Divulgação informativa e cultural da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco - Vila Real

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Prémio de Poesia 2010 - Fernão Magalhães Gonçalves

Tal como anunciado no "À Procura", realizou-se ontem, nas instalações do Governo Civil de Vila Real, a cerimónia de atribuição do Prémio de Poesia - Fernão Magalhães Gonçalves - 2010 à publicação "Sonata ao Douro" do poeta António Fortuna.
As diversas intervenções pertenceram ao Senhor Governador Civil, à Drª Paula Fortuna, Drª Manuela Morais, Dr. Henrique Morgado e ao laureado, Dr. António Fortuna.
Entre vários textos ditos pela Drª Paula Fortuna e pelo Dr.Henrique Morgado, Vieira da Costa interpretou musicalmente o poema "Rio", dedicado pelo poeta a António Cabral.
A finalizar, o grupo de Bailado da Professora Virgínia Cardoso apresentou uma encenação enquadrada na temática da obra vencedora.





Texto e imagem: João Costa

Dia Mundial dos Direitos do Homem



Irá ser comemorada no dia 11 de Dezembro a actividade dedicada ao "Dia Mundial dos Direitos do Homem" que contará com trabalhos de pesquisa e investigação dos alunos das turmas A e E do 9.º ano numa exposição temática.

O professor de História Hugo Bento

"A Energia Nuclear".


Cartaz e e Texto da Actividade Integradora do EFA C8, realizada no dia 17 de Novembro e subordinada ao tema "A Energia Nuclear".

Música

"Quero decidir, quero intervir"


É necessário armazenar os resíduos
Nucleares em locais protegidos
É mais cara do que as demais
Há risco de acidente, nas centrais
Pode interferir com os ecossistemas
Não se aproveitam os resíduos produzidos
É mais cara do que as demais
Há risco de acidente nas centrais

Quero decidir
Quero intervir

Não contribui para o efeito estufa
A tecnologia do processo é bastante conhecida
É a fonte mais concentrada
De geração de energia

Quero decidir
Quero intervir

Estes motivos não são por si conclusivos
Não sabemos qual a decisão a tomar

Quero decidir
Quero intervir

Estes motivos não são por si conclusivos
Não sabemos qual a decisão a tomar.

Projecto «Histórias com História»


O Projecto «Histórias com História» procura desafiar os alunos na busca por novos conhecimentos, para além dos manuais escolares. Trata-se de um projecto da disciplina de História de 9.º ano e irá contar, ao longo do ano, com várias iniciativas.
A primeira actividade deste projecto irá ser apresentada no dia 11 de Dezembro e contará com trabalhos de pesquisa e investigação dos alunos das turmas A e E.
Enviado por Hugo Bento

Quadras de S. Martinho

Apresentação de Quadras de S. Martinho numa Organização da Mediateca

A quadra mais votada, entre as produzidas por alunos:

De mãos e roupas enfarruscadas
Toca toda a gente a descascar
As tão quentinhas castanhas
Que este S Martinho tem para nos dar!
(Inês Pinto, 11ºI)

Outras quadras que se salientaram, a cada 45 minutos, entre as 83 produzidas por alunos.

Pelo S.Martinho
Há castanhas, lume e vinho
Mas eu sou um malandro
E prefiro estar quentinho.
(José Pinto 10ºI)

Neste dia especial
Castanhas vamos assar
Para este dia
Juntos festejar
(Milene Fraga 7ºF )

S.Martinho
Está a chegar
A s castanhas
Vamos assar.
(Carlos Seixas 7ºC)

O frio vai chegar
Roupas quentes vamos ter
Animais a hibernar
E o Natal a aparecer.
(Filipe Correia 10ºM)

No dia de S.Martinho
Vamos festejar
Acender uma fogueira
E castanhas assar.
(Nádia, Rita e Vanessa 7ºB)

No dia de S.Martinho
Não te esqueças de cantar
É bom comer as castanhas
Com bom vinho a acompanhar.
(Ana Filipa Paulo 7ºG)

Castanhas, castanhas
Que boas que elas são
Quentinhas, assadinhas
Fazem bem ao coração.
(Samuel Ferreira 8ºE)

São Martinho, dia da castanha,
Pão e vinho são entrada
Todos são convidados
Para esta festa abençoada.
(Luís Marinheiro, nº 10, 10ºE)


Das 16 quadras entregues, seguem as mais votadas, produzidas, respectivamente, por professor e funcionária.

