
terça-feira, 1 de junho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
NO “LICEU” VIVEM-SE NOVAS OPORTUNIDADES
Um dos pilares da Iniciativa Novas Oportunidades visa possibilitar “a todos aqueles que entraram na vida activa com baixos níveis de escolaridade, uma Nova Oportunidade para poderem recuperar, completar e progredir nos seus estudos. Não seria possível, por razões de justiça e de coesão social, abdicar do esforço da sua qualificação. Mas a verdade é que este esforço é também condição essencial para o nosso processo de desenvolvimento.” (www.novasoportunidades.gov.pt/)
Mas, o antigo ministro das Finanças, Medina Carreira, entende que “o Programa Novas Oportunidades é uma «trafulhice» e uma «aldrabice» … os alunos que participam no programa Novas Oportunidades fazem um «papel», entregam ao professor e vão-se embora…E ao fim do ano, entregam-lhe um papel a dizer que têm o nono ano. Isto é tudo uma mentira.” (TSF, Notícias, 9.12.2009)
Afinal, quem tem razão?
E se ouvíssemos quem está no sistema? Incorporar nas nossas actuais percepções as experiências que por eles são vividas e sentidas, poderá ser um contributo importante para que cada um de nós construa uma opinião fundamentada.
Fomos então ouvir dez dos nossos alunos, alunos que frequentam os Cursos EFA em regime nocturno, na Escola Secundária Camilo Castelo Branco. Com idades diferentes, com percursos de vida diferentes, com motivações diferentes, uns preparam-se para concluir o 9º ano, outros o 12º ano. Em tempos também eles diferentes: ano e meio, um ano, quatro a cinco meses, consoante o nível de escolaridade anterior.
A ideia de voltar à escola para completar o Ensino Básico ou o Ensino Secundário foi, para todos eles, a razão primeira para se inscreverem nos EFA:
“Era importante para mim acabar o 9º ano. Já tive dificuldades em arranjar emprego porque pediam o 9º ano.” – Trabalhador Agrícola 26 anos.
“Queria, principalmente, acabar o Secundário. É uma carta que temos que jogar para o nosso futuro, porque hoje já mesmo com a Universidade é o que se vê…” - Desempregada, 23 anos.
“Vim para acabar o secundário. Frequentei o ensino diurno na Régua, mas fiquei com disciplinas de 12º ano atrasadas, Matemática e Química…” - Operadora de Caixa, 19 anos,
O curso permite-lhes esperar mais do futuro, a nível profissional, seja para (re)entrarem no mercado de trabalho, seja para conseguirem um emprego que consideram melhor, seja, mesmo e tão só, para se tornarem profissionais mais eficientes no actual emprego.
“É mais fácil arranjar trabalho. Antigamente quem não tivesse a 4ª classe não conseguia um trabalho, o 12º ano agora funciona um bocado da mesma maneira. Para uma pessoa que não tenha o secundário completo é muito complicado.” - Desempregado 24 anos.
“Gostaria de arranjar outro tipo de emprego onde não me sujasse tanto, onde não apanhasse tanto sol.” - David, 26 anos, trabalhador agrícola.
“ Não me faz diferença para a minha progressão no emprego. Mas agora, com o que aprendi aqui, faço o meu trabalho com mais à vontade, com mais eficácia, melhor. Agora entendo as coisas de outra maneira.” - Funcionária Pública, 57 anos.
A frequência do curso, reconhecem, tem contribuído para o seu enriquecimento pessoal, sabem hoje mais do que sabiam:
“Muito do que tratamos aqui já eu sabia, aprofundo esses conhecimentos, outras coisas relembro, mas também aprendo algumas coisas novas. O saber não ocupa espaço e os EFA enriquecem o nosso saber.” - Empresária 35 anos.
