Divulgação informativa e cultural da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco - Vila Real
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sábado, 17 de maio de 2014

Viagem à Cantábria – Espanha


Escola Camilo Castelo Branco conquista os Picos da Europa

Integrados num grupo de alunos dos 7º e 8º anos da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, e acompanhados por alguns dos seus encarregados de educação e docentes, realizámos uma viagem à Cantábria, entre os dias 5 e 8 de abril.
Observámos não só paisagens naturais verdes, salpicadas com o branco da neve, como belíssimas paisagens urbanas que refletiam uma inigualável arquitetura.
Após algumas paragens chegámos a León, onde passeámos pela parte “antiga” da sua urbe, comprámos “recuerdos” e tivemos oportunidade de admirar a sua bela Catedral e o edifício da “Caja España”, entre outros monumentos.
Depois da agradável visita, rumámos até ao Hotel Marfrei, em Suances, tendo passado pela localidade onde nasce o Rio Douro, de seu nome Reinosa.
No dia seguinte, dirigimo-nos a Potes, percorrendo o desfiladeiro da Ermida, passeando junto ao rio, e visitando o comércio local. A seguir ao almoço, partimos em direção ao cerne da nossa viagem, os majestosos Picos da Europa, que, já ao longe, matizavam de branco a paisagem.
Subimos de teleférico até ao Mirador del Cable e, num dos pontos mais altos desta surpreendente cadeia montanhosa, teve lugar uma divertida “luta” na neve. Como corolário desta jornada, fomos até à Playa de los Locos onde observámos um magnífico pôr-do-sol.
Para o dia sete, como planeado, um destino promissor, Santillana del Mar, uma pequena vila classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade. Nesta localidade visitámos o Mosteiro de “La Colegiata de Santa Juliana”, bem como um museu que retrata as torturas impostas pela Santa Inquisição aos “inimigos da fé cristã”, e ainda um outro, onde predominavam as esculturas em pedra. Nas ruas, tal como no museu referido, a pedra era o elemento preponderante, sendo a matéria-prima duma infinidade de esculturas, recobrindo o pavimento e as fachadas dos edifícios, quase todos brasonados, ostentando, desta forma, um passado glorioso. Este cenário era tão perfeito que quase nos transportava para a época medieval.
Nessa tarde deslocámo-nos ao “Parque de la Naturaleza de Cabárceno”, situado numa antiga mina de extração de ferro, onde existem centenas de animais provenientes dos cinco continentes que vivem em regime de semiliberdade.
O nosso itinerário iniciou-se pelo reptilário, onde pudemos observar cobras e lagartos de todos os tamanhos; o resto do percurso, ao ar livre, foi realizado a pé ou de autocarro.
Entre a imensidão dos espécimes que vimos, destacaram-se as Tartarugas, as Avestruzes, as Girafas, os Javalis, os Rinocerontes e Hipopótamos, os Camelos e Dromedários, os Asnos Somalis, as Zebras Burchell e Grevy, os Leões e os Tigres, bem como os Elefantes. No entanto, na nossa opinião, os protagonistas deste parque foram os Gorilas e os Ursos, que se destacaram pelas suas atitudes, muito similares às dos seres humanos.
Depois desta hilariante visita recuperámos forças para o regresso a casa, que se estava a aproximar.
No último dia rumámos até Santander, uma maravilhosa cidade no litoral, com casas esplêndidas e uma vastíssima diversidade monumental. Aqui passeámos pela península de La Magdalena, onde vimos o deslumbrante Palácio e um recinto com focas e pinguins.
Pela última vez, deslocámo-nos ao nosso acolhedor hotel para almoçarmos e, depois da despedida, de malas aviadas, preparámo-nos para o regresso a casa.
Por estes quatro dias magníficos, de convívio salutar e enriquecimento cultural, queremos deixar o nosso público apreço à nossa Escola.


)
Por Santander.

Pelos Picos da Europa.

