Divulgação informativa e cultural da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco - Vila Real

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Texto ilógico

«De tão cansado que eu estava de repousar, levantei-me do banco de pau feito de pedra, um daqueles desfeitos numa linha de produção dos angolanos portugueses da Rússia. Esses, de tão elucidados que são, chegam a ser mais loucos que todos.
Notei que o banco tinha uma regularidade, não tinha pernas.
Dirigia-me para o meu humilde lar onde não vivo e vi um poço onde não podia cair por causa da força da gravidade. Não continuei a caminhar em movimento rectilíneo uniforme por causa da curva que descrevi, progredindo assim na rua que não existia e onde eu me encontrava.
Em seguida meti-me numa brecha no tempo e viajei tanto para o passado que até fui ter ao presente, ou melhor, ao futuro, onde os meus vizinhos não me mandaram levantar do banco estragado do jardim que não era deles, pertencendo-lhes.
De qualquer maneira, de tão cansado que eu estava de repousar, levantei-me do banco de pau feito de pedra, um daqueles desfeitos numa linha de produção dos angolanos portugueses da Rússia. Esses, de tão elucidados que são, chegam a ser mais loucos do que todos.
Notei que o banco tinha uma regularidade, não tinha pernas.
Tive um déjavú, uma daquelas coisas que nos faz pensar que já vivemos aquele momento. Contudo, este não era passageiro. Tratava-se de uma poderosamente recalcitrante obnubilação que me perturbou um pouco. Realmente, não aconteciam coisas estranhas. Até parece que num futuro próximo vou viajar no tempo ou até ver um poço onde não posso cair.»

Pedro Folgada, 11º B

Porque a Filosofia também tem um lado lúdico…

Os textos que se seguem surgiram no decorrer de uma actividade de sala de aula, em que se pretendia que os alunos construíssem textos de carácter deliberadamente ilógico. Com este exercício procurou-se levar os alunos a reconhecer a importância dos princípios e regras lógicas para uma comunicação mais organizada e racional.

Não sei para que serves...

Não sei para que serves, mas se alguma coisa sei…é o que me fazes sentir. Quanto estou contigo sinto-me vivo, original, parte de ti e de todos. Fazes-me sentir parte do mundo!
És um misto de arte e de ciência, pois estudas o que vês criando. Sinto que contigo podemos inventar tudo o que vemos e depois de criar podemos entender e partilhar o que descobrimos. Uma teoria nasce a partir do que vemos, mas só depois de formada na nossa mente, dedos, caneta e papel podemos entendê-la e dá-la a entender ao mundo.
És para cada um, o que cada um precisa que sejas. Uma inquietação na mente, uma pergunta a necessitar desesperadamente de reposta…
Sei que sou um “grão de areia”, mas até o mais pequeno “grão de areia” pode influenciar a mais bela ideia. Pois tudo merece ser visto e mesmo o nada já é alguma coisa. É assim que me sinto completo.
Se para alguns é um grão de areia, para mim és O grão de areia, que me faz acreditar no invisível, no que ainda não está lá e no que posso fazer passar a estar. Para todos os outros podes não servir para coisa nenhuma, mas para uma coisa já serviste, para me fazeres sentir completo, acordado e feliz!

André Machado, 11ºB

Qual será, então, a utilidade da Filosofia?

No momento em que se coloca a questão da utilidade da Filosofia nos dias de hoje, estamos a espetar uma facada no trabalho de Sócrates, na argumentação de Descartes, na mentalidade de Aristóteles. Realmente, mas que estúpida questão para se colocar! Não entendo quem gostaria de arredar a filosofia do mundo actual. Afinal, quem gostaria de se ver livre da própria alma, da alma do saber?

Pedro Baptista

Dia 18 de Novembro – Dia Internacional da Filosofia

Aproxima-se um dia muito importante para todos aqueles que, de algum modo, se deixaram cativar pela Filosofia.
Em 2002, a UNESCO institui a celebração do Dia Internacional da Filosofia na terceira quinta-feira do mês de Novembro de cada ano, certamente porque reconheceu a importância do questionamento filosófico para a vida do ser humano.
Este ano o grupo de Filosofia optou por dar voz aos nossos “aprendizes de filósofos” através da publicação de textos produzidos pelos alunos, no contexto da sala de aula, e como resposta a desafios lançados pelos professores.
Esperamos que sejam vosso agrado!

Construção da Árvore de Natal

Traz meias coloridas (de preferência lavadas!)

