Composição de Moreno Michini publicada no texto "O cavaleiro da espada redonda", inserido na obra Gatafunhos, de Vasconcelos do Al. Esta espada só tem gumes!
Composição de Moreno Michini publicada no texto "O cavaleiro da espada redonda", inserido na obra Gatafunhos, de Vasconcelos do Al. Esta espada só tem gumes!
O Decano dos Blues brilhou em Sabrosa, perante um público numeroso que não consentia a presença em palco de outros VIPS regionais. Mesmo assim, B.B. King recebeu das mãos destes a chave da cidade, uma garrafa de Porto datada de 1925, ano de seu nascimento, e a certidão de baptismo do local onde deu o espectáculo.
DEZ HORAS DA MANHÃ DE UM SÁBADO CHEIO DE PLANOS
Já o sol cinzelava a copa de frondosas e rumorejantes árvores, e o verde se esbatia em todas as cores, memórias de outro tempo; já a luz, em poalha de oiro, se espelhava na água ainda adormecida do rio, que regurgitava alegremente nos regatos e cantarolava no ribeiro da Quinta dos Poetas, onde uma enorme variedade e variabilidade de árvores, arbustos e flores do mais requintado e fino calibre, em magistral jogo de tamanho, cor, textura e crescimento evocavam um quadro bucólico, através da recriação nostálgica de um tempo de simplicidade e pureza, da vida no campo, ideal de “aurea mediocritas,” desta vez bem encarnado na pessoa de Maria José, uma formanda de bem com a sua profissão, viveirista e, naturalmente com a vida, pelo entusiasmo que empresta ao seu discurso, manifesto de verdadeiro sucesso e prova de que os percursos individuais são afectados pelas condições culturais, sociais e económicas. Dez horas da manhã, sábado, dia mundial da biodiversidade; foi neste agradável contexto que se inscreveu a visita ao viveiro da Quinta dos Poetas, actividade do curso NOVAS OPORTUNIDADES, EFA C7, DA ESCOLA SECUNDÁRIA CAMILO CASTELO BRANCO. Formadores e formandos, numa extensa área de 5 a 6 hectares de terreno, em que as árvores vestiram o papel de protagonistas, assistiram a uma natural e bem contextualizada explicação sobre a poda, a fecundação, a rega, o envasamento, e a sementeira; reutilizar, equilíbrio sustentável, realização profissional, liberdade, natureza, foram temas que ali ganharam visibilidade, realçados pelo emocionante tributo dos formandos, dando sugestões para uma melhor e mais justa distribuição de riquezas, respeito pelo meio ambiente, preservação de espécies, perante a impassibilidade e imperturbabilidade de imponente vegetação.
Se a expressão ensino/aprendizagem parece não ser a medula central desta actividade, não deixou, contudo, de marcar presença e até com grande impacto na motivação,na abordagem eminentemente séria e promovendo uma interessante intertextualidade no domínio da Literatura,da Física, da Botânica e de tantos outros saberes, num ambiente de à vontade e especialmente de encantamento, manifestado desta forma, tão sentida:
«É uma maravilha, acordar e ouvir os passarinhos!»
E todo este sonho se deve à iniciativa de uma jovem;ao seu apego à terra; à vontade de ser autónoma, profissionalmente, apesar de toda as vicissitudes que possam surgir.
Há que ser persistente e investir na concretização dos objectivos.
Vila Real, 22 de Maio de 2010
Texto: Arinda Andrés


1º - Francisco Ribeiro Frutuoso -12ºF
2º - Mara Sofia Brás Carvalhais - 9ºE


O filme Éter, presente no festival Olhares Frontais, dos X Encontros de Viana, obteve uma Menção Honrosa. É uma produção de Bertolino Pedro, Cláudio Rato, João Figueiredo, Luís Montanha (ex-aluno da Escola Secundária Camilo Castelo Branco) e Pedro Cruz, alunos da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, do Curso de Vídeo e Cinema Documental.
Os alunos Ricardo Frade (10ºJ) e David Pereira (10ºH) obtiveram o 1º lugar no concurso "II Mostra Musical do Eixo Atlântico", na classe C de música de Câmara, participando em duo. Este concurso transfronteiriço teve lugar em Vilagarcía de Arousa, no dia 8 de Maio, e reuniu participantes procedentes dos municípios da Galiza e Portugal que superaram as fases prévias, no mês passado, nas localidades de Mirandela e Vila Real. Texto: Ana Irene, 9ºD; Fotografias: Professores e alunos
As Novas Oportunidades são já uma realidade e, quer se aceite ou não, fazem parte do vocabulário e do quotidiano de muitos portugueses. De facto, as pessoas formatadas para conceber, apenas, a aprendizagem formal, encaram-nas com grandes reservas e até com desconfiança: Como é que alguém com menos de metade das horas de formação, relativamente ao ensino regular, poderá desenvolver as mesmas aprendizagens/competências? A resposta é simples! Quem procura formação nestes cursos não quer nem precisa desenvolver o mesmo tipo de aprendizagens/competências. É errado pensar que pessoas que, por diversos condicionalismos, não conseguiram concluir os seus estudos na idade “considerada própria” para o fazer, procuram, mediante um regresso ao passado, recuperar o tempo perdido e fazer o mesmo percurso.
