Divulgação informativa e cultural da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco - Vila Real

terça-feira, 20 de março de 2012

Sessão de esclarecimento sobre “Consumo de substâncias psicoativas em adolescentes”.

“O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente”. M. Gandhi
 No dia 19 de março decorreram duas sessões de esclarecimento sobre “Consumo de substâncias psicoativas em adolescentes”. No período da manhã decorreu uma sessão dirigida aos alunos do ensino básico (9º ano) e, no período da tarde, teve lugar uma nova sessão, desta vez para alunos do ensino secundário (10º ano). Esta iniciativa, integrada na Camiliana e no Plano Anual de Atividades do Gabinete de Informação e Apoio ao Aluno da ESCCB, contou com a participação da Dr.ª Carolina Pardelinha, Psicóloga Clínica do CRI de Vila Real.
A Dr.ª Carolina Pardelinha começou por divulgar a natureza e finalidade do CRI de Vila Real e, neste âmbito, esclareceu que a mudança de nome de CAT (Centro de atendimento a toxicodependentes) para CRI (Centro de Respostas Integradas) surgiu pela necessidade de retirar a estigmatização e preconceito associados aos CAT, em particular, e ao fenómeno das toxicodependências, em geral.

De seguida, conduziu uma apresentação em PowerPoint sobre os diferentes tipos de substâncias psicoativas (estimulantes, perturbadoras e depressoras), destacando os efeitos nocivos resultantes de um uso continuado de tais substâncias. A distinção entre substâncias lícitas e ilícitas também foi abordada, assim como a tolerância sociocultural em relação ao consumo de álcool, “umas das drogas mais perigosas”, no entender de Carolina Pardelinha.
O público mostrou-se atento e participativo e apreciou o estilo de comunicação da nossa oradora, um estilo marcado pela espontaneidade e descontração. Uma forma de estar que, sem dúvida, facilitou a interação com o público-alvo e a transmissão da mensagem.
No período da manhã, esteve, ainda, presente a Dr.ª Graça Costa, Técnica superior do núcleo distrital de Vila Real da EAPN Portugal (associação de solidariedade social que há 20 anos luta contra a pobreza e exclusão social no nosso país). Cabe referir, uma vez mais, o valor da parceria iniciada em 2009 entre a ESCCB e a EAPN e que tem permitido levar a cabo, nos últimos anos, diversas iniciativas, no contexto da formação cívica e cultural dos nossos alunos.
Por fim, as palavras sábias de M. Gandhi, por diversas vezes citado pela nossa oradora: «um “não” dito com convicção é melhor e mais importante que um “sim” dito meramente para agradar ou, pior ainda, para evitar complicações.»


                            
Enviado por Fernanda Botelho

sábado, 17 de março de 2012

Mostra da "Camilo" no Dolce Vita Douro

No âmbito da Camiliana 2012, a Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco apresenta-se simbolicamente à comunidade,  no Centro Comercial Dolce Vita Douro, com uma pequena mostra da arte e das ciências.







sexta-feira, 16 de março de 2012

Camiliana

Desporto na praça, depois da Caminhada.

Dança de graça.

Depois das 14 horas




Tiro nos Arcos. Os alvos que se cuidem.

      
Daniel Filipe (10ºA), atleta da seleção nacional de pentatlo, no final da sua prova.

Outras modalidades desportivas.

18.30
 Sessão de Abertura e apresentação do Boletim Cultural

                               Drª Fátima Rodrigues; Diretora da " Camilo", no discurso inicial.






Música de abertura.

Mesa de honra.

                                      Dr. Manuel Cardona na apresentação do Boletim Cultural.


A honrosa presença da escritora Luísa Dacosta, ex-aluna da escola, enquanto Liceu.

A música no fecho.

                                 A estimável assistência que preencheu por completo o auditório. 