De números pouco sabe o São Martinho,
Nada de estranhar nestes tempos
O que importa é o tintinho,
Por isso é que sou seu amiguinho.
(António Teixeira)

Ó meu rico São Martinho
Arranjai-me um namorado
Para comermos as castanhas
No quentinho bem agarrado.
(Maria João)

S.Martinho

No dias 10 e 11 de Novembro, os alunos do 7.º ano, após a realização de uma pesquisa bibliográfica e na internet acerca da vida e obra de S. Martinho bem como de lendas, provérbios, quadras e curiosidades associadas a esta figura histórica, expuseram os seus trabalhos numa Exposição Temática comemorativa a este Santo Popular. À comunidade escolar foi distribuído um folheto (com a Lenda e História de S. Martinho) e um desdobrável, chamado "Os Sabores de S. Martinho" em forma de Livro de Receitas (doces, sopas, pratos, ...). Para apimentar o Outono, foi apresentado um documentário com a História de S. Martinho, a música "O Homem das Castanhas" de Carlos do Carmo e imagens de Outono do Parque Florestal. Espero que lhe tenha agradado.

Os alunos do 7.º ano

Enviado por Hugo Bento

A HISTÓRIA E O MUSEU DE ARQUEOLOGIA E NUMISMÁTICA

Nos dias 9 e 10 de Novembro, as turmas D, E e F do 7.º ano visitaram o Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real, sob a orientação do professor de História, Hugo Bento. Durante a visita, os alunos foram desafiados a conhecer e a compreender a história de alguns vestígios neolíticos da região transmontana, a maioria reunida pelo Sr. João Parente. Tendo atenção à explicação da guia do museu, observaram-se maquetes de construções megalíticas (como antas ou dólmens, cuja construção demorava cerca de 20 a 30 anos), diversos machados de pedra, objectos em ferro e estátuas-estelas (que serviam para rituais de fertilidade e fecundidade). Conheceram ainda objectos de população castreja, como mós, triscele e um colar em ouro usado pelo chefe do aldeamento em ocasiões especiais, conhecido por torque, e com um peso aproximado de 300 gramas. Convém destacar que os alunos, sempre atentos às explicações da guia e do professor, participaram com bastante empenho, não só porque foi uma aula diferente, como demonstraram um companheirismo exemplar entre todos e, no final, manifestaram um enorme agrado por esta iniciativa, dizendo que: “Assim percebemos melhor a matéria”; “ forma divertidíssima de saber mais da história”; “aula de campo muito positiva”; “com esta aula, conseguimos ver na realidade, o que já tínhamos falado nas aulas”; “muito interessante observar os objectos utilizados antigamente e saber os costumes das pessoas”; “aprendemos melhor sobre a história da nossa região”; “percebermos melhor o que aconteceu com os nossos antepassados” ou “adorei esta visita”. No final da visita, todos foram unânimes em dizer que “havíamos de fazer mais vezes”.

Texto elaborado pelos alunos em conjunto com o professor.


7ºF

7ºE

7ºD
Enviado por Hugo Bento

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sonata ao Douro


A apresentação da "Sonata ao Douro" - Prémio Nacional de Poesia -2010 Fernão de Magalhães Gonçalves, de Antóno Fortuna, é já hoje, no Governo Civil de Vila Real, pelas 21.00h.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

ULTREIA! CAMINHO SEM BERMAS, de António Sá Gué


A Lema d' Origem – Editora vai promover o lançamento do livro ULTREIA! CAMINHO SEM BERMAS, de António Sá Gué, no Grémio Literário Vila-Realense, dia 26 de Novembro, pelas 21horas.

Neste livro, o autor descreve o caminho e as impressões colhidas ao longo do “Caminho Francês”, e vai garatujando um segundo caminho paralelo a esse: o caminho do conhecimento e do não-conhecimento. Este é o caminho simbólico do Daniel, um professor, um artificie de consciências, que ao longo do seu trajecto tenta, em todos os momentos, melhorar enquanto pessoa, encontrar dentro dele a melhor forma de andar ao longo desta senda que é, ao fim e ao cabo, o caminho da vida.

