Divulgação informativa e cultural da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco - Vila Real

domingo, 19 de julho de 2020

Percursos de Geografia pela Rota de Miguel Torga

Participação do 9ºD no “10 minutos a Ler”.

O projeto “10 minutos a Ler”, do Plano Nacional de Leitura, esteve presente nas aulas de geografia do 9ºD, do início ao fim do ano letivo, e centrou-se no poeta e escritor Miguel Torga. Para além do interesse da promoção da leitura só por si, Miguel Torga é um autor de grande relevância para a disciplina de geografia, pois descreve de forma soberba múltiplos aspectos da geografia física e da geografia humana, da região e do país, ao longo de várias décadas.
Para estimular a criação de uma rotina de leitura na família, os pais também foram desafiados e vários vieram à sala de aula ler Miguel Torga.
A leitura serviu de mote para o desenvolvimento de outras áreas artísticas, nomeadamente o desenho, a pintura e a fotografia. Tendo Miguel Torga por tema integrador, os alunos, com a orientação da professora de geografia que também era a diretora de turma, realizaram calendários, postais, marcadores de livros, entre outros. Posteriormente, os pais mandaram reproduzir esses trabalhos com qualidade gráfica e os mesmos estiveram expostos na “Mostra e Mercado de Natal”, organização da Câmara Municipal de Vila Real.
O projeto de leitura das obras de Miguel Torga foi também impulsionado pela realização de uma saída de campo, em 24 de outubro de 2020, aos espaços de vivência do autor nos concelhos de Sabrosa e de Peso da Régua. Apesar de a organização da visita ter sido da responsabilidade dos professores de português, a professora de geografia da turma também foi convidada a participar, tendo explorado amplamente com os alunos “a geografia nativa” do autor, tanto antes como depois da realização da visita.



Criado com o Padlet

Criado com o Padlet







segunda-feira, 6 de julho de 2020

E@D NA 1ª PESSOA




E@D NA 1ª PESSOA
(E@D VISTO PELOS ALUNOS)*

10 º A

PROVEITOS


§                   Desenvolvi a minha autonomia, resiliência e o meu espírito de sacrifício, pois a verdade é que abdiquei, como a maioria das pessoas, da minha rotina habitual e da convivência cara-a-cara, para passar a ser eu próprio a gerir de forma mais autónoma o meu tempo mediante as tarefas que tinha de realizar.

§           Este estudo mais autónomo não foi completamente benéfico pois, pelo menos eu, sempre que estudava sem apoio ficava com muitas dúvidas. Para clarificar estas dúvidas, existiam as aulas síncronos que, na minha opinião, foram extremamente benéficas e fundamentais para o funcionamento do ensino a distância. Os professores sempre se demonstraram muito disponíveis para esclarecer qualquer dúvida e trabalharam de uma forma surpreendente dado o ambiente que vivemos. Sempre se mantiveram muito positivos, além disso sempre consciencializaram os alunos sobre os perigos da Covid-19 e sempre os alertaram para que cumprissem as normas de segurança.

§        Este E@D trouxe alguma independência, responsabilidade e permitiu a nós, alunos, termos mais em conta o nosso método de estudo, permitindo-nos melhorar.

§              Ajudou a desenvolver mais vários aspetos como a autonomia e o espírito de cooperação.

§           O estuda a distância aumenta a autonomia dos alunos; desenvolve competências digitais, implica maior diversificação de materiais e flexibilização horária.

§          Não achei que isto de aprender sozinho fosse mau de todo, pois eu realmente consegui refletir bem na matéria e chegar à conclusão de que os professores precisam de ser mais valorizados, porque não é a mesma coisa estarmos a estudar a olhar apenas para um livro e estarmos numa aula com o professor a explicar-nos tudo e a esforçar-se para que os alunos aprendam.

§       Embora as aulas presenciais sejam muito mais produtivas, o E@D permitiu que eu melhorasse a minha autonomia.



DESVANTAGENS

  Desde o início, a ideia do ensino a distância não me agradou muito por considerar a interação aluno-professor uma das coisas mais importantes no ensino. Apesar disso acredito que essa barreira foi ultrapassada com sucesso. Claro que a interação não é como nas aulas presenciais mas acredito que, dadas as circunstâncias, lidámos muito bem com a situação.

§   O que posso concluir acerca do ensino a distância é que foi mais trabalhoso e cansativo devido ao tempo passado em frente ao computador, e um pouco stressante devido aos vários trabalhos enviados nas diversas disciplinas, com prazo de cumprimento.