Camiliana - 2012

1ª Caminhada Camiliana  decorrerá amanhã, das 8:30 às 12:00, como primeira atividade da Semana Camiliana.  Pelas 18:30, realizar-se-á a cerimónia de abertura desta iniciativa, com a apresentação do nº18 do Boletim Cultural. Destaca-se a presença da escritora Luísa Dacosta, convidada de honra e colaboradora neste número do Boletim Cultural.

domingo, 11 de março de 2012

Madrid com Arte



 As Turmas de Artes da nossa Escola foram a Madrid, nos passados dias 22, 23 e 24 de Fevereiro. Passaram por Salamanca, viram praças grandiosas, monumentos, museus e obras de arte magníficas!
O Vasco Rafael, do 10º G, esteve atento e aproveitou para dar largas à sua criatividade… Fotografou e registou espaços, mas também instantes e sentimentos. A Arte expõe, levanta questões, provoca emoções… Assim fez o Vasco Rafael, do 10ºG, e sobre o seu trabalho escreveu: “Madrid, mais uma das cidades que não dorme. Como fotógrafo o meu objetivo é retratar o mundo tal como ele é, e, para isso, na maioria das vezes recorro às pessoas à minha volta para o fazer. Mais do que apenas retratar a sociedade onde vivemos, o meu principal objetivo é “por o dedo na ferida”, mostrar às pessoas o que na maior parte das vezes lhes escapa, e deixam que passe ao lado como se não fosse nada com elas, como se vivessem num mundo à parte, num mundo perfeito.
Nesta viagem a Madrid, tive a oportunidade de, mais uma vez, comprovar a minha teoria de que sempre haverá de um lado, os homens de fato; e do outro, os homens de cartão.”
 Aqui ficam algumas imagens para que possam conhecer e desfrutar o trabalho do vosso colega.


                                                                Gárgula - Salamanca.
Mais fotos em :
http://www.flickr.com/photos/vascorafaelphotography/

Enviado por: Nélia Miranda

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Azul

Azul
Estava uma manhã estranhamente escaldante.
O ar estava abafado ao ponto de as moscas andarem cambaleantes pelos ares. O mar, esse, estava encolhido em maré vaza. Mas, mesmo assim, mostrava a sua fúria encrespando-se como um gato assustado. Sendo seis horas da manhã, seria de esperar que a praia estivesse deserta, mas famílias madrugadoras já marcavam território que nem cães. O mar estava azul. Só azul. Nem verde-mar, nem púrpura, apenas azul. E certos iluminados decidiram então aproveitar-se dele para se empoleirarem, tais galos, nuns ridículos paus de madeira. Eram seis os que pensavam desafiá-lo, e, de entre os seis, três o nobre mar quis levar. Um foi engolido pelas profundas trevas, outro quebrado pelas rochas, e ao outro ninguém chegou sequer a cheirar-lhe o corpo.
E o mar…
azul…
chamou-os…

Sérgio Sequeira. nº26, 7ºC
Texto produzido hoje, na aula de L.P.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Concurso de pinturas faciais

Os alunos de artes da ES/3CCB realizaram a actividade de pinturas faciais, reproduzindo quadros de pintores célebres, para o Concurso promovido pela Mediateca e pelo Departamento de Expressões. Às 11.35,  iniciou-se o desfile. A actividade terminou com a entrega de prémios aos seguintes laureados:


                                                  1º - Filipa (11º) e Armindo (12º) 
                                                     2º -  Ana Catarina e Júlio (11ºG)

                                                  
                                                     3º Vasco (10ºG)

                                                     4º Beatriz Parente (11ºG)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Um dom no 7ºC

Eu sempre quis voar, foi um sonho que eu sempre tive.

Um dia eu estava a passar de bicicleta numa ponte e um carro passou por mim em sentido contrário. Fiquei atrapalhada e caí da bicicleta. Quando me ia levantar, reparei que não estava no chão, estava no ar, a voar! Eu tinha um dom, e estava muito contente. Pensei logo em sobrevoar os Alpes suíços a caminho de Portugal, pensei logo em voar por cima de França e passar algum tempo em Paris. Pensei em muitos sítios onde podia ir.
Num domingo, decidi começar a minha viagem. Quando estava a preparar as minhas coisas, acordei. Tudo não passou de um sonho! Sonhei muitas vezes com voar, e acordava sempre antes da minha viagem começar. Um dia vi um cão a cacarejar. Pensei que estava a sonhar, por isso saltei antes de acordar. Enganei-me, estava bem acordada, e parti o meu braço direito.
Apesar de tudo, um dia vou voar, pode ser de pára-quedas, pode ser de balão de ar quente, mas vou concretizar o meu grande sonho.