“Aprendo muita coisa com os trabalhos de pesquisa e é importante aprender coisas novas, depois já pensamos de forma diferente. Quando era novo chumbei no 8ºano e depois comecei a trabalhar, ainda não tinha 18 anos. Comecei a ganhar dinheiro e depois, naquela idade, já não pensei mais em estudar. Não se pensa quando se é mais novo e depois, mais tarde, torcem-se as orelhas.” - Funcionário Público, 44 anos.
Por serem alunos dos EFA melhoraram os seus conhecimentos informáticos, o que é, admitem, imprescindível nos dias de hoje:
“Apesar de ter já feito cursos de computadores, estou a aprender mais, hoje funciono melhor com os computadores, com a internet. Para mim é importante porque na minha empresa tenho que trabalhar na área da gestão comercial, tudo através de computadores e programas informáticos.” - Empresária 35 anos.
“Gosto sobretudo dos computadores, eu não sabia nada, nadinha... E hoje todos temos que saber alguma coisa de computadores, toda a gente sabe mexer com os computadores, até os miúdos. Agora já sei ir à Internet.” – Desempregada, 37 anos.
Se são hoje cidadãos mais informados devem-no ao curso, afirmam, o que se reflecte na adopção de novas práticas, em prol não só do seu desenvolvimento pessoal, mas também do da sociedade, sobretudo as que se relacionam com a sua consciência ambiental:
“Foi o curso que me abriu os olhos para coisas que antes nunca tinha feito: ir ao teatro, às sessões da Assembleia Municipal… Hoje gasto menos água a tomar banho, na rua deito os papéis nos caixotes do lixo, separo o lixo: pôr o vidro no vidrão e o papel no papelão.” - Trabalhador Agrícola, 26 anos.
“O que aprendi aqui fez com que começasse a ter mais preocupações. Faço mais exercício físico, tenho mais cuidado com a alimentação, e isto tem a ver com os trabalhos., com o que aprendi aqui...”- Desempregado, 19 anos.
“Por causa disso, dos trabalhos, modifiquei algumas coisas na minha vida. Na poupança energética: desligar a televisão, não a deixar em stand-by, tirar o carregador do telemóvel da ficha, que antes deixava sempre ligado, nem fazia ideia que isso gastava energia.” - Trabalhador Sazonal em Restauração 26 anos.
O curso EFA é uma oportunidade única para muitos, porque lhes permite conciliar a escola com a vida profissional e familiar:
“Se não houvesse este sistema, não pensaria em voltar a estudar. Há uns anos ainda fui estudar à noite, mas desisti. Não era possível conciliar com a vida profissional, no meu trabalho estou sempre muito ocupado, se não for isto é aquilo. Não dava tempo para estudar “ - Funcionário Público, 44 anos.
“Era muito difícil noutro sistema conseguir tudo: casa, empresa… É um sistema diferente, não há testes, mas temos que ter responsabilidade, fazer os trabalhos nas aulas, para não acumular com o trabalho na empresa e em casa.” - Empresária 35 anos.
A forma como as aulas se estruturam e as boas relações com os professores e com os colegas são factores determinantes para continuarem o curso, com gosto e entusiasmo:
“Pensei que fosse uma coisa completamente diferente. É muito mais enriquecedor, temos palestras, vemos filmes e apreendemos coisas mais objectivas. Como somos avaliados pelos trabalhos, não temos testes, aprendemos não só para fazer as “fichas”, mas também tiramos ilações para a nossa vida do dia-a-dia.” – Desempregado, 24 anos.
“Gosto dos trabalhos e dos assuntos que estudo e gosto dos professores, o que é importante. Se calhar, se tivesse tido professores assim interessados de dia… também agora a minha idade é diferente. Gosto das aulas, dos colegas, dos professores, estão sempre disponíveis para qualquer coisa.” - Trabalhador Sazonal em Restauração, 26 anos.
Frequentar este curso fez nascer ou crescer nos alunos a ideia de continuar a estudar, de ir para o Secundário ou para a Universidade.
“Vou continuar a redescobrir coisas. Vou para o Secundário, enriquecer os conhecimentos. E aconselho a toda a gente.” - Funcionária Pública, 57 anos.
