Divulgação informativa e cultural da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco - Vila Real

sábado, 26 de março de 2016

Alunos da ESCCB visitam Paralamento Europeu em Bruxelas

Entre 11 e 19 de março, quarenta e cinco alunos dos 11º e 12º anos de escolaridade, da ESCCB, acompanhados por professores do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, participaram numa visita de estudo ao Parlamento Europeu, em Bruxelas.
A atividade incluiu também uma visita guiada a Breendonk, na Flandres, onde alunos e professores puderam conhecer em pormenor um dos campos de detenção da GESTAPO. A riqueza cultural e o gosto único do chocolate belga foram também apreciados numa visita ao centro histórico de Bruxelas.
Como a viagem se fez de autocarro, os alunos puderam ainda deliciar-se com algumas paragens especiais que o caminho proporcionou, nomeadamente na monumental cidade de Paris e na bela cidade de San Sebastian.
Esta viagem, extremamente enriquecedora para a formação pessoal e científica dos alunos, só foi possível devido ao apoio financeiro e logístico do Partido Comunista Português, especificamente do seu grupo parlamentar europeu.
No Parlamento Europeu, os alunos foram recebidos pelo eurodeputado João Pimenta Lopes, que, juntamente com os seus assistentes, preparou um acolhimento absolutamente singular e promoveu um contacto direto com as instalações parlamentares. Os alunos da ESCCB demostraram grande interesse no funcionamento do Parlamento Europeu e colocaram imensas questões pertinentes sobre o assunto. A imagem que deixaram da escola deixou muito orgulhosos os professores presentes.
A direcção da ESCCB agradece a todos aqueles que tornaram possível esta iniciativa e felicita todos quantos a vivenciaram, pois, foi, com toda a certeza, uma experiência inesquecível.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Riscos

Atualmente, os seres humanos, nomeadamente os jovens, têm dificuldade em escolher entre serem corajosos, contornando todos os obstáculos, e conformarem-se e viverem sem qualquer tipo de ambição.
É uma verdade inegável que cada vez mais assistimos a uma sociedade egoísta, capaz de criticar e ofender todos os que revelam divergências, nomeadamente no modo de vida, nos ideais que defendem e em algumas atitudes. É sobretudo nos jovens que esta dificuldade acarreta um peso maior, uma vez que é nesta altura que nós, jovens, senhores do amanhã, decidimos o nosso futuro.
Por um lado, a nossa vida nesta fase sofre várias metamorfoses, visto que adquirimos uma densidade psicológica extremamente elevada, em que tudo nos agrada e desagrada, somos consumidos pelos sentimentos e por vezes deixamos a razão de lado. Tudo isto pode apresentar dificuldades inultrapassáveis, que frequentemente nos obrigam a conformar-nos, ou seja, a desistir. Consequentemente, podemos ir por caminhos adversos, onde o álcool, a droga, o tabaco e até mesmo o suicídio podem ser a única solução avistada. Tal é o caso de um jovem que se suicidou, em Vila Real. Claramente que esta não era a única saída, mas o meio em que estava inserido, a solidão que o envolveu e os obstáculos com que se deparou levaram-no a acabar com a vida.
Por outro lado, esta fase da adolescência e da juventude é igualmente dotada de grandes vivências, onde o convívio com os amigos, a descoberta do amor e as aventuras são, de facto, o que faz a vida valer a pena. Um exemplo disso são os jovens recém-formados que não se conformaram com a escassa oferta de emprego que o país apresenta, e emigraram.

Concluindo, em minha opinião, assumir riscos decorre não só da força de vontade de cada um, como também da sociedade em geral, uma vez que esta tem um papel fundamental na integração dos jovens na vida quotidiana.