António Fortuna recebe Prémio Nacional de Poesia


O livro “Sonata ao Douro”, de António Fortuna, foi distinguido com o Prémio Nacional de Poesia Fernão de Magalhães Gonçalves 2010. A entrega deste galardão terá lugar nos Claustros do Governo Civil de Vila Real, no próximo dia 23 de Novembro, pelas 21 horas, em Vila Real.
Este prémio, instituído pela Editora Tartaruga e atribuído a poetas editados por esta chancela, também já distinguiu Joaquim de Barros Ferreira e António Cabral, poetas que pertenceram a escola.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Palestra " Literatura e Ciência" por António Fortuna


António Fortuna apresentará a palestra "Literatura e Ciência - A Voz da Ciência em Vitorino Nemésio", no dia 18 de Novembro (Quinta- Feira), pelas, 21h15m, no Auditório 1.
Desde já, está convidado.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Rádio

Vou hoje referir-me, brevemente, ao meio, possibilidades de caminho e de futuro, a partir do qual, semanalmente, comunico: a rádio. Faço-o a partir do estudo Os Novos Caminhos da Rádio. Radiomorphosis. Tendências e Prospectivas, um documento elaborado por Jorge Vieira, Gustavo Cardoso e Sandro Mendonça (um estudo publicado no presente ano e que pode ser encontrado on line, em www.obercom.pt, o sítio do Observatório de Comunicações).
Começam os autores por destacar a resiliência histórica da rádio: numa cultura hiperactiva, como aquela em que nos situamos, em que ao mesmo tempo estamos no computador, olhamos a TV e conversamos com o amigo do lado, a rádio não requer excesso de atenção, logo pode permanecer por ali. Logo, não a dispensamos imediatamente. A rádio é multiplataforma, ubíqua, simples, trans-hertziana e compatível com multitasking, assinalam. Tendências actuais por que passa a rádio: micro-segmentação de ouvintes; semi-automatização da programação; fusão no ambiente tecnológico em que nos movemos (nunca a rádio foi tão portátil. Nem a deixamos, nem ela nos deixa). Estas tendências recebem os nomes técnicos de, respectivamente, narrowcasting; drone station e cloud rádio. Se o radialista, o pivô, sua voz e o que diz, seu discurso, se mantêm como mais-valia de uma estação, a figura do moderador, como mediador entre ouvintes e rádio emerge, nos nossos dias. A publicidade na rádio, dada a boa audiência de que dispõe em Portugal, conjugada com baixos custos quando comparada com aqueles que resultam do investimento em outros media, vale a pena. Os anunciantes deverão ter em conta, pois, quer a publicidade na rádio, quer na internet. De resto, aqui acrescento o que dizia José Nuno Martins, num programa sobre os 75 anos da rádio pública em Portugal, realizado, há meses, na RTPN, no qual se referia a uma audiência similar da rádio quando comparada com os telejornais, isto quer ao início da manhã, quer ao fim da tarde, mostrando-se espantado por o poder político, p.ex., negligenciar essa oportunidade de fazer passar a sua mensagem, para uma verdadeira multidão.
Poderemos lançar, a partir deste estudo, ainda, um olhar sociológico que enquadre a rádio, hoje: transição de uma sociedade industrial e de broadcasting para uma sociedade assente em activos intangíveis apoiados na comunicação electrónica e na digitalização da informação; rádio hertziana como força de base tecnológica e emergência do indivíduo em rede como força de natureza sociológica; a produção e difusão de conteúdos alarga-se às seguintes plataformas: receptores fixos fornecidos por ondas hertzianas, automóvel, telemóvel, internet. Dentro da internet, os autores sublinham a urgência de equacionar a qualidade dos sites e avançar para as redes sociais. Finalmente, registo para sonhos de outros dois homens da rádio, Carlos Vaz Marques e João Paulo Menezes, que me parecem sugestivos. O primeiro, encarando a sua rádio de sonho como aquela que fosse sequência dos tempos de um cinema (quase) primitivo: ali, onde a falta de som, cinema-mudo levava a uma construção da narrativa pelas imagens, aqui, um conjunto de sons, só sons sem demais excessos palavrosos, a teceram a narração. De João Paulo Menezes, de entre um conjunto de propostas feitas em 2008, destaco estas de uma rádio de futuro:
A oferta de programas inclui propostas de ouvintes (de produtores-amadores), na lógica actual dos podcasts (e do jornalismo do cidadão, do "prosumer"); 2) Essas ofertas não obedecem a uma grelha de programas nem a uma temporalidade. Quando se liga o computador de manhã, já lá estão os principais conteúdos dessa programação, da mesma forma que determinado conteúdo pode ir imediatamente para o ar quando estiver pronto; 5) Aquilo que hoje conhecemos por podcast evoluirá para a desconstrução "ao milímetro" da oferta; poderá haver um podcast por noticiário mas sobretudo um podcast por notícia, de modo a que qualquer ouvinte construa o seu noticiário, podendo subscrever "tags" de diversas fontes sonoras (várias rádios, por exemplo) que confluem para o computador, telemóvel ou outro aparelho online.
Em casa, no carro, no trabalho e na internet, continuaremos à procura da forma única de se expressar de um (dado) comunicador, da entrevista fatal, da reportagem premiada. Acompanhando o tempo, é certo que faremos quase sempre isso quando nos apetecer, á hora a que der jeito. Mas a actualidade é também um trunfo, pelo que o modelo tradicional de rádio deverá coexistir. O problema de um excesso electrónico, deixa-o Álvaro Costa: ficando a rádio em autogestão, em piloto automático, até pela contenção de custos, em morrendo alguém, nomeadamente ao fim-de-semana, só termos conhecimento da morte, naquela estação, passados dois dias.