§  Este modelo de ensino traz algumas desvantagens, pois muitas vezes, quando estávamos nas aulas online, a internet tinha um sinal fraco e não deixava ouvir os professores, dificultando a aprendizagem da matéria por parte do aluno. Também outros problemas informáticos atrapalhavam a comunicação, o que tornou um pouco complicado estas aulas por videoconferência, porque tanto os professores como os alunos tinham de repetir o que diziam, várias vezes.

§  Passámos muito tempo em frente a um ecrã, porque todos os trabalhos e fichas realizadas eram feitas em meios informáticos e isso fez com que ficássemos mais cansados no final do dia e prejudicássemos a nossa saúde.

§  O E@D oferece-nos uma sensação de conforto que na escola normalmente não teríamos, o que leva a que alguns alunos se possam distrair com bastante facilidade. Por muito que me esforce para estar com a máxima atenção nas aulas por videoconferência, por vezes torna-se difícil manter o foco, quer seja porque o meu cão entrou no meu espaço de trabalho, quer seja por os meus pais estarem a conversar no quarto ao lado. 

§    Neste terceiro período, o ensino a distância afetou-nos a todos. Nada se compara com o ensino presencial, e as videochamadas não facilitam: aprender algo nas videochamadas é muito difícil para mim, porque não consigo manter o foco.

§   No meu ponto de vista o ensino à distância é muito mais difícil do que o ensino presencial, pois a elevada quantidade de tempo em frente ao computador provoca bastante cansaço.

§  As dificuldades na avaliação e a falta da presença humana são duas grandes desvantagens do ensino a distância.

§        O E@D é muito mais difícil e cansativo, mas esta situação é, a meu ver, atenuada já que pelas aulas síncronas os professores conseguem esclarecer as dúvidas e os conteúdos.



CONCLUSÃO


§          Estava habituada a uma grande aproximação com os professores e devido ao vírus tivemos de nos afastar, então preferia não repetir esta experiência.

§             Este tipo de ensino não é um bom método de aprendizagem e espero que no próximo ano letivo tudo volte a ser como era dantes, ou seja, que regressem as aulas presenciais.

§                O ensino à distância é mais complicado e cansativo por isso prefiro as aulas presenciais.

§      Gostaria de dizer que, a meu ver, o ensino presencial é melhor do que o ensino à distância.

§             Apesar de tudo, de poder ter aulas em casa, de não ter de me levantar tão cedo quanto o que tinha para ir para a escola, de não ter de andar com a mochila carregada, prefiro ter aulas presenciais.

§               Do que senti mais falta neste tipo de ensino foi da proximidade e da maior convivência que costumava existir entre os alunos e os professores em contexto presencial, o que facilitava muito a nossa aprendizagem, que considero insubstituível e que vou valorizar muito mais.

§               Este terceiro período em confinamento foi deveras a maior diferença a nível de ensino com que alguma vez me deparei. Fez-me aperceber do grande valor da interação entre alunos e professores em sala de aula e o quão importante é ter alguém dedicado a explicar os conteúdos e esclarecer dúvidas. Obviamente, foi mais difícil compreender a matéria sem ter uma explicação presencial ou através de aulas síncronas com duração inferior àquelas que teríamos numa situação normal. Todavia, acredito que a metodologia adotada foi capaz de ultrapassar estas adversidades, tornando-nos mais autónomos e atentos para diversos aspetos da vida escolar que normalmente ignoramos.
          No geral, acredito que este confinamento foi um tempo de crescimento, não só porque conseguimos ter aulas num meio mais tecnológico, mas principalmente porque o empenho de todos nos permitiu ultrapassar as barreiras físicas e aprender, refletir, colaborar e interagir.

 15 alunos da turma A do 10º ano 2019/2020

* Seleção de segmentos de textos escritos pelos alunos que, no final do período, aceitaram, na aula de Português, o desafio proposto de fazer uma reflexão acerca da experiência individual do E@D.
Profª Mª João Cunha



9º C e 9º D

EVOLUÇÃO
§             Primeiramente, toda a gente estava entusiasmada porque era uma nova experiência.

§             Durante as primeiras duas semanas, tanto os professores como os alunos se encontravam empolgados. Os alunos ligavam as câmaras sem qualquer problema porque, sinceramente, todos tínhamos saudades uns dos outros; além disso, as aulas não eram tão “puxadas”…

§         Entretanto, com o passar das semanas, a “previsão do tempo” mudou: iniciou-se uma chuva torrencial de trabalhos de todas as disciplinas e a partir daí, o entusiamo dos alunos caiu a pique… Todavia, também os professores estavam cansados e talvez bem mais que os próprios alunos e eu sou testemunha disso: sou filha de dois professores e nunca vi os meus pais tanto tempo seguido em frente a um computador nem a queixarem-se tanto de corrigir trabalhos. Portanto, eu pessoalmente acho que isto desgastou qualquer pessoa…

§               No início foi muito difícil adaptar-me a este conceito, pois não estava muito habituada a lidar com o computador para a elaboração de trabalhos, mas com o tempo lá fui apanhando o jeito.