Texto: Lia e Eva Melo (7ªA)

terça-feira, 11 de março de 2014

ROTEIRO QUEIROSIANO EM LISBOA

Nos dias 6 e 7 de março, as turmas do 11º ano de escolaridade da Escola Secundária Camilo Castelo Branco participaram numa visita de estudo interdisciplinar de Português, Biologia, Físico-Química e Matemática.
Sendo Lisboa a cidade por excelência de Os Maias, como, aliás, de grande parte das obras de Eça de Queirós, no âmbito da disciplina de Português, a Escola Camilo Castelo Branco visitou a capital e percorreu, em pequenos grupos, um itinerário interessante e enriquecedor centrado na baixa lisboeta, sobretudo no Chiado, acompanhado da leitura reflexiva de excertos textuais da obra de Eça de Queirós em estudo. Houve ainda oportunidade de os alunos e os professores empreenderem um fugaz passeio informal pelas ruas de Sintra, avistando alguns dos locais mais carismáticos e deslumbrantes da vila, antes do regresso a Vila Real.
A realização desta visita de estudo permitiu, entre outros aspetos, que os alunos, orientados pelos respetivos professores, reconhecessem a forma como a herança do passado se mantém viva e influencia a sociedade atual nos seus valores/objetivos e consolidassem conhecimentos inerentes ao estudo da obra Os Maias.


terça-feira, 9 de abril de 2013

Visita de estudo ao Lugar dos Afetos


No dia 4 de abril, os alunos do 9º ano de escolaridade, acompanhados pelos diretores de turma, pela enfermeira Vanessa Monteiro e alguns professores, efetuaram uma visita de estudo ao Lugar dos Afetos (Parque Temático de Aveiro - Fundação Graça Gonçalves), no âmbito do Projeto de Educação Sexual e do Programa PRESSE.
Num dia de intensa chuva, partimos bem cedo de Vila Real. À medida que nos aproximávamos de Aveiro, o cinzento da chuva desapareceu e deu lugar a um belíssimo e saudoso dia de Sol.
Tudo se conjugava para que a visita fosse um sucesso!
E assim aconteceu!
Chegados ao Lugar dos Afetos, sentimo-nos num ambiente mágico! Deparamo-nos com um espaço constituído por várias casas temáticas (Casa Romance, Casa Estações da Ternura, Casa Guarida da Esperança entre outras), incluindo ainda caminhos, jardins e recantos muito especiais.
Fomos recebidos e guiados por dois excelentes contadores de histórias que nos levaram à descoberta do caminho para chegar ao coração de nós próprios e dos outros.
Os alunos tiveram a oportunidade de interagir com jogos de afetos que visavam, nomeadamente, melhorar a autoestima, a autocomunicação e a autodecisão; aprender a gostar dos outros; fazer florescer os afetos; caminhar para o coração e transformar as mágoas num gesto de amor.
Após a visita a este encantador parque, dirigimo-nos para o Fórum Aveiro, local onde almoçámos. Aproveitámos, também, para passear junto à ria e apreciar o vaivém colorido dos moliceiros.
Regressámos a Vila Real a meio da tarde, satisfeitos e convictos de que tínhamos atingido os objetivos propostos, visto que visitámos um lugar que celebra o amor nas várias fases da vida e transmite a ideia de que pode existir um mundo melhor, feito com o nosso contributo.




Os diretores de turma de 9.º ano 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Visita de Estudo a Braga


Ontem, dia 13 de março, os alunos e professores do 10ºano de Latim/Alemão e do 12º de Grego estiveram em Braga e percorreram o Itinerário Arqueológico Urbano da cidade.
A saída foi logo pela manhã e a visita de estudo começou pelo Museu D. Diogo de Sousa – Museu de História da Arte e Arqueologia - , um espaço muito atrativo, um recurso da comunidade e da escola, que proporcionou o contacto com o espólio arqueológico. A visita orientada centrou-se nas salas 2 e 4, onde se abordaram questões inerentes à integração de Bracara Augusta no Império Romano, às ligações várias às necrópoles que se situavam nas proximidades de Bracara Augusta, para além de alguns achados associados à religiosidade no período romano.
          Em torno do Museu, visitaram alguns núcleos de ruinas arqueológicas que constituem um circuito e que proporcionam uma melhor compreensão da ocupação da cidade pelos Romanos:
- A Fonte do Ídolo, um Santuário rupestre edificado nos inícios do século I, dedicado a uma divindade fluvial indígena;
- As Termas Romanas do Alto da Cividade, um vasto edifício público, no interior de uma ampla área protegida e vedada, com funções de balneário, fundado nos inícios do século II
À chegada a Vila Real, os alunos reconheceram a importância da aprendizagem das disciplinas de Latim e de Grego: partindo do presente para o passado, inicia-se uma viagem sobre a herança máxima legada: a Língua e a Cultura.