Pedro Seixas Miranda

Tradição do Regadinho I

Num momento em que se retoma a tradição do Regadinho, apresenta-se esta expressiva descrição presente na página Web da escola, para que as gerações mais novas conheçam estas iniciativas tradicionais e possam pôr também em prática o seu poder criativo e humorístico, bem necessário nos dias de hoje.

"O Regadinho é de tradição posterior a 1926. Com a liberdade de expressão suprimida teriam os estudantes idealizado um processo simples, divertido, crítico e atrevido de manifestarem a sua opinião, a sua contestação perante factos, pessoas e situações da vida citadina.

Vestiam-se de modo desusado, grotesco, caricato, extravagante, encarnando também um ou outro papel real, assumindo as mesmas posturas das pessoas ou das situações alvo do seu jogo. Então era o cortejo pela baixa, de muletas, de pijama, de combinação, com lençol, de fato de banho, de fraque, de cartola, descalços uns, esfarrapados outros, enpregados de mesa gentis, actuando como enfermeiros, médicos, professores, mendigos, piratas de perna de pau, senhores e senhoras da alta sociedade com todos os ademanes, casalinhos brincando aos amores, etc, etc. Havia cartazes com ditos picarescos, jocosos, irónicos, satíricos e por vezes mordazes; exibição de atrevidas minisaias, grupos acasalados, alusões caricatas, cantigas de luz de archote, danças engraçadas e piruetas.

- Pessoas havia que não escapavam nas alusões e também os intocáveis. Em 1953, pelas críticas ao dr. Carmálio que severamente tratava as meninas do Magistério Primário quanto a comportamentos sociais, desde o vestuário às relações sociais, foram censuradas todas as "piadas", pelo que nesse ano o Regadinho foi com uma rolha na boca.

- Alguns académicos vestidos a rigor faziam vai e vem de ambas as margens do cortejo, com archotes acesos numa das mãos, cantando a canção do Regadinho com acompanhamento da banda de música, ininterruptamente. . . mandões eram o Custódio e o Citrato !

- Era nos sábados de Novembro e mais tarde ao dia 30 pelas 8 horas da tarde!

-Nos tempos mais recentes, até 1988, passou para o dia 11 e à tarde."



1953


Regadinho nos anos 60. Animação das ruas da "Bila".


1968.


1972. Duas tradições de Vila Real numa só - regadinho e automobilismo.


1972 - Moda Outono-Inverno. Descapotáveis para que o frio melhor conserve as carnes!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Jordi Savall

