Divulgação informativa e cultural da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco - Vila Real
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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Winterrise

Sometimes it's like you can´t breathe
As much as you try
As much as you need
It seems that you´ll never be succeed.


You can feel something inside your heart
Not sure what it is
The only thing you know
Is that it tears you apart.


It gets worse everyday
You can feel the sadness in your veins
You start thinking about the pain
But please don´t let them take you away.


Red snow, Winterreise
Sad soul, poor thing
Can´t you see?
What have you become?


I still remember the day
you decided to leave
Since then
It´s a litttle bit more difficult to breathe.


Oh, but Red snow... Winterreise
The darknesss you became
They took your soul
And you left ... so easily.


Eva Oliveira, 10.º I

segunda-feira, 8 de junho de 2015

"I like to travel out my own walls"

I like to travel out my own walls 
This castle of mine build up by bones
And stones that raise 'till the sky so high
'Cause earth is no wide 
When there are echoes and sighs  
Occupying the space for feelings that hide
Scared by the bright of "City of Lights".

This dreamy Paris is shining with glow 
Spidery veins resembling the snow;

I know carriages 
May be too old
But to my both ears
The sound of the wheels
Is made out of gold.

There are lovesick lovers passing on by 
hallowed hallways with demons inside 
While centuries get stagnant beneath my eyes;

Although it is known by "The City of Love"
The grey painted sky up there above
Shows the lost tears of who has been lost 
The passed line that should 've never been crossed 
So, why is this city made out of rocks 
Instead made by the thoughts 
that have never been told?

Oh...! Verses and art are the only salvation
To that lonely people in a crowded nation.


Sara Moura, 8.º B 
(Texto base para a avaliação oral de Inglês – 3º período – 2014/15)

domingo, 9 de março de 2014

O trovão



O meu coração troveja dentro do meu peito
Tomando de mim toda a minha essência
Toda minha alma
Todo o cego pedaço de mim.
Saboreio depois o remetente silêncio
Esse tão amargo paladar da ânsia…

Que masoquista este ato de te amar
Não me amando.

Chuviscos de nada percorrem meus lábios
Sedentos dos teus.

Oh, amarga e infinita agonia,
Tu que me consomes a cada dia
Apazigua esta tempestade, a minha alma,
O meu coração…
Deixa-me livre…
E faz de mim sol, em vez de trovão!


Sara Moura, nº23, 7º B

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

José Fanha na escola




Pelas salas de aula, dizendo poesia.

Pelas salas de aula, dizendo poesia.

Um auditório que não suficiente para acolher tantos ouvintes.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Viagem interestelar


As estrelas dentadas
giram em torno das constelações das velhas Ursas.

Filhotes da Cão-maior
latindo ao Cocheiro perseguem
um Norte
rasgado pelos passos da Estrela Polar.


António Fortuna
7/6/2011

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A SEIVA DE UM POETA





A seiva de um poeta
são os versos…
A música
a dança
o humanismo
o silêncio
a solidão
e o abismo…

Nem um passo à retaguarda!


António Fortuna
13-5-2011


segunda-feira, 23 de maio de 2011

À luz do amor

A minha rua era grande, daí chamar-se rua Grande.

Era larga e comprida , cheia de gente, sempre a passar,
de rodinhas de crianças, de laços na cabeça, e de meias brancas de renda, feitas à luz do amor das avós, de mãos de pele enrugada, em olhares de meiguice e ternura, letra de poema, esquecido no tempo dos outros,
de bibes de todas as cores, alegrando os ares com as nossas vozes infantis, ingénuas, felizes, na música dos dias de sol a espreitar pelas folhas das árvores, frondosas, encantadas do pipilar dos passarinhos, deslizantes no milagre e na sedução da melodia,… ao fundo, em frente à igreja,
de pauzinhos de cerejas, em flores vermelhas, brancas, carnudas e sumarentas de sabores e formas, redondas, macias, escorregadias, em sonhos engalanadas, cinco coroas vendidas, âncora de todas as minhas lembranças,
de contos, sagrados, ditos em tom de magia, ouvidos, sentidos! saboreados nos olhos abertos, sedentos de mistério e de maravilha, ao sol de inverno, na varanda, à espera, ou nas escaleiras, velhas e atrapalhadas, aos tropeções com as vidas, em laços de borbotos, de teias enxertadas, em falas de poesia de teares abandonados
A. Andrés, em casa de meus pais



terça-feira, 22 de março de 2011

Primavera

Chegou a Primavera
Com as suas flores belas;
Gostava de viver no campo
Para sentir o aroma delas.