Alunos e Professores de Latim e Grego  da E. S. C. C. Branco.

Angelina Pires

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Visita de Estudo ao Porto

Os alunos do 11ºM do curso profissional de Higiene e Segurança no Trabalho e Ambiente deslocaram-se ao Porto, no dia 21 de Janeiro, a fim de visitar o Pavilhão da Água e assistir à peça de teatro “Querida Matemática” na junta de Freguesia de Paranhos.
A primeira paragem foi por volta da 10h da manhã, em Águas Santas, com o objectivo de visitar o Pavilhão da Água. Esta actividade durou cerca de uma hora. Depois de concluída, seguimos em direcção ao Nortechopping para almoçar, onde permanecemos até às 13.45h.
De seguida prosseguimos a nossa viagem até Paranhos, onde tivemos que nos deslocar a pé até à Junta de Freguesia, para assistir à peça de teatro “Querida Matemática”. O teatro começou por volta da 15.30h e terminou por volta das 16.40h. Visto que os objectivos estavam terminados, regressámos a Vila Real.
Esta visita integrou-se no âmbito dos programas das disciplinas de Físico - Química e Matemática.


Pavilhão da Água - Exterior.

Texto: Ana Fragoso e Carina Campos
Fotografia: Catarina Vilela

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

À Descoberta da Arte de Amadeo Souza-Cardoso e de Serralves




Alunos no Museu de Serralves, acompanhados pelo professor Hugo Bento




Entrada do Museu Amadeo de Souza-Cardoso (Amarante).

No dia 25 de Novembro, os alunos das turmas A e E do 9.º ano participaram numa visita de estudo cujo objectivo era descobrir a Arte Contemporânea, no âmbito das disciplinas de História e de Educação Visual. Para isso, de manhã, a visita decorreu no espaço do Museu Amadeo de Souza-Cardoso, em Amarante, e à tarde, no Museu de Serralves. As fotos publicadas mostram a boa disposição em que decorreu a visita, marcada ainda pela atenta observação dos alunos não só na obra de Amadeo de Souza-Cardoso mas também nas várias formas de arte contemporânea sugeridas na Exposição "Às Artes, Cidadãos !", patente no Museu de Serralves. A visita a Serralves terminou com um passeio pelos magníficos jardins e pelo exemplo de Art Déco da Casa de Serralves.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

EFA C7 à descoberta da museologia vilarealense

O curso EFA C7 realizou, no dia 12 de Junho, uma visita de estudo ao Museu de Arqueologia da Vila Velha e ao Museu de Arqueologia e Numismática, onde contactou com o espólio patrimonial e arqueológico de Vila Real. Desde a produção da cerâmica de Bisalhães à descoberta de antigas e valiosas moedas do período romano e visigótico, esta visita permitiu aos formandos aferirem a importância destes espaços enquanto pólos dinamizadores do turismo e da cultura regional, bem como espaços de oportunidades profissionais, nomeadamente na investigação arqueológica e histórica do património.
No final da visita, os formandos consideraram esta iniciativa muito positiva e válida em termos de conhecimento, de valor cultural e na vertente profissional. Sem dúvida, a repetir em futuras iniciativas !






Enviado pelo professor Hugo Bento

Uma planta para o EFA

No dia 22 de Maio, os formandos e formadores do curso EFA C7 deslocaram-se aos «Viveiros dos Poetas». Trata-se de viveiros de plantas, localizados nas Flores, sob a gerência da formanda Maria José Cardoso.
Esta iniciativa enquadrou-se numa perspectiva de empreendedorismo, trabalhada em formação, possibilitando o contacto dos formandos com uma realidade profissional. Da visita a este espaço, os formandos e formadores foram brindados com uma visita guiada às estufas e plantações, onde conheceram o processo de plantação, colheita e comercialização das plantas, e no final cada um levou para casa uma planta à escolha.
Destacou-se, ainda, o convívio salutar e a boa disposição entre formandos e formadores, bem como o fantástico dia com que o Sol nos brindou.


Enviado pelo professor Hugo Bento

A energia nuclear em Portugal ! Um problema ou uma solução !