Estive este Sábado no Porto (06/11/10), na Casa da Música, a assistir a um concerto do Hespérion XXI, um agrupamento dedicado á música antiga, sob a direcção de Jordi Savall. Foi um concerto memorável, que, certamente, me acompanhará pela semana e permanecerá vivo por muito mais tempo. Savall dirige um grupo onde convivem turcos e gregos, arménios e marroquinos, franceses e espanhóis. Não é apenas uma convivência ocidente-oriente, em termos humanos. É, também, uma conjugação entre instrumentos de mundos diversos que ali se encontram. No início da segunda parte do espectáculo, Savall, com grande clarividência pedagógica, mostra o mestre que é: conta-nos, sucintamente, a história de cada instrumento, precisa o seu nome, compara o mesmo instrumento sob a égide de diferentes nacionalidades – um despique, por exemplo, entre a ney, a flauta turca, e uma outra flauta, mas arménia. Descobrimos novos instrumentos, novos nomes de instrumentos – todo o concerto foi instrumental – e novos sons (que belo o som de uma espécie de lira, do mundo árabe). Este concerto situou-nos no Império Otomano do séc. XVII. Procurou mesclar música do melhor que se tocava na corte, com o melhor da sensibilidade popular, á época. Tentou evidenciar-se o compromisso, um espírito de tolerância então existente. Este grupo combina bem, por outro lado, experiência e juventude entre os seus intérpretes, do melhor, segundo a crítica especializada, em cada uma das suas áreas. Cada composição começa numa espécie de solo instrumental, até ao culminar de uma beleza comovente de um todo enformado de uma evidente harmonia. Sem que se perca a singularidade, jamais dissolvida no conjunto, “conseguimos entender-nos”, regista, com plácida serenidade irónica, Savall. Como que a dizer-nos: na arte, ou através dela, há pontes indestrutíveis, há um entendimento universal, há uma hospitalidade recíproca. A arte, a música une, lá onde, por exemplo, a política não resolve. São as presenças reais, de que fala Steiner. Embora o Hespérion exista desde 1974, participando em todos os festivais de música, foi rebaptizado de XXI para o novo século, e bem se percebe da sua necessidade para o mundo, hoje. Sobretudo, pelo que vai de fecundo e profilático no amor devotado ao estudo exaustivo dedicado á música, ao seu contexto histórico, a toda a ecologia envolvente, procurando tornar vivificante – recuperação de música antiga, mas que procura não se fechar numa redoma para uma elite, mas popularizá-la – lendo, recuperando instrumentos – Savall utilizou dois violinos, cujo corpus principal datava do séc.XV – capazes de nos tocar ainda agora. O efeito, neste caso a partir do livro de Cantmir, músicas turcas, sefarditas, arménias, mas também ocidentais, foi muito conseguido.
Como ensina Roger Scruton, num ensaio sobre a beleza, desde Platão e Plotino (Éneadas), passando pela incorporação no pensamento teológico cristão (S.Tomás de Aquino), um trio de valores últimos justificam as nossas inclinações racionais: a Verdade, o Bem e o Belo. Na verdade, a beleza atrai. E atrai até ao Outro, e no Outro o Infinito. A cultura em que nascemos/vivemos não representa qualquer fim da história, não é a cultura. Deve, pois, estar aberta ao diálogo, conhecendo, é certo, para dialogar, as suas razões e os fundamentos últimos delas. “A inculturação pressupõe a potencial universalidade de cada cultura. Pressupõe que em todas as culturas opera a mesma natureza humana e nelas vive uma verdade comum que aspira á união (…) o propósito da inculturação só terá sentido quando se não faça a injustiça a uma cultura, quando ela, a partir da comum ordenação à verdade do homem, se abra e desenvolva através de uma nova força cultural. O que numa cultura exclui uma tal abertura e intercâmbio é, afinal, a sua insuficiência. A grandeza de uma cultura mostra-se na sua abertura, na sua capacidade de dar e receber, na sua força de desenvolvimento, de se deixar purificar e, através disso, tornar-se mais verdadeira, mais humana” (J. Ratzinger, Fé, Verdade e Tolerância, p.57).
A beleza não é mero esteticismo. É mysterium tremendum. A que não ficamos indiferentes. Que nos toca. Nos arranca. Nos move. Nos acompanha. Nos impele. A ficarmos insaciados e a perseguirmos a busca. A fazê-lo na paz. Enriquecendo-nos e enriquecendo o outro, também. A nunca estarmos sós. A termos a capacidade de empatia, no toque universal de acordes que nos inspiram. Em tempo de carestia e mágoa, o valor da beleza nunca deve abandonar-nos.


Pedro Seixas Miranda

Halloween

Para comemorar o Halloween, as professoras que integram o grupo sectorial de Inglês do 7º ano, em conjunto com os seus alunos, promoveram um Concurso de Abóboras. Deste modo, no dia 28 de Outubro, pelas 17 horas, realizou-se a exposição dos trabalhos elaborados pelos alunos assim como a eleição das três abóboras mais criativas.
Com esta iniciativa, pretendeu-se fomentar a participação dos alunos nas actividades extracurriculares; divulgar aspectos da cultura e tradição Anglo-Saxónica e motivar os alunos para a aprendizagem da língua Inglesa através de actividades diferentes e lúdicas.
Foram entregues diplomas de participação para todos e prémios para as três abóboras que mais se destacaram. Em primeiro lugar, ficou o trabalho da aluna número 12 do 7º D, Liliana Teixeira; em segundo lugar ficou a aluna número 19 do 7º D, Tatiana Vilela, e o 3º lugar foi para Georgina Monteiro, nº 10, do 7º G.
É de louvar a participação de todos os intervenientes.

prémio
2º prémio
3º prémio
As professoras de Inglês do 7º ano

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Prémio PEN Clube de Poesia atribuído a A.M. Pires Cabral

( A.M.Pires Cabral. Foto de João Costa, 2010)

O Prémio Literário do PEN Clube Português, para 2009, na área da poesia, foi atribuído ao livro “Arado”, de A. M. Pires Cabral, em ex-aequo com “O Desdobrar da Sombra seguido de Fragmentos de um Labirinto”, de Maria da Saudade Cortesão Mendes.

