Divulgação informativa e cultural da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco - Vila Real

quinta-feira, 25 de março de 2010

Camiliana - Entrega de Prémios

Alunos premiados nos concursos mensais do projecto Comenius






Alunos premiados nas Olímpíadas de Matemática



Reportagem Fotográfica: João Costa

Visitas de Estudo ao Museu do Caramulo e Centro de Ciência Viva

No passado dia 20 de Março, formandos e formadores, do Curso de Educação e Formação de Adultos - Nível Secundário - da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco realizaram uma visita de estudo ao Museu do Caramulo e ao Cento de Ciência Viva em Aveiro. O Museu do Caramulo é conhecido pelas suas magníficas e valiosíssimas exposições de arte, automóveis, brinquedos antigos e miniaturas de colecção. “É um espaço aberto à comunidade, sem excepção, onde se alia aprendizagem a diversão, conhecimentos científicos a criatividade, visualização a emoção e objectos museológicos a histórias de vida. Com as suas exposições pretende contribuir para uma efectiva inclusão social e dar sentido ao conceito de educação ao longo da vida.” No Centro de Ciência Viva, formandos e formadores tiveram a oportunidade de produzir pasta de dentes, fazer uma viagem pelo mundo da Robótica e, no final da sessão, cozinhar e saborear uns deliciosos scones com manteiga, acompanhados por um chá, a gosto.


Reportagem: Isabel Machado

quarta-feira, 24 de março de 2010

Escola Electrão 2009 -2010


Informa-te na escola.
Ajuda a proteger o ambiente.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Arte na Camiliana



Fotografia: João Costa

domingo, 21 de março de 2010

22 de Março - Dia Mundial da Água


A nossa atitude poderá transformar a água doce num bem mais amargo!
Não desperdice!
Foto: email reciclado.

