quarta-feira, 15 de setembro de 2010
FÉRIAS E TRABALHO
Aceitemos a sugestão de Alain de Botton (Alegrias e Tristezas do Trabalho) e pensemos nessa categoria especial que são os observadores de navios cargueiros. Pensem bem neste prazer: ir a uma cidade, em busca de um porto, para, sem qualquer finalidade ou utilidade (eminentemente prática), perceber, estudar, captar, minuciosamente, todos os passos, tudo o que diz respeito a estes navios. Como um coleccionador.
Porque há tão poucos interessados em descobrir os segredos dos navios cargueiros? Botton não é supérfluo na explicação: “tal não se deve apenas ao facto de serem difíceis de localizar e assustadoramente difíceis de identificar. Algumas Igrejas de Veneza também se encontram situadas em locais recônditos, o que não impede que sejam visitadas por um grande número de pessoas. O que torna os navios e os portos invisíveis é um preconceito descabido que leva a que se considere peculiar expressar sentimentos fortes de admiração por um petroleiro ou por uma fábrica de papel, ou, na realidade, por quase todos os aspectos do mundo do trabalho”.
Por isso, os que correm os museus de nome para dizerem que lá estiveram, que por lá passaram – como dizia Carrilho, muito na senda de Lipovetsky, quando tudo é cultura então nada é cultura, e hoje o desconhecimento da grande cultura e, simultaneamente, a sua veneração é uma marca do tempo – não se julguem em outro patamar quando comparados com os observadores de navios. Bem pelo contrário: “Como parecem frívolos os frequentadores de museus, quando comparados com eles, na procura impaciente da cafetaria, na atracção que sentem pelas lojas de recordações, na prontidão com que utilizam os assentos. Muito raramente alguém terá passado duas horas sob uma chuvada intensa diante de Hendrickje banhando-se no rio munido apenas de uma garrafa-termo com café para se aquecer”.
Estes observadores de navios cargueiros são, ainda, detentores de uma resistência psicológica anti-mundana que os faz especialmente atractivos a quem não verga perante todas as normas comunitárias/culturais/societárias: “tão-pouco receiam parecer excêntricos quando a sua curiosidade o exige. Não hesitam em se agachar para poder observar os propulsores dos navios. Adormecem a pensar em que ponto do oceano é que um determinado petroleiro se encontrará naquele momento. O poder de concentração destas pessoas lembra o de uma criança pequena que pára no meio de uma rua de comércio muito movimentada e se baixa para poder examinar, com a atenção de um erudito bíblico que folheia as páginas de um livro em pergaminho velino, um resto de pastilha elástica colado ao pavimento ou o modo de fechar da algibeira do seu casaco. Também são como as crianças pequenas a maneira como fazem tábua-rasa das ideias convencionais sobre o que poderá constituir um bom emprego, valorizando sempre o valor intrínseco de uma profissão, sobrepondo-se aos benefícios relativos em termos materiais, considerando que a função de operador de guindaste num terminal de contentores é particularmente invejável em virtude da posição vantajosa que lhe permite um bom posto de observação dos navios e docas”.
Talvez a paixão sobre a qual vimos falando pareça agora, a uns tantos, um impulso vanguardista. Do que se trata, ao invés, é de um regresso ao passado: “o passatempo dos observadores de navios remonta aos hábitos dos viajantes anteriores à época moderna, que, quando chegavam a um novo país, tinham tendência para mostrar uma curiosidade muito particular pelos seus celeiros, aquedutos, portos e oficinas, convictos de que a observação do trabalho podia ser tão estimulante como assistir a qualquer coisa num palco ou observar o mural de uma capela”.
Não é apenas nas próximas férias e revisão do seu conceito que falamos: falamos, sobretudo, do repensar o trabalho – aqui concebido em forma de beleza, seu valor intrínseco e, no homem, como continuidade da Criação.
Pedro Seixas Miranda
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Cerimónia de Entrega do Diploma e Prémio de Mérito
Drª Fátima Manuela, Directora da Escola, e Francisco António Nogueira Gonçalves, Prémio de Mérito.
Drª Fátima Manuela, Directora da Escola, e Tânia Elisa Carvalho Correia, Prémio de Mérito ( Curso Profissional ).
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Dia do Diploma
sábado, 21 de agosto de 2010
Palavras
À ESPERA DE QUEM OS AGARRE,
VOU GUARDÁ-LOS NAS PALAVRAS
À PROCURA DA MÚSICA DOS MEUS SENTIDOS.
torce por isso
torce por isso,
não vá o enguiço,
fazer-te submisso
e de improviso
sem lei nem siso
pernicioso juízo
riso indeciso
toque impreciso
ledo sorriso,
prolixo
sem compromisso
estaladiço,
sem fé nem juízo
falta de aviso
conciso
torce por isso!