São pessoas… com sonhos… com ambições… e que não cruzam os braços. Mas porque têm que conciliar a vida profissional com a pessoal, aumentar as qualificações é, muitas vezes, um “projecto de vida” adiado. Acreditam nas suas capacidades e sabem que nunca é tarde para “aprender”, embora cientes que, agora, o percurso tem que ser diferente. Para estas pessoas as “Novas Oportunidades” surgem como “ouro sobre azul”.
Nestes cursos o adulto obtém o reconhecimento das competências adquiridas, em contextos informais, ao longo da vida e, ao permitirem elevar as qualificações de base, são também uma forma de justiça social. Induz o reconhecimento individual da capacidade de aprender e possibilita a aquisição de competências e níveis de qualificação que promovem o sucesso e a empregabilidade.
É uma formação norteada pela valorização e mobilização de saberes culturais, científicos, tecnológicos, e, pelas práticas e experiências de vida dos formandos como forma de abordagem das situações/problema. Tem em linha de conta o ritmo de cada formando numa lógica de diferenciação, consolidação de percursos de auto-aprendizagem, reflexividade pessoal e formação individual.
“Ao longo do curso abordámos assuntos de grande utilidade, como por exemplo que as futuras gerações têm o direito de ter um ambiente, pelo menos, igual àquele que nós recebemos e que por isso temos o dever de proteger o ambiente. E hoje sei que a mudança tem que começar por mim! Após as competências desenvolvidas nos temas Abertura Moral e Ética considero-me uma pessoa mais coerente, com uma mentalidade mais aberta, que aceita melhor as diferenças e que sabe que tem de respeitar “o outro”, se quer ser respeitado. Muitas foram as reflexões…mas também as gargalhadas… Agradeço às formadoras, principalmente, pela paciência e pela preocupação em fazerem, de cada um de nós, uma pessoa melhor”, Marcos, 24 anos.
“Esta oportunidade de concluir o 12ºano, através das Novas Oportunidades foi muito importante porque de outra forma, devido à minha idade e à dificuldade em conciliar os estudos com a vida profissional e pessoal, seria impossível. Gostei muito porque me ajudou a mudar a maneira de ver e compreender o “mundo”. As formadoras promoveram o debate, a troca de experiências e de saberes, e procuraram desenvolver competências com aplicação prática, o que constituiu um verdadeiro enriquecimento para mim, com inevitáveis implicações no meu dia-a-dia”, Lucília, 52 anos.
Faz como a Lucília e como o Marcos, não desistas dos teus sonhos!...
Isabel Machado
Cuenca
DIA 2
O dia foi passado no Terra Mítica, um parque de diversões e temático, onde fomos transportados para o mundo mítico das civilizações do Mediterrâneo, com as suas antigas lendas e mistérios.
Descemos o Nilo, numa montanha russa de água; experimentámos a fúria de Tritón, num espectacular Water Slide; viajámos na montanha russa, durante 35 segundos, a mais de 100 km/h, com cambalhotas de 360º e uma queda livre de 31 metros de altura; descemos ao Inferno Romano e transformamo-nos numa bola girando 60Km/h; recriámos o voo de Fénix, numa aterradora queda livre de 54 metros; entrámos na escura Pirâmide do Terror, onde múmias e monstros em carne e osso nos fizeram gelar o sangue, já para não falar da nossa fuga final, em direcção à luz da saída, perseguidos pelo homem da moto-serra.
Felizes…mas molhados que nem patos.
Depois do banho…almoço no Império Romano.
DIA 3
Depois da longa noite anterior, que começou bem com um assalto geral à máquina de gelados do hotel durante o jantar, bem precisávamos de uma viagem mais demorada, que nos permitisse dormir pelo menos, uma horita. Mas não porque o Mundo Mar era já ali ao lado: um parque temático marinho.
Espantámo-nos com papagaios a conduzir carros; maravilhámo-nos com as caudas dos pavões; rimo-nos com as brincadeiras dos macacos; admirámo-nos com a elegância dos pinguins; assistimos, encantados, a shows de golfinhos e de leões-marinhos e vivemos a experiencia única de nadar com eles. O banho com os leões-marinhos
Como saltam os golfinhos
A"Conga": operação de contagem, à saída do oceanário…não fosse algum fugir.
Todos…junto ao Oceanário.
Dia 5
Mais uma viagem de 1 horita e mais um sonito reparador até à cidade de Elche, para conhecermos, durante a manhã, o Huerto del Cura, um jardim botânico.
Vimos a maior concentração de palmeiras em toda a Europa, um palmeiral com origem fenícia, com mais de 2000 anos; mais ou menos a mesma idade tem o busto da Dama de Elche, descoberto nesta cidade em 1897, cuja reprodução observámos porque o original, demasiado valioso, se encontra num museu de Madrid; Abrimos os olhos em direcção ao céu para apreciarmos a Palmeira Imperial, cujo nome se deve à Imperatriz Sissi da Áustria, um candelabro vegetal constituído por um conjunto de uma palmeira-mãe rodeada por palmeiras mais pequenas, os seus filhos, com 165 anos.
A tarde foi tempo de ficarmos na piscina do hotel, de irmos até á praia, de passearmos ou fazermos compras em Benidorm. Enfim, um tempito para as professoras verem, finalmente, “a loja desamparada”…
DIA 6
Longa viagem em direcção à nossa cidade.