O curso EFA C7 dinamizou, no dia 19 de Junho, a sua actividade integradora relacionada com a energia nuclear em Portugal. Para a sua concretização, foi organizada uma visita ao Museu dos Transportes e das Comunicações, situado no edifício da antiga Alfândega do Porto, onde os formandos apresentaram o projecto «Prós e Contras». Este projecto, sob a forma de debate, foi desenvolvido com base nas pesquisas, trabalhos e palestras, organizados pelos formadores de CLC, CP e STC e realizadas ao longo da unidade de competência - Saberes Fundamentais. Aos formandos foi pedido que assumissem posições a favor e contra e encarnassem determinados papeis como cientistas, estudantes, ambientalistas, agentes turísticos, empresários e cidadãos, ficando reservado a alguns o papel de mediadores do debate. Antes da gravação do programa, os formandos receberam as últimas orientações dos formadores e ainda da responsável pela oficina de televisão do Museu dos Transportes e das Comunicações.
O debate decorreu com entusiasmo, assumindo os formandos com profissionalismo a defesa das suas posições e opiniões, mas sempre comungando de um espaço de diálogo saudável e de um espírito de respeito e de tolerância pelas opiniões contrárias.
No final, todos concluíram que a matéria em discussão - “a energia nuclear em Portugal”- é ainda muito sensível e trás questões éticas e científicas dispares, não senso portanto unânime entre os portugueses. Além do mais, concluiu-se dos trabalhos que a aposta no nuclear é também muito dispendiosa, tendo em conta a conjuntura de crise económica que actualmente Portugal atravessa.
O programa foi gravado em DVD para memória futura.


Enviado pelo professor Hugo Bento

domingo, 27 de junho de 2010

Visitas de Estudo - CURSO EFA

O encantamento da narrativa poética

Tudo era ali, naquele sítio, naquele momento. Da grandeza da narrativa fílmica, sobressai a cumplicidade envolvente em que todos nos deixamos seduzir. Confortavelmente sentados, participámos, em absoluta comunhão, embevecidos de êxtase, da magia do fazer, do ritual, da partilha e de um saber comunitário, clarabóia de outros modos de ser. Tudo exala paz, serenidade; a luz, coada pela sensação do sublime, é tépida, cálida, de um amarelo suave e brilhante, a embeber-se na nostalgia do quotidiano do nosso imaginário infantil, qual manhã quente de verão, sem nuvens; a banda sonora é de um lirismo emocional intimista. Mudos de um silêncio abafado de memórias, ouvimos as palavras carregadas de ancestralidade de um oleiro, que nos transporta para um tempo de saber fazer: «Antigamente fazia-se assim…era assim» e, cruelmente, em tom de mágoa e de saudade: «Agora já não se faz assim». Pois não, agora é tempo de outro tempo. Nada do que foi antes, o é agora. Essa é a inexorável verdade. E o barro vai rodopiando na máquina do tempo. As mãos do oleiro vão criando novas formas: «Antigamente, esta era a que se vendia mais. Havia muitos oleiros». E uma mão cheia de sonhos, levanta uma panela de barro, que, naquele momento, ganha vida; é uma panela de barro. Antes foi terra, elementos ou partículas, amassados pelo sacrifício do amor ao trabalho, árduo, de braços cansados, mas fartos de vitalidade, num tempo distante, levado pela cadência dos seres e das coisas.
Agora a luz, lenta e macia conduz-nos a outro cenário. É chegado o momento da cozedura; tempo de inefável beleza… Um grupo de pessoas, harmoniosamente, quase por magia, protagoniza o momento da criação, carregado de inequívocas referências e de sentimentos: a construção do forno, o transporte da lenha, a disposição das peças que vão ser cozidas, o alinhamento de volumes, de formas, encostadas, deitadas, agrupadas, opacas, os mais novos, para se protegerem, sob os mais velhos; depois a terra irá cobri-los e o fogo irá proceder à cozedura. Agora é o tempo do renascer. Abre-se a massa de terra, aquele monte construído pela mão sábia do homem; e do seu seio, a natureza recria-se nas mais diversas formas. Um a um, respeitosamente e com redobrados desvelos, os púcaros são arrancados daquela terra, ainda a respirar, ofegante, de poder e de mistério. Quase! Quase sentimos os cheiros, vimos e sentimos o esboroar-se da terra, do barro; a aspereza das formas a submeter-se, para se assumir em novas maneiras de ser. E o oleiro, embrenhado naquele mistério, pega no púcaro, que, inevitavelmente, faz parte dele, e limpa-lhe o pó, como a purificá-lo de excessos; e os grãos de poeira voltam à terra: «Agora, quem o comprar, que o lave…».
O tempo, quase parado, a dar-nos a ideia de permanecer, envolve-nos numa cumplicidade de singular comunhão e partilha de emoções, enfim, de inexplicável beleza, inefável. Quase estou tentada a dizer: “A insustentável leveza do ser”
Nota dos formadores e formandos da Escola Secundária Camilo C. Branco: um filme a não perder, recomenda-se.


