sexta-feira, 12 de junho de 2015
Parlamento dos Jovens - Secundário 2015
ESCCB no
Parlamento Jovem
Eram sete e quinze da manhã e já todos os elementos do pequeno, mas
motivado contingente dos “parlamentares” vila-realenses estavam concentrados
junto ao Hotel Miracorgo. Depois de alguma espera e cumprindo o típico atraso
português, eis que cerca das oito horas chega o autocarro que desde terras de Bragança
transportava os nossos colegas que, connosco (deputados Maria Beatriz Patarata,
Sérgio Bastos e jornalista Carlos Matos), mais três ilustres representantes de
Chaves (Escola Secundária Fernão de Magalhães) e Mesão Frio (Escola Secundária
Professor António da Natividade) iriam defender a causa do “ Ensino Público/
Ensino Privado”.
Depois de acondicionada a bagagem no autocarro, partimos imediatamente
rumo a Lisboa, via Régua, para “ recolhermos “ os ditos colegas, o que nos
permitiu ter o privilégio de usufruir das paisagens vitivinícolas, oferecidas
pelo “ reino maravilhoso” do Douro.
A viagem foi vivenciada de forma muito diversificada pelos diferentes
elementos da comitiva: enquanto uns aproveitaram para encetar e ou aprofundar
relações de conhecimento e amizade, com os companheiros de viagem e de causa,
verbalizando conversas mais ou menos sérias, contando anedotas, mais ou menos
picantes, ou soltando gargalhadas, mais ou menos estridentes, outros optaram
por dar continuidade a um sono abruptamente interrompido, por um despertador
sadicamente precoce.
Certo é que por volta das onze
e quarenta e cinco abancamos por terras de Pombal, tendo parado ainda pelo meio
em Lamego e também Viseu, para confortar o estômago e esticar as pernas meio
entorpecidas pela viagem. Devorados os petiscos, empurrados por uns decilitros
de sumo, depressa seguimos viagem, pois o relógio, não perdoa e a jornada era
séria e longa.
De qualquer modo, com mais menos sono e mais ou menos conversa, o
certo é que à hora do almoço, mas com o atraso que enquanto lusos nos
caracteriza, estávamos em Lisboa! Estávamos na capital, onde repusemos energias,
com o almoço que as nossas mochilas nos conseguiram proporcionar!
Estávamos, mais do que nunca, preparados de corpo e alma, para entrar
no Palácio de S. Bento, na Assembleia da República, da nossa res publica! A casa da Democracia! O
nosso destino!
Aqui fomos recebidos por simpáticos e atenciosos funcionários da
Assembleia e colaboradores deste projeto “ Parlamento dos Jovens”, que este ano
comemora a sua 20ª edição, uma data imponente que influenciou a logística com
que decorreram as atividades.
Como gente trabalhadora, empenhada, com espírito de sacrifício que
somos e, apesar das sete massacrantes, longas e intermináveis horas de viagem
que nos foram exigidas, mal chegámos ao deslumbrante Palácio de S. Bento não
houve qualquer tempo de descanso! Os deputados dirigiram-se para as respetivas
comissões, enquanto os jornalistas procuravam acompanhar o que se passava um
pouco em cada uma das salas, o que acabou por se revelar uma tarefa bastante
árdua e um esforço quase ingrato.
Foram organizadas quatro comissões constituídas cada uma por 32
deputados, sendo a 1ª Comissão constituída por deputados dos círculos de
Bragança, Évora, Faro, Fora da Europa, Madeira , Porto , Viana do Castelo, Vila
Real e Viseu; a 2.ª Comissão por deputados dos Açores, Aveiro, Braga, Leiria,
Portalegre, Porto e Vila Real. Já a 3.ª Comissão tinha na sua constituição
deputados que representavam os distritos de Aveiro, Braga, Castelo Branco,
Coimbra, Lisboa, Santarém e também duas deputadas da Europa. Por fim, a 4.ª
Comissão tinha deputados dos Açores, Beja, Coimbra, Guarda, Leiria, Setúbal,
Viana do Castelo e Viseu. Nas 1.ª e 4.ª Comissões foram debatidos seis projetos
de recomendação, enquanto nas 2.ª e 3.ª Comissões foram explorados cinco projetos.