   ASPETOS POSITIVOS
§           Esta forma de ensino à distância exigiu mais autonomia e responsabilidade dos alunos, pois tínhamos que gerir o nosso tempo sem termos ninguém a obrigar-nos a fazer as tarefas, para além de nós mesmos.

§            Eu gostei bastante desta experiência pois ajudou-me a desenvolver a minha autonomia, a confiança em mim mesma e a responsabilidade.

§             Na minha opinião, o ensino a distância é um método de educação eficaz no tempo que estamos a viver agora. Os professores estão a dar trabalhos suficientes para manter os alunos ocupados e dão tempo suficiente para os submeter, não tenho nada de negativo a apontar acerca do ensino a distância a não ser a falta de estar com os colegas e professores. Acho que todos nós estamos a dar o nosso melhor para que isto resulte e possamos voltar às nossas vidas normais. Tenho a certeza de que se todos trabalharmos juntos isto vai passar rápido. Até lá, continuaremos a lutar. 

§          Este método favorece a manutenção de uma rotina, que me possibilitou enraizar métodos de estudo e aprendizagem autónoma.

§        Agora, que me adaptei,  parece que quando estou em casa me empenho mais nos trabalhos; tenho tido melhores notas em trabalhos desde que estou em casa do que dantes, na escola.

§                Tenho a oportunidade de passar mais tempo com a minha família e aprender mais sobre mim mesma em uma extensão mais ampla, além de amadurecer a minha mentalidade. Tornei-me mais “madura” e criativa.

§      É uma boa oportunidade para os alunos desenvolverem mais a autonomia, que é extremamente importante. Por outro lado, também se desenvolveram aptidões com as tecnologias.

§         Aprendemos a ser mais autónomos e temos mais tempo livre, devido a não    terem de ser feitas viagens da escola para casa e de casa para a escola.

§           A modalidade de aulas por videoconferência tem sido a escolha mais adequada para esta situação pandémica, mas devido aos problemas da internet que possuo na zona onde moro, não correram como o esperado.

§           A minha escola forneceu a alunos material informático para eles poderem ter acesso às aulas do E@D.

§            Apesar de, infelizmente, nem todas as crianças e adolescentes terem acesso à internet, tornando impossível que esses alunos tenham aulas, o Estado, com o intuito de os ajudar, criou um plano de aulas via TV para todas as idades, desde o 1º ao 9º anos. Também várias empresas juntamente com o Estado têm trabalhado para fornecer computadores com internet para alunos que não os têm.



DESVANTAGENS

§              Sentia sempre uma pequena ansiedade pois nunca tinha a certeza se faltava fazer algo que não tivesse visto, ou talvez esquecido.

§            Acho bem mais eficiente o ensino presencial, já que a interação com os professores é constante e independente de falhas da tecnologia (as quais são dos maiores problemas quando falamos em ensino à distância). Além disso, a partir do momento em que nos encontramos em casa, a distração torna-se fácil: por um lado, temos tudo à nossa disposição e por outro, ninguém nos impede de usar o que queremos.

§                Sentia sempre uma pequena ansiedade pois nunca tinha a certeza se faltava fazer algo que não tivesse visto, ou talvez esquecido.

§                  É mais difícil entender a matéria.

§         Penso que alguns professores poderiam ter sido mais razoáveis na quantidade de trabalhos que mandaram, porque devido a essa sobrecarga houve muita pressão sobre nós, alunos, para que os prazos fossem cumpridos.

§                 Não tenho tempo para me distrair, como ir à varanda apanhar sol, passear o meu cão, entre várias outras coisas que me fazem falta e que sempre tive tempo para realizar durante as aulas presenciais. A realidade é que passamos o dia todo em casa em frente ao computador a realizar trabalhos e a assistir às aulas.

§              Com os problemas da net, acabamos por não compreender tudo, o que influencia o nosso estudo. Por outro lado, em casa acho que não há tanta concentração, porque na escola estamos, por assim dizer, num ambiente de trabalho; em casa não acontece o mesmo devido às diversas distrações.

§      Os alunos estão no seu local de conforto, o que dificulta a concentração e a aprendizagem.