Tatiana, 7ºD

domingo, 13 de fevereiro de 2011

LABIRINTO DE IDEIAS

LABIRINTO DE IDEIAS

Sou
um produto
inacabado que
vagueia no labirinto
das ideias
à velocidade da luz
no Cosmos.

Um perturbador
de mentes
que se alimentam de
ambientes
perturbados.


António Fortuna

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

António Fortuna recebe Prémio Nacional de Poesia


O livro “Sonata ao Douro”, de António Fortuna, foi distinguido com o Prémio Nacional de Poesia Fernão de Magalhães Gonçalves 2010. A entrega deste galardão terá lugar nos Claustros do Governo Civil de Vila Real, no próximo dia 23 de Novembro, pelas 21 horas, em Vila Real.
Este prémio, instituído pela Editora Tartaruga e atribuído a poetas editados por esta chancela, também já distinguiu Joaquim de Barros Ferreira e António Cabral, poetas que pertenceram a escola.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Continuar

Continuar é a arte da esperança,
É a obra do coração.
É a obra da coragem.
Apenas o verdadeiro esperançoso continua,
Continua na esperança não de acabar,
Mas apenas de continuar.
Apenas o verdadeiro amante continua,
Continua na esperança não de acabar,
Mas apenas de continuar
A amar.
Apenas o verdadeiro corajoso continua,
Continua na esperança de continuar,
Mas sabendo que mais tarde ou mais cedo, irá acabar.

André Machado, 11ºB

sábado, 21 de agosto de 2010

Palavras

OS SONS ANDAM NO AR
À ESPERA DE QUEM OS AGARRE,
VOU GUARDÁ-LOS NAS PALAVRAS
À PROCURA DA MÚSICA DOS MEUS SENTIDOS.


torce por isso

torce por isso,
não vá o enguiço,
fazer-te submisso
e de improviso
sem lei nem siso
pernicioso juízo
riso indeciso
toque impreciso
ledo sorriso,
prolixo
sem compromisso
estaladiço,
sem fé nem juízo
falta de aviso
conciso
torce por isso!

Toque impreciso

A. Andrés

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Silêncio...

Silêncio...


Silêncio do marulhar
das ondas do mar.

Silêncio da tua voz
no meu olhar.

Silêncio da brisa
que toca e molda
o meu rosto.

Silêncio de forma
fugidia, desfeita
no dia a dia.

Silêncio
do tique - taque de relógio
na casa vazia dos meus avós.
sombra-presença de todos nós.

Silêncio
no povoado
abandonado
sem vida e sem gente,
onde estamos sós.

Silêncio
em moldura de xisto,
cenário de sol refulgente,
lampejo de sol poente
em estilhaço de vidro,
de janela ausente

Silêncio de gente
que passa de costas
voltadas, formas de vida
diluída,
ao virar da esquina;
espia de desencontros,
em postigo de escombros

Silêncio de corpo
dorido, abandonado
em jornal esquecido,
embrulho colocado
em chão molhado,
substância ausente,
outrora gente, ao abrigo
da multidão, indiferente.


Silêncio de casas
de portas abertas
escancaradas, abandonadas
ruas estreitas;
vestes desfeitas, esfarrapadas
vidas paradas
ausência de rosto
que o tempo marcou
no fundo de escadas
em vão…

Silêncio de corpo,
adormecido,
dorido, transido
de frio
ao abrigo
da solidão.
Silêncio……
!!!!!!!!

A. Andrés

terça-feira, 27 de abril de 2010

Fernando Pessoa por Patxi Andión e Ana Moura

Pela sua musicalidade e profundidade, os textos de Fernando Pessoa têm sido musicados e interpretados por autores portugueses e estrangeiros. No mais recente espectáculo de Patxi Andión, no Cine -Teatro de Torre de Moncorvo, escutei mais um texto do poeta, musicado por este cantautor. Entretanto realizei este pequeno filme, apoiado numa reportagem fotográfica por Torre de Moncorvo, de onde se destacam alguns quadros de Chi Pardelinha, outrora expostos no Museu do Ferro, e na interpretação soberba de Ana Moura e Patxi Andión do texto pessoano" Vaga, no Azul amplo solta".