Margarida Cosme,  nº18



O meu dom é desenhar. Adoro!

Gosto muito de desenhar e desenhar não é colorir, porque eu odeio colorir!
Se pudesse passar o dia a desenhar era isso que eu faria.
Quase em todas as aulas faço um rabisco ou outro mas nunca uma coisa muito grande.
Para desenhar não se precisa de muito, só de um lápis, uma borracha e uma folha qualquer.
Muita gente depois de acabar de desenhar diz:
- Está feio… Não presta…Está uma porcaria!
Mas uma vez uma pessoa disse-me que nenhum desenho está feio. Todos estão originais e é isso que lhes dá aquele ar único.
Foi por isso que continuei a insistir nos meus desenhos e nunca os critiquei por mais estranhos que estivessem.
Por isso, se querem desenhar, insistam e não desistam.

Maria Gouveia, nº20



Olá, eu sou a Mafalda e gostaria de ter um dom. Este deveria ser completo, não fazer bem a umas coisas e mal a outras. Gostaria de poder salvar a humanidade.

Hoje em dia a maior parte das pessoas só pensa nelas e não nos outros.
Eu gostaria de poder ajudar os outros em ver o que é melhor para todos.
Poder salvar a humanidade acho que é o sonho de qualquer pessoa que pense no bem e não no mal que pode fazer aos outros.
Temos muitas pessoas no Mundo a precisar de ajuda, como por exemplo as crianças de África que passam dias e dias sem verem uma migalha de alimentos e muitas delas acabam mesmo por falecer.
Protegermos o nosso ambiente é bom para todos para isso só temos de reduzir, reutilizar e reciclar, são três coisas muito básicas que toda a gente deve fazer.
Ter o dom de salvar a humanidade era óptimo pois não tínhamos que nos preocupar em fazer o que esta certo, pois a nossa mente já nos encaminhava para isso.
Espero que este texto vos tenha encaminhado o bem, também para fazer com que todos sejamos felizes.

Mafalda Seixas, nº16, 7ºC

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Um dom

Se eu tivesse um dom, seria o dom de tornar os desejos realidade. Tudo iria ser diferente, tudo seria mais fácil: era só desejar e, pronto, estava realizado.
Este talento que eu gostaria de ter seria muito importante para mim, podia tornar as acções complicadas em fáceis, tudo isso. Com este dom, talvez eu pudesse ter o emprego que quisesse, a vida que quisesse. Poderia ser, por exemplo, médico de especialidade, sem ter de estudar muito...
Quando chegasse ao nono ano, escolheria ciências, pois teria as melhores notas, de sempre, tirava o curso facilmente com as melhores notas, de sempre, teria a melhor vida, de sempre, com felicidade, saúde e dinheiro…
Mas, pensando melhor, talvez não quisesse isto tudo. Seria de mais? Muitos excessos, muitas facilidades, era só preguiça. Talvez fosse melhor lutar, estudar, isso tudo. Talvez este não fosse o melhor dom, talvez!
Será que quero ter algum dom?

Diogo Moutinho
8º B



domingo, 22 de janeiro de 2012

"Fermento de Liberdade", de António Sá Gué

Convite
O Presidente da Câmara Municipal de Vila Real e a Editora Lema d’Origem têm o gosto de convidar V. Ex.ª a assistir à sessão de apresentação do livro Fermento de Liberdade,  de António Sá Gué. A sessão terá lugar no dia 28 de Janeiro de 2012 (sábado), pelas 16h00, no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira.

