Divulgação informativa e cultural da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco - Vila Real

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

AB URBE CONDITA

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Trabalho realizado por Marta Silva ( 11ºH),

na Disciplina de Latim.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Natal



Ora bolas! Já me ia esquecendo de desejar um Feliz Natal e um 2009 totalmente contrário ao que muita gente diz.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Projecto Comenius

Este ano lectivo, a nossa escola está no processo de se envolver no projecto Comenius, um projecto europeu que visa promover acções diversificadas, nomeadamente intercâmbios com outros países europeus, visitas a locais de interesse patrimonial, feiras de gastronomia, exposições…
O principal objectivo deste projecto é fazer com que os alunos se apercebam da sua herança cultural, assim como da de outros países europeus.
As inscrições estão abertas até ao fim do primeiro período, dia dezoito de Dezembro de 2008, na biblioteca da escola.
Alexandre Alves, José Carlos, Marta Silva,Leila Santos, Fátima Pacheco - 11ºH

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Dia da Filosofia

Dia Internacional da Filosofia

Em 2002, a UNESCO instituiu a comemoração do Dia Internacional da Filosofia, na terceira quinta-feira do mês de Novembro de cada ano, certamente porque reconheceu o contributo da Filosofia para o desenvolvimento de um pensamento informado e para a formação de uma consciência atenta.

Este ano, os alunos das turmas B, E, F e H do 11º ano associaram-se às comemorações, levando a cabo um conjunto de iniciativas destinadas a promover a filosofia junto da comunidade educativa.
Os alunos do 9º ano de escolaridade constituíram o público-alvo desta iniciativa e, por isso, foram convidadas algumas turmas, designadamente as turmas C, E e G, que no dia 20 de Novembro, no Auditório 1 desta escola, participaram nas actividades dinamizadas pelos colegas das turmas B, E e H, que assumiram o papel de turmas anfitriãs.

A intervenção de cada turma do 11º ano, com uma duração aproximada de 90 minutos, envolveu estratégias diversificadas: projecção de filmes, apresentações em PowerPoint, distribuição de folhetos, exposição dialogada. Todas as estratégias e recursos utilizados pretendiam, de uma forma apelativa, esclarecer o lugar da filosofia no currículo do ensino secundário.
No período da manhã, foi emitido um programa de rádio intitulado “A música ao serviço da Filosofia” e à hora do almoço, professores e alunos tiveram a oportunidade de ler pequenas biografias de filósofos e frases que marcaram a história da filosofia; textos previamente colocados nas mesas da cantina pelos alunos do 11º E.

Os alunos de Artes (11º F) assumiram a tarefa de decorar o átrio da escola e dois grupos de alunos desta turma aceitaram o desafio de construir um logótipo da Filosofia.

Cabe informar, ainda, que foram enviados e-mails para algumas instituições da nossa cidade, tendo em vista a defesa da Filosofia e do seu ensino.

Por fim, agradece-se a participação de todos os alunos envolvidos nesta actividade e, em particular, a disponibilidade manifestada pelos alunos e professores das turmas do 9º ano de escolaridade.

Professora Fernanda Botelho

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Trabalho realizado pelo 11ºB

Caros aprendizes de filósofos,

Hoje é um dia muito importante para todos aqueles a quem a filosofia mudou a forma de pensar e agir. Hoje, 20 de Novembro de 2008, celebra-se o Dia Internacional da Filosofia.
Nós, alunos do 11º E, convidamos-vos a festejarem este dia connosco. Pretendemos com esta iniciativa facilitar o vosso contacto com a disciplina de Filosofia que integra o currículo do ensino secundário.
É natural que, enquanto alunos do 9º ano, perguntem: O que é a Filosofia? O que estuda e para que serve? Qual é, afinal, a importância de estudar Filosofia?
Não queremos que pensem que a filosofia é apenas mais uma disciplina entre tantas outras… Simplesmente porque defendemos que é uma disciplina diferente!
Uma razão importante para estudar filosofia é o facto de estar lidar com questões diferentes, mas fundamentais acerca do sentido da nossa existência: Quem somos? Por que razão estamos aqui? As nossas vidas têm alguma finalidade? Seremos livres ou a nossa acção já está pré-destinada? E assim por diante, porque o número de questões é infindável.
Outra razão importante é o facto de a Filosofia ajudar-nos a desenvolver “um outro olhar sobre o mundo”: um olhar crítico, atento e informado.
Numa palavra, ajuda-nos a DESPERTAR.
Finalizamos com uma citação de Descartes: “Viver sem filosofar é ter os olhos fechados sem se esforçar nunca por os abrir”.