“Não quero ficar por aqui. Gostava de seguir Engenharia Informática, era já uma ideia anterior, mas este curso ajudou-me a consolidar esta ideia. Quanto mais trabalho com os computadores, mais me entusiasmo e mais quero saber.” - Desempregado, 19 anos.
“Tenho intenção de ir para a Universidade. Inscrevi-me nos “maiores de 23” vou fazer as provas ainda este ano. Mesmo que entre vou acabar o Secundário, porque se não conseguir acabar a Universidade e se também não acabar este curso, quando pedir um certificado só fico com o 9º ano.” - Trabalhador Sazonal em Restauração, 26 anos.
Se, em alguma medida, se revê no que foi dito pelos nossos alunos, a Escola Secundária Camilo Castelo Branco oferece-lhe a oportunidade de frequentar os cursos EFA (regime nocturno) e de poder completar o 9º ano ou o 12º ano de escolaridade.
Venha ter connosco, ajudá-lo-emos a esclarecer as suas dúvidas, quer pessoalmente, quer por correio electrónico. Neste último caso, não hesite em escrever-nos para liceunovasoportunidades@gmail.com.
Dia Mundial Sem Tabaco
Composição de Moreno Michini publicada no texto "O cavaleiro da espada redonda", inserido na obra Gatafunhos, de Vasconcelos do Al. Esta espada só tem gumes!
domingo, 30 de maio de 2010
B.B. King
O Decano dos Blues brilhou em Sabrosa, perante um público numeroso que não consentia a presença em palco de outros VIPS regionais. Mesmo assim, B.B. King recebeu das mãos destes a chave da cidade, uma garrafa de Porto datada de 1925, ano de seu nascimento, e a certidão de baptismo do local onde deu o espectáculo.sábado, 29 de maio de 2010
Dia Mundial da Biodiversidade no Viveiro dos Poetas - EFA C7
DEZ HORAS DA MANHÃ DE UM SÁBADO CHEIO DE PLANOS
Já o sol cinzelava a copa de frondosas e rumorejantes árvores, e o verde se esbatia em todas as cores, memórias de outro tempo; já a luz, em poalha de oiro, se espelhava na água ainda adormecida do rio, que regurgitava alegremente nos regatos e cantarolava no ribeiro da Quinta dos Poetas, onde uma enorme variedade e variabilidade de árvores, arbustos e flores do mais requintado e fino calibre, em magistral jogo de tamanho, cor, textura e crescimento evocavam um quadro bucólico, através da recriação nostálgica de um tempo de simplicidade e pureza, da vida no campo, ideal de “aurea mediocritas,” desta vez bem encarnado na pessoa de Maria José, uma formanda de bem com a sua profissão, viveirista e, naturalmente com a vida, pelo entusiasmo que empresta ao seu discurso, manifesto de verdadeiro sucesso e prova de que os percursos individuais são afectados pelas condições culturais, sociais e económicas. Dez horas da manhã, sábado, dia mundial da biodiversidade; foi neste agradável contexto que se inscreveu a visita ao viveiro da Quinta dos Poetas, actividade do curso NOVAS OPORTUNIDADES, EFA C7, DA ESCOLA SECUNDÁRIA CAMILO CASTELO BRANCO. Formadores e formandos, numa extensa área de 5 a 6 hectares de terreno, em que as árvores vestiram o papel de protagonistas, assistiram a uma natural e bem contextualizada explicação sobre a poda, a fecundação, a rega, o envasamento, e a sementeira; reutilizar, equilíbrio sustentável, realização profissional, liberdade, natureza, foram temas que ali ganharam visibilidade, realçados pelo emocionante tributo dos formandos, dando sugestões para uma melhor e mais justa distribuição de riquezas, respeito pelo meio ambiente, preservação de espécies, perante a impassibilidade e imperturbabilidade de imponente vegetação.
