Divulgação informativa e cultural da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco - Vila Real

segunda-feira, 23 de abril de 2018

25 de abril


25 DE ABRIL: VALEU A PENA? NÃO… VALE A PENA!

Vale a pena a liberdade.
Vale a pena a igualdade.
Vale a pena a fraternidade.
Vale a pena a solidariedade.
Mas o que que vale mesmo a pena
É a luta pela verdade!


Vale a pena lutar.
Vale a pena conquistar.
Vale a pena acreditar.
Vale a pena não calar.
Mas o que vale mesmo a pena
É saber partilhar.


Vale a pena a paz.
Vale a pena ser capaz.
Vale a pena ser abnegado.
Vale a pena lutar contra o passado.
Mas o que vale mesmo a pena
É o sonho realizado.


Vale a pena valorizar.
Vale a pena o bem comum alcançar.
Vale a pena viver para conquistar.
Vale a pena um sorriso mostrar.
Mas o que vale mesmo a pena
É o 25 de Abril celebrar.

Alunos do 9.º C


quinta-feira, 12 de abril de 2018

Ágora 2018


Racismo


Racismo é a discriminação baseada na ideia de que existem diferentes raças e que umas são superiores às outras. Os apoiantes desta visão defendem a separação dum grupo, segregação racial, ou até mesmo o extermínio de uma raça como aconteceu na Segunda Guerra Mundial.
Embora este exemplo seja talvez o mais chocante, o racismo acontece em todo o lado todos os dias e, como não tem o impacto do exemplo que dei, é frequentemente ignorado por muitos, o que, na minha opinião, é intolerável.
Considero que temos todos os mesmos direitos e não podemos discriminar ninguém pela sua “capa”.

Inês Anjos, nº11, 8ºI

Racismo, uma palavra tão forte e com um significado tão fútil.
Todos os dias, milhares de pessoas sofrem preconceito, por serem negros, muçulmanos, homossexuais ou mesmo por estarem a usar roupas curtas e consideradas menos adequadas, por serem pobres, por defenderem algo em que acreditam como o feminismo, o sexismo ou os direitos iguais para com diferentes etnias.
Por vezes, não nos apercebemos que também somos racistas. Com atitudes, como sair de um lugar só porque alguém “diferente” se sentou ao nosso lado, com gestos, como sentar-se num lugar reservado a deficientes, idosos ou grávidas, com comentários machistas ou homofóbicos, entre outros.
Na minha perspetiva, o racismo é algo intolerável, algo tão fútil, algo tão infantil.
Se fôssemos nós, os considerados “perfeitos” e “superiores”, no lugar destas pobres pessoas, tenho a certeza que nos iríamos sentir tristes, cansados de ser vistos como lixo, envergonhados somente porque ninguém nos consegue aceitar.
Todos somos diferentes, mas somos tão parecidos porque todos temos coração, todos somos criados divinamente para sermos felizes e vivermos em paz e aceitação, com os mesmos direitos e deveres.
Por isso, Humanidade, está na altura de mudarmos e aceitarmos todos, pois temos mais do  que razões, temos o dever de mudar.
Deixo por isso a minha mensagem de esperança:
Mudemos pois: todos diferentes, direitos iguais.

Sofia Batista, 8.º I

sexta-feira, 23 de março de 2018

Desafio


“A aventura não está fora do homem, está dentro.” (George Sand)

De facto, desde sempre que o homem não se contenta com a ordem estabelecida. Podemos ver o exemplo Bíblico de Adão e Eva, quando Eva decidiu comer a maçã, o fruto proibido, a única coisa que Deus a desafiou a não fazer. Efetivamente, gosto de acreditar que o nosso desejo “do proibido”, de desafiar as máximas da ordem estabelecida vêm desde o exemplo que mencionei anteriormente, não como um pecado mas sim como um desafio a nós mesmos, e ao mundo. Somos um ser criado para sentir e fazer sentir e nada melhor do que nos desafiarmos, nos aventurarmos a quebrar o statu quo, as nossas regras (muitas das quais impostas pela sociedade…) para nos descobrimos a nós mesmos e a quem nos rodeia, porque é isso o que a aventura faz.
Reforçando que devemos ter cuidado quando nos aventuramos a fazer algo (porque mantermo-nos vivos neste mundo também é um desafio aventureiro), as melhores sensações surgem quando decidimos amar, isto é, quando, tal como Simão (herói romântico de Amor de Perdição), decidimos ir à procura da nossa liberdade, mesmo que isso signifique ir ao encontro da rutura dos ideais de uma sociedade ao encontro da morte. Acredito que o final de Simão e Teresa foi o início das suas vidas. Eles aventuraram-se a sentir, tanto o amor como o ódio.
            De facto, são duas personagens que estavam vivas num mundo morto, onde ninguém libertava a aventura dentro de si.
  
