Divulgação informativa e cultural da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco - Vila Real

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

MEDIATECA - Concurso de quadras alusivas ao S. Martinho

No passado dia 11 de Novembro, a Mediateca realizou um concurso de quadras alusivas ao S. Martinho. Participaram mais de 100 alunos, uma dezena de professores e uma dezena de funcionários, que após visualização de um power point relativo à lenda de S. Martinho, de improviso diziam quadras, das quais mais de 100 foram escritas e entregues para o concurso de que se apresentam as quadras premiadas.

1º prémio (Ensino Diurno)

Olha o S. Martinho
De sol a espreitar
Uma fogueirinha
Toca a festejar

Que lindas que são
No lume a estalar
Vamos lá meninos
Vamos lá a provar

Castanhas quentinhas
Que boas que são.
Cuidado meninos
Não queimem a mão.

Rui Ribeiro, 9ºF

2º prémio (Ensino Diurno)

S. Martinho foi bondoso
Partilhou com o sem-abrigo.
Estava um dia chuvoso
Mas o tempo foi seu amigo.

Patrícia, nº 21, 7ºF (em resposta a Ana , nº1, 7ºF)

1º prémio (EFA)

- Olá s. Martinho!
Vem cá abaixo comer
Castanhas e provar
O teu vinho.

- Não vou já, estou
embriagado,
Mas desculpa,
Não fui eu o culpado.

Estou tonto, nem vejo
A minha espada.
Vou dormir e não
pensar em mais nada.

Sérgio Lameirão, EFA NS A

2º prémio (EFA)


Há festa na minha aldeia
No dia de S. Martinho
Fogueiras assando castanhas
Abre-se o pipo do vinho.

Eva Silveira, EFA B3


Prémio - Professores

Teve sorte, aconchegou-se
O pobre do S. Martinho
Deram-lhe metade da capa
Em vez de castanhas e vinho.

Aida Pereira

Prémio - Funcionários

No dia de S. Martinho
O sol não pode faltar
As castanhas bem assadas
E o pipinho encertar.

Comer com muita vontade
Devagar p’ra não engasgar
Mas se ficar aflito
Beber uma pinga p’rajudar!....

Maria João

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

António Aleixo


António Aleixo ( Vila Real de Santo António, 18 de Fevereiro de 1899 – Loulé 6/11/1949 ).


Foi guardador de cabras, cantor popular de feira em feira, soldado, polícia, tecelão, servente de pedreiro e “poeta cauteleiro”, mestre do improviso. Apesar de semi-analfabeto deixou-nos um legado de sabedoria popular intemporal. Efectivamente, as suas reflexões genuínas reflectem a sensatez do povo que continua “a dar cartas” no domínio da pedagogia, pois, mesmo desprovido de “sabedoria livresca” revela-nos verdades que continuam e perdurarão enquanto o Homem for o que é. De "Este livro que vos deixo" aqui ficam algumas delas:

Os novos que se envaidecem
Pelo muito que querem ser
São frutos bons que apodrecem
Mal começam a nascer.

Os que bons conselhos dão
Às vezes fazem-me rir
Por ver que eles mesmos são
Incapazes de os seguir.

Vemos gente bem vestida,
No aspecto desassombrada;
São tudo ilusões da vida
Tudo é miséria dourada

Para triunfar depressa
Cala contigo o que vejas
Finge que não te interessa
Aquilo que mais desejas.

São parvos, não rias deles,
Deixa-os ser, que não são sós:
Às vezes rimos daqueles
Que valem mais do que nós

Há luta por mil doutrinas.
Se querem que o mundo ande,
Façam das mil pequeninas
Uma só doutrina grande

O mundo só pode ser
Melhor do que até aqui,
Quando consigas fazer
Mais p'los outros que por ti!

Tu, que tanto prometeste
Enquanto nada podias,
Hoje que podes - esqueceste
Tudo o que prometias...

Quem me vê dirá: não presta,
Nem mesmo quando lhe fale,
Porque ninguém traz na testa
O selo de quanto vale…

Enviado por Brízida Azevedo

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A metáfora da Filosofia


Se a Filosofia fosse uma obra de arte poderia ser “O Pensador”, de A. Rodin, porque esta estátua é por si só a reflexão, o pensamento e a racionalidade do ser humano. Sendo que esta estátua não retrata ninguém em especial, tem a característica comum ao saber Filosófico, a “Universalidade”, mas também a “Historicidade”, pois o ser humano não perdeu os atributos de pensador.
Se a Filosofia fosse um período da História poderia ser Abril de 1974 (no caso português), porque foi a coragem do despertar do povo luso que determinou a mudança do nosso país. Além da Revolução que pôs a poesia na rua, também os tempos de ditadura foram filosóficos, afinal a PIDE servia para alguma coisa, para retirar da rua os que pensavam diferente do regime: os “autónomos pensadores”, aqueles que ousavam pensar diferente e cujas ideias seriam “devastadoras”.
Se a Filosofia fosse uma personagem poderia ser Calvin, de “Calvin & Hobbes”, porque é aquele que nos surpreende. Apesar de não ser adolescente, levanta perguntas típicas da sua idade mas também da adolescência, sendo autónomo e crítico em relação às opiniões dos outros.