Sobre o Autor
Nasceu em 1959, na freguesia de Carviçais, concelho de Torre de Moncorvo, em plena Terra Quente Transmontana. É oficial do Exército Português e reside em Valongo há cerca de 20 anos.
Estreou-se na escrita em 2007, com a publicação do romance As Duas Faces da Moeda. Nesse mesmo ano, a Papiro Editora atribuiu o título de “Melhor Conto”, publicado no biénio 2006/2007. Também em 2007, através da Editora ArtEscrita, publicou uma colectânea de contos intitulada Contos dos Montes Ermos. Em 2008, com a chancela da Papiro Editora, publica Fantasmas de uma Revolução, onde ficciona o PREC. Em 2009, com a chancela da Lema d'Origem – Editora, publica Na Intuição do Tempo, uma obra alegórica onde o autor, em jeito de síntese, analisa os grandes movimentos do século XX.

Para mais informações:
António Lopes
Telm.: 933 240 240
E-mail: editora@lemadorigem.pt

Fonte: Nota de Imprensa de Lema D'Origem Editora

domingo, 21 de novembro de 2010

Futuro

É uma pergunta que perpassa os artigos dos jornais e as conversas de café, por estes dias: por que é que as revoltas estudantis que emergiram, ao longo desta crise, em França ou Inglaterra, não têm sucedâneo lusitano? Por outro lado, revisita-se a história, comparam-se estas manifestações com aquelas ocorridas em Maio de 1968 e as sucessivas réplicas desse movimento. No meu entender, de facto, a história oferece um precioso auxílio para equacionarmos aquilo que me parece mais importante: saber se tais manifestações têm um efeito útil e positivo, ou, se, na sua aparente bondade, podem esconder perigos que uma certa ausência de subtileza ignorará.
No pós-guerra, a seguir a 1945, um pouco por toda a Europa começa a erguer-se o Estado Social – que podendo em muitos casos situar-se em uma época pretérita, ganha aqui real densidade. Os partidos sociais-democratas e os partidos democratas-cristãos erguerão, então, uma rede de protecção visando obviar problemas como o desemprego, saúde, educação, segurança social, transportes, entre outros. Cada país terá as suas próprias especificidades nesta construção, mas há um consenso, um adquirido indisputado que não dividirá esquerda de direita, por esta altura, em torno do Estado-Providência. Devem sublinhar-se, como factores de prosperidade a seguir à II Guerra Mundial, o significativo crescimento demográfico, o crescimento limitado dos salários, a concertação social – abandonando-se o radicalismo de luta de classes – uma tributação progressiva, o investimento do Estado. Os que nascem a partir de 1945 e que chegarão às universidades em plena década de 60 serão já filhos de um bem-estar sem precedentes nas décadas anteriores ao seu nascimento (e, iremos percebê-lo adiante, sem repetição nas décadas posteriores á da sua passagem pelo ensino superior). Dão por adquirido esse bem-estar e começam a reivindicar face ao planeamento estatal e à burocracia (e aos burocratas) que entendem incomodá-los. O sentido colectivo, o olhar para o todo, uma visão de sociedade ou bem-comum como que parece agrilhoar a nova geração (e quase que apetece dizer, até hoje!). Que, assim, pretende desfazer-se de tais amarras. As suas reivindicações terão mais a ver com os horários de fecho dos portões das universidades, do que com qualquer opressão fabril – na imagem de Tony Judt, no seu Tratado Sobre os nossos actuais descontentamentos. Movimentos estudantis radicais espancam polícias em Itália, em nome da revolução (o que levará Pasolini a dizer, naquele momento, que está ao lado dos polícias, pois eles são os filhos dos pobres, enquanto, à época, a universidade está confinada a uma minoria, de classe média, sobretudo). Mesmo as manifestações relativas à guerra do Vietname tem, no olhar deste historiador, uma motivação puramente pessoal, já não se organiza em torno de um ideário comum, é expressão de uma revolta puramente individual/pessoal. Daqui ao relativismo estético e moral foi um passo.
O que levará um historiador que nunca escondeu a sua filiação ideológica na corrente social-democrata, no centro-esquerda, que escreve este libelo racionalmente apaixonado em defesa da ideia da social-democracia, exortando a que seja empunhada pelos jovens de hoje, a acusar a geração de radicais estudantes da década de 60 do séc. XX, a esquerda radical de então, de engendrar ela própria o começo do fim do sustentáculo (digamos, mundividencial) do estado-providência? Porque Judt compreendeu muito bem que este novo centramento em si, este recuperar do individualismo mais feroz – que levaria a colocar na agenda política a identidade, fosse ela cultural, fosse ela, p.ex., sexual – este querer afastar qualquer propósito de bem comum – cada um faça como entender – levará a uma antropologia, a uma compreensão egológica do homem, que tão maus resultados havia dado e que a história há tão pouco registara. E que – individualismo sem qualquer tipo de freio – havia sido considerada conditio sine qua non para o bom andamento da sociedade liberal e capitalista. Aparentemente sem se dar por ela, a esquerda mais radical, nos fundamentos de toda a ideologia, voltava a uma concepção antropológica que permitiria de seguida o avanço das teses mais liberais e de apoucamento e afastamento do Estado (nos escritos daquilo a que Judt chamou os nossos avós austríacos: Hayek, von Mises, Schumpeter ou Popper).
Para que se possa repropor o ideário social-democrata, a leitura do seu legado não pode senão ser exigente e crítica. Judt é particularmente sofisticado neste ponto. E penso nele quando ainda hoje uma agenda de costumes divide as pessoas em pequenos grupos – fechados – cada um com o seu interesse particular, com a sua reivindicação última, na sua identidade afirmada sofregamente, e em que um propósito global não se afirma; este falar para nichos constitui, em suma, a sua tragédia. Talvez vanguardista fosse hoje colocar de novo de lado uma antropologia que concebe o homem em colóquio consigo mesmo, fundamento de si próprio e sem prestar contas a ninguém, para reafirmar a natureza dialógica do homem ou até a exigência da primazia do outro (volta a ser tempo de reler Buber ou Levinas e de regressar ao “o que fizeste ao teu irmão?” de que fala o Evangelho). E as manifestações de hoje, por parte dos estudantes, só teriam verdadeira utilidade, a meu ver, se fossem concertadas a nível global-europeu, realizadas em função das gerações presentes e vindouras, caminhando-se, então, para o passo de partidos transnacionais antecipado por Ulrich Beck. Isto, se, entretanto, a UE não implodir, ou se, num passo ousado, viesse até a reforçar a sua consistência política. E nessa discussão para uma plataforma comum, este último testemunho que Tony Judt nos deixou – e a que voltaremos - mereceria, certamente, consideração.