Adriana Santos, n.º 1,  11.º G
  

segunda-feira, 19 de março de 2018

14º Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos,


No passado dia 16 de março de 2018, realizou-se a final do 14.º Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos, no Externato de Penafirme, em Torres Vedras.
Nesta edição do CNJM estiveram inscritos 1947 alunos de 435 instituições de ensino nacional.
Como já tem sido habitual, a Escola 3/S Camilo Castelo Branco de Vila Real participou com seis alunos, três do 3º ciclo do ensino básico e três do ensino secundário.
Acompanhados pelo professor de Matemática Rui Fernandes, os alunos da Camilo conseguiram mais um grande feito, ao terem alcançado as finais com quatro elementos e terem conseguido dois lugares no pódio.
Assim, as classificações conseguidas foram:
2.º lugar para o  aluno Lourenço Boal, do 8º ano;
3.º lugar para a aluna Eva Melo, do 10º ano;
7.º lugar para a aluna Alexandra Varela, do 8º ano;
10.º lugar para a aluna Alice Varela, do 11º ano;
Todo o grupo participante está, portanto, de parabéns por todo o esforço e dedicação, tendo sido, os resultados obtidos, uma forte motivação para continuar o trabalho que se tem vindo a realizar.
PARABÉNS.






Notícias da ESCCB


Recorte do Jornal "Notícias de Vila Real", sobre a delegação da escola à República Checa com a presença da Diretora, Dr.ª Helena Correia.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Dia Internacional da Mulher - Homenagem a Lia Melo


        A Câmara Municipal de Vila Real prestou homenagem a Lia Melo, aluna do 11.º ano da ESCCB e do CRMVR, violetista da classe da professora Alice Neves, numa iniciativa que decorreu no dia 8 de março de 2018, pelas 18:30h, nos Paços do Concelho, no âmbito da comemoração do Dia Internacional da Mulher e da promoção da igualdade.
         Lia Melo recebeu inúmeros prémios em concursos nacionais e internacionais nos EUA, Japão, Grécia, Áustria, Suíça, Suécia, obteve vários primeiros prémios e foi selecionada para a orquestra de jovens da UE (jovens dos 16-27 anos).
      Na cerimónia estiveram presentes os familiares da homenageada, assim como a diretora, professores e alunos da ESCCB, além de outros convidados.
      A aluna agradeceu à família pelo seu apoio e pelo carinho e apoio de todos sem os quais teria sido impossível realizar o trabalho que vem desenvolvendo. Por fim, brindou o público com a execução de um excerto de uma peça.





Lia Melo e a diretora da ESCCB,  Dr.ª Helena Correia.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Projeto Erasmus pela República Checa

A participação no programa Erasmus+ em Ceska Lipa, na República Checa, foi muito enriquecedora. Começo por fazer notar a diferença de cultura e apesar do clima ser mais frio as pessoas foram muito calorosas no acolhimento às comitivas dos diferentes países participantes neste projeto. Ressalto os momentos de partilha, as trocas de experiências, de metodologias de ensino e a constante comparação entre diferentes realidades. Dentro da escola verificava-se o constantemente assumir das regras (por exemplo, calçam chinelos, pantufas ou afins deixando o seu calçado nos cacifos), não têm recreios exteriores pelo que têm pequenas salas de estar que preservam. Verificou-se uma postura rigorosa e disciplinada dos alunos dentro da sala de aula e um enorme empenho de todos no processo de ensino e aprendizagem. Os alunos da ESCCB que participaram nesta visita espantaram-se com esta realidade, no entanto consideraram que os alunos portugueses podiam abraçar um pouco da sua disciplina comportamental dentro das nossas salas de aula. Contudo, apreciam o tratamento mais próximo que têm com os seus professores.
Ao nível da gastronomia, deveras diferente e interessante, onde o pão não falta!!! Para beber, uma “Kofola” (a coca-cola checa), uma “voda” (água) ou um “pivo” (cerveja). Para nós, portugueses, terminar uma refeição merece sempre um “káva” (café), porém nem sempre conseguido. A cultura e a história checa são riquíssimas. As pessoas são afáveis e comunicativas, mas cumprimentar… só de aperto de mão. O “olá”, “Ahoj” em checo, só para amigos chegados. Mas os sorrisos, esses são universais e facilitaram a comunicação. A língua inglesa, essa foi à descrição.
Foi uma experiência única e muito enriquecedora quer para os alunos quer para os professores.