domingo, 31 de outubro de 2010

Do País que resiste

O estado de emergência orçamental, económico-financeiro em que vivemos, pareceu dispensar, ao longo dos últimos meses, há mais de um ano mesmo, o debate (aprofundado) sobre outros temas que não o das contas públicas. Como se, submersos na aflição económico-financeira, fosse um luxo pensar nos problemas e soluções para a saúde, educação, justiça, trabalho, ciência e tecnologia ou defesa nacional. Estamos sem governo há muito, e reagimos como se tal fosse natural dada a excepcionalidade das circunstâncias. Mas o vício de raciocínio é evidente: sem melhorias na nossa qualificação, sem reformas na justiça, sem concertação social no mundo laboral, o país manterá problemas de crescimento económico e o debate acerca das nossas contas perpetuar-se-á. Luxo, pois, é passarmos semanas a fio sem pensarmos na próxima década e no que ela nos exigirá de transformações das nossas políticas. Esta semana, para ficarmos pelo sector da Educação, aflorou-se o problema da manutenção – e respectivos termos – da disciplina de estudo acompanhado. O que esta pequenina árvore de discussão esconde – e uma árvore apenas evocada pela tal emergência financeira em que estamos, sem qualquer visão de conjunto – é a floresta que a contextualiza: fará sentido, no 3º ciclo do ensino básico, existirem 27 horas lectivas, distribuídas por 15 ou 16 componentes diferentes, a que correspondem outros tantos docentes? Quem será beneficiado com esta profusão de cadeiras e professores? Fará sentido, no meio de tanta aula e de tanto professor, as horas dedicadas ao ensino da leitura, escrita, literatura e matemática ficarem muito aquém do nível médio praticado nos países da OCDE? Mas mais importante: qual a causa de termos chegado aqui, a um número louco de disciplinas, que parece propício ao insucesso dos alunos? Em Difícil é educá-los, um recentíssimo ensaio de David Justino, ex-ministro da educação, publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, a resposta a esta questão aponta para um caldo de cultura assente numa lógica de grande consistência por parte dos intérpretes sindicais – os mesmos há muitos anos, com suporte social, o que noutros sectores vai rareando, e conhecedores profundos do mundo educativo – conjugado com uma grande fragilidade do poder político – uma infindável quantidade de ministros da educação desde 1974, impedindo uma lógica coerente e prolongada de reformas e mesmo um conhecimento muito aprofundado dos temas. Sobre este ponto, uma nota adicional, não despicienda: a pouca preparação, a falta de uma assessoria muito bem preparada que os políticos, nomeadamente na AR, têm, em matéria educativa e que os leva a não se documentarem suficientemente e a não decidirem com todos os dados essenciais (cabe a nota para a rede e novos intérpretes gerados na última grande luta dos docentes e que importa não perder para diálogo futuro; rede que a novas tecnologias potenciaram). Culpa do modelo que leva, muitas vezes, jotas imberbes, acabadinhos de licenciar, para o Parlamento, cuja assessoria está longe de representar qualquer ganho substantivo para o deputado ou deputados que do seu trabalho beneficiam e, logo, para a nação que representam.
Principais problemas detectados, e que aqui convém recensear, quanto ao nosso sistema de ensino, identificados a partir dos testes nacionais e internacionais aplicados aos nossos alunos: se “os resultados nos saberes que exigem menor elaboração cognitiva, onde o aluno se limita a reproduzir conhecimentos, a aplicar procedimentos de carácter rotineiro e a recorrer a raciocínios simples” poderão ser satisfatórios, já a capacidade relativamente a raciocínios mais complexos e perante situações inusuais é clara. Ou seja, não é tanto um problema de aquisição de conhecimentos quanto o de pensar os problemas. Para David Justino, há também um problema na transição de ciclos, na descontinuidade de ambientes, pelo que propõe a extensão do primeiro ciclo até ao sexto ano, como sucede em outros países, até pela questão da maturidade psicológica, bem como a ideia de prolongamento do aluno durante mais anos no mesmo espaço físico. Defensor da avaliação, demonstra como a introdução de exames não contribuiu para qualquer insucesso educativo – como aumento das reprovações, antes o inverso sucedeu.
Relativamente à questão da economia do ensino, Justino diz-nos que temos o ensino pré-primário mais caro de entre um conjunto lato de países; o Secundário tem, igualmente, um custo elevado. Mas, no seu entender, a questão não passa propriamente por diminuir os recursos afectos à Educação; antes, com este nível de recursos, conseguir que sejam mais os que dele beneficiam, o que implica um sério esforço para impedir tanto o insucesso quanto o abandono escolares. Nesse sentido, e também rumo a uma maior equidade social potenciada pelo ensino, este deve aumentar a sua exigência e as expectativas face ao aluno, puxando-o para cima e não o inverso como, no entender de muitos, tem sucedido. Quanto à questão dos custos com o ensino, sempre poderíamos dizer com Carrilho, a partir do seu último livro, que se, em alguns casos, gastamos mais em educação do que outros países, tal não deve ser visto em abstracto, esquecendo o ponto de partida dos países em comparação, negligenciando o nosso atraso relativamente a estes (e basta ver as taxas de alfabetização e nível de escolaridade com que partimos na corrida nos últimos 30 anos, para só nos referirmos a estes). Dito isto, Justino afasta e envergonha-se de frases de café como “no meu tempo é que era bom”, ou “agora nem sabem ler e escrever, nem fazer contas”, por dois motivos: um, porque as gerações mais jovens tendem, no seu global, a terem muito maior escolaridade e qualificação que as anteriores; dois, porque se a actual instrução é, ainda assim, deficitária, essa responsabilidade deve ser acometida à geração que tantas vezes produz tais críticas mais ou menos apocalípticas. Para o futuro, a ideia de que nenhuma melhoria tecnológica poderá dispensar o background cultural: não é da tecnologia que se vai à educação; é da educação que se chega à tecnologia. Demoramos, em média, quinze anos para formar os cidadãos do futuro e, manifestamente, não estamos a pensar em 2025 e em 2040 e a confrontar projectos não apenas de como o mundo vai ser, mas como gostaríamos de conformá-lo. Uma grande diversidade formativa cultural, a par de conhecimentos sólidos nas ciências, o tempo do silêncio e da reflexão como urgência face ao problema do excesso de mediatismo que pesa sobre a educação, além da disciplina, do treino, do trabalho e rigor, ingredientes indispensáveis quando estamos em um mundo em constante devir, incerto, e no qual a exposição à inovação é permanente.