Texto e filme: João Costa

domingo, 21 de março de 2010

Dia Mundial da Poesia

Andei à procura de um poeta
para lhe surripiar as palavras

E o mestre no silêncio
de fraga e de certeza

molha-me os lábios
de Natureza


J.Costa
21/03/2010

quinta-feira, 11 de março de 2010

Poesia no Dia Internacional da Mulher


Decorreu, no passado dia 8 de Março, a comemoração do Dia Internacional da Mulher, através de poesia dita pelos alunos de Língua Portuguesa do 9ºano de escolaridade.

Foram interpretados poemas de Carlos Drummond de Andrade, Miguel Torga, Florbela Espanca, Boris Vian, Cecília Meireles, Eugénio de Andrade e António Gedeão que apresentam a mulher como protagonista.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Poema Geométrico

Estava um dia, sisudo, talhado e sempre certeiro,
O nosso amigo Quadrado
Perdido de amores por aquela
Que se soube, chamar-se-ia
A doce Trigonometria!
O Quadrado, coitado, andava,
Suspirando em rectas infinitas,
De tão enamorado,
Arredondavam-se-lhe os cantos!
E os ângulos, coitados!
De rectos, já pouco tinham!
De resto, carecia de coragem,
Para a sua amada se declarar
Mas era certo, concerteza,
Que por ela, nada temia,
Tudo poderia enfrentar.
Juraria naquele lugar,
Enquadrar todos os Círculos,
Esses libertinos! Sempre a girar!
Cansado que estava de tormentos,
Com fúrias de gritar aos 7 ventos,
Procurou se aconselhar.
O Rectângulo, sempre amigo,
Confortou-o, e encorajou-o,
Com uma palmadinha nos ângulos
Aconselhou-o a encontrar Trigonometria
-“Quadrado meu rico amigo,
Era justamente o que eu faria!”
E o Quadrado lá foi,
Aprumado e de cantos afiados,
Mas o coitado foi infeliz,
É que a Trigonometria,
Segundo se diz,
Só gostava de Triângulos!

Cristina Freitas
In No Sótão do Pensamento II

Enviado por António Teixeira

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Resultado do concurso"A Árvore de Natal da Poesia", sob o tema "Sentir Natal", promovido pela Mediateca

Concurso “A Árvore de Natal da Poesia”

1º prémio EFA

Sentir Natal

No Natal contam-se histórias.
As do meu pai eram do Menino Jesus.
Hoje, na minha adolescência,
finalmente, fez-se luz.

Com a abertura das prendinhas
a alegria é a primeira a fluir,
enquanto isso,
a neve não pára de cair.

Nesta época natalícia
tudo é tão mágico e tão bom:
rabanadas e aletria.
Hummmm….!
Que delícia, que alegria.

Sentir Natal,
todos o sentem,
aqui, ali e acolá.
Natal é viver em união,
nós, vós e eles
com amor e compaixão.

Diogo Sá, EFA B3

1º prémio ex aequo Ensino Diurno

Que neste dia especial
Haja muitos sorrisos,
Vamos todos fazer por isso
Pois é dia de Natal.

Todos reunidos à mesa
Deliciamo-nos com a refeição,
Família acima de tudo
Brincadeiras e celebração.

Os pais ensinam a tradição
E as crianças escutam com atenção,
Quietos e fascinados
Ouvem seus pais babados.

Na época de Natal
Os pais andam atarefados
Comprando o presente ideal
Para os seus filhos adorados.

As crianças dão as mãos
Esperando o Pai Natal,
Pois são todos irmãos.
E adoram o Natal!


Ana Sofia Nóbrega de Oliveira,nº2,7ºC


1º prémio ex aequo Ensino Diurno

Pai Natal, não!
Nossa Senhora, também não!
Menino Jesus pode ser…
só falta escrever.

Uma boneca eu não quero,
um boneco também não,
talvez carinho e amor
e esperança no coração.

Se muito dinheiro eu pedisse
não iria ter, não!
Mais vale um tostão
e para sempre guardá-lo no coração.

Mas de tanto o guardar
teria de o gastar
numa prenda para a pessoa
que no meu coração estiver em primeiro lugar.