A ESTÉTICA DA SEDUÇÃO
E mesmo ao lado, e porque as palavras, por vezes, são insuficientes, na sua carga significativa, há que reinventar outras formas de comunicação e Rui Aguiar pintor e escultor, nascido no Porto e com uma vasta e variada obra, deliciou-nos com uma exposição plástica, recriando os materiais para que a arte se assuma como tal, livremente. Lá estavam as gaivotas, os espaços abertos, despojados, à espera de todas as leituras, porque arte é um lugar de contradições, de encontros e desencontros
“ E o Douro ali, tão perto”
Sendo a palavra o suporte mais evidente da comunicação, desde o acto mais simples, até às mais nobres manifestações de arte, naturalmente, visitámos o Museu dos Transportes e das Comunicações, no Porto. Com hora marcada, não havia tempo a perder, mesmo assim, há que evidenciar o velho edifício da Alfândega, a receber-nos, como antigamente se fazia.
Simpaticamente, fomos guiados, e a explicação brotou: «Aqui era o lugar onde se faziam todas as trocas comerciais; e referiu-se o rio Douro, única via, através da qual as mercadorias passavam para os vários destinos, um meio de comunicação, com relevante importância, naquela altura. Decorrido algum tempo para a realização de um vídeo, o que despertou grande entusiasmo por parte dos formandos, ali estava à nossa frente, uma proliferação de provérbios. Ali, bem à vontade “de boca em boca”, a palavra era soberana; e o espaço vai-se reduzindo. Dificilmente, somos metidos num corredor estreito, apertado. Funcional e conceptualmente, ganha significado.
Aqui, uma salinha, onde se conversava, uma lareira, um gira-discos, um jornal, um telefone, são inúmeras as referências. Mais à frente, decorridos uns trinta a quarenta anos, o diálogo em família é inexistente. Sentados à mesa, durante a refeição, cada um está ligado ao seu meio de comunicação…
Cursos EFA, C7 - Visita ao museu da vila velha, o filme do oleiro
Vila real, 12 de Junho,2010
Texto de A. Andrés

quinta-feira, 6 de maio de 2010

De Moral até Madrid

No dia 7 de Abril de 2010, partimos de Vila Real por volta das 7:00 h, com destino à Basílica do Vale dos Caídos. Um pouco antes de chegarmos ao nosso primeiro destino parámos para tomar o pequeno-almoço. Depois de muito andarmos e de muita risota e falatório chegámos finalmente ao Vale dos Caídos, mas como estavam em obras, seguimos para o Escorial, que é uma das residências de Verão da Família Real Espanhola. Aí vimos portas fantásticas, todas trabalhadas, jardins muito bonitos, utensílios nunca antes vistos, quadros muito interessantes. Depois desta paragem, continuámos a viagem até Madrid e chegámos bastante cedo ao hotel. Os professores foram marcar o jantar, à semelhança do que faziam todas as tardes, mal chagávamos ao hotel. Arranjámo-nos e fomos conhecendo os quartos uns dos outros e conversando. Depois fomos jantar e seguiu-se o convívio entre os alunos. No dia seguinte, tomámos o pequeno-almoço, saímos do hotel e fomos visitar Madrid com uma Guia. Madrid é fantástico. Nesta visita, constatámos que os espanhóis conservam muito os seus monumentos. Vimos diversos monumentos relacionados com a história espanhola. De seguida, fomos almoçar num Centro Comercial que estava no centro de Madrid. Lá dentro havia uma mini-selva com tartarugas à volta. Alguns de nós aproveitaram para comprar lembranças. À tarde, fomos visitar o Museu do Prado onde pudemos ver obras de arte de diversos artistas. Depois, regressámos ao hotel e arranjámo-nos para o jantar. A maior parte das raparigas investia nesse tempo e apareciam para jantar todas “produzidas”. Nessa noite não saímos, pois estava tudo cansado… Chegado o dia 9 de Abril, o mais maluco de todos, fomos ao Parque Warner Bros. Foi o máximo! Andámos em montanhas russas, simuladores, hotel assombrado e até em queda-livre. Em algumas entradas para os divertimentos púnhamo-nos a cantar o Hino Nacional. Alguns visitaram pequenos estúdios. Já perto do final, fazia falta uma “banhoca”, pelo que fomos andar em duas cascatas de água. Numa, ficámos apenas salpicados, na outra, foi “banho completo”! Saímos de lá bem encharcadinhos. Na viagem de regresso para o hotel estava quase tudo a dormir e os mais despertos puseram-se a contar anedotas. No fim do jantar, fomos sair com os professores. No dia do regresso, o entusiasmo estava reduzido, pois a viagem estava a chegar ao fim. Saímos do hotel bastante cedo e partimos com destino a Ávila, que é uma cidade muralhada. Seguimos, depois, para Salamanca, onde descobrimos uma coisa incrível! Num monumento de século XVII está esculpido um astronauta. Depois de visitarmos Salamanca, em plena Praça Maior, cantámos o Hino Nacional e rumámos, então, para Vila Real. Adorámos a viagem! E divertimo-nos “à grande e à francesa”!