Em todas estas se verificou um intenso, mas saudável debate, em que o respeito
entre todos os deputados foi uma constante, tendo tal facto sido um catalisador
da crítica construtiva e de um possível acordo entre todos. De destacar neste
capítulo que na 2.ª Comissão, presidida pelos senhores deputados Duarte Marques, Partido Social
Democrata (PSD) e Pedro Delgado Alves, Partido Socialista (PS), mais
concretamente dos círculos de Vila Real, Braga e Aveiro, se verificou uma
eficaz troca de ideias, sendo todas as justificações apresentadas de grande
nível e expostas com uma qualidade soberba por todos os deputados, culminando
num excelente debate, não só entre os círculos destacados, como também entre os
restantes aí presentes.
Perto das 15: 30 h, os jornalistas abandonaram as salas das comissões
para realizar a visita guiada aos Passos Perdidos do Palácio de S. Bento. Aqui
foi-lhes dada uma breve explicação da história do Palácio, cujas origens
remontam a finais do séc. XVI (1598), época em que os monges da Ordem de S. Bento
iniciaram a construção de um mosteiro.
De seguida, foi proporcionado um programa Cultural, dirigido a todos
os participantes (deputados, jornalistas e professores), protagonizado pelo
humorista Jorge Serafim, que adaptou a sua representação à plateia, entoando
palavras de força, coragem e persistência nos objetivos e sonhos de cada um.
Posteriormente, seguiu-se um delicioso e bem merecido jantar nos
belíssimos Claustros do Palácio, após o qual as comitivas se separaram, tendo
chegado ao alojamento perto das 21:30 h.
Durante a noite, reinaram a boa disposição e o convívio entre os
diferentes círculos de deputados, o que permitiu fomentar as relações de
amizade, a partilha de conhecimento, opiniões e experiências.
No dia seguinte, por voltas das 8:15, os autocarros foram invadidos
por uma multidão de jovens ensonados que tentava aproveitar a curta deslocação
até à Assembleia da República (AR), para matar o “moscardo”, o sono.
Como este ano o projeto “Parlamento dos Jovens” fazia o seu 20.º
aniversário, foi decidido que o Plenário da Sessão Nacional iria ser realizado
na Sala das Sessões, algo inédito até este ano. A abertura solene deste
Plenário coube a Júlio Miranda Calha, Vice-Presidente da Assembleia da
República, sendo a Mesa da Sessão Nacional constituída pela Presidente, Lara
Lopes (Viana do Castelo), o Vice-Presidente, Mamede Fernandes ( Évora) e pelos
Secretários da Mesa, Joaquim Nolasco Gil ( Aveiro) e Paulo Carlos ( Coimbra).
Depois, seguiu-se um período de perguntas realizadas pelos diferentes
círculos, dirigidas aos deputados da AR, em representação dos Grupos
Parlamentares.
Após a resposta às questões, iniciou-se o debate do Projeto de
Recomendação à Assembleia da República de medidas sobre o tema, tendo os
jornalistas a oportunidade de entrevistar os senhores deputados presentes.
Perto das 12:00 h, realizou-se a conferência de imprensa presidida pelo
deputado Pedro Pimpão (PSD), tendo este sido “inundado” por uma grande
quantidade de perguntas, de tal maneira que, no final, ficou a sensação que
havia muito mais para dizer e questionar.
Os Claustros acolheram mais uma refeição, desta vez, o almoço e, sem
mais demoras, às 14 h, iniciou-se a conclusão e a votação final da Recomendação
que iria ser proposta ao Parlamento. No final, foram aprovadas dez medidas.
Por fim, deu-se o Encerramento da Sessão Nacional do Parlamento dos
Jovens, pelo senhor deputado Pedro Pimpão. No final do seu discurso e quase de
forma espontânea, todos os presentes levaram a mão ao peito e entoaram “ A
Portuguesa”, num momento de grande emoção.
Em suma, ficou bem patente em
mais uma edição do projeto “ Parlamento dos Jovens”, que há esperança. Numa
altura em que se aborda tanto o assunto do desinteresse do exercício político e
cívico, estes jovens demonstraram que existem realmente indivíduos que se
preocupam com o estado da sua Nação e têm um papel ativo na exposição das suas
ideias numa tentativa de melhorar aquilo que está implementado atualmente. Há
dinâmica, interesse e preocupação nos adolescentes, sendo estes aspectos
despertados e fomentados por este projeto. Assim ao existirem jovens, existe
também Futuro. Tal se viveu nos memoráveis dias 25 e 26 de maio, em prol da
melhoria deste jardim à beira mar plantado.
Carlos Miguel Loução Lêdo de Matos
Escola Secundária/3 Camilo Castelo
Branco
N.º 26, 10.º D
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Parlamento Jovens - Secundário 2015
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Impressões
Uma viagem, uma partida
Hoje acordei e lembrei-me de
si, recordei-me que já passaram exatamente três meses desde que partiu.