Pedro Seixas Miranda

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Convite - Apresentação do livro "Discursos Académicos"


A Associação dos Antigos Alunos do Liceu Camilo Castelo Branco tem o prazer de convidar V. Exª. para o lançamento do livro "Discursos Académicos" (Em Pyjama), que inclui uma selecção dos discursos proferidos pelo Dr. Joaquim José Magalhães dos Santos (Quim Zé), por ocasião da ceia anual dos Pyjamantes e também do Sarau da associação.

O evento terá lugar no dia 6 de Novembro de 2020, pelas 17.30 horas, no Anfiteatro da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, com a apresentação de Frederico Amaral Neves.

domingo, 24 de outubro de 2010

O Mundo, hoje


A Ásia concentrou em si metade da riqueza global em 18 dos últimos 20 séculos. Porém, tudo mudou nos últimos 200 anos, por via do factor revolução industrial, que abriu um fosso enorme entre os países industrializados e os pobres. Mas o séc. XXI trouxe novidades sensíveis: na primeira década desta centúria, os países emergentes, com a China e a Índia à cabeça (mas sem esquecer os países africanos e do Leste Europeu), cresceram 82%, enquanto os países desenvolvidos se ficaram pelos 17%, cerca de cinco vezes menos, segundo o Relatório de Perspectivas Mundiais, publicado pelo FMI. Na próxima meia década, China e Índia crescerão mais de 50%, enquanto os países europeus, nos melhores dos casos, irão até aos 10% (Portugal, na cauda do pelotão, crescerá 4,1% nos próximos 5 anos), e os EUA ainda abaixo dos 15%, de acordo com as previsões do Fundo Monetário Internacional. Claro que as diferenças de renda dos países mais desenvolvidos para os emergentes são ainda gigantescas; claro que as contradições, as desigualdades, as bolsas de pobreza extrema no interior das sociedades emergentes são ainda imensas. Mas que a tensão está no ar, que o medo de perda de qualidade de um estilo de vida, que o regresso ao proteccionismo e à guerra cambial são evocados, disso já ninguém duvida no chamado mundo desenvolvido, e na Europa em particular. Os tumultos junto a protestos pacíficos em França, com muita gente nas ruas, parecem ser a metáfora perfeita – para lá das motivações puramente internas francesas - deste conflito por um padrão civilizacional. As dores desta perda parecem ecoar, também, nas declarações sobre o falhanço do multiculturalismo, feitas esta semana por Angela Merkel. Ou no tratamento dos ciganos, aliás inadmissível, em diferentes países europeus. Para nos fixarmos no mundo multicultural, gostaria de chamar a atenção para dois textos publicados esta semana (ambos no jornal EL PAIS). Um, do filósofo iraniano Ramin Jahanbengloo, que fazia apelo à memória da Córdoba medieval, onde as três confissões abraâmicas conviviam em paz e harmonia, sendo a tolerância um princípio norteador e o avanço na teologia, astronomia, matemática, teoria social e leis a fazer-se de modo comum. “Este processo de compreensão mútua era um processo de escutar o outro e aprender com ele, de mútua aprendizagem (…) Os momentos fluidos de criação artística e filosófica e de diálogo intercultural e o vínculo nascido de uma nova indagação moral conjunta contra o preconceito e o fanatismo destrutivos foram possíveis graças à dinâmica integradora gerada pelos espaços de confiança e solidariedade”. No entender de Jahanbengloo, a lição do “paradigma de Córdoba” para a Europa de hoje é a da necessidade de internalização do outro, isto é, o processo que nos permita fazer nossos os rasgos culturais alheios. E deixa duas questões: poderá a Europa superar a sua atitude negativa e intolerante face ao Islão? Mais importante: podem os muçulmanos europeus esquecer-se de procurar culpados e transferirem as energias positivas das suas comunidades para um novo espírito de conversação intercultural e cooperação inter-religiosa?