Parlamento dos Jovens 2012 – alunos da ESCCB superam expectativas

Decorreu na passada quinta feira, 19 de janeiro de 2012, a sessão escolar do "Parlamento dos Jovens", para os alunos do ensino secundário. A sessão teve lugar no auditório 1 da Escola Camilo Castelo Branco pelas 14h30.

O projeto "Parlamento dos Jovens" é uma iniciativa institucional da Assembleia da República, desenvolvida a nível nacional. A edição do ensino secundário deste ano é subordinada ao tema: "Redes sociais: Cidadania e Participação". Na nossa escola, o projeto é coordenado pela professora Fernanda Botelho.


A sessão escolar tem em vista a eleição de 5 deputados (4 efetivos e 1 suplente), a aprovação das medidas que irão constituir o projeto de recomendação da escola e por fim a eleição de um candidato a presidente da mesa na sessão distrital.
É importante referir que as espectativas foram superadas, Este ano a iniciativa teve uma maior adesão na nossa escola, em relação ao ano anterior, tendo sido atribuídos 31 mandatos (número máximo para a sessão escolar), nesta eleição que colocou à frente a lista D, com 37% dos votos.
Após a tomada de posse de todos os deputados (28 dos 31 eleitos) e a constituição da mesa, presidida pela deputada Marta Pinho, foram apresentados os quatro projetos de recomendação.
Conhecidas as medidas, foi aberto o debate com a duração de 60 minutos. Nesta fase, os jovens deputados defenderam os seus projetos através de uma argumentação bem estudada, evidenciando todo o trabalho desenvolvido e um grande espírito crítico.


Após a votação de medidas, foram escolhidas as três mais votadas, todas elas resultado da fusão entre as listas. Por fim, realizou-se a eleição dos deputados e do candidato a presidente da mesa para a sessão distrital.
Na sessão distrital, a realizar dia 20 de março no IPJ, a escola estará representada pelos seguintes alunos:
Deputados efetivos: Fernando Teixeira (12ºI), Pedro Batista (12ºA), Alexandre Portela (10ºF) e Pedro Folgada (12ºA)
Deputado suplente: Nuno Gabriel (12ºH)
Candidato a presidente da mesa: Marta Pinho (12ºI)




Jornalista: Gabriela Sousa , nº13, 10ºC

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012


A melhor Entrevista de todos os tempos


            Leonor e Raquel andavam preocupadíssimas, pois não sabiam como realizar o trabalho de português. Depois de lerem muitas revistas e de consultarem imensas fontes, chegaram à conclusão de que não existia nenhum assunto, nem nenhuma personagem que lhes provocasse algum interesse. No meio de tantos papéis e de alguma desilusão, encontraram um anúncio publicado por volta de 1960, que enunciava a existência de uma cadeira mágica capaz de trazer do passado qualquer pessoa. Este assunto agradou-lhes, uma vez que existiam imensas personagens históricas, que continham uma vida muito interessante para ser explorada, Sem mais demoras, saíram as duas juntas, em direção ao Museu Nacional, onde procuraram a cadeira. Depois de tanto procurarem, foram encontrá-la numa sala de arrumos completamente vazia. Rapidamente realizaram todos os procedimentos para voltar a dar vida ao famoso Vasco da Gama (personagem escolhida por elas devido feitos realizados por ele na antiguidade). Após esperarem breves minutos, foram maravilhados com o mágico fenómeno que ocorria mesmo ali, à frente dos seus olhos. Não tiveram tempo para contemplar a imagem que estava diante dos seus olhos, pois ouviram-se passos no corredor. Pegaram em Vasco da Gama e fugiram pela porta das traseiras apanhando o primeiro táxi que apareceu. Foi no táxi que começou o trabalho destas duas raparigas. Começaram por lhe explicar tudo o que aconteceu e depois partiram para a entrevista. Começaram por lhe perguntar:

Entrevistadoras (LR): O que o levou no passado a embarcar na viagem à Índia, mesmo sabendo que poderia nunca mais ver a sua família e os seus amigos?