Helena Correia ( Diretora)







Foram dias intensos, de muito trabalho, mas igualmente divertidos, os do meu regresso a Ceska Lipa, onde já tinha estado no passado ano, no âmbito do encontro de coordenadores deste Projeto.
Do conjunto das múltiplas atividades realizadas, destaco a partilha de experiências pedagógicas, especialmente uma metodologia inovadora, o CLIL, que potencia o sucesso educativo dos alunos e a sua futura inserção no mercado de trabalho global.
O reencontro de amigos e a incessante descoberta de culturas e escolas diferentes que nos questionam e nos desafiam, constitui uma outra mais valia desta experiência.

Álvaro Pinto


A oportunidade que me foi dada de lecionar uma aula de matemática num país estrangeiro, numa língua não materna, com alunos que não são os “meus alunos”, foi sem dúvida um desafio enorme, foi elaborar um conjunto de tarefas comunicativas a desenvolver “in loco”, onde os alunos interagissem diretamente uns com os outros, tal como foi possível aplicar e enriquecer os conhecimentos linguísticos.
Lecionar segundo uma abordagem CLIL é sem dúvida sair da nossa zona de conforto, é sempre desafiante por mais experiência profissional que se tenha, privilegiar no século XXI novas pedagogias é a aprendizagem pela descoberta (segundo orientação pedagógico didática da atividade), é também o refletir sobre a linguagem a usar em sala de aula, ou seja, propiciou condições para o desenvolvimento de um trabalho em equipa e obviamente da comunicabilidade.
Na aula lecionada em Česká Lípa, foi privilegiada esta metodologia, convidando os alunos a participar na descoberta dos conceitos, tendo eu um papel de orientador/colaborador, deixando a aprendizagem centrada nos alunos, dando particular foco ao diálogo e ao pensamento crítico.
Assim, foi necessário da minha parte identificar a linguagem alvo em inglês, do tema de Figuras Geométricas - soma dos ângulos internos de um polígono, que os alunos deveriam aprender, bem como os momentos de interação que iria ter na aula a lecionar.
Estas visitas de estudo, articuladas com atividades e projetos multidisciplinares e as “aulas”, dadas e assistidas, contribuem e devem ser entendidas como uma estratégia metodológica promotora das aprendizagens, segundo uma abordagem prática baseada em exemplos diferentes, com realidades profissionais também diferentes, que têm ou podem ter repercussões na qualidade do nosso ensino e nos resultados escolares.
Para mim, esta experiência de convívio e partilha (muito gratificante) contribuiu também para uma afirmação de aprendizagens significativas, com ganhos importantes na formação dos alunos e professores.