O outro texto que gostaria de referir, do esloveno Slavoj Zizek, realça que após a queda do comunismo e com os problemas económicos a não serem, agora, apenas um intervalo breve, mas a tenderem a prosseguir por longos períodos, o quadro político, na última década, deixou de ser o tradicional – no centro-direita, partidos liberais-conservadores, populares e democratas-cristãos; no centro-esquerda, partidos socialistas ou sociais-democratas, a que se juntariam grupos minúsculos de ecologistas e/ou comunistas) – para passar a incluir, em diferentes países – Polónia, Noruega, Hungria, Holanda, Suécia… - partidos abertamente xenófobos e racistas, capazes de introduzir a única forma de apaixonar, nos nossos dias, os eleitores: os imigrantes, a delinquência, a depravação sexual, o excesso do Estado, a catástrofe ecológica. Assim, o grande acontecimento político da última década, no entender deste pensador, é a entrada na ortodoxia política do discurso anti-imigração, antes restrito às margens (à heterodoxia) do sistema político. “O Outro está bem, desde que não incomode, desde que não seja, realmente, um Outro…O meu dever de tolerância para com o outro significa que não devo aproximar-me muito dele, meter-me no seu espaço”. A ironia de Zizek prossegue, falando nos seres tóxicos que é necessário colocar de quarentena, retirando-lhe a sua componente nociva (neste caso, de diferença problemática): café sem cafeína, cerveja sem álcool, sexo virtual que é sexo sem sexo, doutrina da guerra sem vítimas, ou seja, guerra sem guerra, e a política como técnica e administração de interesses, isto é, a política sem política; assim, até chegarmos ao Outro despido de outreidade, a qual não toleramos. O que Zizek, todavia, não quer ver, é que precisamente o modelo de sociedade em que a única obrigação para com o vizinho é uma obrigação de non faccere, de não interferência, levou, também, a que este, o vizinho, se pudesse enquistar numa cultura tantas vezes de desrespeito pelos direitos fundamentais da pessoa humana (e em concreto, as mais das vezes, da mulher). A cultura – ou o colectivo - não pode estar acima da pessoa (e muito menos atropelá-la) e esta constatação, muitas vezes, parece não entrar no léxico de autores de esquerda (como Zizek). E que na aprendizagem recíproca, importa que dois lados estejam dispostos a encontrar-se. Não bastará apenas um mudar de atitude. E hoje, como muitos têm sublinhado, em nome da diferença cultural, de facto não se pode ser tolerante com a intolerância. Ainda assim, não deixámos de registar, quando o ódio entra em liça e o populismo causa e consequência da ignorância se impõe perigosamente, a conclusão do filósofo esloveno: “Esta concepção de desintoxicação do vizinho supõe um passo claro da barbárie directamente à barbárie com rosto humano. Plasma um retrocesso que vai desde o amor cristão ao vizinho até à prática pagã de privilegiar a própria tribo frente ao Outro Bárbaro. Esta ideia, ainda que envolta na defesa de valores cristãos, constitui, em si mesma, a principal ameaça ao legado cristão”.

Pedro Seixas Miranda

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Feira do Livro

A Mediateca da escola promoveu uma Exposição -Venda de livros usados durante os dias de ontem e hoje. Todos os livros apresentavam um preço simbólico de 1€ .

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O carbono 60, a bola de futebol e a igualdade de Euler

A 3 de Setembro a Google apresentava um banner celebrando os 25 anos da descoberta dos fulerenos por Robert F. Curl Jr., Sir Harold W. Kroto e Richard E. Smalley (esta descoberta valeu o Prémio Nobel da Química de 1996 a estes investigadores).

O que são fulerenos?

Fulerenos são formas muito estáveis do carbono. Um dos fulerenos é o C60 designado por buckminsterfulereno em homenagem ao arquitecto Buckminster Fuller ( 1895-1983) pelas suas famosas estruturas - as cúpulas geodésicas.

Pela semelhança da sua estrutura com a de uma bola de futebol também se designa este alótropo do carbono por buckyball ou futeboleno.

Do icosaedro à bola de futebol

Truncando os vértices de um icosaedro chegamos ao poliedro que deu origem à bola de futebol.