Os alunos do 11º E

Soyez les bienvenus!

ATELIER DE NOËL / ATELIÊ DE NATAL
À LA BIBLIOTHÈQUE / NA BIBLIOTECA
17 décembre / 17 de Dezembro

Le Père de Noël vous propose plusieurs activités de Noël.
C’est simple, amusant et très intéressant !
Il faut juste un clic et vous voilà connectés avec Lui et les
Traditions de Noël françaises.
Vous pouvez aussi lire des contes de Noël, voir des dvd et
faire d’autres activités !

domingo, 14 de dezembro de 2008

Sabor Vicentino

AUTO da BARCA da PREGUIÇA


Chega um preguiçoso ao cais das barcas e pergunta ao Diabo:

Pre: Hou! Ó tu do rabo em bico!
Nariz de maçarico...
Onde estão os amendoins!?
Dia: Houlá, caro amigo!
Chegaste logo agora que partimos para os confins!
Pre: Confins? Nunca ouvir falar!
Mas tu andas a mangar?!
Dia: Aii! Não me chegava já um parvo.
Vem-me agora um beiçudo!
Entra aqui, ó barrigudo!
Pre: P'raí não vou eu.
Nem contigo nem com o Judeu.
Vou ter com o amigo branco
Talvez me dê o seu manto...

Chegando-se ao Anjo:

Pre: Hei! Passarinho angelical!
Vem cá abaixo que eu sou gente
Abre a porta da frente
Que eu nada fiz de mal!
Anj: Nem de mal nem de bem.
Pobre seja a tua mãe!
Ajudar, não ajudaste.
Uma caixa admiraste
E aqui te apresentas?
Pre: E as notas que eu tirei?!
Anj: De que vale a Educação
Sentada num cadeirão?
Rezaste à televisão
E a morte deixaste passar!
Tu e a tua geração...
Nunca tu amaste,
Apenas criticaste!
Tivesses mexido esse cú
E aqui entravas tu!

O Preguiçoso volta à barca do Diabo e vem chorando:

Pre: Cá vem o barrigudo
Lamboso e beiçudo...
Quem me dera ter idade
Para mudar a minha vontade...
Cá vai o barrigudo...
Lento e seboso.
Lá vai o barrigudo...
Lá vai o preguiçoso!
Dia: Sim, sim! Agora cala-te!
Entra e para o Inferno remarás,
Lá descansarás!


Guilherme Magalhães de Sousa, 9ºC

JOYEUX NOËL !



Pourquoi ne pas le fêter dans tous les coins de notre lycée ?

Cette année quelques professeurs de français vous proposent plusieurs activités qui vont certainement vous amuser:

-À l’entrée de l’école on vous invite à: ( 17 et 18 décembre)

• Regarder des dvds de chansons de Noël
• Fouiller les menus gourmands des principales régions de France
• Observer des affiches des gourmandises de Noël
• Apprendre quelques recettes
• Connaître les mets de Noël des français


- À la bibliothèque : ( 17 décembre )

• Surfer sur Internet. Vous y trouverez toutes sortes de jeux, quizz, images, paysages, dvds et aussi du bricolage
•Écrire ou envoyer par email des cartes de voeux et, pourquoi pas, écrire aussi au Père Noël ? On vous assure ça vaudra la peine
•Lire des contes de Noël
•Déguster des papillotes françaises



- Vous trouverez aussi un peu partout … ( 15 - 18 décembre )
•Des affiches concernant Noël en France.

JOYEUX NOËl ! !