Em primeiro lugar, acho que
ainda não aceitei que os verões passados na sua casa da aldeia na companhia da
avó acabaram; é assustador pensar que nestas férias, quando entrar na sala, já
não vai lá estar para me abraçar e partilhar as suas histórias comigo...
Em segundo lugar, tem sido
cada vez mais difícil ir a Arnadelo, pois ver as suas amigas, entrar no seu
quarto, no jardim, faz emergir em mim uma saudade inexplicável… Sinto que há
algo que me faz falta. Há três meses que nada consegue consolar-me por
completo.
Na verdade, a partida de alguém
deixa-nos sempre mais sensíveis e sozinhos.
Lembrar-me da maneira como
lutou e nunca desistiu até ao último segundo, faz-me ter ainda mais orgulho da
mulher maravilhosa que me viu crescer e me ajudou a ultrapassar todos os
momentos menos bons pelos quais passei.
Efetivamente, é impossível
não me orgulhar de si: criou oito filhos, com “garra” e determinação, fazendo
com que nada lhes faltasse e, acima de tudo, fez com que sempre fôssemos uma
família unida, que apesar de todas as adversidades venceu e a deixou orgulhosa.
Sabemos que, embora hoje em parte incerta, está a olhar por nós e a acompanhar
o nosso percurso.
Hoje,
que já não está aqui, pergunto-me porque é que não parei o tempo naquelas
tardes soalheiras enquanto conversávamos naquele que era o nosso banco, o nosso
refúgio, no seu jardim...
Maio 2015
Eva Fontinha, 10.º B
Aprender Português: o fim de uma etapa
No 10.º
ano a disciplina de Português revelou-se muito importante, devido à quantidade
de conhecimento adquirido. Vamos referir, muito sinteticamente, algumas
impressões que retemos na memória.
Em primeiro lugar, aprendemos a compreender e
interpretar textos do domínio transacional e dos media No decorrer do primeiro
trimestre lemos o livro intitulado “ O Carteiro de Pablo Neruda”, de António
Skármeta. Relativamente ao primeiro período, a atividade realizada de que mais
gostámos foi a leitura do livro anteriormente referido.
Seguidamente, no segundo período, estudámos textos
de carácter autobiográfico assim como o tema Poetas do Século xx, no qual analisámos
obras poéticas singulares. De todos os poemas lidos o que nos cativou mais foi
“Porque”, de Sophia de Mello Breyner Andresen. Ainda neste período, efetuámos a
leitura de um dos volumes do “Diário” de Miguel Torga.
Finalmente, no terceiro período, lemos e
interpretámos vários contos. Tivemos ainda o prazer de receber a Doutora
Elisabete Matos, que foi convidada pela nossa professora para a realização o projeto
LER CONSIGO. Na nossa opinião, a visita da Dra. Elisabete foi deveras
interessante e apreciámos muito a sua disponibilidade para poder comparecer na
nossa aula.
Concluindo, este ano foi muito importante a
nível da disciplina de Português devido aos conhecimentos adquiridos que nos
ajudaram a desenvolver as nossas capacidades cognitivas.
Patrícia Martins, Nº 24. 10.ºB
Helena Pires, Nº 15, 10.ºB
Apesar de ser a nossa língua materna, aprender Português ajuda-nos a desenvolver as nossas capacidades de oralidade e de interpretação.
Em primeiro lugar, o Português contribuiu para o nosso desenvolvimento pessoal a nível da oralidade, isto é, ao longo deste ano lectivo, com a preparação das orais para esta disciplina, foram aparecendo dificuldades que nos fizeram procurar ajuda, principalmente junto da nossa professora. No momento da apresentação do nosso esforço e trabalho sentíamo-nos, frequentemente, inseguros e com “medo do público”, ou seja, dos nossos colegas, uma vez que era a primeira avaliação oral desta etapa da nossa vida. Contudo a professora sempre afirmava que éramos capazes de fazer melhor e que estávamos a preparar-nos para o futuro.
Em segundo lugar, aprender a interpretar textos de diferentes tipologias durante este ano ajudou-nos a descobrir mais facilmente sentidos implícitos de palavras e frases o que contribuiu, também, para a nossa vida fora da escola, ou seja, para sabermos decifrar e compreender textos que nos são apresentados no dia a dia.
Assim, a aprendizagem adquirida durante este décimo ano vai ajudar-nos a desenvolver melhor o próximo ano, visto que conseguimos enriquecer o nosso conhecimento.