Vasco da Gama (VG): Eu desde pequeno que sou muito aventureiro, e quando surgiu a oportunidade de realizar aquela viagem, aceitei logo, pois fascinava-me o facto de ser o primeiro a chegar à Índia por via marítima e o facto de ir também conhecer um novo país. Só depois de entrar no barco é que me apercebi do que ia deixar para trás, o que me deixou bastantes remorsos, sabia que poderia não voltar o que me levou a despedir de todos os meus amigos e de toda a minha família como se fosse a última vez que os visse. Custou-me muito, admito, mas naquele momento a aventura e o mar sobrepunham-se a tudo.

LR: A viagem demorou muitos meses. O que é que o marcou de forma negativa esta viagem?

VG: O que me marcou negativamente durante a viagem foram as inúmeras tempestades que ocorreram durante as noites de luar, enquanto navegávamos. A pior tempestade ocorreu quando tentávamos ultrapassar o Cabo Bojador, é uma zona muito complicada pois é onde ocorre a junção de dois oceanos. Nessa noite receei por todas as vidas que se encontraram naquele navio. As ondas eram gigantescas e, à medida que cada uma se aproximava, as nossas pernas tremiam e o nosso coração gelava. Víamos as nossas vidas a passar à frente como uma tentativa de relembrarmos todos os momentos bons que acontecem. Foi a pior noite que eu passei em toda a minha vida.

LR: Imagino que também tenham ocorrido muitos momentos bons. Qual foi o melhor?

VG: O melhor momento da viagem foi quando paramos em Melinde, uma pequena localidade que se localiza em África. Nessa terra tive a oportunidade de encher todos os depósitos do navio e de contar todos os acontecimentos que se passaram em Portugal. Pude relembrar todos os atos heróicos cometidos pelos portugueses e de salientar todas as nossas conquistas aos Mouros. Quando pisei Melinde fiquei um pouco aliviado, pois era a primeira vez que colocava o “pé em terra firme”, depois daquela aterradora tempestade.

LR: Durante o dia, quando não tinham nada para fazer, como ocupavam os seus tempos-mortos?

VG: Para ocuparmos os nossos tempos livres, por vezes fazíamos festas, onde vestíamos os nossos melhores trajes e nos reuníamos todos à volta do convés, para jogar, cantar, dançar e até contar anedotas e fazer adivinhas. No entanto, eu aproveitava esses momentos para repousar no meu camarote onde uma vez por semana escrevia uma carta à minha família onde contava tudo o que acontecia e onde expressava claramente as saudades que tinha deles. Essas cartas nunca foram entregues, pois por vergonha ou medo, não sei, nunca consegui mostrá-las a ninguém. Larguei-as ao sabor do vento quando nos encontrávamos a “planar” sobre as águas límpidas do Índico.

LR: Como fez para suportar as saudades?

VG: Todos os dias sentia saudades, mas isso é natural. Com o tempo fui-me habituando, mas à medida que este ia passando, as saudades tornaram-se um elemento constante no meu pensamento. Chegaram a magoar-me durante algumas noites, pois a ausência da minha família já era tão grande e já se prolongava há tantos meses que parecia que eu estava sozinho no mundo, sem ninguém para me ajudar. A noite era o local mais propício para estes pensamentos, era quando o medo se apoderava de nós, e sombras estranhas invadiram as nossas mentes. Depois de algumas insónias, aprendi a lidar com as saudades, foi nessa altura que comecei a escrever cartas sem remetente.

LR: Depois de tantos meses a lutar contra o mar, para conseguir chegar à Índia, como se sentiu quando colocou os pés nesta terra?

VG: Foi um rodopio de emoções, depois de tantos meses ao relento, quando chegamos sentimo-nos aliviados, pois a nossa missão acabara de ser cumprida.

LR: A nossa missão também já está cumprida. Pedimos-lhe desculpa pelo transtorno da viagem que foi abrigado a realizar, mas a sua presença era mesmo necessária. Obrigada.

VG: Posso pedir-vos um favor? Podem devolver-me ao meu tempo se faz favor.

