Divulgação informativa e cultural da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco - Vila Real

sábado, 31 de janeiro de 2009

Le 30 janvier j’ai vu le Géneral De Gaulle au lycée


Le 30 janvier j’ai vu le Géneral De Gaulle au lycée

Gostaria de partilhar convosco um sonho que tive na madrugada de 30 de Janeiro.
E, se não se importam, vou fazê-lo embora a “minha Pátria” seja "a Língua Portuguesa" , em três dos idiomas mais falados nesta grande aldeia global que se transformou o nosso planeta.
Sabem como é, não quero ser tendenciosa, além disso respeito “todos os Credos”- la veille du dernier jour de cette nouvelle année, j’ai eu un rêve. Mas um sonho muito estranho. Não é que vinha eu “sorridente” com os objectivos de sempre: dar o meu pequeno contributo para a formação dos nossos jovens, os futuros homens e mulheres de amanhã, quando me deparo logo na Entrée de notre lycée sabem com quem? O nosso patrono Camilo em amena cavaqueira com o General de Gaulle! Nem mais! Anacronicamente estavam, disseram-me, à espera do especial da TVI sobre o desembarque da Normandie ( o dia”D” ou jour”J” de 6 Junho 1944, lembram-se?).
Enquanto esperavam, Camilo de “pena em riste” começava a delinear a sua próxima novela “Amor de Perdição II”, uma novela cujos protagonistas eram um belo soldado alemão e uma soldado da resistência francesa , enquanto De Gaulle lhe relatava todos os pormenores de tal história, por ele presenciada. Enfim, uma trapalhada ! E como se não bastasse, num plasma “pendurado” na escadaria da escola, a Manuela Moura Guedes irrompe tela fora a anunciar que estavam a chegar imagens em directo do encontro , na sala oval,de Luther King e Obama . Um dizia “I have a dream” o outro ripostava “ Yes we can”. Quando tal , De Gaulle sentindo-se posto de lado , pois queria que o mundo soubesse da consequência do seu célebre discurso de 18 de Junho de 1940 e que permitiu que Eles tivessem “dream” e Nós “sonhos” pois foi graças ao “rêve” dele que os franceses e o mundo conseguiram aniquilar o inimigo, lá discursou mais uma vez como se estivesse do outro lado do tempo, nas ondas da BBC quando a França derrotada e invadida pelos alemães baixaram os braços à luta e comodamente ( uns por medo, outros por oportunismos vários) : se instalaram em Vichy fazendo, diziam eles, para bem da Nação, uma política de colaboração franco-alemã. Vou apenas transcrever os tópicos de que me recordo:
“…Quoi qu’il arrive la flamme de la resistance française ne doit pas s’éteindre et elle ne s’éteindra pas… !. E, arrematou, à pressa pois a dita transmissão estava já a iniciar com a reportagem em directo da Normandie pelo « jovem » jornalista da BBC Fernando Pessa : “La France a perdu une bataille, mais la France n’a pas perdu la guerre … « Uff! Virei-me para o lado e não é que acordei? Mas que “rabus de rêve” foi este? Olhei para o lado e lá estava o relógio a marcar fielmente” 3o de Janeiro de 2009.
Dizem que "nada na vida acontece por acaso". Ou será “não há coincidências”? Ainda estou baralhada. Quando acordo fico sempre assim.


Brízida Azevedo

Sem comentários: