Divulgação informativa e cultural da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco - Vila Real
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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Encontro - Psicologia Aplicada

No passado no dia 29 de Maio, pelas 15 horas, decorreu, no Auditório da Escola, um “Encontro Sobre Psicologia Aplicada” organizado pelos alunos de Psicologia do 12º I, D e F.
Neste encontro participaram os psicólogos clínicos Dr. António Martinho e Dra. Ana Simões que abordaram temas como a sexologia forense, a problemática do suicídio e a relação alcoolismo/depressão. Por sua vez, o Dr. António Andrade esclareceu o seu papel de orientador vocacional.
Já no final, alguns alunos das turmas indicadas apresentaram dois momentos musicais e a dramatização “PsicoArte”.
Como eco desta iniciativa dos professores e alunos de Psicologia, transcrevemos a mensagem do psicólogo convidado António Martinho enviada por e-mail: “gostava de lhe dizer que os seus alunos são espectaculares. Há muitos anos que faço palestras pelas escolas secundárias do país e nunca tive uma plateia como a vossa. Eu até estava, como vos referi, com algum receio relativamente às imagens da apresentação da sexologia forense (estive inclusive a eliminar algumas nos momentos que antecederam a apresentação), porque nunca tinha apresentado esta temática, no secundário. Mas eles portaram-se ao nível das plateias das universidades por onde tenho passado (apenas menos interventivos). Revelaram muita maturidade e muito sentido de responsabilidade. Estão de Parabéns! Os alunos e as professoras.”

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Como lidar com a esquizofrenia

A esquizofrenia é uma doença em que a pessoa sofre de uma alteração da personalidade e um problema que só a medicação pode ajudar. Por esta razão, há que compreendê-la e procurar conhecer as melhores soluções para saber como lidar com ela.
Esta doença caracteriza-se por uma dissociação das funções psíquicas e pela perda de contacto com o mundo exterior. Afecta todas as pessoas que convivem de perto com o doente, família e amigos, assim como ao próprio.
Os seus primeiros sintomas são a diminuição, ou mesmo ausência, da afectividade, existindo um desligamento do mundo por parte do doente, que se volta para si mesmo.
Algumas destas pessoas, antes de se encontrarem nesta situação, passaram por conflitos, períodos de depressão ou stress, o que leva a perceber que a esquizofrenia foi agravada ou mesmo desenvolvida por esses problemas.
Se quem padece desta patologia estiver sob forte stress, viver num clima de medo ou tiver alterações comportamentais contínuas, tudo aquilo que poder trazer tranquilidade ao doente é sempre bem-vindo. Numa fase aguda da doença, pode ser necessário o internamento. Nestas situações, só depois de o doente ter sido sedado e se encontrar mais calmo é que os profissionais de saúde (psiquiatras, enfermeiros e psicólogos) podem fazer um trabalho mais profundo. O objectivo é fazer um trabalho de relaxamento para que a pessoa comece de novo a deixar de ter medos e pânicos de modo a que saia do seu ensimesmamento.
O doente esquizofrénico não deve ser considerado como um indivíduo isolado, mas inserido num contexto social, cultural e familiar, capaz de o influenciar, condicionando as suas atitudes e valores.
A família é indispensável a uma boa inserção social. Por esta razão, é absolutamente fundamental que esteja informada para que possa compreender a situação, de forma a atenuar a angústia face ao desconhecimento. A capacidade de adaptação e de intervenção da família pode constituir um factor determinante no tratamento.
O doente esquizofrénico depara-se frequentemente com dificuldades a nível laboral, quer pelas suas limitações, quer pela rejeição das entidades empregadoras, quer ainda pelas insuficientes condições de trabalho oferecidas. Apesar dos eventuais obstáculos, é importante que o doente se mantenha activo, se sinta realizado profissionalmente e seguro num local de trabalho que lhe é familiar.
Finalmente, the leat but not the last, a mudança de atitudes da sociedade - rejeição, visão estereotipada e marginalização do doente esquizofrénico -, contribuirá para a construção da sua identidade pessoal e reinserção social.

