Divulgação informativa e cultural da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco - Vila Real
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sábado, 30 de abril de 2011

Escola Alerta 2010/2011: Acessibilidade a todos!




No passado dia 29 de Março, pelas 15 horas e 30 minutos, teve lugar nos Claustros do Governo Civil de Vila Real a cerimónia de entrega dos prémios do Concurso Escola Alerta 2010/2011.
As alunas Bárbara Ribeiro, Sofia Rodrigues, Tatiana Vilela e Verónica, da turma D do 7ºano, com o trabalho intitulado “História de Vida”, realizado no âmbito de Área de Projecto, e sob a orientação da professora Isabel Machado, foram as vencedoras do prémio distrital na categoria dois (3ºCiclo e Ensino Secundário).
A professora responsável pela orientação pedagógica, entendendo a Área de Projecto como um espaço privilegiado para promoção dos valores cívicos, propôs-se proporcionar a estas alunas o desenvolvimento de competências promotoras do exercício de uma cidadania participativa: uma atitude de cooperação na realização de tarefas e projectos; a educação para a cidadania; a criatividade e a imaginação; a identificação de problemas e de possíveis soluções.
Assim, mediante entrevista realizada a uma pessoa invisual, inteiraram-se quer das imensas possibilidades quer das inúmeras barreiras com que diariamente se deparam os portadores desta deficiência e, segundo as alunas, foi possível conhecer um exemplo de coragem e de perseverança, já que, para o Nuno, não existem obstáculos inultrapassáveis, nem mesmo para atingir a felicidade.
Pretende-se com este projecto sensibilizar, todos aqueles a quem esta mensagem chegar, para que não fiquem indiferentes à diferença e dêem o contributo, possível, para a integração das pessoas com necessidades especiais, possibilitando-lhes conforme pode ler-se no regulamento do concurso: “o pleno gozo dos direitos humanos e de cidadania e, consequentemente, o exercício efectivo dos seus direitos”.
Não posso deixar de evidenciar o trabalho extremamente meritório destas alunas de doze anos, pelo seu dinamismo, pelo seu espírito empreendedor, pelo seu sentido de responsabilidade, pelas suas competências sociais (cooperação) e, principalmente, pela sua grande autonomia, competência cada vez mais rara nos nossos alunos e que, quando identificada, deve ser valorizada e fomentada.
Relativamente à vertente de compromisso, prevista no regulamento do concurso, as supracitadas alunas, em ofício dirigido ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Vila Real, solicitaram que fossem envidados os esforços, no sentido da supressão das barreiras urbanísticas/trânsito exclusivas das pessoas invisuais.
Atente-se que de tijolo a tijolo se constrói uma casa…




Texto : Isabel Machado


Foto: Dulce Mesquita


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Área de Projecto

Nós, os alunos do 7º E, na aula de Área de Projecto, estivemos a apresentar os trabalhos que realizámos durante o período. Como o tema é a Adolescência, decidimos falar sobre os seus riscos .

Eis os subtemas que cada grupo escolheu: O Tabagismo; A Adolescência; A SIDA; Distúrbios Alimentares; Perigos na Internet. Estes assuntos são, hoje em dia, de uma extrema importância porque graças a eles têm havido mortes, suicídios e muitas desgraças.

Sem dúvida que as aulas de Área de Projecto ajudaram-nos a perceber os riscos que corremos enquanto adolescentes e que, se não tivermos cuidado, poderemos vir a tornarmo-nos pessoas doentes, viciadas ou com muitos problemas. E enquanto cidadãos que vivemos em sociedade, devemos transmitir esta mensagem importante, com o objectivo de chamar as pessoas à razão para não escolherem “o mau caminho”.

Os diapositivos que se seguem são ilustrativos dos nossos projectos:



Texto: Joana Soares - 7ºE

domingo, 14 de março de 2010

PORQUE A ÁGUA NÃO É UM BEM INESGOTÁVEL ...