Dia Mundial da Poesia

Andei à procura de um poeta
para lhe surripiar as palavras

E o mestre no silêncio
de fraga e de certeza

molha-me os lábios
de Natureza


J.Costa
21/03/2010

sábado, 20 de março de 2010

NÓS, PORTUGUESES, MAR PROFUNDO – ou como D. Manuel Clemente nos retrata


O mote de Portugal e os Portugueses, de D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, Prémio Pessoa 2009, não deixa de encerrar uma dimensão paradoxal de que é feita, como Chesterton sabia, a verdade – em vez de uma infinita capacidade de adaptação, nós, portugueses, demonstramos uma (quase) impossibilidade de deixarmos de ser quem somos (pág.9); mas o que somos é uma plasticidade dos outros, de todos os outros – mouros e judeus, moçárabes e galegos, nórdicos - que nos deram origem. De tal sorte que “não temos de nos adaptar por aí além, porque já temos dentro e acumulados os infinitos aléns que nos formaram (…) já não é propriamente adaptação, antes conaturalidade” (pág.13).
A relação dos portugueses com o sagrado, os portugueses (também) enquanto crentes, (os) portugueses porque crentes, em grande medida o cerne do retrato de Manuel Clemente, cabe, desde logo, no olhar para o próprio país, na pré-compreensão “bíblica” de Portugal: uma entidade “portadora de alma” e com “missão universal”. Aqui, converge a análise do historiador com muito do diagnóstico que tem sido proposto para nos explicar: há “ressentimento” no olhar que trazemos no excesso de memória, na memória do que fomos e podíamos voltar a ser, ou seja, “todos nos embebemos de um Portugal que não achamos”. Um Portugal que foi melhor na poesia (aliás, segundo a poesia) do que na prosa, um país “mais feito do que construído, mais desligado da prosa e das contas”. Em síntese, “a melhor ideia que temos de nós próprios advém da poesia (Camões), mais do que da prosa (Eça). Quando nos relacionamos bem com Portugal fazemo-lo mais sentimentalmente do que mentalmente”. Objectar-se-ia: a vã glória, a cobiça desmedida (dos monarcas) é denunciada pelo Velho do Restelo (Camões), e As cidades e as serras (Eça) não deixa de conter elementos “poéticos”, como Clemente reconhece, sobre Portugal; além do mais, este dualismo sentimento/razão, poesia/prosa não enforma/enferma de um simplismo e de uma compreensão pouco rigorosa do objecto sobre o qual se detém (prosa e poesia)? Mais: não foi outro ilustre português do nosso tempo, António Damásio, a colocar a ênfase na necessidade de sentimento na (boa) razão?
Portugal, a crença, a religião e a História: no Antigo Regime, a sociedade reúne-se à volta do religioso; com o regalismo, o despotismo iluminado, D. José, o Marquês do Pombal, a reforma no ensino, o anti-jesuitismo – cujas razões últimas, muitas vezes obliteradas, não deixam de ser equacionadas por Manuel Clemente – atinge-se, em Portugal, na leitura do nosso autor, o primeiro estádio do anti-clericalismo. No século XIX, já não é o jesuitismo o alvo da contestação; esta alarga-se: todas as congregações religiosas serão repudiadas. “A vida religiosa vai ser posta em causa pela Revolução Liberal” (pág.26). A densidade da observação de D. Manuel Clemente integra-nos no contexto histórico-filosófico-mundividencial em que, então, nos situamos: “para o homem herdeiro da Revolução Francesa, herdeiro da Ideia de Natureza e de Indivíduo que fervia no fim do séc.XVIII e no princípio do séc.XIX, o facto de alguém se prender por votos a uma congregação é um contra-senso, sobretudo quando condicionado pelo meio e a família” (págs.26/27). A argumentação anti-clerical servirá vários fins: da defesa do Estado, à defesa da ideia de liberdade, ameaçada pelo reforço eclesial do Papa (aqui, Herculano; mas o concílio de Trento, que reforça Roma, dará também grande polémica com as Conferências do Casino e As Causas da Decadência dos Povos Peninsulares, de Antero).
Mas que Portugal é este que os sécs. XVIII e, sobretudo, XIX, colocam em causa? Manuel Clemente responde: um Portugal que se forjou por entre uma querela doutrinária/teológica – “no séc.XII, no contexto peninsular e português da Reconquista, a crítica islâmica à doutrina cristã sobre Jesus e Maria levou os fundadores da nossa nacionalidade a afirmá-la ainda mais e a redobrarem a sua devoção mariana (pág.47) (…) «Louvor e honra a Deus e da Santíssima Virgem Maria» no contexto não é só forma jaculatória. É intenção verdadeira e apologética, culto que distingue uns dos outros e nesse sentido ajuda a recortar um território e a fundar uma pátria (…) tinha na altura suficiente carga visceral e emotiva para o fazer e galvanizar (pág.49) (…) o nosso período fundacional teve uma