Ana Correia nº2,
Diana Henriques nº8,
Tatiana Rocha nº10
Tânia Cibrão nº19 – 12ºD.
Trabalho realizado no âmbito de Área de Projecto.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Encontro sobre Psicologia Aplicada





As professoras e alunos de Psicologia da Escola Secundária Camilo Castelo Branco convidam-no(a) a participar num “encontro” sobre Psicologia Aplicada, que se realiza dia 29 de Maio, pelas 15 horas, no Auditório 1.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Psicologia

Porque sonhamos...

O sonho tem inspirado a criatividade humana e orientado o pensamento e a acção de poetas, músicos, pintores ou activistas. Muitas são as referências ao sonho na história e cultura do século XX: a “Pedra Filosofal” de António Gedeão, as pinturas surrealistas de Salvador Dali ou o célebre “I Have a dream” de Martin Luther King são apenas alguns exemplos.
Mas é o sonho enquanto realidade psicológica que constitui o fio condutor deste artigo. O sonho é um fenómeno universal. Não escolhe idade, sexo, cultura ou religião e nem sequer é um exclusivo do ser humano, pois os animais também sonham.

Qual a relação entre o sono e o sonho?
Quando dormimos profundamente, ocorre o chamado sonho paradoxal ou REM (rapid eye movement) que surge ciclicamente, quatro a cinco vezes por noite. Nesta fase do sono registam-se movimentos oculares rápidos e verifica-se ainda a paralisia dos membros, o ritmo cardíaco e as respirações tornam-se irregulares. Ainda que os sonhos se manifestem em todas as fases do sono, estudos realizados defendem que o conteúdo destes varia de acordo com o momento em que surgem. Assim, no período REM, caracterizado por uma elevada actividade cerebral, os sonhos são bizarros representando uma história.

Mas, por que razão sonhamos?
Esta não é uma questão fácil, existindo muitas teorias quanto à razão de ser dos sonhos. A mais célebre de todas é a explicação desenvolvida por Sigmund Freud. Para o pai da Psicanálise “um sonho é a realização de um desejo” e também “uma estrada real de acesso ao inconsciente”, não sendo contudo um espelho fiel do mesmo. Quando dormimos, a censura levada a cabo pelo ego e superego (instâncias do aparelho psíquico) não desaparece, mas encontra-se atenuada. Assim, os desejos, os impulsos e conflitos podem manifestar-se, mas sob a forma simbólica que naturalmente exige uma interpretação. Freud distingue o conteúdo manifesto do sonho – os acontecimentos de que se lembra quem sonha – do conteúdo latente ou simbólico – o seu significado oculto que importa interpretar ou descodificar.

Teorias mais recentes defendem que os sonhos servem para tratar as emoções do dia-a-dia, contribuem para organizar a nossa vida psíquica e também têm funções fisiológicas. Experiências realizadas com animais demostraram que estes ficavam debilitados, após terem sido repetidamente acordados no período REM e assim impedidos de sonhar. Isto porque o sonho activa algumas defesas biológicas ligadas à imunidade, sendo igualmente importante para estimular a memória.

Como interpretar os sonhos?
Existem muitos livros à venda no mercado que se propõem ajudar as pessoas a interpretar os sonhos. Mas, esse tipo de manuais não tem qualquer credibilidade pois os sonhos são pessoais e exigem uma contextualização que esses livros não oferecem. O recurso a especialistas também só deverá ocorrer quando se tratam de pesadelos recorrentes que ameaçam o equilíbrio emocional do indivíduo. Em circunstâncias normais, podemos tentar fazer uma leitura pessoal dos sonhos respondendo a quatro perguntas fundamentais:
- Qual é a imagem-chave do sonho?
- Qual o sentimento ou emoção dominantes?
- Onde é que a acção se desenrolava?
- Que situação, na vida real, é aquela que o sonho lhe faz lembrar?
Com este exercício caminharemos em direcção ao auto-conhecimento que tantas vezes nos escapa. Será possível perceber o que realmente nos afecta, esclarecer sentimentos confusos e, quem sabe, definir o melhor caminho a seguir.
Bons sonhos.

Fernanda Botelho
Profª. de Psicologia