Concluindo, o Português é a base de todas as formas de expressão e é uma ferramenta fundamental em todas as etapas da vida.
Apesar de ser a nossa língua materna, aprender Português ajuda-nos a desenvolver as nossas capacidades de oralidade e de interpretação.
Em primeiro lugar, o Português contribuiu para o nosso desenvolvimento pessoal a nível da oralidade, isto é, ao longo deste ano lectivo, com a preparação das orais para esta disciplina, foram aparecendo dificuldades que nos fizeram procurar ajuda, principalmente junto da nossa professora. No momento da apresentação do nosso esforço e trabalho sentíamo-nos, frequentemente, inseguros e com “medo do público”, ou seja, dos nossos colegas, uma vez que era a primeira avaliação oral desta etapa da nossa vida. Contudo a professora sempre afirmava que éramos capazes de fazer melhor e que estávamos a preparar-nos para o futuro.
Em segundo lugar, aprender a interpretar textos de diferentes tipologias durante este ano ajudou-nos a descobrir mais facilmente sentidos implícitos de palavras e frases o que contribuiu, também, para a nossa vida fora da escola, ou seja, para sabermos decifrar e compreender textos que nos são apresentados no dia a dia.
Assim, a aprendizagem adquirida durante este décimo ano vai ajudar-nos a desenvolver melhor o próximo ano, visto que conseguimos enriquecer o nosso conhecimento.
Concluindo, o Português é a base de todas as formas de expressão e é uma ferramenta fundamental em todas as etapas da vida.
Francisco Calejo, n.º14, 10.ºB
A escola
tem como objetivo impulsionar os alunos para a vida e prepará-los para
possíveis obstáculos que poderão encontrar no futuro.
Particularmente, a disciplina de Português
ajuda-nos a desenvolver capacidades, como por exemplo, a de compreensão,
interpretação e leitura. Sentimos que evoluímos, relativamente ao ano anterior,
sendo que esta evolução se reflete a nível da socialização e na forma como
interpretamos um texto.
Após um difícil e trabalhoso ano letivo chegamos,
finalmente, ao fim de uma etapa da qual saímos enriquecidos, no que respeita a
conhecimentos, e preparados para enfrentar um novo ano.
Concluindo, podemos afirmar que Português é
importante na nossa vida ajudando-nos nos vários parâmetros que referimos.
11 de Junho de 2015
Helena Carvalho, nº16 10.ºB
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opinião
terça-feira, 9 de junho de 2015
«Surpresas de agosto»
O meu irmão Tiago e eu andávamos, desde o
mês passado, colados a um novo programa de televisão que passava todas as
noites na TVI. O programa consistia em partidas, ou seja, as pessoas ligavam
para a TVI e pediam que os “jornalistas” que eram atores, pregassem partidas
aos seus amigos, os gravassem e entrevistassem após essas mesmas partidas.
Eu e o meu irmão ríamo-nos imenso da cara de parvos que faziam as pessoas que
caíam nas partidas e no quanto se divertiam os atores.
Contudo, nessa semana não íamos poder ver o tal programa porque eram as férias
de verão e íamos passá-las num castelo em Arezzo, na Itália, e tínhamos
descoberto que o castelo não possuía televisão. Como é óbvio, estávamos
tramados e ainda por cima uma senhora disse que o castelo próximo da vila era
assombrado.
A semana seguinte chegou e lá partimos nós com os nossos pais. Os dias foram
passando e lá nos fomos entretendo, dando longos passeios, correndo e andando
de bicicleta.
Numa determinada noite, os nossos pais decidiram ir sozinhos ao cinema local
que era um pequeno teatro abandonado e que agora servia de cinema, deixando-nos
aos dois em casa. Ficámos eufóricos, pois tínhamos decidido montar as nossas
tendas na sala e comer pizza durante toda a noite, enquanto jogávamos joguinhos
de tabuleiro ou na nossa Nintendo.
E assim foi. Contudo, a meio da noite,
estávamos a pensar em dormir, quando começou a aparecer um líquido vermelho no
chão que parecia sangue e, momentos depois, as luzes apagaram-se. O Taylor
começou a gritar como uma menina e eu, embora estivesse assustado, tentei
perceber o que se estava a passar.
De repente, a porta da sala
abriu-se e apareceu um casal de fantasmas e começaram a dizer que tinha chegado
a nossa vez. Gritamos a plenos pulmões, mas fomos interrompidos com o barulho
da chave a rodar na porta principal – eram os nossos pais que tinham acabado de
chegar.