Para o pai ou para a mãe
ou até para os dois
Para vê-los com um sorriso
e com alegria adormecer depois!

Porque a que eu quero pedir
neste Natal: são os meus pais,
Tê-los sempre comigo.
Que me protejam e que para mim
permaneçam sempre como um abrigo!

“ Carta ao Menino Jesus”,
Patrícia Peixoto,7º B

Menção especial – Alunos

Ó da casa, nobre gente
escutai e batei palmas:
vai nascer o Deus – Menino,
redentor das nossas almas.
Esta noite é noite cheia,
uma Virgem vai partir.
A véspera de Natal
é a noite preciosa:
nasce o Rei Celestial
do ventre da Gloriosa.
Eu hei-de ir ter ao presépio,
sentar-me num cantinho
para ver o Deus – Menino,
a nascer tão pobrezinho.

S. José e mais Maria
iam ambos de jornada:
S. José andava muito
e Maria ia cansada.
Viram ao longe uma casa
foram lá pedir pousada.
Chamaram pela patroa
e respondeu a criada:
- É um homem e sua mulher
que nos vêm pedir pousada
trazem nos braços um filho
que nasceu de madrugada.

O que tu sentes e o que eu sinto neste dia especial
É o que toda a gente sente num dia de Natal!

Bárbara Santos, nº 4, 8º A

Menção especial – Professores

Pensées de Noël

C’est Noël!
Mais notre banc
Maintenant vide
Vide de nos amours
De nos chagrins,
De nos peines
De nos rires
De notre bonheur.
Notre banc est vide et blanc
Mais il n’est pas Seul
Nos oiseaux des noëls passés
Sont encore là
Et chaque Noël
Ils y retournent
Pour moi, pour toi.

Brízida , décembre 2009


Enviado por Rosa Canelas


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Na tal ...

Na tal rua
Cobertor de jornais

Na tal praça
Num corpo de cristais

Na tal calçada
Calcada por pinhais

Na tal berma
Taberna de tantos ais

Na tal sorte
De um afago

Gémeas as palavras


Vasconcelos do Al, in Pequeno Cancioneiro de Natal, CMVR, Vila Real , 2000

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

MEDIATECA - Concurso de quadras alusivas ao S. Martinho

No passado dia 11 de Novembro, a Mediateca realizou um concurso de quadras alusivas ao S. Martinho. Participaram mais de 100 alunos, uma dezena de professores e uma dezena de funcionários, que após visualização de um power point relativo à lenda de S. Martinho, de improviso diziam quadras, das quais mais de 100 foram escritas e entregues para o concurso de que se apresentam as quadras premiadas.

1º prémio (Ensino Diurno)

Olha o S. Martinho
De sol a espreitar
Uma fogueirinha
Toca a festejar

Que lindas que são
No lume a estalar
Vamos lá meninos
Vamos lá a provar

Castanhas quentinhas
Que boas que são.
Cuidado meninos
Não queimem a mão.

Rui Ribeiro, 9ºF

2º prémio (Ensino Diurno)

S. Martinho foi bondoso
Partilhou com o sem-abrigo.
Estava um dia chuvoso
Mas o tempo foi seu amigo.

Patrícia, nº 21, 7ºF (em resposta a Ana , nº1, 7ºF)

1º prémio (EFA)

- Olá s. Martinho!
Vem cá abaixo comer
Castanhas e provar
O teu vinho.

- Não vou já, estou
embriagado,
Mas desculpa,
Não fui eu o culpado.

Estou tonto, nem vejo
A minha espada.
Vou dormir e não
pensar em mais nada.

Sérgio Lameirão, EFA NS A

2º prémio (EFA)


Há festa na minha aldeia
No dia de S. Martinho
Fogueiras assando castanhas
Abre-se o pipo do vinho.

Eva Silveira, EFA B3


Prémio - Professores

Teve sorte, aconchegou-se
O pobre do S. Martinho
Deram-lhe metade da capa
Em vez de castanhas e vinho.

Aida Pereira

Prémio - Funcionários

No dia de S. Martinho
O sol não pode faltar
As castanhas bem assadas
E o pipinho encertar.

Comer com muita vontade
Devagar p’ra não engasgar
Mas se ficar aflito
Beber uma pinga p’rajudar!....

Maria João