LR: Claro que sim. Vamos já tratar disso. Senhor taxista leve-nos por favor ao Museu da Ciência.

Quando Vasco da Gama se sentou na cadeira, Raquel e Leonor olharam uma para a outra, pois viram que ainda existia tempo para mais uma pergunta.


LR: Podemos fazer-lhe uma última pergunta? O que achou deste novo Portugal? É melhor ou pior do que o antigo?

VG: Não trocava o meu Portugal por este, acho que no outro Portugal as pessoas não andavam com tanta pressa e tinha tempo para viver todas as emoções. Pelo que vi pela janela do táxi, as pessoas estão tão atarefadas que nem se preocupam com quem está ao lado, por isso preferia viver no meu tempo.    

LR: Mais uma vez obrigada.

Raquel e Leonor foram-se embora do Museu e regressaram à escola onde finalmente puderam entregar o trabalho de português.     

Inês nº14
Joana nº15
10ºA
       

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

E depois de " O Cágado", de Almada Negreiros


O homem senhor da sua vontade considerou que aquele episódio refletia a estupidez da sua índole persistente. Frustrado, mandou o cágado pelos ares, com um vigoroso pontapé, e ficou a observá-lo flutuar no lago onde foi cair. “Ainda vou a tempo de mudar”, pensou, “Não é tarde demais”.
E, com isto, correu para casa dela. A casa dela não era longe e, cedo se viu a bater-lhe à porta. Quando ninguém respondeu, ele reparou que a porta estava encostada e entrou.
Ela estava no sofá – tinha adormecido a ver televisão. O homem, já não mais senhor de si próprio, foi desligar o aparelho e cobriu as pernas dela com uma manta puída pelo tempo. Afastou-lhe o cabelo da testa um pouco suada e aí a beijou, com amor.
E, nesse momento, soube que já não lhe preocupava que ela não fosse perfeita. Era mais do que ele, mais do que qualquer pessoa que tivesse conhecido, e ele queria e desejava cada um dos seus pequenos defeitos. Gostava dela tanto quanto se pode gostar e isso bastava.

Joana Castro
10ºB

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

2ª eliminatória das Olimpíadas de Matemática.


Os alunos seleccionados para a 2ª eliminatória das Olimpíadas de Matemática são os seguintes:
Filipe Cardoso,  12º E,  Categoria B
Luis Pimenta, 7º B,  Categoria JUNIOR
Artur Pinto Almeida, 9º F, Categoria A

A prova da 2ª eliminatória das XXX Olimpíadas Portuguesas de Matemática está agendada para o dia 11 de Janeiro às 15, 30 horas.
A nossa escola foi selecionada como local de realização da 2ª eliminatória, e receberá alunos de outras escolas.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Opiniões do 7ºC

Catástrofes Naturais
Um dos mais correntes problemas da humanidade são as catástrofes naturais.

Desde sempre, a terra tem sofrido com estes acontecimentos dos quais Portugal já foi palco em 1755. Lisboa foi “atacada“ por um terramoto que destruiu parcialmente a cidade. O que ficou foi logo a seguir destruído por um tsunami. Falando de acontecimentos mais recentes, neste ano, a 11 de Março, um sismo potentíssimo, que em si quase não causou estragos, deu-se no Japão. O pior foi o tsunami que o atingiu de seguida. Mas mesmo assim os estragos foram menores do que provavelmente teriam sido se este terramoto acontecesse num país sem a capacidade de prevenção que se verifica no Japão. Por exemplo, o Haiti sofreu também um terramoto com menos intensidade, mas causou muito mais estragos do que o do Japão. Outro tipo de catástrofes surge com as erupções vulcânicas. No ano de 1883, um vulcão indonésio chamado Krakatoa entrou em erupção. Esta erupção foi tão poderosa que destruiu dois terços do próprio vulcão, provocando um estrondo ouvido a 5000 quilómetros de distância e um arrefecimento da temperatura média mundial em 1 grau centígrado durante 3 anos!