Texto: Ana Irene, 9ºD; Fotografias: Professores e alunos

quinta-feira, 29 de abril de 2010

EM ABRIL, FOMOS A BENIDORM

Para conhecermos um pouco mais do património natural, edificado e artístico de Espanha” (estas são as palavras das professoras), passeámo-nos, de 5 a 10 de Abril, por terras de “nuestros hermanos”, mais propriamente por Benidorm, província de Alicante.
Éramos um grupo de 4 professoras (que, nos últimos dias, ascenderam ao estatuto de zombies) e 48 alunos, quase todos do 10º ano, desta nossa Escola Camilo Castelo Branco.
Dia 1
Foram quase doze horas de autocarro.
Mas valeu a pena, quanto mais não seja pela paragem em Cuenca: uma pequena cidade construída numa paisagem de cortar a respiração, tal é o vigor das formas de relevo cársico, onde as “Casas Colgadas”se debruçam, perigosamente, sobre profundos canyons.

Cuenca

DIA 2
O dia foi passado no Terra Mítica, um parque de diversões e temático, onde fomos transportados para o mundo mítico das civilizações do Mediterrâneo, com as suas antigas lendas e mistérios.
Descemos o Nilo, numa montanha russa de água; experimentámos a fúria de Tritón, num espectacular Water Slide; viajámos na montanha russa, durante 35 segundos, a mais de 100 km/h, com cambalhotas de 360º e uma queda livre de 31 metros de altura; descemos ao Inferno Romano e transformamo-nos numa bola girando 60Km/h; recriámos o voo de Fénix, numa aterradora queda livre de 54 metros; entrámos na escura Pirâmide do Terror, onde múmias e monstros em carne e osso nos fizeram gelar o sangue, já para não falar da nossa fuga final, em direcção à luz da saída, perseguidos pelo homem da moto-serra.


Felizes…mas molhados que nem patos.

Depois do banho…almoço no Império Romano.

DIA 3
Depois da longa noite anterior, que começou bem com um assalto geral à máquina de gelados do hotel durante o jantar, bem precisávamos de uma viagem mais demorada, que nos permitisse dormir pelo menos, uma horita. Mas não porque o Mundo Mar era já ali ao lado: um parque temático marinho.
Espantámo-nos com papagaios a conduzir carros; maravilhámo-nos com as caudas dos pavões; rimo-nos com as brincadeiras dos macacos; admirámo-nos com a elegância dos pinguins; assistimos, encantados, a shows de golfinhos e de leões-marinhos e vivemos a experiencia única de nadar com eles.

O banho com os leões-marinhos

Todos juntos com o anfitrião.