particular intensidade mariana, que lhe adveio do facto de passar exactamente por Maria, na sua relação dogmática com Cristo, Deus humanado, uma fronteira mental que repudiava uns e incentivava outros a afirmarem-se mais” (pág.55) – e que conta com um culto mariano de inquestionável vivacidade. Que, se não se distingue pela absoluta originalidade no âmbito europeu, não deixa de contar com especificidades muito próprias: não é já um culto individual ou pessoal, partilhado por muitos, é verdadeira “devoção nacional”, Maria a quem se oferecem vitórias, Maria em quem se deposita a esperança na adversidade, Maria respaldo de fracassos, Maria a quem se erguem templos, Maria a quem se consagram as Sés…Maria, Maria, Maria…Portugal é mariano. Dois capítulos de Portugal e os Portugueses a tal culto dedicados – um dos quais, o mais extenso da obra em apreço – não podiam deixar de produzir uma intuição penetrante: “Maternidade-Assunção-Conceição: será excessivo entrever na sucessão destas tónicas invocativas alguma simbolização do percurso histórico português? Ver na Maternidade de Maria a tutela do povo nascituro ou nascente? Na Assunção a do nosso crescimento, consolidação e máximo levantamento, mundo além? E na Imaculada Conceição, primeiro e prévio fruto da redenção cristã, o sinal da refundação portuguesa de Seiscentos?”.
Após o excurso mariano, D. Manuel Clemente não deixa cair a relação mútua, par-a-par, entre o cristianismo e Portugal. Diríamos que do paralelismo, passamos á parábola. Porventura, sugerimos, o capítulo mais “poético”, mais belo, mais “profético” – para utilizar a expressão encontrada por José Tolentino de Mendonça, em entrevista a Maria João Avillez (I, 26/12/09), para caracterizar D. Manuel Clemente, a propósito da obra que vimos apresentando – de Portugal e os Portugueses. Chama-se O cristianismo é uma realidade ribeirinha. Mar profundo. O do Cristo nascente, na geografia que o acolhe. O que Cristo propõe. O de embarcar. Sair de si. Ir ao encontro dos outros. Ondas revoltas. Estranhas. Temíveis. Mar que mesmo os discípulos sofrem. Perante o qual quebram. “Em Jesus, o mar é apelo de liberdade. O mar torna-se assim, com Cristo e no Cristianismo, a feição do mundo e da comunhão universal (…) o cristianismo foi um mar, transformou a própria terra em mar, qual novo dilúvio onde se afogassem todos os atavismos” (págs.77/78). Mar profundo. Nós portugueses. Habitantes do mar. Nómadas de influência judaica. Evangelizadores. Destruidores. Bons e maus. Perpétuo movimento. Arriscamos. Desde o séc. XV “nunca mais deixámos de partir e às vezes – regressar. Mesmo cá dentro, embarcamos sempre (…) Mas as àguas de então tinham o brilho esmeraldino de uma esperança última”(pág.80). A comparação enunciada sobre o manto infinito do oceano – e do peixe, ou melhor, mais ainda, o Ictus – é, de imediato, concretizada: “nunca a aventura portuguesa se pareceu tanto com a paixão evangélica, porque se tratava de gente cristã e porque a Esperança cabia toda em Deus”.
Ao céptico que apenas vê proselitismo nas palavras do Bispo do Porto, introduza-se, então, um contributo recente de Pedro Calafate, Prof. De Filosofia na Faculdade de Letras da Univ.Lisboa, no primeiro Volume de Portugal como Problema – séc. V-XVI a afirmação de um destino colectivo (edição Flad/Público, 2006). Para este estudioso, a ideia de Império (português), “expressão política da unidade de sentido da história e do unilinearismo do tempo”, é, claramente, tributária da filosofia cristã da história, “condição de inteligibilidade das nossas lendas fundadoras e da génese da nossa consciência histórica”, consubstanciada em, entre outras, teses como o “universalismo”, radicado na comum “paternidade divina”; “redução de toda a matéria histórica a uma unidade de sentido e concepção unilinear do tempo”; “a escatologia, ou seja, a importância da história do futuro” (págs.50 e 51). Sem o necessário entendimento de tal mundividência cristã, a par, é certo, de um vasto conjunto outro de realidades (e interesses) económico-sociais, não se percebe a empresa portuguesa.
É na humildade que Clemente observa as nossas características: sim, apresentamos especificidades, mas não estamos à margem do mundo. Parece, às vezes, vaguear pelo mar do povo eleito – afinal, caminhamos lado-a-lado com a barca de Cristo – mas logo nos encontra humanos. Mas corajosos. “Fomos como todos, com bravura e medo, com ciência e sorte, grandes ou mesquinhos, santos ou vilões, mas fomos. E no partir houve ainda o Evangelho. Tocaram-se as duas histórias, a portuguesa e a da Igreja, na mesma fronteira marítima e na mesma necessidade a transpor” (pág.82).