As luzes, o barulho, tudo tinha acabado. Contámos tudo aos nossos pais, mas
eles não acreditaram em nós. Disseram que era tudo imaginação e riram-se. Fomos
todos deitar-nos e, desta vez, não ficámos nas tendas na sala, mas sim no
quarto que partilhávamos.
Mal nos deitámos, começaram novamente os barulhos e as luzes e fomos a correr
ter com os nossos pais que nos levaram para a sala. O ruído e a luz continuaram
durante mais uns minutos, até que tudo parou e começámos a ouvir risos que
provinham do jardim.
Abrimos a porta que dava para o jardim e demos de caras com os “jornalistas” e
os seus colegas do nosso programa favorito. Eles explicaram-nos que aquilo tudo
não tinha passado de uma partida e que tinha sido a pedido dos nossos pais.
Daniel Vilela e Daniela Gonçalves - 10.º I Vocacional - 2015
Este texto foi produzido na aula de
Português, após a audição do início do conto homónimo de Gabriel García Márquez
que a seguir se transcreve:
Chegámos a Arezzo pouco antes do meio-dia e perdemos mais de duas
horas à procura do castelo renascentista que o escritor venezuelano Miguel
Otero Silva comprara naquele recanto idílico da campina toscana. Era um domingo
de princípios de agosto, ardente e buliçoso, e não era fácil dar com alguém
que soubesse fosse o que fosse no meio das ruas a abarrotar de turistas. Ao
cabo de múltiplas tentativas inúteis, regressámos ao automóvel, saímos da
cidade por um caminho de ciprestes, sem sinais de trânsito, e uma velha
guardadora de gansos indicou-nos com precisão o local onde ficava o castelo.
Antes de se despedir de nós, perguntou-nos se pensávamos pernoitar por lá e
nós respondemos-lhe, segundo o que prevíramos, que íamos só para almoçar.
- Menos mal - disse ela - porque a casa está assombrada.[…]
Pode-se ler o conto na íntegra aqui:
Imagem: http://images.forwallpaper.com/files/thumbs/preview/58/581417__haunted-house_p.jpg
Reserva da Biosfera Transfronteiriça da Meseta Ibérica
Aprovada a candidatura da Reserva da Biosfera Transfronteiriça da Meseta Ibérica pelo Programa Científico “O Homem e a Biosfera” – MAB da UNESCO.
Foi aprovada hoje a candidatura da Reserva da Biosfera Transfronteiriça da Meseta Ibérica, apresentada por Portugal e Espanha, durante a 27ª Sessão do Conselho Internacional de Coordenação da Programa Científico “O Homem e a Biosfera” (Man and Biosphere) – MAB da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), que está a decorrer na sua sede, em Paris, entre 8-12 de junho de 2015.
Esta é a segunda Reserva da Biosfera Transfronteiriça existente entre Portugal e Espanha. A primeira Reserva da Biosfera Transfronteiriça foi aprovada em 2009 e localiza-se no Gerês – Xurés. A Reserva da Biosfera da Meseta Ibérica passa a ser a décima quinta Reserva da Biosfera Transfronteiriça, a nível mundial, e a oitava Reserva da Biosfera portuguesa.
A candidatura da Reserva da Biosfera Transfronteiriça da Meseta Ibérica foi promovida e apresentada pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial – ZASNET e inclui 12 municípios do Nordeste Transmontano (Alfândega da Fé, Bragança, Carrazeda de Ansiães, Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais) e parte da província de Zamora e de Salamanca, num total de 1.132.606 ha. Esta Reserva da Biosfera Transfronteiriça inclui ainda quatro Parques Naturais (Lago de Sanabria e arredores, Montesinho, Douro Internacional e Arribes del Duero) e diversos espaços pertencentes à Rede Natura 2000.
Fonte: Comissão Nacional da UNESCO.
Fonte: Comissão Nacional da UNESCO.
Penedo Durão - Freixo de Espada à Cinta.
Alpajares.
Alpajares - pintura rupestre.
fotos: João Costa - 2011
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Reserva da Biosfera,
UNESCO
segunda-feira, 8 de junho de 2015
"I like to travel out my own walls"
I like to travel
out my own walls
This castle of mine build up by bones
And stones that raise 'till the sky so high
'Cause earth is no wide
When there are echoes and sighs
Occupying the space for feelings that hide
Scared by the bright of "City of Lights".
This castle of mine build up by bones
And stones that raise 'till the sky so high
'Cause earth is no wide
When there are echoes and sighs
Occupying the space for feelings that hide
Scared by the bright of "City of Lights".