O FUTURO É JÁ HOJE!
PORQUE A ÁGUA NÃO É UM BEM INESGOTÁVEL,
URGE MUDAR DE ATITUDE!

Crise. Uma palavra com a qual, infelizmente, nos temos familiarizado nos últimos tempos. Fala-se de desemprego, de índices de crescimento inferiores a 1%, de congelamento de salários, de endividamento, mas só agora as pessoas começam a ser confrontadas com a verdadeira crise. O nosso planeta tem sido vítima de crimes inaceitáveis, que acontecem mesmo debaixo do nosso nariz. Mais do que o aquecimento global e a ameaça do desaparecimento das zonas costeiras, algo muito mais valioso está em causa: a água, o bem que gera a vida e a vida alimenta. Curiosamente, todos nós nos inquietamos quando ouvimos falar que o petróleo pode esgotar-se em 2050, mas já alguém pensou seriamente no que faremos sem água?
Os primeiros seres vivos surgiram no nosso planeta na água. Logo, é pertinente concluir que a água foi o grande factor responsável pela criação de vida e que o desaparecimento da mesma conduzirá, inexoravelmente, à extinção da nossa espécie. As tecnologias são vistas frequentemente como um instrumento milagroso. Mas serão elas capazes de assegurar o ritmo da conversão da água do mar em água potável e de dar resposta a milhões de bocas sedentas de uma gota de vida?
Como se pode constatar, o desaparecimento da água da face da Terra coloca no ar uma série de questões inquietantes às quais ninguém pode responder com exactidão, já que é um cenário impensado, pelo menos até agora, ao qual ninguém garante uma resposta eficaz. O mais grave no meio de toda esta previsão de um futuro que se antevê muito próximo é a despreocupação com que as encaram o problema. Senão vejamos: em média, cada 7 em 10 pessoas não fecha o chuveiro enquanto se ensaboa, 5 em cada 10 pessoas não desliga a água enquanto escova os dentes, 3 em cada 10 homens não desliga a água enquanto faz a barba, e 8 em cada 10 portugueses nem sequer se dá ao trabalho de colocar uma mera garrafa de areia no autoclismo, de forma a economizar cerca de 3,8 litros de água em cada descarga.
Agora pergunto: como poderemos dizer que estamos conscientes da crise que se avizinha, tomando estas atitudes? E se estamos conscientes, por que tapamos os olhos de forma tão inconsciente e irresponsável? Serão mesmo a preguiça, e esforço de esticar o braço para fechar a água enquanto lavamos os dentes, mais importante do que a sobrevivência da nossa espécie?
Infelizmente, este cenário de inconsciente e irresponsável despreocupação e de falta de solidariedade geracional agrava-se se pensarmos que os nossos gestos impensados não são a excepção, mas a regra. Se pensarmos que também o nosso pai e a nossa mãe fazem o mesmo, os números triplicam e, se alargarmos este cenário a cada família portuguesa, ao país e ao mundo, então os números aumentam exponencialmente, tornando difícil a quantificação. Será mesmo sensato mantermo-nos fiéis a uma filosofia de vida tão egoísta e irresponsável? O bem essencial à vida chega a todas as bocas dos subúrbios de Nova Deli? Ou às crianças famintas de África? Sejamos pragmáticos. A resposta é, obviamente, NÃO.
O futuro (ainda) está nas nossas mãos. É dever de cada um de nós minimizar as consequências, que se adivinham verdadeiramente apocalípticas, da escassez de água. Para isso tem de haver da parte de todos nós uma verdadeira vontade de mudar o que está errado, traduzida em pequenas grandes acções no dia-a-dia. A união faz a força. Se todos nós remarmos para o mesmo lado, (ainda) podemos chegar a um porto seguro.
O futuro é já hoje!

Manuel Pedro, nº15, 12ºD
(Elemento do Grupo de Trabalho do 12º ano, Turma D, que neste momento está a desenvolver o subtema: Água – CCB a caminho da auto-suficiência, no âmbito de Área de Projecto)

segunda-feira, 1 de março de 2010