Quando a vi, fiquei encantada, e sorri como a boneca. Fiz-lhe uma cama com uma caixa e uns panos, chamei-lhe Joana, porque era um nome que eu gostava muito.
Eu imaginava-a com vida, falava com ela e por ela. Ia fazer bolos de lama e punha-a a cozinhar comigo. Quando minha mãe me chamava para ir comer, eu ia com a minha Joana, dava-lhe comida, sujando-a toda. Até que um dia deixei-a na escola, e minha avó viu-a e levou-a para lavar. Fiquei muito aflita à procura dela, já com as lágrimas nos olhos.
Fui até à casa da minha avó, e lá estava ela, a minha Joana, pendurada pelos totós, na corda de secar a roupa! A partir daí, nunca mais a larguei.
Verónica Alves, Nº20, 7ºD
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