Divulgação informativa e cultural da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco - Vila Real
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Projeto Ciência na Camilo
No âmbito do “Projeto Ciência na Camilo” os alunos do
Jardim de Infância das Árvores realizaram duas sessões de actividades
experimentais. A primeira decorreu no laboratório de ciências da nossa escola e
a segunda nas instalações do seu centro escolar.
No Laboratório de Ciências participaram
empenhadamente em atividades experimentais e observaram as suas próprias
células, ao microscópio, que esquematizaram artisticamente no papel. O entusiasmo
não parou por aqui! Os pequenos demonstraram o seu tenro saber de forma
afincada na compreensão e interpretação de atividades relacionadas com os
sentidos. Estes ficaram em alerta e não erraram quando identificaram cheiros, sabores,
sons e imagens. O momento mágico aconteceu quando o tato entrou em ação e todos
os meninos perceberam que a sensação térmica não é uma boa medida para quente e
frio e por isso é necessário um instrumento que meça a temperatura.
O grande quadro do laboratório foi pequeno para a
criatividade destes petizes. Foi com muito entusiasmo, empenho e dedicação que
o ilustraram de forma magnífica, com meninos e corações.
O corredor
vermelho do liceu desfiou-os a fazer uma “corridinha” entre expositores para
admirar os animais embalsamados, os esqueletos e a coleção de rochas e
minerais.
Regressaram ao Jardim de Infância felizes e
contentes, deixando maravilhada a comunidade da Escola Secundária Camilo
Castelo Branco.
Na segunda actividade, subordinada ao tema “Morfofisiologia
do corpo humano” os professores responsáveis utilizaram um modelo anatómico 3D
para explicar a localização e funcionamento dos órgãos. Os alunos participaram
ativamente com os seus conhecimentos e sugestões para promover a saúde. De
repente fez-se silêncio na sala pois o auge desta demostração coincidiu com o
fascinante momento da simulação do “rebentamento da placenta e parto”.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Visita ao lar "Nossa Senhora das Dores", de Vila Real
No dia 28 de Novembro de
2013, a
nossa turma da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica, da escola
secundária Camilo Castelo Branco, decidiu visitar o lar de idosos, Nossa
Senhora das Dores, de Vila Real, sobre o tema desenvolvido nas aulas - atos de
solidariedade, atividade proposta pelo professor Paulo Santos.
À chegada
do edifício do lar, fomos calorosamente recebidos pela própria diretora, que
nos guiou até aos aposentos dos idosos a quem, após termo-nos apresentado, entrevistámos
e trocamos impressões.
Oito dias
depois, a nossa turma juntou-se a outros colegas de EMRC e preparámos um
pequeno teatro natalício para apresentar aos nossos novos amigos mais velhos,
que ficaram muito contentes. No fim, todos nós nos divertimos e partilhámos
este espírito de solidariedade que nos envolve nesta época de Natal.
Ana Barros , 10ºB
ENTREVISTA
No dia 28 de Novembro de 2013,
no âmbito da disciplina de EMRC, as turmas B,E,F do 10ºano, foram ao Lar de
Nossa Senhora das Dores entrevistar a Diretora da instituição
Boa tarde, quantos anos tem esta instituição e
porque é que lhe deram o nome de “Nossa Senhora das Dores”?
«A instituição tem 130 anos de idade e o seu nome inicial era “O
Asilo”, o amparo de Nossa Senhora das Dores, devido a uma grande senhora que
deixou, quando morreu, um legado para criar uma instituição de proteção a
pessoas em Vila Real: a idosos e principalmente a mulheres que tenham vivido
bem e que no fim das suas vidas tenham caído na miséria. O seu testamento dá a
sensação de que era muito específico no que se refere a quem era para dar
apoio.
Qual é a orgânica da instituição?
“É uma fundação
gerida por uma constituição administrativa, que administra o dia a dia, e por
uma constituição fiscal, que uma vez por ano ou sempre que entende fiscaliza,
mas vai haver alterações de lei.”
“As irmãs começaram a fazer parte também do lar, devido ao Monsenhor
Jerónimo Amaral que fazia parte da administração e propôs à Irmã Mãe Clara que
viessem irmãs para ajudar na manutenção da casa. Cá estão, portanto, desde
1989. Não é uma casa das irmãs mas é onde elas dão uma colaboração muito
forte.”
Quais são os serviços oferecidos aos utentes? O
Estado garante algum tipo de ajuda?
“Alojamento – aqui é dado todo o apoio, a todas as pessoas que
precisam de alojamento: as pessoas vivem aqui, dormem aqui, têm as refeições a
horas, roupa lavada, enfermeiras e médicos, animação cultural… Têm uma família,
que por várias razões têm muitas dificuldades ou porque não têm ou porque não é
possível, e aqui tentamos que seja uma família, uma família grande mas uma
família. Sim, é uma instituição ajudada não na totalidade, mas uma grande
parte, subsidiada pelo Estado.”
A instituição consegue dar resposta a todas as
necessidades dos utentes?
“Dos que temos cá
sim, tentamos fornecer-lhes tudo o que precisam. Agora, temos uma lista de
espera muito grande, só podemos ter 80 pessoas.”
Acha que os utentes gostam do lar?
“Sim, pois além da
parte concreta (as necessidades deles, conforto, alimentação, etc), o ter com
quem falar, terem carinho, pessoas a fazer-lhes companhia faz com que eles
gostem muito do lar. Muitas pessoas autónomas que se inscrevem no lar dizem que
tem medo de estar sozinhas, principalmente, à noite. Terem pessoas a vigiá-las
de noite é muito importante para eles.”
O objetivo do lar é fazer felizes estas pessoas
na reta final das suas vidas?
“É um dos objetivos.”
O esforço aplicado neste lar é gratificante?
“Eu acho que sim, pelo menos da minha parte, é complicado mas acho que
qualquer pessoa que trabalha aqui gosta daquilo que faz. Uma coisa que se nota
é que quando alguém falece, qualquer pessoa do lar fica sensível.”
A família costuma visitar os utentes?
“Depende, há
famílias que vem cá todos os dias, outras estão no estrangeiro e só vem quando
estão de férias. Agora há pessoas que não têm família.”
Como é que festejam o natal?
“Normalmente, faz-se
o almoço como se fosse o jantar de Natal, há entrega de prendas e todo este
tempo é tempo de festa.”
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Escolas Associadas da Unesco,
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