Para o homem de Igreja, aqui sim, não o podemos deixar de ler nessa qualidade, o melhor de Portugal foi o encontro com o Evangelho: a luta contra a escravatura, com profetas como Vieira (e sobre a controvérsia de então relativamente á escravatura, entre muitos outros, leia-se, p.ex., Eduardo Lourenço, em A Morte de Colombo); na aproximação cultural, estudando línguas e escritas da América ao Japão; adoptando trajes e modos “para que a missão fosse essencial e próxima”.
Por fim, não nos poderíamos, hoje, conceber sem a presença europeia. A partir do texto Ecclesia in Europa, de João Paulo II, D. Manuel Clemente reclamará os valores cristãos como os que “estimularam o progresso da ciência, direitos humanos e democracia” e o leitor mais abrupto recordará Galileu e a Inquisição. Mas os exemplos de Clemente são claros, pouco originais, mas razoáveis: “igualdade original de todos segundo o génesis”, “bem como a distinção evangélica entre César e Deus” foram legados inestimáveis para o mundo em que vivemos e queremos viver, e que, aliás, demoraram demasiado a ser compreendidos e interpretados – pela Igreja, inclusivamente. Ainda com a Constituição Europeia em fundo, a exortação de que “bem será que o continente continue a reconhecer a fonte e lhe continue a aurir a seiva” (pág.104).
Última, mas muito significativa nota de Manuel Clemente: o ecumenismo. Um dos factores mais relevados para a atribuição do Prémio Pessoa, o diálogo e abertura ao outro, é aqui exposto com particular argúcia. Vejamos porquê. Aos que atribuem à religião a maternidade de todas as guerras, Clemente, usando do domínio histórico, mostra as diversas motivações que suportaram vários conflitos ditos religiosos, ou como príncipes católicos se aliaram a protestantes contra outros princípes católicos, como cristãos se uniram a muçulmanos de quem se sentiram mais próximos; aos que dizem demasiada religião, contrapõe Clemente: “a solução para os fanatismos é melhor religião”; aos que citam cartas, de séculos longínquos, para demonstrar uma dada interpretação errada de uma confissão religiosa, prefere Clemente um registo epistolar do séc.XI entre Gregório VII e An-Nasir, em que o Papa e uma autoridade muçulmana de então, convergem e se saúdam mutuamente pelos esforços em prol de irmãos que professando um credo diverso são ajudados por alguém que vê a diferença com naturalidade (e aqui, embora á posteriori e assim deslocado, o leitor poderá ser levado a percepcionar a outra face da moeda de Ratisbona); neste sentido, “é inegável (…) que a religião em si mesma consegue tornar-se factor de unidade universal, quando religa o crente ao princípio vivo e único, não só de si próprio, mas de todos os membros da humanidade comum (…) a afirmação do Absoluto relativiza as diferenças pessoais”; revendo-se em Paul Ricoeur, trá-lo á colação no método ecuménico: “o diálogo entre confissões pode ser desenvolvido a partir de um ponto fixo: a consciência de que a nossa interpretação é limitada. Sobre este pressuposto se fundamenta o respeito recíproco”. Sempre se diria com Ratzinger: tal afirmação não pode excluir a confiança numa razão – forte, porque aberta á transcendência – capaz de aceder á verdade; o diálogo pressupõe um conhecimento sólido do que estamos dispostos a conversar.
Escolhemos para última frase a sublinhar, de Manuel Clemente, aquela que pode ser entendida como chave de compreensão de um pensamento, expresso nesta obra: a religião tem uma “capacidade demonstrada de compatibilizar o universal e o particular”. Neste caso, partindo do universal sobre o humano, esse universal cristão em que se situa, Clemente constatou um português incapaz de sair de si…que é todos (ser tudo de todas as formas, reclamava Agostinho da Silva, um grande defensor da plasticidade portuguesa); percepcionou uma empresa portuguesa rumo ao mar impregnada de filosofia cristã; na viagem da História, a passagem do Antigo Regime, sociedade organizada em torno do religioso, para o anti-clericalismo dos sécs.XVIII e XIX; viu o mar profético de Cristo, do qual saímos ao encontro dos outros; tivemos essa ousadia, corajosos mas humanos; especialmente marianos, “uma devoção nacional”; europeus que devem preservar a cultura que os formou (nem Atenas, nem Roma): o cristianismo da radical igualdade dos seres humanos e da separação entre César e Deus; portugueses religiosos, que certamente compreenderão a beleza do ecumenismo. Nómadas, sentimentais, pouco rigorosos ou pragmáticos, crentes e ousados – Portugal e os Portugueses, uma relação de quem esperamos sempre mais, mas uma relação alma com alma, mar a dentro.