DIA 4
Depois de mais uma noite de muitas horas não dormidas mas antes vividas, desta vez tivemos mais sorte: hora e meia, que deu para dormir um pouco, para chegarmos ao Oceanário em Valência.
Viajámos pelos principais mares e oceanos do planeta; pudemos admirar mais de 500 espécies subaquáticas diferentes; abrimos os olhos de espanto perante a cor e os sons dos oceanos; tiritamos de frio com as águas gelados do fundo dos mares; mergulhámos num túnel de acrílico e quase tocamos nos tubarões que se passeavam, serenamente, por cima das nossas cabeças; batemos palmas, entusiasmados, aos saltos mortais dos golfinhos.

Como saltam os golfinhos


A"Conga": operação de contagem, à saída do oceanário…não fosse algum fugir.


Todos…junto ao Oceanário.

Dia 5
Mais uma viagem de 1 horita e mais um sonito reparador até à cidade de Elche, para conhecermos, durante a manhã, o Huerto del Cura, um jardim botânico.
Vimos a maior concentração de palmeiras em toda a Europa, um palmeiral com origem fenícia, com mais de 2000 anos; mais ou menos a mesma idade tem o busto da Dama de Elche, descoberto nesta cidade em 1897, cuja reprodução observámos porque o original, demasiado valioso, se encontra num museu de Madrid; Abrimos os olhos em direcção ao céu para apreciarmos a Palmeira Imperial, cujo nome se deve à Imperatriz Sissi da Áustria, um candelabro vegetal constituído por um conjunto de uma palmeira-mãe rodeada por palmeiras mais pequenas, os seus filhos, com 165 anos.
A tarde foi tempo de ficarmos na piscina do hotel, de irmos até á praia, de passearmos ou fazermos compras em Benidorm. Enfim, um tempito para as professoras verem, finalmente, “a loja desamparada”…

DIA 6
Longa viagem em direcção à nossa cidade.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O 7º B foi às compras

No dia 20 de Abril de 2010, pelas 10Horas, a nossa turma deslocou-se ao Centro Comercial Dolce Vita Douro para participar na iniciativa: “Juventude e Consumo”, um dos desafios da Semana da Juventude 2010, organizada pela Câmara Municipal de Vila Real, em conjunto com outros parceiros, incluindo a nossa Escola.
O desafio constava de uma ida às compras ao hipermercado Jumbo, na condição de um jovem que tinha deixado a casa dos pais por ter de ir estudar na Universidade. Era necessário adquirir os bens de consumo para uma semana, tendo apenas 50€ para gastar nessas compras.
Saímos da escola eram 9:45 Horas e, acompanhados pela nossa professora de Ciências e pela nossa Directora de Turma, fomos de CorgoBus até ao Shopping,. Quando lá chegámos, dirigimo-nos logo para a zona do Jumbo e já lá estava, para participar na mesma actividade, uma turma de sétimo ano da Escola Secundária/3 de Morgado de Mateus.
Depois de sabermos quais eram as regras e os objectivos, a turma foi dividida em dois grupos: o grupo dos números pares e o grupo dos números ímpares, os primeiros estiveram acompanhados pela professora de Ciências da Natureza e os segundos pela professora de Geografia e Directora de Turma.
Iniciámos então a tarefa. Cada grupo tinha um carrinho de compras e foi colocando lá dentro os produtos que achou mais necessários. Às vezes, houve alguma discussão, porque nem todos concordavam em comprar os mesmos produtos, principalmente no grupo dos “pares”…
Depois das compras feitas, os grupos dirigiram-se para a caixa número cinco, para simular o pagamento. Os resultados foram bastantes diferentes: o grupo dos “pares” conseguiu “comprar” todos os produtos de primeira necessidade e gastou apenas 47€; o grupo dos “ímpares” foi muito mais gastador, tendo ultrapassado o orçamento disponível em mais do dobro. No carrinho deste segundo grupo havia produtos de primeira necessidade, mas também muitas guloseimas, petiscos e bebidas.
Foi um mero acaso, mas deu-se a coincidência de o primeiro grupo ser governado por raparigas, por elas estarem em maioria, e o segundo por rapazes, porque quase não existiam raparigas.
Depois de feito o registo das compras e de emitido o respectivo talão, os produtos seleccionados foram levados por uma empregada novamente para o interior da loja, para serem colocados de novo nas respectivas prateleiras. Essa foi a parte pior…
O grupo dos “pares” estava de parabéns! Os “ímpares” perderam o desafio, e foi justo, porque foram um bocado desgovernados, só podiam gastar 50€, mas gastaram 120€.
Seguidamente, os alunos e os professores deslocaram-se para o auditório do NERVIR, onde o gerente do Jumbo falou com as duas turmas e teceu alguns comentários sobre o nosso comportamento como consumidores, tendo-nos recomendado algumas formas para poupar e para encontrar os produtos com a melhor relação preço/qualidade.
Depois de ouvirmos o director do Jumbo, a nossa delegada de turma, em nome de nós todos, agradeceu e pediu desculpas por eventuais prejuízos.
Esta actividade cativou-nos, porque ir às compras com os colegas é sinal de diversão, mas também nos fez pensar no muito que temos de aprender se algum dia tivermos de governar uma casa.
Alunos da turma B, do 7º ano.