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Ana Macedo na Feira do Livro

O terceiro dia da Feira do Livro contou com a presença da escritora Ana Macedo que proporcionou um momento agradável, esclarecendo inúmeras questões colocadas por um público muito jovem. Num ambiente quase familiar, os alunos questionaram a autora sobre aspectos biográficos, bibliográficos e sobre o acto de escrita. Neste sentido, Ana Macedo referiu que o acto de criação é um momento de liberdade e por isso o romance poderá ser construído como uma manta de retalhos.
Antes da sessão de autógrafos, a autora recebeu uma lembrança pela sua participação nesta iniciativa e pela sua passagem pela nossa Escola.
Além das flores, a escritora também foi brindada com estas obras de João P.V.Costa, professor da nossa Escola.

Visita de estudo

Visita de Estudo de História 11º Ano

Nos dias 5 e 6 de Novembro, as duas turmas de História de 11º ano, o 11º H e o 11º I, estiveram de visita de estudo em terras do centro – mais especificamente, Lisboa e Mafra.
A visita começou na manhã do dia 5. Quando o autocarro saiu de Vila Real, rumo ao sul, ainda não eram oito horas. Enquanto que alguns alunos iam ensonados, o fundo do autocarro estava bem acordado, e enquanto não parámos para almoçar na estação de serviço do Pombal, não houve um momento sem uma canção.
A nossa primeira paragem quando chegámos a Lisboa foi um veleiro do século XV, aportado nas docas lisboetas entre um par de iates. Embora as velas não estivessem estendidas, víamos a altura dos mastros a contrastar com o aspecto franzino da embarcação, e seria difícil de acreditar que navios como aquele tinham viajado até ao outro lado de oceanos.
Uma guia muito amigável descreveu a constituição do veleiro e falou-nos do quotidiano dos marinheiros, desde a forma como dormiam debaixo dos botes de salva-vidas até àquilo que comiam e bebiam após meses a fio no mar. No final da explicação, foram escolhidos seis “voluntários” das turmas para participarem numa pequena representação teatral dos reinados de D. Manuel I, (o reinado em que se registou a maior expansão do território durante os Descobrimentos) e de D. João III, o seu sucessor. Vestiram roupas semelhantes às da época e repetiram as palavras que lhes ditava a guia para encenar os acontecimentos principais destes dois reinados.
No fim da visita ao veleiro, dirigimo-nos a pé para o Museu do Oriente, que se localiza num antigo armazém de peixe que foi completamente renovado, num estilo asiático e minimalista. Fomos separados em dois grupos, e cada turma recebeu uma guia diferente. No museu tivemos oportunidade de ver não só muitos artefactos asiáticos de várias eras, (desde armaduras de samurais a miniaturas de pagodes chineses ou pequenas vasilhas para o ópio) como também vestígios da influência portuguesa nas zonas que colonizou ou pelas quais passou.
Embora estivesse planeada uma visita a pé à Baixa Pombalina, não só o avançado da hora como o cansaço tanto dos alunos como dos professores tornaram isso impossível. Em vez de vermos a Baixa a pé, percorrêmo-la de autocarro, o que não nos deixou vê-la tão bem como queríamos, mas permitiu muito mais conforto.
Jantámos no Centro Comercial Vasco da Gama e, de seguida, partimos para Oeiras. Ficámos hospedados aí, no Inatel, e também tomámos o pequeno-almoço na manhã seguinte nesse local, antes de partirmos de novo, desta vez para Sintra. Visitámos o palácio, divididos, mais uma vez, em dois grupos. A guia apontou-nos as várias renovações que o palácio tinha sofrido através dos diferentes reinados e as influências dos diferentes estilos arquitectónicos.
A última paragem oficial da viagem foi o Palácio-Convento de Mafra, que teve a visita mais longa e mais detalhada. A nossa guia fez questão de relacionar os conteúdos arquitectónicos não só com o contexto social e histórico da construção (como, por exemplo, as doenças do rei D. João V, o monarca no poder aquando da edificação, e a sua pressa de a levantar devido ao medo de morrer antes de esta estar terminada), como também com a obra “Memorial do Convento” de José Saramago, que faz parte dos conteúdos programáticos de Português no 12º ano. Pudemos ver a espectacular basílica, as centenas de metros de corredor que separam o quarto do rei do quarto da rainha, e a enorme biblioteca inacabada.
O regresso a casa foi feito maioritariamente de noite, e chegámos pouco depois das vinte horas do dia 6 de Novembro. Foi uma visita de estudo que cumpriu os seus objectivos, apesar de alguns contratempos, e foi muito importante para clarificar alguns conteúdos da disciplina de História.