This dreamy Paris
is shining with glow
Spidery veins resembling the snow;
Spidery veins resembling the snow;
I know carriages
May be too old
But to my both ears
The sound of the wheels
Is made out of gold.
May be too old
But to my both ears
The sound of the wheels
Is made out of gold.
There are lovesick
lovers passing on by
hallowed hallways with demons inside
While centuries get stagnant beneath my eyes;
hallowed hallways with demons inside
While centuries get stagnant beneath my eyes;
Although it is known by "The City of Love"
The grey painted sky up there above
Shows the lost tears of who has been lost
The passed line that should 've never been crossed
So, why is this city made out of rocks
Instead made by the thoughts
that have never been told?
The grey painted sky up there above
Shows the lost tears of who has been lost
The passed line that should 've never been crossed
So, why is this city made out of rocks
Instead made by the thoughts
that have never been told?
Oh...! Verses and
art are the only salvation
To that lonely people in a crowded nation.
To that lonely people in a crowded nation.
Sara Moura, 8.º B
(Texto base para a avaliação oral de Inglês
– 3º período – 2014/15)
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Sessão Nacional do Parlamento dos Jovens
Tendo sido a professora responsável por acompanhar os deputados da nossa escola à Sessão Nacional do Parlamento dos Jovens (Maria Beatriz Santos Patarata e Sérgio Artur Sequeira Bastos), assim como o jornalista responsável pela reportagem (Carlos Miguel Loução Lêdo de Matos) cumpre-me informar que os alunos representaram honrosamente a nossa instituição escolar, através de uma participação cívica e política empenhada e responsável.
M. José Alfaiate
quarta-feira, 27 de maio de 2015
segunda-feira, 25 de maio de 2015
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Escritora Cristina Carvalho na Escola
A escritora
Cristina Carvalho esteve presente na escola, numa interessante conversa com os alunos
das turmas D e H do 10ºano. Esta iniciativa, subordinada ao tema “Os jovens e a
leitura” e integrada no Mês da Juventude, teve a responsabilidade da Divisão de
Educação, Desporto e Juventude do Município de Vila Real.
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Cristina Carvalho,
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terça-feira, 19 de maio de 2015
Exposição de Gravura
A mostra de gravura "25 anos a riscar" estará disponível aos visitantes no espaço de exposições da biblioteca até 5 de junho.
Esta iniciativa, que resulta da parceria entre a Biblioteca ESCCB e a Fundação Casa - Museu Maurício Penha, apresenta 45 títulos, parte da coleção de gravuras dessa Fundação, sob as técnicas de xilogravura,
linóleo, água-forte, acrílico, exp. e mista, litografia e serigrafia. As obras, datadas de 1939 a 2015, distribuem-se pelos artistas Maurício Penha, Diogo Rodrigues, Cinthia E, Otto, Sylvia Steigaard, J.B., D. Hompesch, Fernanda Sampaio, Rut Martínez, Thomas Falk, José Alberto Salgado, Manuel Filipe, T. Falk & Sirma Keçek, Luís Pedro Tavares e Cysco.
sábado, 16 de maio de 2015
Escritora na escola
Numa iniciativa do município de Vila Real, no dia 12 de maio, a escola recebeu a escritora Ana Gonçalves. A obra, o prazer da leitura e o ato de escrita foram os temas destacados neste encontro com os alunos.
O público atento e interventivo (8.º B).
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sexta-feira, 15 de maio de 2015
quinta-feira, 7 de maio de 2015
PROJETO “LER CONSIGO”
PROJETO “LER
CONSIGO” – Em abril leituras mil
No
âmbito do projeto LER CONSIGO- Em abril
leituras mil, recebemos, na nossa aula de Português, a sra. dra. Elisabete
Matos, secretária da Assembleia Municipal de Vila Real, pessoa que em toda a
sua apresentação demonstrou um grande gosto pela leitura e, acima de tudo, pela
vida… Revelou algumas vivências suas, alguns segredos, e transmitiu-nos o verdadeiro
valor da palavra mãe.
Leu-nos
um livro magnífico, A mãe que chovia, de José Luís Peixoto. A história
ensina a dar mais apreço à nossa mãe. Deu vida ao conto que leu e os alunos
mantiveram-se sempre muito atentos e interessados.