Se a expressão ensino/aprendizagem parece não ser a medula central desta actividade, não deixou, contudo, de marcar presença e até com grande impacto na motivação,na abordagem eminentemente séria e promovendo uma interessante intertextualidade no domínio da Literatura,da Física, da Botânica e de tantos outros saberes, num ambiente de à vontade e especialmente de encantamento, manifestado desta forma, tão sentida:
«É uma maravilha, acordar e ouvir os passarinhos!»
E todo este sonho se deve à iniciativa de uma jovem;ao seu apego à terra; à vontade de ser autónoma, profissionalmente, apesar de toda as vicissitudes que possam surgir.
Há que ser persistente e investir na concretização dos objectivos.
Vila Real, 22 de Maio de 2010
Texto: Arinda Andrés
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Encontro Diocesano de EMRC
Bárbara, nº4, 8ºA

quarta-feira, 19 de maio de 2010
Concurso Logótipo APEE - Entrega de Prémios

1º - Francisco Ribeiro Frutuoso -12ºF
2º - Mara Sofia Brás Carvalhais - 9ºE

terça-feira, 18 de maio de 2010
EDUARDO MARÇAL GRILO
Dado o seu vasto conhecimento em matéria educativa, um conhecimento não apenas teórico mas dos meandros administrativos e dos principais agentes educativos em Portugal – ele que é Administrador da Gulbenkian desde 2000 – foi com natural expectativa que olhámos para o conjunto de reflexões que nos quis deixar, reunidas num conjunto de ensaios intitulado SE NÃO ESTUDAS, ESTÁS TRAMADO, há pouco dado à estampa.
Do que nos quis dizer, gostaria, aqui, de sublinhar dois elementos que me parecem poucas vezes abordados nas discussões sobre educação. Um, tem que ver com o ensino da Matemática, com a falta de eficácia e resultados na explanação das matérias desta disciplina, no nosso país – num texto publicado no Bulletin do International Center for Mathematics. De entre as hipóteses formuladas com vista a explicar o nosso insucesso matemático, Marçal Grilo lembrou como muitos dos actuais professores do 1º e 2º ciclos apresentam percursos escolares de onde a Matemática se encontra excluída desde o 9º ano de escolaridade. Ou seja, que formação de professores, que aprofundamento de conhecimentos falta fazer em áreas nucleares até o seu processo de maturação pedagógica estar concluído? Se preferirmos: farão hoje sentido os nossos currículos e manter-se-ão apartadas as ciências das humanidades, no ensino Secundário? Fará isso sentido? Regressando ao escrito do ex-ministro da Educação, constatamos que a realidade é ainda pior se atentarmos que “no 2º ciclo, a preparação científica dos professores de Matemática é de há muito deficiente, pois trata-se de grupo bidisciplinar Ciências da Natureza e Matemática, para a qual muitos dos docentes desta última têm formação em Ciências Biológicas ou Geografia, uma formação elementar ou nula ao nível superior”. Agora imaginemos que o professor do 1º ciclo do ensino básico que começa a incutir, imaginamos, o gosto da Matemática no nosso filho em tenra idade, afinal, mesmo no 9º ano – se não mesmo no 7º e 8º – obteve a transição de ano sem aprovação na disciplina de Matemática. Como poderá motivar outrem, e fazê-lo com a autoridade natural de quem domina, com à vontade, uma matéria, alguém que fez este percurso? E logo aqui nos vem à memória países nos quais a habilitação ao professorado, logo para o ensino básico, exige um reforço de conhecimentos e competências, como se na idade em que se dão aprendizagens decisivas para o futuro, tivesse que ser o professor dos professores a levar-nos pela mão. De resto, e ainda no campo da Matemática, Marçal Grilo lembra o estudo da OCDE, Reading for Change, que confirma o que sabíamos: sem um bom domínio da língua, sem o gosto pela leitura, as dificuldades de compreensão do que lemos são imensas, e nem a Matemática escapa às consequências de tais lacunas. Em conclusão, “o interesse pela leitura (…) constitui um factor decisivo para o sucesso educativo, sobrepondo-se mesmo ao impacto do contexto social, económico e cultural no percurso escolar dos jovens”.