Toque impreciso
A. Andrés
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Dia Mundial da Fotografia
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Miguel Torga
12 de Agosto, aniversário do nascimento de Miguel Torga.
domingo, 8 de agosto de 2010
Alternativas
quinta-feira, 22 de julho de 2010
A casamento e baptizado...
Protagonista de um jantar de confraternização da comunidade escolar realizado no dia 8 de Julho. Pela ousadia de ter invadido o espaço sem ser convidado e ter realizado alguns voos mais acrobáticos junto de pratos, talheres e afins, ficou retido (até novo voo de recuperação), num copo vazio (para sua desgraça). Como não recuperou, foi expulso do recinto. Espera-o agora uma Nova Oportunidade, num próximo encontro.Sargacinha
Flor da sargacinha (Alimium calycinum L.)EDUCAÇÃO COMPORTAMENTAL
Quando alguém resolve abusar do seu poder de autoridade e usa critérios particulares para fazer valer a sua vontade, muitas vezes é pessoal e não baseada em critérios justos. Alguns exemplos disso são o abuso da autoridade com base na mesma ou no preconceito; políticos que acham que podem tomar decisões de autoridade sem consultar democraticamente o povo que os elegeu, não percebendo que só têm essa autoridade, porque foi o povo quem os colocou lá e, por conseguinte, deve-lhes explicações. Tipicamente, o abuso de poder é uma forma de ditadura. O poder dos pais sobre os filhos na família, o professor sobre os alunos na escola, o poder de um empresário sobre os seus funcionários, o poder de um chefe militar sobre os seus soldados, entre outros, são também alguns desses exemplos.
Devido à educação e a outros factores, as crianças mimadas tornam-se caprichosas e pouco sociáveis. Isto há-de trazer-lhes problemas de aceitação entre os amigos na escola, e irá dificultar a sua maturidade psicológica. A criança que é bem aceite pelos companheiros, pelas suas qualidades pessoais, tem uma grande percentagem de probabilidade de um bom amadurecimento psicológico no futuro.
No então, o castigo é inevitável, pois é moralmente impossível que as crianças não cometam alguma falta. O castigo deve facilitar à criança o caminho da honradez, da obediência, da aplicação, etc., para fazer dele um homem moral. O castigo, mais do que para pagar pela falta cometida, deve servir para a correcção. Para que assim seja, não é necessário que a criança reconheça a falta e a justiça do castigo. O castigo tem muito mais valor quando a criança o aceita voluntariamente, ou quando é ele mesmo quem o impõe.
É preciso ter tacto para corrigir com eficácia. Pouco se consegue com apenas ferir e humilhar. É preciso despertar o sentido da própria estima. Uma correcção eficaz deve deixar sempre aberta uma porta à esperança de superação.
Se é importante para uma boa educação saber manejar o castigo, não o é menos, saber utilizar um elogio. A recompensa pedagógica pode revestir-se de muitas formas: um olhar de aprovação, um gesto carinhoso, uma palavra, a concessão de uma autorização desejada, uma prenda, etc. Mas também não se deve ser excessivo nos prémios e louvores, pois perderiam eficácia e correr-se-ia o perigo de tornar a criança egoísta, levando-a a fazer o bem apenas com intenção de ganhar o prémio e a recompensa.
O estímulo é mais eficaz que a repreensão. A criança não deve ser demasiado mimada, pois toda a arte da pedagogia consiste em saber sorrir e dizer não aos filhos no momento certo e da maneira exacta. Caso contrário, as crianças mimadas em vez de se tornarem pessoas adultas maduras e preparadas para as dificuldades da vida tornar-se-ão adultos bebés, pois nunca crescerão ao ponto de serem independentes e granjearem amizades e laços com outros. Nunca saberão lidar com os problemas de uma forma positiva e consequentemente ultrapassá-los. Assim, essas pessoas irão tornar-se egoístas e centrar-se-ão somente na sua vida e nos seus próprios objectivos.
A palavra egoísmo é derivada de um ego doentio que faz com que a pessoa passe a pensar apenas em si mesma, a desconsiderar os pontos de vista dos outros, valendo-se, unicamente, do que entende e acredita como sua, a verdade. Sendo assim, é incapaz de se colocar na posição e situação de outrem, de agir de forma desinteressada, já que os seus pensamentos, sentimentos e atitudes são sempre voltados para a satisfação dos seus próprios interesses.