Pedro Seixas Miranda

Dia L


Por todo o país está hoje a decorrer a campanha " Vamos Limpar Portugal". Colabore nesta iniciativa. Se não quiser limpar, não suje. Reutilize antes os objectos e, de uma forma criativa, traga a Nartureza para sua casa.

sexta-feira, 19 de março de 2010

O Vampiro de Boticelli II

A conferência "O Vampiro de Boticelli " foi apresentada no dia 17 de Março, pelo professor Álvaro Pinto, no auditório 1. De Marylin Monroe a Simonetta Vespuci, da Nova York do séc. XX à Florença do século XV, ficamos a conhecer a primeira "vedeta Pop" da história. Atendendo ao desafio lançado por algumas turmas e docentes desta escola, a Conferência terá uma segunda versão a realizar no terceiro período lectivo, em data a anunciar.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Visitas de estudo em Março

À descoberta do Barroco em Vila Real

Os alunos da turma A do 8.º ano realizaram com o professor de História, Hugo Bento, no dia 9 de Março, a actividade dedicada ao Barroco Vila-realense. Esta actividade foi preparada para que os alunos pudessem aplicar os conhecimentos adquiridos nas aulas, aplicando-os no património histórico regional. Para tal, os alunos, tal qual aventureiros mas munidos de um mapa e de uma ficha-guião, penetraram nas ruelas do Centro de Vila Real e exploraram os monumentos barrocos aí presentes. Claro ! Sempre atentos às explicações do professor ! No final, os alunos manifestaram um enorme agrado por esta iniciativa, não só porque foi uma aula diferente, mas também pelo empenho e companheirismo demonstrado por todos ao longo de toda a actividade. Sem dúvida, a repetir brevemente !



A Região Demarcada do Douro, a 1ª Região demarcada do Mundo

No dia 2 de Março, os professores de História, Hugo Bento, Celestino Silva e Ângelo Ledo, organizaram uma visita de estudo à Régua dirigida aos alunos das turmas A, B e E do 8.º ano. Esta actividade enquadrou-se no tema estudado nas aulas sobre o papel do Marquês de Pombal na dinamização da cultura da vinha em Portugal, nomeadamente através da criação da Companhia Geral da Agricultura e das Vinhas do Alto Douro, em 1756, e da Região Demarcada do Douro, também no mesmo ano.
Guiados pelos professores, os alunos puderam aprender a importância do caminho-de-ferro para o dinamismo económico daquela região e as funções da Real Companhia Velha, da Casa do Douro e do Instituto do Vinho do Douro e Porto. Pelas ruas da Régua, iam também apreciando os famosos rebuçados da Régua e também o grosso leito do rio Douro ou Doiro.
De entre azulejos a vitrais, muita informação foi dirigida aos alunos, os quais tiveram de, depois de tudo visto, realizar uma ficha de observação e avaliar a actividade.
No final, os alunos manifestaram um enorme agrado por esta iniciativa não só porque foi uma tarde diferente mas também pelo companheirismo e boa disposição verificados por todos ao longo de toda a actividade. Sem dúvida, inesquecível! Só faltou navegar de rabelo!