A geometria da bola de futebol
Na bola de futebol há 60 vértices (V = 60) e 32 faces (F = 32). Como em cada vértice confluem 3 arestas, então há 90 arestas ( A = 3x60/2) (nota que cada aresta "conta" para dois vértices). Verifica-se aqui a igualdade de Euler (F + V = A + 2).


Quantas faces pentagonais há em qualquer fulereno?
Em qualquer fulereno cada átomo - vértice- está ligado a 3 outros átomos. O número de ligações - arestas - é então A = 3V/2 ou seja V = 2A/3.
Da igualdade de Euler vem que F + 2A/3 = A + 2 e obtemos F = A/3 + 2.
Mas num fulereno há P faces pentagonais e H faces hexagonais o que implica que:
F = P + H e A =(5P + 6H)/2 ( 5 arestas de cada pentágono e 6 arestas de cada hexágono, sendo cada aresta "partilhada" por duas faces).
Assim A = (5P + 6(A/3 +2 - P))/2 equação que resolvida dá P=12. Assim qualquer fulereno tem 12 faces pentagonais variando unicamente o número de faces hexagonais.
No caso do C60, cada pentágono está rodeado por um colar de cinco hexágonos. Se o número desses colares ao redor de cada pentágono for aumentado para 2, 3 ou mais, obtém-se uma família de fulerenos gigantes que começa com C240 e C540 (a família é dada por C60n2, onde n = 1, 2, 3 etc.).
Essas moléculas, à medida que se tornam maiores, ficam menos esféricas.

In http://divulgarciencia.com/author/fernanda-carvalhal/

Enviado por António Teixeira

XXIX Olimpíadas Portuguesas de Matemática

As Olimpíadas Portuguesas de Matemática (OPM), organizadas anualmente pela Sociedade Portuguesa de Matemática, são um concurso de problemas de Matemática que visa incentivar e desenvolver o gosto pela Matemática.
Este ano, as OPM vão estender-se a outros níveis de ensino, dando assim oportunidade aos estudantes mais novos de participar. Neste sentido, foram criadas as Mini-Olimpíadas para os alunos dos 3.º e 4.º anos, as Pré-Olimpíadas passam a destinar-se aos alunos do 5.º ano e, para os alunos dos 6.º e 7.º anos, foi preparada a Categoria Júnior. Mantêm-se a Categoria A para os estudantes dos 8.º e 9.º anos e a Categoria B para os dos 10.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade.
Nas Categorias Júnior (6.º e 7.º anos), A (8.º e 9.º anos) e B (10.º, 11.º e 12.º anos) haverá duas eliminatórias e uma Final Nacional que, nesta edição, terá lugar na Escola Secundária de Carlos Amarante, em Braga. A 1ª eliminatória realiza-se em 10 de Novembro.

PROCURA INFORMAÇÔES JUNTO DO TEU PROFESSOR DE MATEMÁTICA.
INSCREVE-TE E PARTICIPA.
VAI A http://www.spm.pt/ E INFORMA-TE, TENS LÁ PROBLEMAS PARA RESOLVERES E “TREINAR”.

O Professor e responsável: António Teixeira

domingo, 17 de outubro de 2010

Benoit Mandelbrot

Benoit Mandelbrot, matemático franco-americano pioneiro da geometria fractal, morreu esta quinta-feira, aos 85 anos, em Cambridge, Massachusetts, vítima de cancro, revelou a sua família em comunicado.

As suas descobertas foram aplicadas a vários domínios, como a geologia, medicina, astronomia ou engenharia.
O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, homenageou a memória de Mandelbrot, em comunicado, considerando-o um “espírito forte, original, que jamais hesitou inovar”.
Nascido em Varsóvia, Polónia, a 20 de Novembro de 1924, numa família judaica de origem lituana, Mandelbrot fugiu da ameaça nazi refugiando-se em França com a sua família, antes de se instalar nos Estados Unidos, depois da Segunda Guerra Mundial.
O matemático desenvolveu os objectos fractais, uma nova classe de objectos matemáticos, cujos contornos desiguais podem imitar as irregularidades encontradas na natureza. Defendia objectos matemáticos que os seus pares consideravam “monstruosos”.
Numa entrevista ao jornal francês “Fígaro”, publicada em 1989, Mandelbrot explicava: “sempre pensei que existisse uma ordem na natureza. E estou muito contente por mostrá-la”.
Antigo aluno da escola Politécnica de Paris, Mandelbrot foi professor emérito da Universidade de Yale, em Connecticut, EUA. Antes de entrar no Centro de Investigação da IBM em 1958, o investigador trabalhou no Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS), em Paris.

Fonte: Público on-line
Enviado por António Teixeira
Ver mais em : http://www.publico.pt/Mundo/morreu-mandelbrot-o-pai-dos-fractais_1461407