O egoísta traz dentro de si a necessidade urgente de ser sempre o melhor em tudo que faz, de ser a pessoa mais interessante do grupo a que pertence, de obter o sucesso incondicional em todos os seus empreendimentos. É sempre movido por más intenções, sente inveja dos outros, cobiça as coisas alheias e, por isso, não hesita em buscar sempre uma forma de destruir aquele que escolheu como “rival”, utilizando inúmeras artimanhas, que não apresentam moral. Odeia ser contrariado. Para se afirmar como pessoa, necessita vencer, a qualquer preço e, para atingir seu objectivo, não apresenta o menor escrúpulo ou remorso em utilizar mentiras.
Trata-se de um ser humano que está sempre voltado para a conquista do poder, pouco se importando com a forma como ele poderá ser conseguido; pensa e age de forma racional e nunca permite ser levado pelas emoções; não se preocupa jamais com os danos e prejuízos que possa causar a quem quer que seja. Deduz que é um ser predestinado ao sofrimento, pois, pouco aprende com a dor e com o sofrimento, já que as suas escolhas são normalmente ditadas pelo seu ego centrado apenas em si mesmo, não sendo capaz de se envolver e de desenvolver sentimentos maiores e positivos, como a solidariedade, a fraternidade e a humildade.
Conviver com as diferenças é um desafio inerente a todo o ser humano. Para se criar, crescer e aprender, todo o indivíduo precisa que outra pessoa lhe ensine as práticas da vida como comer, andar, falar, etc. A educação comportamental tem um grande papel na criação da pessoa como ser humano. Nenhuma pessoa é uma "ilha" para viver isolado do resto mundo, portanto conviver com outros seres humanos é necessário, surgindo então o desafio de se conviver com as diferenças, pois não existe uma pessoa igual à outra, cada indivíduo é único no universo.
É certo que o desafio de conviver com as diferenças é uma tarefa árdua, mas precisa ser encarado como uma necessidade humana, pois ao respeitar o próximo, certamente abriremos espaços para que as nossas diferenças também sejam respeitadas. Ao entender e compreender o outro, abrimos uma porta para que a outra pessoa também tente entender e compreender-nos.
É preciso que entendamos que cada pessoa tem a sua forma de ser, as suas particularidades são o que a torna diferente das demais pessoas, portanto essa pessoa não é obrigada a ver a vida da mesma maneira que nós. O outro tem o direito de ver a vida, e avistar situações de uma maneira diferente da nossa.
Quando aprendemos a entender o outro como um ser que tem gostos, experiências e sentimentos peculiares, que são diferentes, mas não menos nobres e importantes do que os nossos. Quando aprendermos a enxergar o outro como um ser diferente, mas especial, teremos então um mundo mais justo, de igualdade e com menos violência, e consequentemente pessoas mais felizes.
Texto de
Marina Ribeiro, EFA C7;CLC
Enviado por A.Andrés
quinta-feira, 15 de julho de 2010
REFLEXÃO SOBRE A EDUCAÇÃO
Nos dias de hoje, é cada vez mais difícil impor disciplina a uma criança por parte dos pais. São estes que servem como base para a aprendizagem da criança sobre o que é aceitável ou não, e para tal têm de se mostrar compreensivos, mas ao mesmo tempo firmes, como mestres de si próprios. Decerto que essa imposição é dolorosa, pois são exercidas em momentos em que se sente a angústia da criança, mas o mais importante é verificar que após este momento se está num bom caminho. Deve-se recuperar o sentido da transmissão de gerações dos valores familiares. É necessário, para as crianças, terem referências seguras dos pais, para deste modo se poderem orientar na construção da sua personalidade. Por se dar neste momento demasiada liberdade às crianças de tenra idade, muitos jovens não respeitam os limites e valores da sociedade em que estão inseridos, fazendo asneiras e transgredindo as regras impostas. São estas crianças mimadas que podem levar a um futuro cheio de adultos com pouca maturidade. Assim, transformam-se em pessoas egocêntricas, considerando que tudo gira ao seu redor, preocupando-se apenas com o que lhes apetece. Diante disso, utilizam o ego para satisfazer as suas necessidades, que são meramente superficiais e não passam de simples desejos. Durante a fase em que frequentam o ensino escolar, não se sentem estimulados para o estudo devido à sua falta de interesse, e por esse motivo não adquirem competências ao nível linguístico e científico. Desse modo, não têm bons resultados escolares, e por vezes vêem como uma hipótese o abandono escolar. No meu ponto de vista, é necessário impor alguma ordem desde cedo, fornecendo os valores morais desde a fase da infância.
Rute, EFA C7, CLC
Enviado por Arinda Andrés