§                  Por vezes sinto-me sobrecarregada com a quantidade de trabalho que temos de cobrir. Isto despoleta sentimentos de incompreensão e frustração.

§              Nós dependemos dos meios tecnológicos, o que não é muito bom porque nunca sabemos o que pode acontecer, o nosso meio de estudo pode avariar.

§              Sou capaz de procrastinar facilmente em casa e ter aulas na cama não é a melhor ideia. Além disso, muitas vezes, para um aluno perceber a matéria dada, é só preciso um “empurrão” do professor que nem o aluno sabia que precisava, o que com aulas virtuais nem sempre é possível obter.

§                 Apesar de ser bom não nos deslocarmos enfrentando o perigo de contágio, o E@D está a ser um pouco mais cansativo do que as aulas ditas normais, no ensino presencial. Temos de nos saber organizar melhor e saber gerir o nosso tempo; além disso, não estávamos habituados a estes métodos escolares, assim como, ter um trabalho autónomo mais regular e exigente. Penso que as aulas desta forma nos ocupam mais o tempo de lazer e começamos a ficar um pouco saturados dos trabalhos, das aulas online e ainda das aulas pela televisão. Acresce a esta situação o facto de nem todos os alunos terem meios para assistir às aulas online. Eu, por exemplo, tenho problemas com a internet, pois são três pessoas a utilizá-la em minha casa, basicamente todo o dia; a minha irmã é estudante universitária, a minha mãe é professora e eu, sendo também  estudante e a mais nova, sou a que acabo por não conseguir aceder tão bem à internet.

§                 Outra grande desvantagem tem a ver com a rede de internet que muitas vezes falha e impossibilita as aulas por videoconferência, por exemplo.

§                    Acho que este tipo de aulas devia ser para consolidar matéria, e não para dar matéria nova: aumentou-me as dificuldades de aprendizagem, senti maior frustração e desmotivação. Não consigo perceber porque é que aumentaram o 3º período, pois foi demasiado cansativo para nós.

§                    Tenho dificuldade em me concentrar, por isso sinto a necessidade de supervisão por parte dos professores, sendo essa uma das vantagens do ensino presencial.

§                       A minha experiência com este método de ensino não está a ser o melhor, pois como o meu computador e tablet não são novos, por vezes não aguentam.

§                   É difícil manter a concentração como nas aulas presenciais e nem sempre conseguimos realizar tudo a tempo.

§           Sempre é mais difícil compreender as coisas, até porque nem todos têm aparelhos tecnológicos ou uma boa internet para conseguirem aceder à aula. A quantidade de trabalhos é, por vezes, um pouco exagerada, apesar de não termos as mesmas exigências a que estávamos habituados nas aulas presenciais.

CONCLUSÃO

§                Para concluir, penso que esta forma de ensino não foi perfeita, tal como não o é o ensino regular, ou seja, presencial. O que eu tiro deste 3º período é experiência e preparação para uma vida repleta de problemas para os quais nos temos que adaptar e ser versáteis.

§                  Para mim foi mais positivo do que negativo embora tenha que aumentar a graduação dos meus óculos devido ao computador…

§               Eu prefiro as aulas presenciais: estar com a turma, com os professores e com os amigos.

§            E@D foi uma boa solução para continuarmos a ter aulas, porém não o trocaria pelas aulas presenciais.

§           Depois desta experiência, comecei a valorizar mais as aulas presenciais.

§                 Há vantagens e desvantagens em ter ensino à distância, por exemplo existe mais tempo de dedicação e existe uma grande flexibilidade de local de estudo, visto que o aluno pode estudar em qualquer lado à escolha desde que tenha acesso à internet. As desvantagens são, por exemplo, o não cumprimento da carga horária, a falta de contato e do ambiente escolar, etc...

§            Para mim o E@D é melhor, pois consegue tornar-me mais responsável e parece que me dá mais vontade de trabalhar. Estou a gostar muito desta nova experiência!

§             Em suma, na minha opinião, este ensino requer um maior esforço para o aluno, mas com isso vem uma mais madura mentalidade que (como aluna do 9º ano) precisava para o secundário.

§               Em conclusão prefiro aulas presenciais, mas temos de nos habituar a novas experiências nas nossas vidas e acho que foi muito enriquecedor.

§        Por fim, espero que todos aprendamos com esta situação atual e que saibamos dar valor à saúde, à amizade, à liberdade, à partilha e ao amor!