Armando Figueiredo



No mês de fevereiro tivemos a oportunidade de viajar até à República Checa, no âmbito do projeto Erasmus+. Já tínhamos tido a experiência de acolher alunos checos durante uma semana e de ficar a conhecer um pouco da sua cultura e das suas vivências. No entanto, nada se compara a viver o dia-a-dia numa cultura e num ambiente diferente do que estamos habituados.
                Em primeiro lugar, tivemos de nos habituar a um clima muito diferente do nosso, visto que na República Checa o inverno é mais rigoroso. Também tivemos de nos adaptar aos horários das refeições e aos horários escolares, sendo que também a própria gastronomia e a metodologia são claramente diferentes. As famílias que nos acolheram tinham dificuldades em comunicar em Inglês pois não dominavam muito bem a língua. Apesar disso, uma semana foi mais do que suficiente para encontrarmos uma forma de comunicar com as famílias, sendo que muitas vezes recorríamos aos gestos para nos conseguirmos expressar mais claramente. Tivemos também a oportunidade de aprender algumas palavras novas, não só em checo, mas também nas línguas maternas dos outros países que também participaram no projeto. Do nosso ponto de vista, a troca de experiências e conhecimentos foi uma das grandes mais-valias da viajem. Muitas vezes fomos desafiados a sair da nossa zona de conforto para nos conseguirmos orientar num país muito diferente do nosso. Tal como mencionamos anteriormente, tivemos a oportunidade de conviver com pessoas dos vários países integrados no projeto, o que, do nosso ponto de vista, aumenta não só a nossa capacidade de comunicação, como também a nossa capacidade de socializar. Fizemos vários amigos com os quais nos temos mantido em contacto. Penso que, no futuro, tentaremos visitar novamente a República Checa, precisamente por carregarmos uma experiência muito positiva e enriquecedora. Teremos este país em consideração para futuras escolhas académicas pois o país tem excelentes condições de trabalho.
                Do nosso ponto de vista, a oportunidade de viver num país estrangeiro por uma semana é excecional e extraordinária! Esta experiência foi muito enriquecedora e aumentou significativamente os nossos horizontes. Se, no futuro, voltarmos a ter uma oportunidade semelhante, iremos, sem dúvida, aproveitá-la. Experiências como esta são únicas e contribuem para o enriquecimento do nosso conhecimento e da nossa personalidade, como jovens inseridos numa sociedade internacional.

Marian





A chegada à República Checa foi surpreendentemente incrível uma vez que também me era totalmente desconhecido o país.
A receção da família onde iríamos ficar o resto da semana foi excelente pela sua simpatia.
Durante a semana realizámos várias atividades como:
- Desportos na neve;
- Visita à cidade de Praga para conhecer a sua arquitetura e beleza;
- Observação e participação em aulas na escola que nos acolheu;
- Realização de projetos inerentes à viagem, nomeadamente um deles ligado à produção de peças em vidro.
Além de atividades, o convívio com os outros colegas de outros países tornou a experiência mais enriquecedora. Partilhámos os nossos costumes, os nossos hábitos, nomeadamente no estilo de vestir, na alimentação, nos gostos pelos jogos de computador, nas rotinas diárias e muito importante ainda praticámos o Inglês, ao comunicarmos com toda a gente envolvida neste excelente projeto.
O convívio com a família Checa foi muito agradável e de fácil adaptação, como já referi. Adorei ter tido esta oportunidade, pelo que repetia se assim fosse possível.
Acrescento ainda que passei a ter uma imagem mais agradável de todo o grupo português, uma vez que fora da sala de aula tudo é mais descontraído e o convívio mais alegre.

 Diogo Pardal






quinta-feira, 1 de março de 2018

Erasmus+


Uma delegação composta pelos professores Álvaro Pinto, Armando Figueiredo e Helena Correia e pelos alunos Mariana Costa, Yoan Ramos e Diogo Pardal, representou a Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco de Vila Real, entre os dias 3 e 10 de fevereiro na República Checa, no âmbito do seu projeto Erasmus+.
Estiveram, ainda, presentes delegações das nossas escolas parceiras, designadamente da Grécia, Espanha e Hungria.
Os trabalhos decorreram sobretudo nas cidades de Ceska Lipa e Praga. Professores e alunos participaram em oficinas e fizeram observação de aulas, entre as quais uma do professor Armando Figueiredo, sobre triângulos.
Partilharam-se experiências pedagógicas, especialmente uma metodologia inovadora, o CLIL, que através do ensino bilingue potencia o sucesso educativo dos alunos e a sua futura inserção no mercado de trabalho global.
Foi criada a quarta edição do jornal do Projeto, para o qual foram entrevistados os docentes da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Sandra Ricardo e Vasco Amorim, sobre a viabilidade, para os mais jovens, do exercício de profissões de cariz científico.
O nosso país e, em especial, Vila Real foram mais uma vez promovidos. Voltaremos a reunir as cinco escolas, de 22 a 29 de abril, em Volos, na Grécia, para o encontro final deste Projeto.

Texto
Álvaro Pinto