas com as seguintes especificidades:
- Fotografias, a cor ou a preto e branco, cujas imagens ilustrem aspectos da vida do nosso concelho, nomeadamente paisagísticos, patrimoniais, sociais, económicos e culturais.
– As fotografias deverão ter o formato de 15x20.
No verso de cada fotografia deverá ser constar:
- Identificação do aluno (nome, número e turma)
- Legenda, que exprima o significado da imagem.
- Local e Data, em que foi feito o registo fotográfico.
5. ENTREGA DOS TRABALHOS
Os trabalhos devem ser entregues até ao dia 31 de Maio de 2010 , em envelope fechado, no PBX.
No exterior do envelope deve constar a designação do concurso, “Um olhar sobre o Concelho”, bem como identificação do concorrente (nome, número, turma)
6. JÚRI
As fotografias serão apreciadas por um júri a definir( incluindo profissional na área), o qual deliberará até dia 7 de Junho.
Constituem critérios de apreciação e selecção dos trabalhos apresentados a pertinência da imagem/legenda, bem como a sua criatividade, originalidade e qualidade técnica e artística.
O Júri reserva-se o direito de não atribuir prémios se a falta de qualidade dos trabalhos o justificar e de atribuir prémios ex-aequo.
Do resultado do concurso o Júri lavrará acta fundamentada, que será assinada por todos os seus membros.
Da decisão do Júri não cabe reclamação.
Todas as situações não contempladas no presente regulamento serão decididas, caso a caso, pelo Júri.
7. PRÉMIOS
Será atribuído um prémio ao concorrente melhor classificado, em cada uma das categorias:
- 1ª Categoria (alunos do ensino básico)-Máquina fotográfica no valor de 250 euros.
- 2ª Categoria: (alunos do ensino secundário)- Máquina fotográfica no valor de 500 euros.
A Cerimónia de Entrega de Prémios terá lugar em Junho, em data e local a designar.
Os concorrentes premiados serão avisados através do respectivo Director de Turma, sendo então, informados sobre a hora e o dia de entrega dos prémios.
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS
• Após final do evento e exposição as fotografias não serão devolvidas.
• Todos os concorrentes garantem ser os autores das fotos a concurso e, nessa qualidade, ceder os seus direitos de autor, bem como quaisquer outros direitos eventualmente existentes, para que a empresa Fernandes & Luz, Lda. e a Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco as possam utilizar livremente e para os fins que entender convenientes, sem que lhes possa ser exigida qualquer tipo de contrapartida, a título de remuneração, compensação ou outra, não lhe sendo imputável qualquer tipo de responsabilidade por esse facto.
• Se constatado plágio de qualquer fotografia, o concorrente será imediatamente desclassificado.
• O desrespeito por qualquer das condições previstas neste regulamento implica a exclusão do trabalho em causa.
• Este regulamento estará disponível no site da escola e no blog À Procura.
• No caso de ser solicitado, o concorrente deverá apresentar o respectivo suporte digital ou o negativo.
O Concurso “UM OLHAR SOBRE CONCELHO” é organizado por uma parceria entre a empresa Fernandes & Luz, Lda. e a Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco, através dos grupos disciplinares de Geografia e Economia, aberto à participação de todos os alunos do ensino diurno desta escola.
2. OBJECTIVOS
- Promover a ligação da escola com o tecido empresarial local.
- Sensibilizar os alunos, de forma a desenvolverem capacidades de observação e selecção do meio que os rodeia.
- Incentivar a redescoberta da riqueza paisagística, patrimonial, social, económica e cultural do Concelho de Vila Real, através da imagem fotográfica.
3. CONCORRENTES
O concurso estrutura-se em categorias:
- 1ª Categoria: para os alunos do ensino básico.
- 2ª Categoria: para os alunos do ensino secundário.
Os concorrentes apresentam-se individualmente.
Cada concorrente pode apresentar até dois trabalhos em fotografia.
4. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE ACESSO
Os participantes deverão apresentar fotografias inéditas com as seguintes especificidades:
- Fotografias, a cor ou a preto e branco, cujas imagens ilustrem aspectos da vida do nosso concelho, nomeadamente paisagísticos, patrimoniais, sociais, económicos e culturais.
– As fotografias deverão ter o formato de 15x20.
No verso de cada fotografia deverá ser constar:
- Identificação do aluno (nome, número e turma)
- Legenda, que exprima o significado da imagem.
- Local e Data, em que foi feito o registo fotográfico.
5. ENTREGA DOS TRABALHOS
Os trabalhos devem ser entregues até ao dia 31 de Maio de 2010 , em envelope fechado, no PBX.
No exterior do envelope deve constar a designação do concurso, “Um olhar sobre o Concelho”, bem como identificação do concorrente (nome, número, turma)
6. JÚRI
As fotografias serão apreciadas por um júri a definir( incluindo profissional na área), o qual deliberará até dia 7 de Junho.
Constituem critérios de apreciação e selecção dos trabalhos apresentados a pertinência da imagem/legenda, bem como a sua criatividade, originalidade e qualidade técnica e artística.
O Júri reserva-se o direito de não atribuir prémios se a falta de qualidade dos trabalhos o justificar e de atribuir prémios ex-aequo.
Do resultado do concurso o Júri lavrará acta fundamentada, que será assinada por todos os seus membros.
Da decisão do Júri não cabe reclamação.
Todas as situações não contempladas no presente regulamento serão decididas, caso a caso, pelo Júri.
7. PRÉMIOS
Será atribuído um prémio ao concorrente melhor classificado, em cada uma das categorias:
- 1ª Categoria (alunos do ensino básico)-Máquina fotográfica no valor de 250 euros.
- 2ª Categoria: (alunos do ensino secundário)- Máquina fotográfica no valor de 500 euros.
A Cerimónia de Entrega de Prémios terá lugar em Junho, em data e local a designar.
Os concorrentes premiados serão avisados através do respectivo Director de Turma, sendo então, informados sobre a hora e o dia de entrega dos prémios.
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS
• Após final do evento e exposição as fotografias não serão devolvidas.
• Todos os concorrentes garantem ser os autores das fotos a concurso e, nessa qualidade, ceder os seus direitos de autor, bem como quaisquer outros direitos eventualmente existentes, para que a empresa Fernandes & Luz, Lda. e a Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco as possam utilizar livremente e para os fins que entender convenientes, sem que lhes possa ser exigida qualquer tipo de contrapartida, a título de remuneração, compensação ou outra, não lhe sendo imputável qualquer tipo de responsabilidade por esse facto.
• Se constatado plágio de qualquer fotografia, o concorrente será imediatamente desclassificado.
• O desrespeito por qualquer das condições previstas neste regulamento implica a exclusão do trabalho em causa.
• Este regulamento estará disponível no site da escola e no blog À Procura.
• No caso de ser solicitado, o concorrente deverá apresentar o respectivo suporte digital ou o negativo.
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