Pedro Seixas Miranda

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Visita à Biblioteca da Escola

Dia 2 de Novembro, primeiro bloco da tarde, segundo tempo. A professora Julieta Pinto levou-nos a uma visita à Biblioteca CCB, enquadrada nas comemorações do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares.
Fomos recebidos pela professora Adelaide Jordão, a coordenadora da biblioteca. Foi impecável connosco, na minha opinião. Sentámo-nos em círculo e a professora Adelaide Jordão explicou-nos o funcionamento da biblioteca, onde se encontravam os livros por temas... e mostrou-nos um documento, uma descrição de um incêndio feita por um ex-aluno desta escola, datado de 1849. 161 anos atrás! E na caixa de onde saiu este “papel” havia muitos mais... “Uma autêntica caixa do tesouro”, dizia a professora Adelaide Jordão, “mas mais moderna”. De seguida, o senhor Roberto levou-nos aos arquivos. O primeiro tinha até um cheiro bizarro, de um produto para conservar os livros antiquíssimos que estavam lá guardados. Estavam lá também máscaras e outros artigos das ex-colónias. A meio daquela sala estava uma secretária. Passámos ao segundo arquivo. Mais pequenino, este. Livros de grego, português... e livros de ponto desde 1923 até 1973.
No final, tirámos uma fotografa de conjunto. Tocou e... deixámos aquela biblioteca... mais que centenária.

Mafalda Azevedo Perdicoúlis
7ºA, Nº12

Filosofia e Humor... com umas pitadas de monty python!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Porque amanhã é o Dia da Filosofia

"Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!»

Pablo Neruda

Acordo com o chegar da noite...


«Acordo com o chegar da noite, adormeço com o clarear do dia, dou saltos pelas nuvens em direcção à praia. O dia está bom, uma forte chuvada acompanhada por um vento frio, mergulhado no profundo areal…
Tenho frio, tiro o casaco cinzento!
O amanhã é igual, o passado foi real, mas amanhã tudo vai ser novo…
A música não é mais cantada, o carro é velho, novo quando ocupado por uma rapariga nova, uma rotunda quando feita mais que uma vez cria saudade, a saudade não existe, um olhar não vê mas faz sorrir, um sorriso rasgado cria reacções não vistas mas vistas.
Nas flores reina o preto e o branco, são tão coloridas e grandes que mal se enxergam. O sol não aquece, a lua não ilumina mais, as estrelas brilham como trevas, culpa da distância que afinal vê-se mas não se sente, falta da rotunda, ausência do velho carro...»