Podes ir as compras,
mas com precaução,
não metas tudo no carro,
enorme pode ser o talão!!

Compra apenas o necessário,
Para sobreviveres,
Compra fruta, carne e peixe,
E qualquer coisa para beberes…

Escolhe do bom e do barato,
Olha para as promoções,
Se não no fim ficas
a contar os tostões

Já sabes o que fazer,
Cuida bem da tua alimentação,
Se não, é a barriga a crescer,
E o teu dinheiro não!!!

Patrícia Peixoto, 7ºB
20/4/10

terça-feira, 30 de março de 2010

Visita de Estudo a Chaves

Aquae Flaviae

No dia 23 de Fevereiro, os alunos de todas as turmas do 7.º ano e das turmas I e J do 10.º ano participaram na visita de estudo a Chaves, dinamizada pelos professores de História, Hugo Bento, Celestino Silva, Aurora Magalhães e Álvaro Pinto. Esta actividade enquadrou-se nos temas «A Romanização da Península Ibérica» e «A importância estratégica e militar de Chaves no Portugal Medieval».
Apesar das condições atmosféricas não terem sido muito favoráveis, os alunos foram desafiados a descobrir a Chaves romana e a Chaves medieval. Para tal, tiveram de visitar o Museu Monográfico da Região Flaviense, a Torre de Menagem e o Museu Militar aí sediado, a muralha do antigo castelo, a Ponte Romana de Trajano ( do século I d. C.), os Paços do Concelho e as ruas tipicamente medievais do centro da cidade, a Igreja Matriz (também conhecida por Igreja de Sta Maria Maior) e as Caldas/Termas flavienses. Enfim, tanta coisa que Chaves nos pode proporcionar em termos de riqueza patrimonial.
Aos alunos foi lançado o desafio de experimentarem as águas quentes das caldas e conhecerem as suas propriedades e benefícios para a saúde, assim como, em realizarem algumas tarefas didácticas, aplicando assim os conhecimentos adquiridos nas aulas.
É de destacar o clima de companheirismo e boa disposição que se verificou entre alunos, professores organizadores e professores acompanhantes (aos quais se deve um agradecimento particular pela sua ajuda preciosa e dedicação no acompanhamento a um grupo tão numeroso).
Jogo cromático na arquitectura tradicional.

Forte presença romana em Chaves.

Texto: Hugo Bento
Fotografia e legendas: João Costa

quinta-feira, 25 de março de 2010

Visitas de Estudo ao Museu do Caramulo e Centro de Ciência Viva

No passado dia 20 de Março, formandos e formadores, do Curso de Educação e Formação de Adultos - Nível Secundário - da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco realizaram uma visita de estudo ao Museu do Caramulo e ao Cento de Ciência Viva em Aveiro. O Museu do Caramulo é conhecido pelas suas magníficas e valiosíssimas exposições de arte, automóveis, brinquedos antigos e miniaturas de colecção. “É um espaço aberto à comunidade, sem excepção, onde se alia aprendizagem a diversão, conhecimentos científicos a criatividade, visualização a emoção e objectos museológicos a histórias de vida. Com as suas exposições pretende contribuir para uma efectiva inclusão social e dar sentido ao conceito de educação ao longo da vida.” No Centro de Ciência Viva, formandos e formadores tiveram a oportunidade de produzir pasta de dentes, fazer uma viagem pelo mundo da Robótica e, no final da sessão, cozinhar e saborear uns deliciosos scones com manteiga, acompanhados por um chá, a gosto.


Reportagem: Isabel Machado