A
convidada era muito comunicativa e interagiu bastante com todos, o que
despertou uma curiosidade imensa sobre ela; associou a simplicidade das suas
palavras a questões profundas da vida. Senhora muito simpática, ensinou-nos
grandes lições de vida: nunca devemos desistir dos nossos sonhos;
independentemente da idade, devemos sempre lutar pelo que queremos. Pessoa inspiradora,
espetacular, cheia de “garra” e de emoção, é uma “guerreira”; adorámos o relato
de histórias da sua vida.
Gostaríamos
que este projeto continuasse para podermos conhecer mais pessoas magníficas
como esta grande senhora que adora ler.
Opinião dos alunos do 10.ºB,
21 de abril 2015
dra. Elisabete Matos, secretária da Assembleia Municipal de Vila Real.
No
âmbito do projeto “LER CONSIGO –Em abril
leituras mil”, no dia 23 de abril recebemos, na nossa aula de Português, o
dr. António Alves, proprietário da livraria Traga-Mundos, que quer ser tratado
só por António e é um amante da literatura. Falou-nos da relação que sempre
teve com a leitura ao longo da sua vida; desde sempre nutriu um grande carinho
pelos livros: a sua espetacular história de vida mostrou que, se gostarmos
muito de ler, nada nos vai impedir de o fazer, nem mesmo o dinheiro. Tem uma
verdadeira paixão pelos livros e leu, de Miguel Torga, um excerto do Diário II, sobre Vila Real e o Marão, de 1942: gostámos muito. Cativou-nos
e incentivou-nos a ler um pouco mais.
O
nosso convidado tinha um belo discurso, fluente e lindo. Transmitiu a ideia de
dar mais valor ao que temos e de que ler pode ser muito importante para a vida:
mostrou-se um grande homem da cultura transmontana.
Apreciámos
a qualidade da sessão realizada e foi muito bom o facto de o convidado ter
partilhado connosco as suas incríveis experiências de leitura e de vida. Esta
iniciativa é ótima e esperamos poder ter mais experiências semelhantes.
Não
iremos esquecer esta visita!
10.ºA
23 abril
dr. António Alves (Traga-Mundos)
Nas
lições números 101 e 102, do dia 27 de abril, recebemos a sra. Dra.Eugénia
Almeida, vereadora dos pelouros da Coesão Social e Igualdade e da Cultura, da
Câmara Municipal de Vila Real. Quando a nossa convidada chegou à sala, explicou
a importância do seu cargo como vereadora. Destacou o grande papel da mulher na
sociedade, tendo demonstrado a sua preocupação com a violência doméstica
exercida sobre as mulheres e indicado o número de mortes causadas por este ato
bárbaro, ocorridas ao longo de 2015,até ao momento. Este assunto e a questão da
igualdade e da discriminação da mulher na sociedade provocaram a preocupação
geral da turma.
Leu-nos
um poema muito bonito acerca da mulher, de Manuel Cardona, poeta vilarrealense.
Foi uma leitura emocionada e adorámos a forma como a nossa convidada comunicou
com a turma; sugeriu-nos uma interessantíssima atividade de desenvolvimento de
ideias a partir da mensagem do poema, na qual participámos com todo o gosto, e
ofereceu a cada aluno um caderno em branco, apenas com o poema lido na primeira
página, no qual poderemos escrever os nossos próprios textos, que temos
hipótese de enviar à sra. Vereadora, para uma possível publicação.
Este
projeto é um privilégio com benefícios para os alunos, visto que tem como
objetivo reforçar a ideia de que ter hábitos de leitura é muito importante.
Esperamos que, no próximo ano, possamos realizar novamente esta experiência.
10.ºG
27 abril
Sra. Vereadora da Coesão Social e Igualdade, da Cultura e da Saúde, da Câmara Municipal de Vila Real – dra. Eugénia Almeida.
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Escolas Associadas da Unesco,
LER CONSIGO – 2015
terça-feira, 28 de abril de 2015
Parlamento Jovem - Ensino Básico
No
dia 17 de março os deputados representantes da Escola Sec/3 CCB
estiveram presentes na Sessão Distrital do Parlamento dos Jovens do
Ensino Básico, que decorreu no auditório do IPDJ de Vila Real. Iniciaram
a sua participação apresentando e defendendo as suas propostas
referentes ao tema "Combate ao insucesso escolar". Na segunda parte
tiveram uma participação efetiva nos trabalhos da respetiva comissão,
tendo a deputada Catarina Pantoja defendido arduamente o direito à
intervenção. A escola e os nossos deputados obtiveram um honroso lugar
de suplente à Sessão Nacional.
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Parlamento dos Jovens 2015
domingo, 19 de abril de 2015
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Ágora 2015 - abertura ao público no Museu da Vila Velha
Cerimónia de inauguração do Ágora 2015
Discursos de abertura.