Um segundo ponto que cremos crucial na explanação deste autor tem que ver com a percepção social da importância da escola e dos estudos, nomeadamente na inserção no mercado de trabalho. Quer dizer, como é que as empresas poderão ser factor de estímulo, acicate para a valorização da escola e do prosseguimento dos estudos? Neste sentido, são avançadas, entre outras, duas soluções (registadas em intervenção em 2007, de um estudo feito para a COTEC e agora reproduzida nesta obra): a) “as empresas deveriam divulgar de forma consistente e continuada a importância que atribuem à formação de base dos seus trabalhadores”; b) “esta divulgação por parte das empresas será paradigmática de uma procura, que actuará como um grande incentivo para a prossecução de estudos por parte das famílias e dos jovens, ao mesmo tempo que constituirá um incentivo junto das escolas e seus responsáveis”.
Quando o melhor da nossa comunicação social nos traz a realidade do país, quando vai ao terreno antes de fazer discursos sobre ele, ouvimos ainda nos dias de hoje – e ainda há dias o Público contava o dia-a-dia no bairro do Aldoar no Porto, numa reportagem que deveria ser de leitura obrigatória, sobretudo para os nossos políticos – e face ao fenómeno do desemprego, frases que os urbanos moderninhos pensavam já não serem possíveis: “então, a minha filha fez o nono ano para quê?”. Embora pense que a importância da escola está genericamente adquirida na população portuguesa, alertas e propostas como as de Marçal Grilo continuam a ser um exemplo de intervenção cívica.
Pedro Seixas Miranda
domingo, 16 de maio de 2010
Actividades do Grupo de História para o Dia do Trabalhador
Os EFA passeiam no parque do Corgo, pela mão da Camilo
Terminada a caminhada, formadores e formandos descansaram por algum tempo no café “O Moinho”, ocasião propícia ao delinear de novas propostas de trabalho. Enfim, a escola veio para a rua, acompanhada pelos professores e em contacto com a natureza, numa atitude dinâmica de aprendizagem. É pena que a escritora, Alice Vieira, não tivesse participado, e confirmado que ali não houve rotina nem trabalho de corte e cola. Pelo contrário, foi um trabalho de dinamismo e criatividade.

Texto: Arinda Andrés; Fotografias: Isabel Machado
sábado, 15 de maio de 2010
Filme "Éter" em destaque
O filme Éter, presente no festival Olhares Frontais, dos X Encontros de Viana, obteve uma Menção Honrosa. É uma produção de Bertolino Pedro, Cláudio Rato, João Figueiredo, Luís Montanha (ex-aluno da Escola Secundária Camilo Castelo Branco) e Pedro Cruz, alunos da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, do Curso de Vídeo e Cinema Documental.É de realçar ainda que este filme, que nos apresenta uma viagem ao universo de um projeccionista de cinema, já fora selecciondo para estar presente na IV Mostra do Documentário Português, em Abril, no cinema S. Jorge.
Parabéns ao Luís e restantes elementos!
sexta-feira, 14 de maio de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
Ivan Simões em destaque no Pentatlo Moderno

Ricardo Frade e David Pereira, um duo vencedor
Os alunos Ricardo Frade (10ºJ) e David Pereira (10ºH) obtiveram o 1º lugar no concurso "II Mostra Musical do Eixo Atlântico", na classe C de música de Câmara, participando em duo. Este concurso transfronteiriço teve lugar em Vilagarcía de Arousa, no dia 8 de Maio, e reuniu participantes procedentes dos municípios da Galiza e Portugal que superaram as fases prévias, no mês passado, nas localidades de Mirandela e Vila Real. quinta-feira, 6 de maio de 2010
De Moral até Madrid
Texto: Ana Irene, 9ºD; Fotografias: Professores e alunos
quarta-feira, 5 de maio de 2010
"FOIREFOUILLE DU MUGUET 2010 AU LYCÉE"
realizadas propositamente para esta "feira" por uma artesã de Vila Real. Os compradores tiveram direito a uma senha que lhes possibilitaria o tal bolo de chocolate.