Marta Silva- 11ºH

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Feira do Livro

PROGRAMA

10 DE DEZEMBRO
09.00 h - Palestra
Professor convidado: Henrique Morgado
10.00 - 18.15 h - Abertura oficial da Feira do Livro

11 DE DEZEMBRO
09.00 - 18.15 h - Feira do Livro

12 DE DEZEMBRO
09.00 h - Reabertura da Feira do Livro
15.00 h - Encontro com a escritora Ana Macedo
16.00 h - Sessão de autógrafos
17.00 h - Encerramento da Feira do Livro

Local: Sala de Reuniões

Do Mundo da leitura à leitura do mundo
Henrique Morgado

A Feira do Livro é uma forma de homenagear o livro, de demonstrar reconhecimento e agradecimento por tudo aquilo que o livro faz pela Humanidade.
Desde 1996, e por decisão da UNESCO, o Dia Mundial do Livro é em 23 de Março, data que homenageia dois grandes escritores universais, Miguel de Cervantes e William Shakespeare, falecidos nessa dia, em 1616, e, por outro lado, é o dia de S. Jorge. Segundo uma tradição catalã, neste dia, os cavaleiros oferecem uma rosa vermelha às suas damas e recebem em troca um livro. Simbolicamente, este partilha de flores e livros, num tempo de primavera, prolonga a cadeia de alegria e cultura, de saber e paixão.
O livro, à primeira vista, é um objecto calado, casmurro, fechado, frio. Mas quando o leitor ganha a sua confiança e o trata com respeito, ele dá continuidade à busca de emoções.
O livro é um profeta que dita visões, desvenda mistérios, ensina; é um amigo seguro que desabafa com o leitor intimidades inauditas, dá conselhos, mostra exemplos para imitar ou evitar.
O livro é um passaporte que abre todas as fronteiras do mundo de cada leitor; é um veículo que transporta para longe do real e apático universo, capaz de levar à tal Índia nova, de que fala Pessoa, que não existe no espaço e à qual só se chega em naus construídas daquilo de que os sonhos são feitos.
O livro é uma obra de arte, como tal merece respeito, pois a Arte é a salvação da Humanidade. Deve entrar-se nele como quem entra numa catedral, e estar atento a todos os recantos, e saber levantar as palavras para descortinar sentidos.
O livro traz sempre novas perspectivas de ver o mundo, novos conceitos, novas experiências que ajudam o leitor a crescer.

É necessário fomentar a criação de leitores afectivos e efectivos, que o sejam para toda a vida e não apenas por obrigação.
A leitura em família, desde muito cedo, é importantíssima, mas urge assimilar uma metáfora de Roland Barthes: Fazer com o professor maternagem, e com a leitura uma festa.
Quem ensina a ler, nomeadamente o professor, tem de saber ler com arte, para que os ouvites sintam o prazer do texto e sintam o desejo de o fruirem directamente, lendo-o.
Se o jovem não gosta de ler, a culpa não é só dele. É de toda a atmosfera epocal que o envolve e condiciona.
Os programas escolares não são facilitadores da promoção da leitura, pois uma grande parte do tempo é destinado a maçadores análises morfossintácticas, em detrimento do mais importante: a beleza musical, a harmonia da linguagem, a riqueza das mensagens...
As obras de leitura integral, na sua maior parte, são impostas pelos programas escolares. Perante esta situação, que faz um elevado número de alunos? Aquilo que muitos fizeram e outros hão-de fazer: Procuram um amigo que já tenha lido o fatídico livro e lhe conte a história, ou adquirem o filme sobre o livro, quando existe, ou compram na livraria o resumo da obra!
Caro aluno, quem aprende resumos de obras literárias para passar no exame, aprende mais do que isso: aprende a odiar a literatura e jamais será um leitor.
O livro é o passaporte, a leitura é uma grande viagem através do imaginário para mundos fantásticos.