Estes acontecimentos têm efeitos muito negativos na sociedade e infelizmente não podem ser previstos com a antecedência necessária, podendo apenas ser prevenidos como aconteceu no caso do Japão. Se o Mundo estiver preparado, as consequências da ira da Mãe Natureza podem ser menores.

Sérgio Artur Sequeira Bastos, Nº 26, 7ºC

A poluição


A poluição é um problema a nível mundial que está a aumentar cada vez mais, pois o Homem preocupa-se menos com a natureza e com o bem que ela lhe faz.
Eu acho que isto é um total crime ao ambiente e ao nosso próprio bem estar.
A poluição provoca a extinção de algumas espécies de animais. Em África, já só existe dois mil rinocerontes pretos. O homem consegue causar e aumentar esta situação, através do fumo dos automóveis, da combustão das fábricas, do uso de peles de animais para a produção de bens materiais.
A poluição também prejudica muito a camada de ozono aumentando assim o efeito de estufa.
Concluo assim que a poluição é um problema que cada vez está a prejudicar mais o bem estar dos seres vivos. Podemos atenuar este problema, respeitando a natureza e o meio que a rodeia.
Mafalda Seixas nº16
Rita teixeira nº21

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

sábado, 26 de novembro de 2011

Crónica



A Glória da Onda

Estava um dia radiante de sol, na praia da Nazaré, quando senti os meus pés molhados.
Olhei para o mar e vi que o tamanho das ondas aumentava cada vez mais.
Ouvi gritos de admiração por detrás das rochas, olhei repentinamente para a direita, e vi que o café Mindelo estava cheio de pessoas que olhavam para o largo oceano. De repente, o som de uma mota de água ecoou na minha cabeça. Fui pedir um danacol, porque o meu colesterol estava em crescimento (tinha comido uma sandes de presunto ao pequeno almoço).
Olhei com atenção para o mar e vi que um corajoso surfista iria enfrentar uma gigantesca onda.
Saquei das minhas chipmix, vai uma? E disse ao Ambrósio que me apetecia algo, útil como sempre, trouxe-me um ferrero rocher.
Inesperadamente, uma onda de aproximadamente 30 metros assaltou a multidão. Nela, de peito erguido, vinha um super Mário corajoso vestido à surfista. Atravessou aquele mini tsunami de uma forma original, como o Sumol (mantém-te original).
Quando saiu da água, foi aplaudido por todas as pessoas ali presentes. Nem passavam 5 minutos, quando os Guiness men chegaram de bué bué longe para felicitar o surfista.
Entrou para o Guiness Book, como o homem que surfou numa onda de quase 30 metros, a pura da loucura.
É assim que quero que seja a minha última crónica, grandiosa como esta onda!

Trabalho realizado por:
Alex Ramos / nº1 / 8ºA
Carlos Barros / nº7 / 8ºA
João Gonçalves / nº9 / 8ºA
José Reis / nº10 /8ºA /


Redes Sociais
Reparo que, hoje em dia, a vida é só à volta das redes sociais. As pessoas gastam mais tempo a “atualizar o seu estado” no facebook do que a praticar atividades que sejam gratificantes para o cérebro. Inconscientemente, estão a fazer regredir a sua maturidade. Mas, porquê? Será que é como uma droga que invade as muralhas da consciência fazendo-as desmoronarem-se?
Apesar de o facebook ter algumas utilidades, não serve para mais nada para além de desperdiçar tempo. As pessoas têm umas certas regras para usar no facebook, como não dizer o que lhes “vai na gana”, mas sim o que realmente interessa aos outros. Se essas regras não forem cumpridas, a pessoa é afastada e fica com a imagem social destruída.
Também existe um esquema muito rígido em relação à vida social. Se se gasta tempo a dormir e a estudar, a vida social deixa de existir, se se gasta tempo a estudar e a fazer crescer a imagem social, fica-se com sono; e se se gasta tempo a fazer crescer a imagem social e a dormir, tem-se más notas na escola.
Portanto, as pessoas vivem presas num mundo com medo do que os outros pensam, sem puderem viver num mundo livre.