Imagens: Brízida Azevedo
Legendas: João Costa
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Um sonho!… uma ambição!
As Novas Oportunidades são já uma realidade e, quer se aceite ou não, fazem parte do vocabulário e do quotidiano de muitos portugueses. De facto, as pessoas formatadas para conceber, apenas, a aprendizagem formal, encaram-nas com grandes reservas e até com desconfiança: Como é que alguém com menos de metade das horas de formação, relativamente ao ensino regular, poderá desenvolver as mesmas aprendizagens/competências? A resposta é simples! Quem procura formação nestes cursos não quer nem precisa desenvolver o mesmo tipo de aprendizagens/competências. É errado pensar que pessoas que, por diversos condicionalismos, não conseguiram concluir os seus estudos na idade “considerada própria” para o fazer, procuram, mediante um regresso ao passado, recuperar o tempo perdido e fazer o mesmo percurso.
São pessoas… com sonhos… com ambições… e que não cruzam os braços. Mas porque têm que conciliar a vida profissional com a pessoal, aumentar as qualificações é, muitas vezes, um “projecto de vida” adiado. Acreditam nas suas capacidades e sabem que nunca é tarde para “aprender”, embora cientes que, agora, o percurso tem que ser diferente. Para estas pessoas as “Novas Oportunidades” surgem como “ouro sobre azul”.
Nestes cursos o adulto obtém o reconhecimento das competências adquiridas, em contextos informais, ao longo da vida e, ao permitirem elevar as qualificações de base, são também uma forma de justiça social. Induz o reconhecimento individual da capacidade de aprender e possibilita a aquisição de competências e níveis de qualificação que promovem o sucesso e a empregabilidade.
É uma formação norteada pela valorização e mobilização de saberes culturais, científicos, tecnológicos, e, pelas práticas e experiências de vida dos formandos como forma de abordagem das situações/problema. Tem em linha de conta o ritmo de cada formando numa lógica de diferenciação, consolidação de percursos de auto-aprendizagem, reflexividade pessoal e formação individual.
“Ao longo do curso abordámos assuntos de grande utilidade, como por exemplo que as futuras gerações têm o direito de ter um ambiente, pelo menos, igual àquele que nós recebemos e que por isso temos o dever de proteger o ambiente. E hoje sei que a mudança tem que começar por mim! Após as competências desenvolvidas nos temas Abertura Moral e Ética considero-me uma pessoa mais coerente, com uma mentalidade mais aberta, que aceita melhor as diferenças e que sabe que tem de respeitar “o outro”, se quer ser respeitado. Muitas foram as reflexões…mas também as gargalhadas… Agradeço às formadoras, principalmente, pela paciência e pela preocupação em fazerem, de cada um de nós, uma pessoa melhor”, Marcos, 24 anos.
“Esta oportunidade de concluir o 12ºano, através das Novas Oportunidades foi muito importante porque de outra forma, devido à minha idade e à dificuldade em conciliar os estudos com a vida profissional e pessoal, seria impossível. Gostei muito porque me ajudou a mudar a maneira de ver e compreender o “mundo”. As formadoras promoveram o debate, a troca de experiências e de saberes, e procuraram desenvolver competências com aplicação prática, o que constituiu um verdadeiro enriquecimento para mim, com inevitáveis implicações no meu dia-a-dia”, Lucília, 52 anos.
Faz como a Lucília e como o Marcos, não desistas dos teus sonhos!...
Isabel Machado
quinta-feira, 29 de abril de 2010
EM ABRIL, FOMOS A BENIDORM
Éramos um grupo de 4 professoras (que, nos últimos dias, ascenderam ao estatuto de zombies) e 48 alunos, quase todos do 10º ano, desta nossa Escola Camilo Castelo Branco.