Quem gosta de ler tem nas mãos a chave do mundo.



quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

À barca, à barca ...

AUTO da BARCA dos LARÁPIOS

Vem um Carjacker (Cj) com o seu colar de sete chaves pendurado ao pescoço. Chega ao batel do Inferno e diz:

Cj: Ei bacanos! 'tá aí alguém?
Dia: Como ousas perturbar o meu sono escaldante com tais palavras?!
Cj: Olha lá, meu, tu não falas assim comigo, ouviste?!
Dia: Mas que jovem tão empertigado! Pensas que com tais palavras conquistarás o que pretendes?!
Cj: Eu não tenho medo de ti, ó homem do rabo grande!
Dia: Pois, então, assim seja, batel divinal será teu leito.
Cj: Eu não entro nessa cena! A minha avó sempre me disse que o céu era, tipo, o meu destino, topas?
Dia: Pois então e tu crês? Tua avó também nesta barca entrou!
Cj: Meu, tu não falas assim da minha avozinha, ouviste?!
Dia: Pois então acredita. O tempo urge e eu não tenho o dia todo.
Cj: O quê? O tempo muge?
Dia: Urge! Urge, seu acéfalo!
Cj: Ai é! Então vais ter de esperar porque eu vou ver ali o outro bacano da concorrência.
Dia: Como queiras, meu jovem insano.

Vai o carjacker até à barca da Glória e diz:

Cj: Ei! ‘tá aí alguém?
Anjo: Que queres, jovem?
Cj: Eu quero ir assim, tipo, para o céu!
Anjo: Pois, mas no céu tu não entrarás, pois os carros que roubaste pesam demais.
Cj: Mas, olha lá, eu aqui só tenho as chaves! Os carros foram desmontados em bué peças...
Anjo: Pois, mas cada uma dessas chaves pesa toneladas neste batel.
Cj: Meu, ‘tás a dar-me uma tampa?!
Anjo: Por Deus, liberta-te e segue para o batel infernal.
Cj: Vais arrepender-te, mano, ouviste?! Eu vou mandar, tipo, o meu people dar-te uma sova que até vais ver estrelas!

E, dito isto, volta para a barca infernal, dizendo:

Cj : Oh tu ! Olha, tipo, manda aí o escadote que aqui em baixo ‘tá bué da frio.
Dia: Não te preocupes, cá depois aquecerás!

Catarina Esteves, 9ºA
AUTO do TGV do INFERNO

Vem o Primeiro-Ministro (P.M.), com um computador Magalhães debaixo do braço, vestido com um fato informal, muito bem disposto e sorridente. Chega ao TGV do Inferno e diz:

P.M: Hou do TGV! Hou do TGV!
Dia: Calma, calma que já lá vou! Ah, o Sr. Engenheiro José Sócrates! O que o traz por cá?
P.M: Foram uns mal afamados professores que envenenaram o meu whisky na viagem de regresso da cimeira ibero-americana.
Dia: E bem fizeram, pois cheio de pecados estás!
P.M: Eu não, Satanás. Deve ser engano. Eu até trago comigo a prova disso.
Dia: O quê? Essa tua máquina que até vicia as criancinhas inocentes?
P.M: O Magalhães não! Vai salvar e modernizar o país. Para não falar nas reformas que fiz na administração pública. Então a avaliação dos docentes foi uma maravilha.
Dia: Pois, sim, os teus amados Magalhães, vai ser só vê-los no lixo e nas mãos dos toxicodependentes e mendigos, que os hão-de tirar às criancinhas para os vender.
Os professores? Adoram-te!...Pois não foram eles a pôr cicuta na tua bebida?
P.M: Olha que te enganas, Belzebu. Os professores ainda me vão dar a razão e este computador já é cobiçado por países em todo o mundo.
Dia: Pois isso, não seria pela tua "fabulosa" campanha de vendedor nesta última cimeira. Até já deves ter recebido propostas para vendedor profissional em empresas multinacionais...
P.M: Não tenho tempo para estas conversas. Vou ao maquinista aqui ao lado, que esse sim, embarcar-me-á.