Texto e imagens: Hugo Bento

Feira da Ladra pela Madeira

Os alunos do 10º ano da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica irão promover uma Feira da Ladra, no âmbito da Semana da Solidariedade pela Madeira, a realizar na última semana de aulas do 2º Período.
Solicitam, para o efeito, a participação da comunidade educativa na recolha de artigos (livros, brinquedos, Cd's, dvd's, objectos decorativos, pulseiras, colares, etc.) que, posteriormente, serão postos à venda a preços simbólicos. Os artigos deverão ser entregues no PBX da Escola até ao dia 18 de Março, quinta-feira.
Posteriormente, a receita apurada será depositada na conta nº 00 3600 0099 1058 7824 394, balcões do Montepio da “Cáritas Ajuda a Madeira”.
Informa-se, ainda, que será elaborado e divulgado um relatório dos fundos recolhidos na nossa Escola.

terça-feira, 16 de março de 2010

Abertura da "Camiliana" e Apresentação do B.Cultural

Perante um auditório completo, a Exª Srª Directora da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, Drª Fátima Manuela, fez a abertura da Semana Camiliana, salientando os principais objectivos desta iniciativa. Neste âmbito, foi destacada a publicação de mais um número da revista Cultural da Escola. De seguida, o Dr. Henrique Morgado, coordenador da revista, teceu algumas considerações sobre a capa e o recheio da publicação. Na sequência do preâmbulo anterior, o Dr. Vítor Lousada, de uma forma brilhante, deu a conhecer as diversas matérias que se enquadram nos mais variados estilos e tipologias textuais.
Esta edição conta com a participação de Fátima Manuela Duro Dinis, Direcção da AAALCCB Vila Real, A. Passos Coelho, A. J. P. Silva, Adérito Silveira, Ângelo Sequeira, António Fortuna, Antínio José Teixeira, Arinda Andrés, Delfina Rodrigues, Manuel Linda,Domingas Alhais, Elisabete Simas Coelho, Fátima Barros, Henrique Morgado, Hercília Agarez, Isabel Maria Fidalgo Mateus, João Amado, João Costa, José Luís Pereira Ventura, Leonor Fortuna, Maria Adelaide Jordão Costa, Maria Alexandrina Machado, Maria Assunção Anes Morais, Maria do Rosário Costa, Marta Pires Santos Silva, Paulo J.C. Favas, Paulo Reis Mourão, António Pedro Fortuna, Pedro Seixas Miranda, J. Ribeiro Aires, Sophia Alma, Vítor José Gomes Lousada e Ana Maria Aguiar Macedo.
Resta lembrar que a cerimónia, para além do Porto-de-Honra final, foi ainda adocicada com a interpretação musical de dois alunos da escola que abriram e fecharam os discursos. A todos os presentes, com é habitual, foi oferecido um exemplar da publicação.
Abertura musical.


A curiosidade inicial. O livro sempre cativa.


À direita, Dª Graça Campolargo, autora da capa.

Uma sala recheada.


As palavras de abertura pela Drª Fátima Manuela, Directora da Escola.


Dr. Vítor Lousada, Drª Fátima Manuela e Dr. Henrique Morgado.



Dr. Henrique Morgado na exploração da obra.



Dr. Vítor Lousada na sua prelecção que cativou a assistência.


E a música a fechar as palavras.


Momento de convívio, antes do Porto - de- Honra.


Os aperitivos e beberitivos na Biblioteca.