Daniela Ramos, 11ºE

Meia-noite, quase dez horas...

«Meia-noite, quase dez horas, estou deitada na cama, a ler uma revista sentada no sofá. Fui até à casa de banho e deitei-me na cadeira em frente à televisão a comer uma sandes de pêra e um compal de manteiga.
Mais tarde, fui para a rua estava tanto frio lá dentro, que tive de despir a minha gabardina de seda feita de malha, que tinha na mão. Pelo caminho encontrei um mudo que me disse que um cego viu um coxo a correr atrás de um carro parado.
Amanhã, por volta do meio-dia, estava eu sentada num banco de pedra feito de madeira e olhei para meu relógio sem pilha e reparei que já eram sete da manhã. Hora de ir dormir!»

Marta Pinho, 11ºJ

Sou... logo sou...


«Sou a Catarina, logo sou um rapaz. A minha mãe gosta que lhe chame pai, principalmente quando estamos a ver o telejornal no Canal Panda.
Hoje fui passear o meu cão, ele não parava de miar. Estão 5 graus, está muito calor. Estou sem ideias, por isso sou muito imaginativa”

Catarina Esteves, 11ºL

Apesar de ser humano...

«Apesar de ser humano, sou um leão. Corro como um cavalo, embora com pernas. Não tenho medo e as cobras assustam-me. Falo alto, logo ninguém me ouve. Ando sozinho rodeado de gente. Mando mensagens, mesmo sem telemóvel.
Não tenho sentimentos, pelo que rio e choro. Estou atento, apesar de nunca prestar atenção. Vou às aulas, nunca estando na sala de aula.
Não tenho gato, mas brinco muitas vezes com ele. Sou popular, mas não conheço ninguém. Canto bem e sempre desafinado. Sou leitor e não sei ler e calo-me falando.»

José Luís Lopes, 11ºC

Hoje acordei ...

Hoje acordei de madrugada, ainda não eram nove horas da noite, calcei os meus chinelos de salto alto e fui andar descalça pelo chão, para sentir o seu calor frio.
Pus torrada na manteiga e chávena no café e deitei-me na minha cadeira feita de papel.
Vesti-me e fui nua para a rua, o que incomodou os vizinhos do bairro onde sou eu vivo.
Fui nadar na piscina vazia da casa de um amigo que conheci amanhã. Depois voltei para casa, onde comi água com gás e bebi um bife com batatas fritas.»

Marta Queirós, 11ºC

Texto ilógico

«De tão cansado que eu estava de repousar, levantei-me do banco de pau feito de pedra, um daqueles desfeitos numa linha de produção dos angolanos portugueses da Rússia. Esses, de tão elucidados que são, chegam a ser mais loucos que todos.
Notei que o banco tinha uma regularidade, não tinha pernas.
Dirigia-me para o meu humilde lar onde não vivo e vi um poço onde não podia cair por causa da força da gravidade. Não continuei a caminhar em movimento rectilíneo uniforme por causa da curva que descrevi, progredindo assim na rua que não existia e onde eu me encontrava.
Em seguida meti-me numa brecha no tempo e viajei tanto para o passado que até fui ter ao presente, ou melhor, ao futuro, onde os meus vizinhos não me mandaram levantar do banco estragado do jardim que não era deles, pertencendo-lhes.
De qualquer maneira, de tão cansado que eu estava de repousar, levantei-me do banco de pau feito de pedra, um daqueles desfeitos numa linha de produção dos angolanos portugueses da Rússia. Esses, de tão elucidados que são, chegam a ser mais loucos do que todos.
Notei que o banco tinha uma regularidade, não tinha pernas.
Tive um déjavú, uma daquelas coisas que nos faz pensar que já vivemos aquele momento. Contudo, este não era passageiro. Tratava-se de uma poderosamente recalcitrante obnubilação que me perturbou um pouco. Realmente, não aconteciam coisas estranhas. Até parece que num futuro próximo vou viajar no tempo ou até ver um poço onde não posso cair.»

Pedro Folgada, 11º B

Porque a Filosofia também tem um lado lúdico…

Os textos que se seguem surgiram no decorrer de uma actividade de sala de aula, em que se pretendia que os alunos construíssem textos de carácter deliberadamente ilógico. Com este exercício procurou-se levar os alunos a reconhecer a importância dos princípios e regras lógicas para uma comunicação mais organizada e racional.