Vai o Primeiro-Ministro ao TGV do Paraíso e grita:

P.M: Hou do TGV do paraíso! Deixai entrar um honesto e competente governante.
Anjo: Na santa maquinaria de Deus só entra quem pecados não cometeu!
P.M: Mas não me vedes a mim? Sou homem de promessas e palavra.
Anjo: Tu viveste a enganar as pessoas com promessas de crescimento económico, progresso e desenvolvimento, que se revelaram vãs.
P.M: E a minha licenciatura não me vale?
Anjo: Aqui não entram falsos engenheiros e ministros mentirosos. Volta para o T.G.V. infernal e asinha que de pecados transbordas.
P.M: Parece que escolha não tenho. Nem a licenciatura, nem o Magalhães me valem! Vou então para onde a minha alma pertence.

Chega novamente ao TGV dos danados e grita uma última vez:

P.M: Ó criatura infernal! Razão tinhas tu. Deixa-me entrar de vez, e talvez lá engane os que já julgaste tu...


Martim Monteiro, 9º B, n.º 17

momentos de ternura

- Katarina! São horas de jantar!
- Já vou, avô, já vou!
- Anda! Despacha-te senão a tua sopinha arrefece e depois não fica tão gostosa! E já sabes como é a avó! Não gosta de atrasos!
-Pronto! Já estou aqui! Avô, estás sempre a chamar-me Katarina! Não é que eu não goste, mas eu sou Rose! Mas não me importo que me chames isso! Até gosto do nome, apesar de ser antigo e estar fora de moda!
Rose olha atentamente para o avô e diz:
- Limpa a boca, avô!
- Ora, ora Katarina! Eu sei que não gostas que te chame este nome, mas as lembranças da minha mãe são muitas! Abençoada mulher!
O avô com uma lágrima no cantinho do seu olho claro e triste, olha para sua neta disfarçadamente.
Rose adorava o seu avô e não gostava nada de o ver assim, naquele estado. Então, ela tenta animá-lo com umas palavras doces:
- Avô, não fiques assim! O passado é uma lembrança que nos persegue até ao fim das nossas vidas, seja ele bom ou desagradável. Simplesmente tens que pensar positivo. O que importa neste momento é que eu estou aqui, ao pé de ti, a comer esta maravilhosa sopa, de que eu tanto gosto. Eu nunca te abandonarei!
O avô abraçou a sua neta, com um sorriso plastificado, mas que, no fundo, no fundo do seu coração, era honesto e verdadeiro.



Cláudia Martins
7º - D , Nº - 5

Dia Internacional do Voluntariado


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Exposição "Flora de Brincadeiras" de João Pinto Vieira da Costa




DE 3 a 13 de Dezembro, poderá visitar a exposição "Flora de Brincadeiras", na Biblioteca Municipal de Vila Pouca de Aguiar.


Esta mostra de brinquedos, construídos a partir da matéria vegetal, teve início na nossa Escola e já percorreu diversos espaços do país, tais como o Museu do Brinquedo de Seia, Centro de Interpretação do Parque Natural do Alvão, em Vila Real e em Mondim de Basto, Museu Carmen Miranda - Marco de Canaveses, Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira, Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, Escola EB2/3 de Alpendorada, Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa e Quinta da Gruta - Maia.


É uma iniciativa que surgiu na sequência da publicação da obra "Flora de Brincadeiras" de João Pinto Vieira da Costa, professor na nossa escola. Mais informações em http://florabrin.blogspot.com

o 1º de Dezembro

Realizou-se no passado dia 28 de Novembro, no grande auditório do Teatro de Vila Real, o espectáculo habitual do 1º de Dezembro, organizado pela Associação de Antigos Alunos do Liceu Camilo Castelo Branco. Mais uma vez, o grupo "Cantares do Liceu" participou nesta iniciativa interpretando dois temas ilustrados por algumas imagens sugestivas da actualidade social e política.
Os valentes guerreiros.
Dona "Merenciana" teve, este ano, a preciosa ajuda do"portátel" Bisalhães.

Como sempre, o Coro Pyjamante foi de gritos!