 Inês Ferreira, n.19,11.º B

sábado, 19 de março de 2016

A propósito de… “ História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar”, de Luís Sepúlveda

Aceitar as diferenças


Todos nós vivemos em sociedade e, como seres sociais que somos, procuramos interagir com os nossos próximos. Estabelecemos entre nós relações de amizade, fraternidade e, por vezes, amor. Buscamos no outro o que falta para nos complementarmos. Pode ser um pensamento, uma forma de estar na vida, a adoção de determinados comportamentos, entre outros.
Sendo assim, sabemos que estabelecer relações não é tarefa fácil, ou melhor, estabelecê-las até pode ser bastante fácil, mas mantê-las pode tornar-se uma tarefa árdua. Como ouvi certa vez, “uma relação é como uma planta, precisa de ser regada e cuidada diariamente para não murchar”.
Ora, deste modo, “regar” ou “alimentar uma relação” obedece a certos parâmetros: a empatia, a dedicação, mas, para mim, a mais importante é a tolerância relativamente à diferença. Todos somos seres com passados diferentes, com vivências próprias, com educações próprias, com formas de estar características. Se não respeitarmos a diferença do próximo, quer a nossa vida, quer a do outro pode tornar-se um verdadeiro massacre. Sem tolerância não conseguimos manter uma relação, mais tarde ou mais cedo, essa relação será deteriorada e ficarão apenas memórias tristes.
O livro que lemos na aula, “ A História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar” mostra bem o que é respeitar as diferenças. Afinal, todos os gatos, que à partida são inimigos dos pássaros, criaram, cuidaram e ensinaram Ditosa a voar. Sempre souberam acolhê-la e compreender as suas diferenças e nunca fizeram com que ela se sentisse à parte. Aliás, há momentos em que ela mesma diz ser um gato.
Isto é a prova viva de que podemos aprender a interagir com seres diferentes de nós, podemos ser amigos deles, respeitando-os e incluindo-os. Apesar de esta ser uma obra ficcionada, assistimos todos os dias a factos semelhantes que nos fazem perceber que, às vezes, nós, humanos, somos demasiado complicados e erramos.
Em conclusão, acho que para vivermos em sociedades devemos saber respeitar o outro e saber fazer-nos respeitar. Assim, viveremos num espaço de tolerância que nos trará paz.
Rúben Cardoso – 7.º B




Solidariedade e entreajuda

Começo por dizer que gostei muito de ler a obra “ História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar” de Luís Sepúlveda, não só pela originalidade, mas também por tudo o que nos ensina.
Os valores que mais apreciei foram a solidariedade e entreajuda.
Na minha opinião, vivemos num mundo em que tudo está tão perto, mas os valores estão cada vez mais distantes.
Cada um olha para si e vê os seus problemas ou os seus sucessos como os maiores. Estamos, assim, numa sociedade umbiguista.
Os capítulos onde mais claramente se vê o espírito de solidariedade e de entreajuda são: " Em busca de um conselho" e " Não é fácil ser mamã".
No capítulo V, Zorbas, sente-se incapaz de dar resposta à promessa que fizera, por isso, decide pedir ajuda. De facto, os outros gatos foram muito prestáveis e procuraram ajudá-lo a encontrar uma solução para um problema. Ajudaram o Zorbas e nunca o incentivaram a desistir do seu objetivo.
No capítulo II da 2ª parte, verificamos as grandes dificuldades que um gato teve para ser mãe de uma gaivota. Não foi uma tarefa fácil, mas Zorbas, sempre com boa vontade, alimentou com carinho a gaivota e desempenhou o papel de mãe o melhor que pôde.
Com este livro, aprendi várias lições de vida:
. Nada é impossível, desde que tenhamos força de vontade;
. A amizade é um bem precioso;
. É preciso ajudar para um dia sermos ajudados;

. Os laços de sangue não são o mais importante, o que interessa são os afetos.
 Maria Costa - 7.º B



sexta-feira, 18 de março de 2016

No âmbito da comemoração do Dia do Patrono, realizou-se, no dia 16 de março,  a apresentação do Boletim Cultural nº 22.
Como é habitual, esta publicação multilingue`conta com trabalhos de alunos, professores e colaboradores externos à escola. Destaca-se ainda a participação da Banda X-Art  na abertura e fecho da cerimónia.
Neste ano, a apresentação esteve a cargo do professor Álvaro Pinto, docente da disciplina de História nesta escola.



                                                                   Banda X-ART