24 alunos das turmas C e D do 9º ano 2019/2020

* Seleção de segmentos de textos escritos pelos alunos que, no final do período, aceitaram, na aula de Português, o desafio proposto de fazer uma reflexão acerca da experiência individual do E@D.

Profª Mª João Cunha

terça-feira, 16 de junho de 2020

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Dia Mundial dos Oceanos


Mensagem de Audrey Azoulay,
Diretora-Geral da UNESCO,
por ocasião do Dia Mundial dos Oceanos

A inovação para um oceano sustentável

8 de junho de 2020


Todos os anos, entre o final de maio e o princípio de junho, a UNESCO celebra três dias internacionais importantes que representam uma oportunidade para refletirmos juntos sobre os três pilares sistémicos das alterações climáticas: a biodiversidade, o ambiente e os oceanos.
Este terceiro dia chama a atenção para uma questão fundamental: os oceanos. Estes ocupam a maior parte da superfície da Terra - 70% - a ponto de dar ao nosso planeta a sua cor inconfundível. Como tal, eles são barómetros eloquentes da sua saúde: observá-los é ver em que situação nos encontramos.
No que respeita ao clima, o aquecimento e a acidificação dos oceanos têm consequências nefastas para a vida marinha e para a terra firme: trata-se, obviamente, do aumento do nível da água que constitui um perigo para as populações que vivem ao longo das costas e nos Estados insulares; trata-se também de um risco que, por ser sistémico, é ainda mais preocupante e se tornará numa realidade se os oceanos deixarem de ser capazes de desempenhar a função reguladora do clima que há muito desempenham.
No que respeita à biodiversidade, o diagnóstico é, uma vez mais, alarmante. Onde a vida criou raízes, onde se diversificou e ramificou, e onde permanece em grande medida desconhecida, está profundamente ameaçada.
Conhecemos muito bem estas crises interligadas e interrelacionadas, graças, nomeadamente, ao trabalho da Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO, que celebra este ano o seu 60º aniversário; conhecemos também onde devemos atuar; mas temos ainda de avaliar a situação e mobilizarmo-nos amplamente para gerirmos o inevitável e prevenirmos o irremediável.
A COVID-19 oferece-nos esta oportunidade de nos reunirmos e criarmos programas de ação ambiciosos. Isto é verdade para o clima; é verdade para a biodiversidade; é também verdade para os oceanos. Como o Enviado Especial do Secretário-Geral da Nações Unidas para os Oceanos, Peter Thomson, explicou há alguns dias: «Se tivéssemos que aproveitar uma maré nos assuntos humanos seria, sem dúvida, esta».
Ao entrarmos na Década das Nações Unidas das Ciências Oceânicas para o Desenvolvimento Sustentável, é de facto nossa responsabilidade aproveitar este momento.
Aproveitemos, desde logo, este momento para aprendermos mais sobre estas profundezas que, muitas vezes, permanecem em grande parte desconhecidas para nós, e que ainda encerram muitos segredos que nos cabe desvendar.
Aproveitemos, ainda, este momento para dar largas à imaginação e à inovação: precisamos delas para enfrentar esta situação preocupante. Por esse motivo fizemos delas o tema das celebrações deste Dia Mundial.
Aproveitemos, por fim, este momento para fazer soar o alarme, talvez mais amplamente do que temos feito até agora, pois nenhuma solução técnica pode substituir uma consciência generalizada e pessoal das ameaças que pesam sobre os oceanos, os seus mistérios e a sua beleza.
"Necessito do mar porque me ensina", escreveu o poeta chileno Pablo Neruda, para quem o Oceano Pacífico era tão querido. Neste Dia Mundial, convido-vos a deixarem-se ensinar pelo oceano, a aprenderem com ele e a agirem por ele.


E@D | Técnicas de Expressão Artística – Assemblagem | 8.º ano

A assemblagem é uma forma de expressão em volume que consiste na junção de objetos ou fragmentos de objetos e materiais abandonados e recolhidos, que originam obras numa situação de fronteira entre a escultura e a pintura. A sua aparição, em plena época neodadaísta, foi influenciada pela técnica automática dos surrealistas.
Joseph Cornell (1903-1972) foi um artista americano e cineasta, influenciado pelo movimento surrealista, pioneiro e um dos expoentes da assemblagem.
Foi um autodidata e desenvolveu um estilo original assente no aproveitamento de objetos do dia-a-dia a que, muitas vezes, mais ninguém reconhecia utilidade.
Os alunos do 8.º ano de escolaridade, das turmas C, E e F, foram desafiados pela professora Luísa Marques para, a partir do trabalho deste tão peculiar artista, criarem “Uma caixa como Joseph Cornell”.