A arte das palavras.
Arte na música.
Na dança.
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Escolas Associadas da Unesco
quinta-feira, 16 de abril de 2015
6ª EDIÇÃO DO CONCURSO PARA A REDE DAS ESCOLAS ASSOCIADAS DA UNESCO - 2015 ANO INTERNACIONAL DA LUZ - RESULTADO DO CONCURSO
Como nota prévia à informação dos resultados do concurso proveniente da Comissão Nacional da UNESCO, destacamos o empenho e participação das alunas Antónia Lima (11.º B), Joana Soares (11.º B), Ana Leandro (11.º D) e Rita Nóbrega (11.º F) que representaram a escola nesta iniciativa.
Antes de mais, muito agradecemos a colaboração, a disponibilidade, empenho e alegria, na participação das vossas escolas na 6.ª edição do Concurso para a Rede das escolas associadas da UNESCO - 2015 Ano Internacional da Luz. Este concurso não seria possível sem a vossa dedicação e o trabalho dos alunos.
Antes de mais, muito agradecemos a colaboração, a disponibilidade, empenho e alegria, na participação das vossas escolas na 6.ª edição do Concurso para a Rede das escolas associadas da UNESCO - 2015 Ano Internacional da Luz. Este concurso não seria possível sem a vossa dedicação e o trabalho dos alunos.
Assim, vimos informar sobre a
deliberação do júri e a convidá-los a todos, a participar na sessão da entrega
dos prémios que terá lugar no próximo dia 4 de maio, pelas 14h30,
no Planetário Calouste Gulbenkian sito no Museu de Marinha, Praça
do Império, em Lisboa, a partir das 14h30. O convite é extensivo a todas
as comunidades educativas, e às famílias dos alunos.
VENCEDOR
CATEGORIA PRÉ-ESCOLAR
Sol
Fonte de Luz e de Vida!
Agrupamento de Escolas Frei Gonçalo de
Azevedo / E.B.1/JI da Abóbada nº2
Alunos: Catarina Morgado; Bárbara
Branco; Natacha Pereira e Letícia Parente
Prof. Responsável: Lurdes Diogo e Isabel
Baleia
VENCEDOR
CATEGORIA 1º CICLO DO ENSINO BÁSICO
A
luz solar na alimentação
Agrupamento de Escolas D. Filipa de
Lencastre / Escola Básica de S. João de Deus
Aluno: Gonçalo Duarte
Prof. Responsável: Cristina Rodrigues e
João Costa
VENCEDOR
CATEGORIA 2º E 3ºS CICLOS DO ENSINO BÁSICO – DESENHO
Os
faróis – a sua importância no desenvolvimento das civilizações
Colégio Torre Dona Chama
Aluno: Mónica Cristóvão
Prof. Responsável: Ana Sofia Silva
VENCEDOR
CATEGORIA 2º E 3º CICLOS DO ENSINO BÁSICO – DESENHO / MENÇÃO HONROSA
Os
faróis – a sua importância no desenvolvimento das civilizações
Agrupamento de Escolas Aquilino Ribeiro
/ Escola EB 2+2 Aquilino Ribeiro~
Aluno: Nadia Teixeira
Prof. Responsável: Ana Fermoselle
VENCEDOR
CATEGORIA 2º E 3º CICLOS DO ENSINO BÁSICO – TEXTO
Os
faróis – a sua importância no desenvolvimento das civilizações
Centro Educativo e Desenvolvimento Nossa
Senhora da Conceição Casa Pia de Lisboa
Aluno: Alexandra Pato
Prof. Responsável: Margarida Zaccoli
VENCEDOR
CATEGORIA SECUNDÁRIO
A
Luz solar nos Ecossistemas da Terra
Agrupamento de Escolas do Cerco
Aluno: Daniel Oliveira
Prof. Responsável: Maria do Carmo
Rodrigues
Fátima
Claudino
Técnica
Superior
Especialista
de Programa - Educação
Ponto
Focal Nacional - Escolas Associadas da UNESCO
Programme Specialist Education
- National Focal Point Education and ASPnet
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Ágora 2015
Convite
O Presidente da Câmara Municipal de Vila Real e a Diretora da Escola Secundária Camilo Castelo Branco têm o prazer de convidar V. Exa. para a inauguração da exposição ÁGORA (trabalhos de alunos do Liceu na área das Artes Visuais), que terá lugar no próximo dia 16 de abril de 2015, pelas 21.30h, no Museu da Vila Velha.
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