Antónia Lima, n.º 3
António Morais, n.º 4
Beatriz Bento, n.º 5
José Magalhães, n.º 11

 
A Palavra


Na língua portuguesa, uma palavra (do latim parabola, que por sua vez provém do grego parabolé) pode ser caracterizada como sendo um grupo de letras ou sons de uma língua, juntamente com a ideia ligada a este conjunto. A função da palavra é representar partes do pensamento humano.
É a língua que nos une, mas é a palavra que nos ata: em Lisboa e em Paris, em Maputo e em Amesterdão, em Madrid e em Londres. A nossa Língua é sempre a mesma sendo sempre diferente.
Palavras bem ditas, palavras benditas, palavras malditas. Palavras proibidas, com medo. Palavras imaginadas, com liberdade. Palavras inventadas, como nos sonhos. Palavras duras, fortes, como a mágoa, o exílio, a morte, o adeus.
Palavra puxa palavra. Palavrório. Palavrada. Palavreio. Palavroso. Palavrão. Em poucas palavras. Palavra de honra. Palavras mágicas. Abracadabra. Em suma, palavras.
Nem todos compreendem, mas há uma diferença muito pequena na forma como usamos as nossas palavras, que poderá fazer toda a diferença na nossa atitude e, por consequência, no nosso futuro.
“Utiliza palavras suaves e argumentos fortes.”, Jardiel Poncela.
Tenho a palavra, mas não tenho palavras…

Bibiana Ribeiro, nº 6
Mª. Beatriz Patarata, nº13
Sara Gil, nº15, 8ºA


Crónica de um mendigo feliz
Na orla de um bosque, estou eu, com sessenta anos, de avental vestido, a cortar cenouras à janela. Parei, já com as mãos cansadas de tanto trabalhar e escrevo, refletindo. Olho um mendigo por baixo de uma árvore, tremendo de frio, tentando inutilmente proteger-se da chuva grossa que cai sem cessar. O céu está muito escuro, mas é hora de almoço. Dizem que este bosque, desde há duas décadas, está assombrado. O que é facto é que morreram meus conhecidos nas redondezas. Temo. Não poderei fazer nada para o auxiliar… A chuva escorre na sua face, a água pinga do seu nariz entortado pela idade. Surgem trovões. Vejo o mendigo sobressaltado, agarrado ao tronco da árvore mais próxima. Na sua expressão vejo a justificação para não vir pedir ajuda a minha casa.
Um corajoso soldado vem parar a esta orla. Veste uma vistosa capa vermelha que o protege da grande tempestade. Tem uma simpática expressão. Ao ver o mendigo, pára. O mendigo ergue a cabeça e levanta-se subitamente. Sente-se tonto, e o soldado estende-lhe a mão e agarra-o pelo antebraço. O mendigo olha para baixo como com vergonha. Parece-me dizer algo ao homem que desmonta o cavalo. Este tira a sua capa e responde-lhe com uma expressão bondosa e compreensiva. Pousa a capa vermelha sobre os ombros do mendigo. Um sorriso largo desenha- -se no rosto deste. O mendigo abraça impulsivamente o soldado… O sol surge por entre as nuvens escuras… Não poderá haver explicação para isto. O soldado monta o cavalo e acena ao realizado mendigo. Desaparece, ao longe, por entre as árvores do bosque.
Desapareceu o nobre soldado, apareceu uma luz dentro da minha alma.

Ana Leandro
Gonçalo Capela
Mafalda Perdicoulis
Nuno Montezinho
8ºA

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Dia Nacional da Cultura Científica


Comemora-se hoje, 24 de Novembro, o Dia Nacional da Cultura Científica. Este dia foi instituído em 1997 para comemorar o nascimento de Rómulo de Carvalho e divulgar o seu trabalho na promoção da cultura científica e no ensino da ciência.
Para assinalar este dia deixamos dois poemas de António Gedeão (pseudónimo de Rómulo de Carvalho):