Pedro Baptista,10º B




Se a Filosofia fosse uma paisagem seria o céu à noite porque ao olhar para aquilo que se considera ser infinito, dou comigo a reflectir sobre a imensidão do que desconhecemos quando comparado com a fracção ínfima do que consideramos saber. É por isso que Sócrates foi e é sábio nas suas palavras. É que reconhecer que não se sabe, é o ponto de partida para o saber.

Pedro Folgada, 10º B


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Le film de la Rentrée: “Le Petit Nicolas"


Les aventures passionnantes de ce petit écolier et de sa bande de camarades de classe , imaginées par René Goscinny et Jean-Jacques Sempé à la fin des années 50 ont séduit aussi bien les enfants que les adultes.
Au Portugal, il est étudié en classe de français et fait les délices des grands et des petits. On “rigole” bien avec les bêtises de Nicolas et de ses “potes” et on se souvient comme Sardou que “ce qui coule dans nos veines/ce n’est pas du sang/c’est la rivière de notre enfance.”
Maintenant, adapté au ciné, la nostalgie du temps passé revient et on va pouvoir passer de bons moments avec ces petits “ enfants terribles” .
N’oubliez pas: “rire avec les enfants et comme des enfants, colorie la vie”.

Texto: Maria Brízida/ Celeste Pereira

La Saint Martin au Portugal

Castanhas na Feira Nacional do Cavalo - Golegã - 2009 ( foto: João Costa)

Le 11 novembre on commémore la Saint Martin autour d’un bon feu ou d’une bonne table garnie de chataignes et du nouveau vin .
Ce jour- là, il fait normalement beau . C’est “L’été de la Saint Martin” , légende qui remonte au miracle de St. Martin de Tours.
En ville la tradition se mantient et à tous les coins de rue on trouve des vendeurs de chataignes qui nous les offrent belles et chaudes.
On a aussi l’habitude, à cette occasion, de faire des vers et parfois même des concours.
On t’en propose quelques –uns
Profites-en bien!


À la Saint Martin
Mange des chataignes
Bois du bon vin
En ville ou à la campagne
Mais porte-toi bien!
Chataignes, bon feu, bon vin
Font nos délices à la Saint Martin
Gaieté, bonheur et chaleur
Autour d´un bon feu.
Avec le bon vin
On fait la fête
Sans perdre la tête
Et sans prendre feu,
Tout le monde est heureux!

Texto :Maria Brízida / Celeste Pereira

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Camilo e Comenius

video

Filme realizado por alunos da turma do 11ºG, como forma de apresentação da escola Camilo às outras escolas europeias que integram o intercâmbio Comenius.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Encontro com Jorge Cramez


No dia 3 de Novembro pelas 10.00h, a Mediteca encheu-se para ouvir Jorge Cramez, realizador do filme " O Capacete Dourado". Diversos alunos colocaram questões relacionadas com a vida e obra do autor. Um dos pontos altos do encontro foi o momento em que o realizador se mostrou disponível para ajudar jovens promessas na arte cinematográfica, depois de questionado sobre o assunto.É de realçar ainda o facto de Jorge Cramez ter disponibilizado à Escola cópias de algumas das suas produções.
Texto e Fotografia: J.C.

Bonfire - 5th November


Nem de propósito, no dia da simulação de incêndio na escola, comemorou-se uma das tradições britânicas dedicadas à queima de bonecos que simbolizam a tentativa de explosão do Parlamento, no século XVIII. Os “guys” (bonecos) seriam queimados após um desfile e comer-se-ia batatas recheadas, salsichas com feijão guisado e , como sobremesa, os famosos “ toffee cake and biscuits”.
Numa aula anterior, foi lido e trabalhado um texto sobre esta temática, resultando daí a elaboração de um conjunto de bonecos pelos alunos das diversas turmas do 8ºano.

Texto : Ana Paula Martins ; Lurdes Oliveira
Fotografia: Teresa Oliveira