Texto e Imagens
João Costa

Abertura da Camiliana

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segunda-feira, 15 de março de 2010

Concurso " Food for Fun"

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Ver exemplo de "Papai-a"

Programação da "Camiliana"

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CAMPANHA DE ANGARIAÇÃO DE FUNDOS PARA AJUDAR AS VÍTIMAS DO HAITI

As imagens da tragédia do Haiti emocionaram o mundo. Um povo que já era pobre (vivia em condições desumanas, com cerca de um euro por dia), viu-se de repente sem o pouco que tinha - as suas casas e os seus parcos bens -, tendo ficado totalmente dependente da ajuda externa que, apesar de todos os esforços envidados, não conseguiu evitar atrasos na assistência aos feridos e na distribuição de água, nem impedir que os vândalos assaltassem e roubassem o pouco que algumas organizações humanitárias iam distribuindo com enormes dificuldades.
A turma do 10ºB da Escola Secundária Camilo Castelo Branco sentiu a dor deste povo martirizado. Sensibilizada com a sua situação, e incentivada pelos professores, nomeadamente o professor Correia Gomes, a professora Fernanda Botelho e a professora Cristina Aires, entendeu ser seu dever fazer alguma coisa que pudesse, mais do que ajudar, ser um símbolo da sua solidariedade. Assim, decidiu promover uma campanha de recolha de fundos a favor das vítimas do sismo, junto dos alunos do Ensino Secundário (tendo contado com a colaboração dos Delegados de Turma).
Nos dias 8, 9 e 10 de Fevereiro, foram angariados 787.21€, tributo de várias turmas, vários professores e alguns funcionários do liceu. A todos, os nossos agradecimentos.
Este é, simbolicamente, também o número de pensamentos que durante vários dias foram directos para o Haiti, com o desejo muito profundo de que o seu povo recupere rapidamente desta tragédia e consiga fazer do seu lindo país uma nação próspera onde não mais haja fome nem desalojados.
Um ABRAÇO do 10ºB para o Haiti!


A PROPÓSITO DO SISMO NO HAITI…

O sismo do Haiti, que ocorreu a 12 de Janeiro do corrente ano, foi considerado catastrófico e devastador, pois atingiu uma magnitude de 7,0 na Escala de Richter. Port-au-Prince, a capital do país, foi a mais atingida, mas os danos alargaram-se também às regiões limítrofes.
Uma vez abandonado o pensamento mágico, cabe à Ciência explicar estes fenómenos. A superfície terrestre é formada por placas que se movem, devido ao facto de o interior da Terra ser muito quente (este movimento é comparável ao dos tapetes rolantes). Quando as placas colidem umas com as outras, há libertação de muita energia, que se traduz nos tremores de terra.
Segundo os geólogos, o sismo teve origem na falha do sistema entre as placas tectónicas da América do Norte e das Caraíbas. Como o Haiti se situa na placa das Caraíbas, que apresenta um tamanho reduzido comparativamente às outras placas (a sul-americana e a norte-americana), existe uma compressão da placa das Caraíbas que faz com que o Haiti se torne uma região geologicamente instável, propícia a terramotos.
O efeito mais trágico deste fenómeno geológico é, sem dúvida, a perda de vidas humanas. No entanto, a destruição de habitações, de hospitais, de edifícios públicos e de infra-estruturas essenciais constitui uma consequência não menos dramática. Por aqui se explica, aliás, que, após o sismo, o povo do Haiti tenha ficado (ainda mais) debilitado economicamente. O facto de ter havido uma estrutura de apoio pouco organizada apenas contribuiu para maximizar os danos e os efeitos indirectos, mas, ainda assim, nefastos, do sismo.
A campanha de angariação envolveu todos os alunos da turma e respectivo Delegado, obtendo-se a módica quantia total de 787,12 euros.

O Pedro, a Bárbara, o Rafael e a Professora Fernanda Botelho, frente a uma Agência do BES, aquando do depósito da contribuição da Escola Camilo Castelo Branco a favor das vítimas do sismo no Haiti.

domingo, 14 de março de 2010

PORQUE A ÁGUA NÃO É UM BEM INESGOTÁVEL ...

O FUTURO É JÁ HOJE!
PORQUE A ÁGUA NÃO É UM BEM INESGOTÁVEL,
URGE MUDAR DE ATITUDE!