Mas valeu a pena, quanto mais não seja pela paragem em Cuenca: uma pequena cidade construída numa paisagem de cortar a respiração, tal é o vigor das formas de relevo cársico, onde as “Casas Colgadas”se debruçam, perigosamente, sobre profundos canyons.
Cuenca
DIA 2
O dia foi passado no Terra Mítica, um parque de diversões e temático, onde fomos transportados para o mundo mítico das civilizações do Mediterrâneo, com as suas antigas lendas e mistérios.
Descemos o Nilo, numa montanha russa de água; experimentámos a fúria de Tritón, num espectacular Water Slide; viajámos na montanha russa, durante 35 segundos, a mais de 100 km/h, com cambalhotas de 360º e uma queda livre de 31 metros de altura; descemos ao Inferno Romano e transformamo-nos numa bola girando 60Km/h; recriámos o voo de Fénix, numa aterradora queda livre de 54 metros; entrámos na escura Pirâmide do Terror, onde múmias e monstros em carne e osso nos fizeram gelar o sangue, já para não falar da nossa fuga final, em direcção à luz da saída, perseguidos pelo homem da moto-serra.
Felizes…mas molhados que nem patos.
Depois do banho…almoço no Império Romano.
DIA 3
Depois da longa noite anterior, que começou bem com um assalto geral à máquina de gelados do hotel durante o jantar, bem precisávamos de uma viagem mais demorada, que nos permitisse dormir pelo menos, uma horita. Mas não porque o Mundo Mar era já ali ao lado: um parque temático marinho.
Espantámo-nos com papagaios a conduzir carros; maravilhámo-nos com as caudas dos pavões; rimo-nos com as brincadeiras dos macacos; admirámo-nos com a elegância dos pinguins; assistimos, encantados, a shows de golfinhos e de leões-marinhos e vivemos a experiencia única de nadar com eles. O banho com os leões-marinhos
Depois de mais uma noite de muitas horas não dormidas mas antes vividas, desta vez tivemos mais sorte: hora e meia, que deu para dormir um pouco, para chegarmos ao Oceanário em Valência.
Viajámos pelos principais mares e oceanos do planeta; pudemos admirar mais de 500 espécies subaquáticas diferentes; abrimos os olhos de espanto perante a cor e os sons dos oceanos; tiritamos de frio com as águas gelados do fundo dos mares; mergulhámos num túnel de acrílico e quase tocamos nos tubarões que se passeavam, serenamente, por cima das nossas cabeças; batemos palmas, entusiasmados, aos saltos mortais dos golfinhos.
Como saltam os golfinhos
A"Conga": operação de contagem, à saída do oceanário…não fosse algum fugir.
Todos…junto ao Oceanário.
Dia 5
Mais uma viagem de 1 horita e mais um sonito reparador até à cidade de Elche, para conhecermos, durante a manhã, o Huerto del Cura, um jardim botânico.
Vimos a maior concentração de palmeiras em toda a Europa, um palmeiral com origem fenícia, com mais de 2000 anos; mais ou menos a mesma idade tem o busto da Dama de Elche, descoberto nesta cidade em 1897, cuja reprodução observámos porque o original, demasiado valioso, se encontra num museu de Madrid; Abrimos os olhos em direcção ao céu para apreciarmos a Palmeira Imperial, cujo nome se deve à Imperatriz Sissi da Áustria, um candelabro vegetal constituído por um conjunto de uma palmeira-mãe rodeada por palmeiras mais pequenas, os seus filhos, com 165 anos.
A tarde foi tempo de ficarmos na piscina do hotel, de irmos até á praia, de passearmos ou fazermos compras em Benidorm. Enfim, um tempito para as professoras verem, finalmente, “a loja desamparada”…
DIA 6
Longa viagem em direcção à nossa cidade.