Crise. Uma palavra com a qual, infelizmente, nos temos familiarizado nos últimos tempos. Fala-se de desemprego, de índices de crescimento inferiores a 1%, de congelamento de salários, de endividamento, mas só agora as pessoas começam a ser confrontadas com a verdadeira crise. O nosso planeta tem sido vítima de crimes inaceitáveis, que acontecem mesmo debaixo do nosso nariz. Mais do que o aquecimento global e a ameaça do desaparecimento das zonas costeiras, algo muito mais valioso está em causa: a água, o bem que gera a vida e a vida alimenta. Curiosamente, todos nós nos inquietamos quando ouvimos falar que o petróleo pode esgotar-se em 2050, mas já alguém pensou seriamente no que faremos sem água?
Os primeiros seres vivos surgiram no nosso planeta na água. Logo, é pertinente concluir que a água foi o grande factor responsável pela criação de vida e que o desaparecimento da mesma conduzirá, inexoravelmente, à extinção da nossa espécie. As tecnologias são vistas frequentemente como um instrumento milagroso. Mas serão elas capazes de assegurar o ritmo da conversão da água do mar em água potável e de dar resposta a milhões de bocas sedentas de uma gota de vida?
Como se pode constatar, o desaparecimento da água da face da Terra coloca no ar uma série de questões inquietantes às quais ninguém pode responder com exactidão, já que é um cenário impensado, pelo menos até agora, ao qual ninguém garante uma resposta eficaz. O mais grave no meio de toda esta previsão de um futuro que se antevê muito próximo é a despreocupação com que as encaram o problema. Senão vejamos: em média, cada 7 em 10 pessoas não fecha o chuveiro enquanto se ensaboa, 5 em cada 10 pessoas não desliga a água enquanto escova os dentes, 3 em cada 10 homens não desliga a água enquanto faz a barba, e 8 em cada 10 portugueses nem sequer se dá ao trabalho de colocar uma mera garrafa de areia no autoclismo, de forma a economizar cerca de 3,8 litros de água em cada descarga.
Agora pergunto: como poderemos dizer que estamos conscientes da crise que se avizinha, tomando estas atitudes? E se estamos conscientes, por que tapamos os olhos de forma tão inconsciente e irresponsável? Serão mesmo a preguiça, e esforço de esticar o braço para fechar a água enquanto lavamos os dentes, mais importante do que a sobrevivência da nossa espécie?
Infelizmente, este cenário de inconsciente e irresponsável despreocupação e de falta de solidariedade geracional agrava-se se pensarmos que os nossos gestos impensados não são a excepção, mas a regra. Se pensarmos que também o nosso pai e a nossa mãe fazem o mesmo, os números triplicam e, se alargarmos este cenário a cada família portuguesa, ao país e ao mundo, então os números aumentam exponencialmente, tornando difícil a quantificação. Será mesmo sensato mantermo-nos fiéis a uma filosofia de vida tão egoísta e irresponsável? O bem essencial à vida chega a todas as bocas dos subúrbios de Nova Deli? Ou às crianças famintas de África? Sejamos pragmáticos. A resposta é, obviamente, NÃO.
O futuro (ainda) está nas nossas mãos. É dever de cada um de nós minimizar as consequências, que se adivinham verdadeiramente apocalípticas, da escassez de água. Para isso tem de haver da parte de todos nós uma verdadeira vontade de mudar o que está errado, traduzida em pequenas grandes acções no dia-a-dia. A união faz a força. Se todos nós remarmos para o mesmo lado, (ainda) podemos chegar a um porto seguro.
O futuro é já hoje!

Manuel Pedro, nº15, 12ºD
(Elemento do Grupo de Trabalho do 12º ano, Turma D, que neste momento está a desenvolver o subtema: Água – CCB a caminho da auto-suficiência, no âmbito de Área de Projecto)